Oriente Médio sob tensão e pressão política na Europa movimentam cenário internacional
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Fernando
Tati
Cristina Pecequilo
- Programa Nuclear IranianoProposta de acordo do Irã recusada pelos EUA · Programa nuclear iraniano · Estreito de Ormuz · Irã · Estados Unidos
- Conflito Israel-Hezbollah no LíbanoBaixa perspectiva de avanço nas negociações · Continuidade dos confrontos · Israel · Hezbollah · Irã
- Eleições no Reino UnidoDerrota do Partido Trabalhista em eleições locais · Crescente pressão sobre Keir Starmer · Reino Unido · Keir Starmer · Partido Trabalhista · Reform UK
- Encontro Xi Jinping e TrumpComércio e tecnologia · Política de uma só China · Coexistência competitiva pacífica · Donald Trump e a NASA · Xi Jinping · China · Estados Unidos
- Exportações BrasilProibição de importação de carne e animais · Questões sanitárias e ambientais · Uso de antibióticos na criação de animais · Acordo União Europeia-Mercosul · Brasil · União Europeia
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte, o Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
CBN Pelo Mundo, com Cristina Pessequilo. Oi Cris, boa tarde.
Oi, Tati. Boa tarde. Boa tarde, Fernando e pessoal. Bom, vamos falar das guerras em andamento no Oriente Médio, sobre Trump na China, crise no Reino Unido. Tem bastante coisa acontecendo essa semana na geopolítica. Quero começar pela mais recente proposta de acordo feita pelo Irã, que foi recusada pelos Estados Unidos. AVA. O que é que está na mesa, Cris? A guerra vai recomeçar?
A expectativa, Tati, Fê, ouvintes, é que não recomece, mas eu não vou tirar essa questão de probabilidade. Eu acho que há um tensionamento muito grande entre Estados Unidos e Irã nas últimas semanas. Claramente o Irã não tem feito concessões.
naqueles temas que o Trump considera essencial, que é a liberação do Estreito de Hormuz, a livre passagem e também a questão nuclear. E a gente teve essa proposta de 14 pontos recusada pelos Estados Unidos, com o Trump usando aquela linguagem, como eu sempre digo, alegre, colorida dele, dizendo que o acordo era um lixo, imprestável, que eles são irresponsáveis.
Por quê? Porque o Irã ameaçou que ele não vai abrir mão do seu programa nuclear nesses 14 pontos.
e também se colocou como o único detentor da soberania em Irmuz. Então, os 14 pontos, na verdade, eles são, usando uma linguagem educada, não como a do Trump, inaceitáveis do ponto de vista americano, porque eles permitem que o Irã continue sendo uma potência nuclear e fique ainda com o seu urano enriquecido. E por que a gente diz que talvez a guerra possa recomeçar?
porque o Irã ameaçou agora iniciar um outro processo de enriquecimento de urânio a 90%. Então, as tensões estão muito aceleradas. E os Estados Unidos precisam abrir o Estreito de Ormuz e precisam que o Irã concorde com essas exigências. Então, eu acho que é o tipo de plano que é realmente feito para os Estados Unidos não aceitar.
Cris, está prevista uma nova rodada de negociações entre Israel e Líbano. Lá, entre Hezbollah e Israel, parece, parece não, não tem cessar fogo, né? Isso vai acontecer nos dias 14 e 15. E aí, alguma chance? Não, Fê, eu acho que não. Eu acho que a situação, ela está muito grave. Eu acho que é perfeito isso que você mencionou. Por quê? Porque a gente está aí falando de três atores, no caso libanês.
Israel, o próprio Líbano e o Hezbollah. E aí a gente tem um agente oculto, que é justamente o Irã e também os Estados Unidos. Se a gente não tiver uma aderência de todos a uma proposta, isso não vai sair da mesa de negociação, como a gente estava falando antes.
A guerra continua, Estados Unidos e Irã, é um cessar-fogo que ele está super quente. A gente tem também o Hezbollah fazendo declarações em aberto de que não vai se desmilitarizar, continua contando com apoio iraniano para a guerra.
e que Israel vai ter que enfrentar o Hezbollah até a morte. Ou seja, você não tem nada para continuar negociando. E aí fica até uma questão um pouco estranha, né? Porque a gente está vendo o Líbano fatiado em combates, né? Então, na fronteira...
Israel continua atacando, as mortes continuam subindo e aí a gente tem essas negociações. Não há como você negociar se as pessoas não sentam na mesma mesa e principalmente com esse conflito Estados Unidos e Irã em andamento. De certa forma, como a gente vem falando desde o início, são dois conflitos interdependentes e além disso, Israel tem sua lógica própria. E para o Netanyahu, o que é bom é guerra, não é cessar fogo e não é...
negociação de acordo de paz. Isso porque ele sofre várias acusações em Israel e um país, enquanto estiver em guerra, não pode levar essas acusações para frente, certo, Cris? Só para esclarecer para o nosso ouvinte. Não, com certeza, Tati. O Netanyahu, ele vem passando por duas situações muito difíceis. Uma é a doença dele, que ele vinha escondendo, ele tinha...
um câncer, ele alega que já retirou o câncer, que não há um risco de metástase, mas foi uma notícia que ele demorou muito a divulgar. Então, isso já deixa a nossa percepção um pouco mais atenta ao futuro do Netanyahu. Em segundo lugar, ele tem uma série de acusações de corrupção internas que não vão para frente enquanto a guerra continua, mas existem.
acordos entre a oposição israelense para que nas próximas eleições eles consigam derrotar Netanyahu. Isso sem mencionar o fato de que Netanyahu também sofre processo no Tribunal Penal Internacional, ou seja, ele vem sendo atingido por desafios de todos os lados. Perfeito.
Falando sobre expectativa da semana, que eu acho que é para a reunião entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, Trump e Xi Jinping, o que é que vai estar na mesa, Cris? E como é que a gente pode conectar isso aos últimos acontecimentos, inclusive a reunião que Trump teve com o nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva? Eu vi uma entrevista muito interessante do embaixador Celso Amorim no Valor, no qual ele comenta, né?
que parte do fato do Lula ter sido recebido por Trump na Casa Branca semana passada deriva dessa viagem, Tati, que você mencionou essa semana. Então, o que a gente tem observado é justamente o Trump tentando fazer negociações e fazer reuniões com grandes líderes de Estado para mostrar que o governo é, como se diz lá nos Estados Unidos, business as usual.
Então, as coisas estão transcorrendo normalmente, ele é um presidente com força, independente da popularidade dele estar desabando, a inflação subindo, e o Irã fazendo propostas que não dá para negociar. Então, o que a gente vai ter nessa negociação? Eu espero...
que alguns temas sensíveis para a China e para os Estados Unidos tragam alguns acordos. Eu penso, algumas declarações foram feitas e você criaria uma estrutura permanente de negociação para Estados Unidos e China no campo comercial, mas eu acho que vai além disso. Eu acho que a gente vai ter a tentativa do Trump de fazer negócios para empresas americanas na China.
Então, a gente está aí pensando em empresas do Elon Musk, empresas de aviões. Há também a perspectiva, e isso a China quer muito, de que os Estados Unidos reafirmem aquela política de uma só China, respeitando a soberania chinesa em Taiwan, mesmo com Taiwan fazendo alguns movimentos de agradecimento aos Estados Unidos por armas.
E aí, relacionado ao Brasil, a questão das inovações tecnológicas e também a questão dos minerais críticos e terras raras. O Brasil está meio...
entre esses dois mundos, essas negociações. E aberto a negociações que envolvam empresas americanas, chinesas, empresas australianas, canadenses. Então, se eu puder sintetizar, seria comércio, tecnologia, seria também a política de uma só China, a ideia de um respeito à China como grande Estado. Eu acho que o Biden não fez isso no governo anterior.
e a ideia de que realmente mostrar para o mundo, não só que Trump é líder, mas que Estados Unidos e China hoje são as superpotências do sistema internacional e vivendo numa era de coexistência competitiva, mas ainda assim pacífica. Cris, a gente vai passar agora para a Europa. O primeiro-ministro, o Kerry Starmer, está pressionado. Quero saber por quê. Será que ele renuncia, Cris?
Olha, ele disse que não antes da gente entrar no ar, mas as coisas estão começando a complicar para ele, porque ele perdeu uma eleição local no Reino Unido, então nós tivemos uma derrota histórica do Partido Trabalhista, perdendo mais de 1.500 cadeiras, na verdade a conta hoje parece que é 1.500.
1.600, dependendo do site que a gente observa, e ele perdeu não para os conservadores, que aí seria, como eu poderia dizer, uma derrota normal. Ele perdeu principalmente para aquele partido de extrema-direita, Reforma do Reino Unido, em inglês é Reform UK.
que é comandado pelo Farage, que é uma figura extremamente controversa, com uma política antimigratória, prometendo que nem o nosso amigo Trump expulsar migrantes, políticas mais duras e, além do avanço muito grande desse partido de extrema-direita, feita de ouvintes.
nós também tivemos um avanço do Partido Liberal e um avanço do Partido Verde. Ou seja, aquela ideia do Reino Unido como bipartidário, ela está caindo por terra. Que a gente tinha trabalhista, conservador, e aí você falou de renúncia. Já estão começando a surgir nomes dentro do próprio Partido Trabalhista para ocupar a liderança desse partido. Então, o prefeito de Manchester...
Andy Durhan, alguns ministros do próprio Starmer. Então, foi uma derrota realmente muito grande e a gente não sabe, mas na última contagem de 400 deputados, 400 parlamentares, trabalhistas, mais de 80 já haviam pedido a renúncia dele. Ele disse que não renuncia, que o projeto dele no governo é até 2029, até a próxima eleição.
Vamos ver, porque as coisas estão se movimentando. O problema é que renuncia alguém fraco, entra alguém fraco no lugar. Fica difícil assim para os trabalhistas. Pois é. Cris, rapidinho. A União Europeia barrou importações de carne e animais do Brasil. Explica essa decisão rapidamente. O que é que isso simboliza em relação ao acordo União Europeia-Mercosul?
simboliza que esse acordo não deve ser celebrado tão amplamente como ele foi aqui no Brasil. Lógico, é ano eleitoral, só que a gente tem que lembrar, primeiro, que o acordo não está plenamente em vigor, ele está em vigor, mas ele está sendo julgado juridicamente na União Europeia, e uma das sinalizações foi essa hoje. A partir de setembro o Brasil não poderia mais exportar carnes.
Por questões sanitárias, são questões sanitárias e ambientais que estão em julgamento sempre, porque países como França, como Polônia, que são grandes produtores agrícolas e de pecuária também, alegam que o Brasil tem mecanismos de competição desleal. E no caso agora, essa questão sanitária, ela é representada pelo uso de antibióticos.
na criação de animais do Brasil, antimicrobianos. Ou seja, na União Europeia, os fazendeiros europeus não podem usar, mas o Brasil estaria usando. Então, a gente poderia perder esse mercado, que é o nosso terceiro mercado mais importante. Ou seja, mostra a fragilidade do acordo e que os interesses sempre estão acima das discussões que a gente tem aí na política de cooperação.
É interesse econômico, interesse geopolítico e a cooperação cada vez mais difícil. Cristina Pessequilo conosco toda terça-feira no CBN Pelo Mundo. Obrigada, Cris. Até a semana que vem.
Até a semana que vem. Beijão, pessoal. Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido Plugin com até 1.300 km de autonomia combinada com conforto de primeira classe. E na cidade, você roda no modo 100% elétrico. Com esse SUV, cada caminho leva você mais longe. Dili EX5 EMI. Sua grande jornada começa agora. Saiba mais em dilibrasil.com.br
No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
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Dili EX5 EMIMagalu
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