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Sicilia en Primeur 2026: o prestigiado evento de vinhos na Itália

12 de maio de 20265min
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Suzana Barelli, diretamente de Palermo, na Sicília, compartilha cobre o Sicilia en Primeur 2026, evento que reúne jornalistas do mundo inteiro para provar os vinhos da Sicília. Ouça.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
S

Sanderenberg

Host
S

Suzana Barelli

ConvidadoJornalista
Assuntos1
  • Vinhos e EnologiaVinhos de 11-12 anos atrás · Vinhos atuais · Uvas francesas vs. autóctonas
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Momento do Brinde, com Suzana Parelli. Suzana?

Oi, Sanderenberg, é Cássio, eu vim e disse boa tarde pra vocês. Boa tarde, Suzana. Suzana tá com imagem e sabe onde ela tá, Cássia? Onde? Malerno, Sicília. Que delícia. Tá sol aí, tô vendo, né?

Tá sol e aqui são quase sete da noite e ainda tá sol. Tá uma delícia aqui, vocês não têm ideia. Agora o que eu achei mais bacana é que a Suzana tem um panorama pra gente dos vinhos da Sicília, como eles eram antes e como eles são agora. Dá pra fazer um comparativo a isso, Suzana?

É isso, Cássia. Eu vim aqui, fazia tempo que eu não vinha para a Sicília, acho que foi, eu não consegui lembrar, mas faz 11 ou 12 anos que eu vim para a Sicília, exatamente para esse mesmo evento, que chama Sicilian Primer, que reúne uma série de produtores aqui da Sicília.

E a Cecília é interessante porque ela é uma ilha, mas é uma ilha com outras ilhazinhas ao lado. A mais famosa é Panteleria, que é um pouco mais ao sul. E a Cecília, os produtores aqui falam muito que ela pode ser uma... É como se fosse um continente. Porque apesar de ser uma ilha, por exemplo, se você vai para a Ilha do Pico, no Açores, que é uma ilha que você tem uma característica meio comum em toda a ilha, a Cecília tem... Conforme a região que você está da Cecília, você vai ter vinhos...

com uma característica ou com outra característica. Por exemplo, a região mais badalada hoje é o Etna, que é solo vulcânico, mas você tem vinhos que são mais marítimos de ilha, que são com clima mais continental. Então, você tem uma diversidade muito grande de vinhos aqui.

E hoje eu passei o dia numa degustação que tinha uns 56 vinícolas expondo. Eu não consegui provar os vinhos de 56 vinícolas, mas eu provei muita coisa. E eu estou muito, muito encantada com o que eu provei. E é o que eu falei, está muito diferente do que eu provei nesses 10, 11 anos atrás. Primeiro assim, hoje em dia, com tudo que a gente tem de conhecimento, de tecnologia, é muito difícil a gente fazer um vinho ruim.

Mas você tem uma diferença entre fazer um vinho ok e um vinho de qualidade. E o que eu estou encontrando aqui, o que eu provei muito ontem e hoje, é vinho com muita qualidade na taça, que é o mais interessante. E o primeiro, assim, eu lembro quando eu vim aqui da outra vez, eu provei muito o Sirac, que é uma uva francesa, muito chardonnay.

que é uma uva, também é uma uva francesa, né? Uva da Bourgoia. Mas hoje em dia, o que eu percebi assim, eu provei muito mais vinhos elaborados com variedades que a gente chama autóctonas, que são variedades aqui da região. Então, eu provei, por exemplo, muito grilo, que é uma uva branca, muito carricante, que também é uma uva branca, muito nerelo mascaleze, que é uma uva tinta, muito frappato também, que é uma uva tinta, que me surpreendeu muito. Então, assim, a gente vê...

uma mudança de perfil, da ideia de fazer vinhos com mais tipicidade, ou com, como a gente fala, mais foco no terroir, e vinhos muito mais frescos, assim, até os próprios, quando a gente fala do Nero Davo, que é a grande uva aqui do sul da Itália, eu provei vinhos muito mais frescos, não tão, assim, aquela fruta meio madura, hoje em dia tem uma preocupação em não deixar a uva amadurecer demais no vinhedo, para dar vinhos...

mais frescos, que ganha não necessariamente mais complexidade, mas que seja mais agradável de você beber uma segunda taça. Então, o que eu queria falar para o ouvinte, essa semana eu fico aqui, essa semana toda, e muito encantada e muito feliz com o que eu estou provando de vinho da Sicília. Não é mais aquele vinho mais super extraído, mas é um vinho que está caminhando para uma elegância muito grande.

Eu estive na Sicília em 2019, no final de 2019. E eu lembro muito bem, eu não tenho anotado aqui agora, mas eu me lembro muito bem de ter gostado muito dos brancos.

Dos brancos locais. Isso, eu provei muito mais branco aqui do que tinto, mas mesmo os tintos, Sardemerg, eles estão surpreendendo, porque antes eles eram mais, meio aquele vinho mais estruturadão, mais sem tanto encanto, e agora tem um frescor, e aqui, né, eu tô, aqui tá, aí tá meio friozinho, né, aqui tá quente.

E assim, você tem muita vontade de beber um vinho branco, ele é fresco, ele é gostoso, ele é frutado, vários têm um toque mais mineral, aquele vinho que convida para uma segunda, para uma terceira taça, tem que tomar cuidado aqui com o número de taças. Tá certo. Suzana Marelli, obrigado e até quinta. Até quinta. Boa tarde para vocês.

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