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‘Inflação alta limita a capacidade do Banco Central de reduzir juros’

12 de maio de 20266min
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Carlos Alberto Sardenberg fala sobre o IPCA de abril, que será divulgado, nesta terça-feira (12), pelo IBGE. A expectativa é que venha relativamente alta, uma inflação de 0,66%, segundo projeções obtidas pelo Valor Data. Comentarista destaca que analistas acham que a inflação, daqui para frente, será acima de 4%, se aproximando de 5%, ao mês. Com isso, o Banco Central terá dificuldade para reduzir mais a taxa de juros. Ouça.

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Participantes neste episódio4
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
C

Cássia

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M

Milton

HostJornalista
G

Gutenberg

Convidado
Assuntos3
  • Inflação e Política MonetáriaIPCA de abril · Expectativa de inflação alta · Inflação acima de 4% e perto de 5% · Meta de inflação · Dificuldade do Banco Central em reduzir juros · Política monetária vs. política fiscal
  • Impactos do conflito no petróleo, inflação e jurosGuerra na Ucrânia · Influência no mercado internacional · Impacto na inflação brasileira
  • Políticas de crédito do BNDESEstímulo ao crédito · Programas para inadimplentes · Contraste com política monetária
Transcrição15 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Linha Aberta, com Carlos Alberto Sardenberg. Bom dia para você, Carlos Alberto Sardenberg. E aí, Milton, Cássia, como vão ouvir? Tudo bem? Tudo certo. Bom dia, Carlos Alberto.

Gutenberg, daqui a pouco, daqui a meia hora, um pouco mais, sai o resultado da inflação oficial do país, que é o IPCA. Eu quero ouvir aí suas observações a propósito dos preços.

Olha, Milton, Cássia, ouvintes, como você falou, a inflação, o IBGE divulga daqui a pouco o IPCA de abril. A expectativa é que venha relativamente alta, uma inflação de 0,66%, segundo as projeções obtidas pelo Valor Data. Valor Data, a empresa do valor econômico, o departamento do valor econômico.

que oferece os dados econômicos, ele consultou as projeções de 32 instituições financeiras, de consultorias, e chegou a esse número, de 0,66. E em 12 meses, a inflação até abril deverá ir para 4,4, qualquer coisa perto disso.

Bom, mas a gente vai saber o resultado daqui a pouco. O que eu queria excelentar é que depois dos efeitos da guerra, e a gente já vai ver os efeitos da guerra no mercado internacional e suas relações com o Brasil, a gente vai ver em abril como um período inteiro. A guerra começou em março.

e abril, então, vai ter o mês todo de influência da guerra, e jogando a inflação um pouco mais para cima. E olhando no futuro, olhando para planejamento, para expectativas e tal, você vê que os analistas estão convergindo para a seguinte posição.

achar que daqui até o final do ano a inflação vai continuar rodando acima de 4% e quando vai chegando mais perto do final do ano, vai rodar mais perto dos 5% ao ano. Ora, bom, então é importante saber isso, quem tem negócios que...

trabalha com investimentos, enfim, as pessoas que são assalariadas deveriam contar com isso, que daqui para frente a gente vai ter uma inflação acima de 4% e se aproximando de 5% ao mês. Isso é importante para quem está planejando suas finanças, digamos, daqui para frente.

E a questão é que esse 5%, o 4,5% vai lá, está no teto da meta da inflação. A meta da inflação é 3% e a meta de tolerância vai até 4,5%. Tem uma tolerância para baixo também, mas dessa ninguém olha, porque a inflação chega a 1,5%.

não passa na cabeça de ninguém. Então, o que a gente olha é o teto da meta, que é de 4,5%, e a inflação desse ano deve ficar nessa faixa mesmo, aí perto dos 4,5%, e ao final do ano, como eu dizia, se aproximando dos 5%. Qual é a consequência disso? É que o Banco Central, que tem muita dificuldade, terá muita dificuldade para reduzir mais a taxa básica de juros.

Por quê? Porque a inflação que vinha caindo ao longo do ano passado, e no começo desse ano, antes da guerra, a inflação que vinha caindo, sugeria a hipótese de que as taxas de juros poderiam cair de uma maneira muito persistente e de uma maneira intensa até o final do ano.

Não é mais esse o panorama, é de uma taxa de juros mais alta, com quedas, se houver quedas, quedas mais limitadas, porque o panorama, quando a gente olha a situação de hoje, a gente vê que a inflação vai estar rodando mais perto dos 4,5 do que dos 3. E então, isso limita a capacidade do Banco Central de reduzir juros.

E como o governo está querendo resolver questões de crédito, ele está resolvendo a questão dos inadimplentes, e depois vai, agora está anunciando também programas para os inadimplentes, o governo, você vê, está querendo favorecer o crédito, está querendo favorecer o crédito, quando o Banco Central tem uma política de tornar o crédito mais caro para reduzir a atividade econômica e depois reduzir.

a inflação. Resumo da ópera, a política monetária, que é aquela feita pelo Banco Central, vai na direção contrária da política feita pelo governo, que é a política fiscal feita pelo governo, que é uma política, primeiro, de gastos bastante elevados, que impulsiona o consumo, e, de outro lado, uma política de tentar estimular créditos para as diversas faixas da população.

Quer dizer, nesse nível a inflação não cai mesmo. Fica a política monetária de um lado, a política fiscal de outro. E o resultado é a inflação alta com juros altos. É isso aí, Milton e Cássia. Muito obrigado, Sardenberg. Até logo mais ao meio-dia. Até mais. Até.

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