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Donald Trump vai à China; eleição no Haiti ameaçada

12 de maio de 20264min
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A visita de Donald Trump à Xi Jinping na China, na quinta-feira; no Haiti, em agosto haverá a primeira eleição em uma década no país mais populoso do Caribe.

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Felipe Figueiredo

ComentaristaComentarista de Internacional
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  • Visita de Trump à ChinaDonald Trump e a NASA · Xi Jinping · China · Guerra contra o Irã · Petróleo iraniano · Alianças militares China-Irã · Tecnologia, treinamento e armas fornecidas à China · Cessar-fogo · Proposta do Irã · Eleições de meio de mandato nos EUA · Câmara Conjunta de Comércio EUA-China · Balança comercial · Déficit comercial dos EUA · Compras chinesas de produtos agrícolas · Soja dos Estados Unidos · Economia brasileira · Compras de produtos de alto valor agregado · Aviões da Boeing · Mercado de aviação doméstica chinesa · Paz, previsibilidade e estabilidade · Guerra comercial EUA-China · Tarifas contra produtos chineses · Sanções americanas · Hengli Petroquímica
  • Crise no HaitiHaiti · Eleição · País mais populoso do Caribe · Golpes · Guerra civil · Desastres naturais · Governos interinos · Segurança no Haiti · Gangues armadas · ONU · Estados Unidos · Forças de segurança no Haiti · Jovenel Moise
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O Mundo em 3 Minutos Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Hoje começamos com informações sobre a visita de Donald Trump a Xi Jinping na China na quinta-feira. Tema principal, claro, a guerra contra o Irã.

A China é a maior compradora de petróleo iraniano. Tem alianças militares também com o Irã. Já forneceu tecnologia, treinamento, até mesmo armas. Seria muito positivo se Trump chegasse a Pequim com o cessar-fogo anunciado. Não deu certo. Trump disse que a proposta do Irã enviada aos Estados Unidos é um lixo. Então Trump deve tentar capitalizar essa visita junto com seu público interno.

de olho na queda da sua popularidade e também nas eleições do meio de mandato agora em novembro. O comentarista Felipe Figueiredo falou sobre isso no CBN Pelo Mundo. Dentre as questões que podem ser negociadas e, eventualmente, serem trazidas como a vitória para o público interno,

E está a proposta, o desejo dos Estados Unidos de estabelecer uma espécie de Câmara Conjunta de Comércio para regular a balança comercial e também elos de investimentos para diminuir o déficit comercial histórico das últimas décadas dos Estados Unidos em relação à China. Também, para o governo Trump, vai ser interessantíssimo, importantíssimo, anunciar eventuais compras chinesas.

de produtos agrícolas, e aí, por exemplo, talvez se a China aumentar a sua compra de soja dos Estados Unidos, isso influencia a economia brasileira, é bom ficarmos de olho nisso, mas também compras de produtos de alto valor agregado, como, por exemplo, aviões da Boeing. O mercado de aviação doméstica chinesa é, obviamente, um mercado gigantesco.

Esse é um dos poucos setores tecnológicos em que a China ainda não desenvolveu plenamente a sua indústria. Além disso, a China deve mostrar que busca paz, previsibilidade, estabilidade. Mas também será um momento de deixar claro que não teme uma escalada da guerra comercial imposta pelos Estados Unidos. Só para lembrar, nós tivemos um momento de tarifas de 145% contra produtos chineses.

Só que recentemente a China anunciou pela primeira vez um mecanismo que simplesmente ordena que empresas atingidas por sanções ignorem, tipo, segue o baile que eu, o governo chinês, te protejo. Isso começou quando os Estados Unidos sancionaram cinco refinarias chinesas, entre elas a Hengli Petroquímica, uma das maiores refinarias privadas da China.

E agora vamos para o Haiti. Tem eleição no Haiti marcada para agosto. Gente, essa seria a primeira eleição em uma década no país mais populoso do Caribe. Vive um caos há décadas, com golpes, com guerra civil, com desastres naturais e sucessivos governos interinos têm adiado o pleito. O que acontece agora? A segurança no Haiti não está num nível adequado para realizar essas eleições.

Enquanto isso, gangues armadas dominam o país. A ONU e os Estados Unidos condicionaram parte de seu apoio às forças de segurança no Haiti à realização dessas eleições. O último presidente haitiano foi Jovenel Moise, assassinado em 2021. Mundo em 3 minutos. Até amanhã.

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