Síndrome dos Ovários Policísticos muda de nome; entenda
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Luiz Fernando Correia
Cássia
Milton
- Mudança de nome da SOPSíndrome do Ovário Policístico · Doença sistêmica · Alteração hormonal · Resistência à insulina · Condição metabólica · Doença cardiovascular · Infarto · AVC · Universidade de Monash · Classificação Internacional de Doenças (CID)
Saúde em Foco. Com Luiz Fernando Correia. Muito bom dia, doutor Luiz Fernando Correia. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, doutor. A síndrome de ovários policísticos vai mudar de nome?
Pois é, Milton, esse é um problema de saúde que afeta uma em cada oito mulheres em idade reprodutiva. Então, estamos falando aí de mais de 170 milhões de mulheres no mundo inteiro. Essa mudança, Milton, não é simplesmente uma coisa burocrática, não é só trocar letra, porque, na verdade, no fundo, a gente tinha um erro científico nessa história.
Porque a ideia de policístico já sugere no nome que existam cistos nos ovários. Na verdade, isso não acontece na doença. O que existe é um acúmulo de folículos imaturos, ou seja, por conta de uma alteração hormonal. Então, não são cistos no termo clínico da palavra.
Só que isso foi assim que foi visto e vem sendo repetido. Agora, mais importante do que simplesmente essa questão do nome do cisto é que entender que essa que era conhecida como síndrome do ovário policístico é uma doença sistêmica, ou seja, não acontece só no ovário. É uma desordem que envolve excesso de hormônios, alteração no eixo de regulação hormonal, resistência à insulina, ou seja, uma condição metabólica central.
ou seja, o que acontece no mundo, no corpo todo da espécie da mulher. Então, tem relação com aumento de obesidade central, diabetes tipo 2, gordura no fígado, hipertensão de lipidemia, ou seja, mulheres com assínio de ovário policístico, que é o nome que todo mundo conhece até agora, tem 68% um risco maior de doença cardiovascular.
duas vezes e meia mais infarto e 70% um risco maior de AVC. Então, por entender que essa doença é mais complexa do que simplesmente a presença dos sístomos ovários, um grande consenso global foi coordenado pela Universidade de Monash, na Austrália, com mais de 14 mil consultas, e nos próximos três anos vai acontecer essa transição, porque vai ter que entrar no prontuário eletrônico, no sistema de classificação da Organização Mundial da Saúde.
na próxima edição do livro, que é a classificação internacional de doenças, que é o CID, que muita gente já ouviu falar, na atualização das diretrizes internacionais, e isso acontece até 2028. E para quem tem esse problema, o que muda? Isso muda porque o nome mais preciso, entender que isso é mais complexo do que simplesmente cistos no ovário, atrasa...
não reconhecer isso, atrasa o diagnóstico. Então, vai ser mais interessante e melhor para as mulheres e para os médicos que vão poder abordar essas pacientes de maneira mais sistêmica, Milton. Entendendo que isso não é um problema só do ovário. Muito obrigado, doutor Luiz Fernando. Bom dia. Bom dia para você, Milton, Cassi e todos os ouvintes. Bom dia, doutor.