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Plano de combate ao crime organizado vai funcionar ou é eleitoreiro?

12 de maio de 20266min
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O presidente Lula afirmou hoje que o governo vai combater o crime organizado "da esquina até o andar de cima" para devolver o território ao povo brasileiro. Durante o lançamento do programa Brasil contra o crime Organizado com orçamento de R$ 11 bilhões de reais, Lula disse que o foco não deve ser apenas na periferia, mas nas estruturas financeiras que sustentam as facções. Ouça a análise de Vera Magalhães.

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Participantes neste episódio3
V

Vera Magalhães

HostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

Co-hostJornalista
Assuntos3
  • Crime OrganizadoPlano Brasil contra o Crime Organizado · Lula · Asfixiar financeiramente as organizações criminosas · Estruturas financeiras das facções · Ministério da Segurança Pública
  • Preparativos eleitorais em São Tomé e PríncipePlano embalado às vésperas da eleição · Sensação de preocupação do governo · Intenções de voto · Avaliação do governo
  • Politicas PublicasEscala 6x1 · Desenrola 2
Transcrição16 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Viva a voz, com Vera Magalhães. E aí, Vera?

Oi, Sardenberg, oi, Cássia, boa tarde também para os ouvintes, para quem nos assiste. Boa tarde, Vera. Bom, Vera, o governo acaba de lançar o plano de combate ao crime organizado. Falaram lá muita coisa, muitos objetivos, asfixiar financeiramente as organizações criminosas, as milícias, com apoio dos estados e tal, enfim.

Como é que você vê isso aí? Vai funcionar ou é só eleitoreiro? Olha, Sardenberg, ficou muito para a última hora, né? O governo Lula ficou oscilando entre dois polos. Ele ficou bem bipolar nessa questão da segurança ao longo desses três anos e meio. Porque havia desde a campanha eleitoral...

uma corrente que propugnava a criação do Ministério da Segurança Pública, argumentando que isso seria bom para o Lula, seria bom para a esquerda, seria bom para o PT ter mais protagonismo nessa área e mostrar que a esquerda não era avessa a reforçar amarras e controles ali na área de segurança pública e não tratava essa questão apenas com a abordagem...

dos direitos humanos, aquela coisa ali que a direita sempre acusou, que a esquerda só ligava para o direito dos bandidos, etc, etc. Mas ele ficou muito resistente. Hoje mesmo, no lançamento do Plano Brasil contra o Crime Organizado, ele admitiu isso, que ele hesitou e que ele achava que não era uma boa.

Mas o assunto foi ganhando envergadura, foi ganhando relevância ao longo desses últimos anos, foi aumentando nas pesquisas aquela percepção de que o que o governo federal fazia em termos de segurança pública era insuficiente. E aí o governo, paulatinamente, começou a ingressar mais no tema. Primeiro com a PEC da segurança pública, depois com aquele...

projeto de lei, antifacções, e agora com a criação desse plano que tenta fazer uma amarra de tudo que foi feito. E o Lula, no lançamento, disse que assim que a PEC passar no Senado, ele vai finalmente criar o tal Ministério da Segurança Pública.

Me parece que tudo isso está ficando muito tardio. Todas essas iniciativas vieram do ano passado para cá, do segundo semestre do ano passado para cá. A PEC passou na Câmara agora em março, está parada no Senado. Davi Alcolumbre não deu ainda nem a canetada que precisa dar para que ela comece a tramitar no Senado.

A gente sabe que as relações entre ambos estão bastante conturbadas. Ele nem foi hoje no lançamento do plano. O Hugo Mota foi, mas o Davi Alcolumbre não foi, não compareceu. Então, me parece que fica tudo para a última hora com aquele...

com aquela cara de um plano embalado ali às vésperas da eleição para dar a sensação, mais do que realmente a concretude de que o governo está se preocupando com esse assunto. E aí isso se junta a uma série de políticas públicas desse último mês.

se a gente for dizer, porque o governo em 14 de abril mandou o projeto da escala 6x1 para a Câmara, que já estava tramitando na Câmara, e depois disso lançou o desenrola 2, também depois de uma demora bastante considerável. São todas as medidas que ele espera que façam efeito a tempo de melhorar a sua avaliação e, portanto, melhorar também as suas intenções de voto em primeiro e segundo turno.

se vai dar tempo ou não, é aquela discussão de sempre. A escala 6x1 parece que está andando na Câmara. Os próprios empresários têm confidenciado aos políticos que eles acreditam que não vão conseguir evitar a aprovação dela na Câmara e também no Senado, mesmo com a vontade do Senado. Então, é isso, as propostas.

Estão andando, algumas delas provavelmente vão andar até antes das eleições. Resta saber se elas vão configurar um conjunto de tal natureza, de tal ordem que as pessoas olhem e falam, olha lá, o Lula está sim fazendo um bom governo, ele merece mais uma chance. Que essa é a pergunta que até aqui...

Está sendo respondida de forma negativa nas pesquisas. A maioria das pessoas acha que ele não faz um bom governo e não merece mais uma chance. Então, essa é a chave dupla que ele precisa virar nesses menos de cinco meses que nos separam do primeiro turno. Tá certo. Por falar nisso, tem pesquisa essa semana, né?

Amanhã, amanhã cedinho, já estarei com Cássia Godói, Milton Jung, porque aqui a escala 6x1 está cantando solta. E a gente já está escalada. Já está escalada. Tem períodos aqui que a escala é 7x7. As eleições estão chegando aí, pessoal. É, logo chegamos nisso. Vera, obrigado, Vera. Até amanhã.

Tchau, gente. Até amanhã às oito da manhã, tá? Oito da manhã, é verdade. Mas antes ela volta no ponto final hoje. É verdade. Beijo, tchau. Beijo, até mais.

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