O perigo das reações 'vulcânicas': 'não há vitória nisso'
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Conversa de primeira, no Meio do Caminho, com Mário Sérgio Cortella. Muito bom dia, professor Mário Sérgio Cortella. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, professor.
Professor, nós temos assistido com uma certa frequência nesses últimos tempos todos aí uma violência sem sentido que é gerada por situações banais. Desses aí foi a moça que ficou descontente com o corte da franja e tentou esfaquear o cabeleireiro. Mas não é só isso, a gente vê uma sequência de casos como esse. O que explica esse tipo de comportamento humano hoje?
em que a gente sai um pouco mais da queixa, da reclamação, da chateação, por uma solução mais bruta para algo que não precisaria ter de volta algum esse caminho. Exemplo, eu estou agora em deslocamento para o Porto de Guarulhos para ir até Caxias do Sul, aliás, terra do teu pai, Milton Jung, e uma das coisas que a gente via no caminho é, vez ou outra, um motoqueiro ou um motorista que é o ser fechado.
Ele grita, ele faz gesto e muitas vezes se ele tiver algum tipo de ferramenta que permita a execução da brutalidade, algo que antes era mais pensado, mais retido, agora não. Ele vai para cima, isto é, essa impaciência, esse modo intempestivo imediato.
de reação, acaba produzindo essa situação que parece, né, Milton, que é quase um direito. Quer dizer, se eu tenho algo que me chateia, eu vou lá e reajo vulcanicamente. O que é um perigo, porque não há vitória nisso, né?
Sem dúvida. Acho que não é à toa que a gente tem visto tanto, né, professor, alguns termos como gerenciamento do estresse, gestão da raiva. Tem um lado positivo que as pessoas tentando lidar com estes sentimentos e com estas condições antes que elas extrapolem qualquer limite digno. Mas, por outro lado, me preocupa um pouco essa questão de você exportar que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que a gente que
do mundo do trabalho, algumas expressões para lidar com questões que estão tão subjetivas, quanto raiva, quanto estresse, que fazem parte da vida de todo mundo. A coisa é como você vai lidar com isso.
E a terminologia bélica, né, Cássio, o tempo todo, assim, não é a guerra, é a luta do dia a dia, eu tenho que matar um leão todos os dias, a gente começa a criar uma cultura da agressividade, que, claro, acaba tendo mesmo esse tipo de influência. Por outro lado, é necessário que haja um controle rigoroso das situações, para que o pequeno não seja entendido como aceitável, porque ele se torna grande, e o desenvolvimento de uma cultura da paz.
dentro da escola, dentro da família, em que a gente entenda que conflito, de jeito nenhum, deve virar confronto. Porque aí, não só ele exorbita, como eu dizia antes, ele não traz benefício para ninguém. Essa regra do cada um por si, Deus por todos, nunca funcionou e não vai funcionar agora. Muito obrigado, professor Mário Sérgio Cortella, e boa viagem, que tudo corra tranquilo nesta viagem.
Que bom, obrigado. Abraço. Abraço.