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Usar corticoide com frequência pode trazer riscos no futuro?

13 de maio de 20264min
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Uma ouvinte de 70 anos conta que faz academia e pilates regularmente e convive com fibromialgia e insuficiência renal leve controlada. Recentemente, surgiram artroses nas mãos e, por causa das dores, ela vem tomando injeções de corticoide a cada dois meses. Ela pergunta se esse uso frequente pode causar problemas e quais tratamentos existem para a artrose.

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Participantes neste episódio4
E

Eduardo Raoen

HostMédico
C

Cassa

Co-host
M

Milton

Co-hostJornalista
R

Rosângela

ConvidadoPedagoga
Assuntos3
  • Tratamento para artroseProteção articular · Fisioterapia · Terapia ocupacional · Remédios condroprotetores · Colágeno tipo 2 · Cúrcuma · Exercício físico · Fortalecimento muscular da mão
  • Cortisol e saúdeUso frequente de corticoide · Aumento da pressão arterial · Elevação do açúcar no sangue · Perda de massa óssea · Osteoporose · Sobrecarga renal
  • Exercício Físico e SaúdeAcademia · Pilates · Longevidade com qualidade · Manter-se funcional
Transcrição12 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Bem-Estar e Movimento, com Eduardo Raoen. Muito bom dia, Raoen. Bom dia, Milton. Bom dia, Cassa. E bom dia a todos os ouvintes. Bom dia, Eduardo.

Raul, a Rosângela tem 70 anos, é nosso ouvinte, ela escreveu que faz academia, pilates regularmente, tem fibromialgia e insuficiência renal. É uma insuficiência renal leve, controlada, diz ela. Recentemente surgiram artroses nas mãos e em função das dores ela tem usado injeção de corticoide a cada dois meses.

A pergunta dela é se ela pode usar o Coticóide dessa maneira, sem acarretar problemas futuros, e se tem algum tratamento ou remédio para a artrose. Bom dia, Rosângela. Primeiro, Milton, dá os parabéns, né? Você vê que 70 anos, mesmo com fibromialgia e dor ali da artrose, a Rosângela continua ali no Pilates, está fazendo ali a sua musculação, vai para a academia, e isso com certeza está no caminho certo aí para a longevidade e com qualidade.

Milton, ela já tem um médico, já está acompanhando ela, ninguém melhor que avalie o caso dela. Vou falar aqui de uma forma, Rosângela, generalizada o uso de corticoide, a atenção que a gente tem que ter. O corticoide é um potente anti-inflamatório no curto prazo, ele é um santo remédio. Tira aquela dor de forma meio mágica. O problema do uso recorrente...

como ela tem feito a cada dois meses, tem que entender o caso dela. Mas de uma forma geral, o corticoide de forma sistêmica, ele repetida, ele tem alguns riscos que tem que ficar atento. Pode aumentar a pressão arterial, pode elevar os níveis do açúcar no sangue, então um diabetes, um pré-diabetes.

E que é muito crítico aí na terceira idade. E acelerar outra coisa muito importante na terceira idade, que a gente tem que ficar atento, é a perda de massa óssea. Então o corticoide também pode, aumenta o risco de osteoporose. E mesmo para quem tem uma essência renal controlada, todo remédio crônico a gente tem que ficar atento e monitorar o rim para ver se não vai ter uma sobrecarga.

A artrose nas mãos é um processo, Milton, de desgaste da cartilagem. Infelizmente, na medicina ainda não existe um remédio que cure essa artrose, ou que faça essa cartilagem crescer de novo. Mas existe muito o que fazer, assim, pelo menos a gente...

situa-se em três pilares. O primeiro é a proteção articular. Então, uma fisioterapia, uma terapia ocupacional para ensinar ela como realizar tarefas do dia a dia ou até o próprio exercício da academia sem sobrecarregar essas articulações dos dedos.

O segundo pilar são os remédios que a gente chama de chondroprotetores, ou seja, protegem as articulações. São suplementos específicos, por exemplo, colágeno tipo 2, cúrcuma, que tem evidências aí que ajudam na inflamação local de forma natural.

E o terceiro pilar, que ela já faz muito bem, é o exercício. No pilates, na academia, o foco deve ser fortalecer a musculatura do antebraço, da mão, dos músculos ali da mão, dos dedos, porque o músculo forte é o que protege a articulação. Se o músculo está fraco, o impacto vai direto no osso ali. Então é muito importante essa musculação que ela já faz.

Então, o que a gente tem que focar, primeiro, é não deixar a dor de parar. Acho que a dor é um sinal de alerta, mas mesmo que, às vezes, uma dor leve, que ela faça o exercício para que ela continue se movendo. O exercício que ela faz hoje no Pilatos da Academia é o que vai deixar ela mais tempo funcional e com qualidade de vida.

Perfeito, muito obrigado pelas suas dicas, Eduardo Hauen, muito obrigado pela Rosângela, que mandou também mensagem para bemestar.com.br. Até mais. Até mais e um bom dia a todos. Bom dia.