Episódios de Comentaristas

O que esperar da visita de Trump a Xi Jinping, na China

13 de maio de 20267min
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No Viva Voz, Bruno Carazza comenta sobre a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim, para encontrar o presidente da China, Xi Jinping.

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Participantes neste episódio4
C

Carol

HostApresentadora
N

Nadeja

Host
V

Vera

Host
B

Bruno Carazza

ConvidadoColunista
Assuntos3
  • Visita de Trump à ChinaDonald Trump e a NASA · Xi Jinping · Pequim · Agenda econômica · Hegemonia global · Tarifas comerciais · Minerais críticos · Indústria bélica · Indústria de alta tecnologia · Chips · Regulação de inteligência artificial · Corrida tecnológica
  • Big Techs e o Poder GlobalElon Musk · Tesla · Nvidia · Tim Cook · Apple · Meta · Cargill · Boeing · GE · Sistema financeiro · Meios de pagamentos digitais
  • Assessor de Trump visita BrasilBrasil · Luiz Inácio Lula da Silva · Agronegócio brasileiro · Soja · Carne · Terras raras
Transcrição16 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Seis horas e cinquenta minutos, está de volta o Viva Voz, que também tem espaço para tratar sim de geopolítica e de economia. Já está com a gente o Bruno Caraza. Boa noite, Bruno.

Boa noite, Vera. Boa noite, Carol. Boa noite, Nadeja. Boa noite para você que está com a gente dia quente hoje na política. Exatamente. Você está aí só comendo sua pipoquinha esperando para fazer a sua análise. Bruno, vamos falar um pouco então dessas questões que envolvem a nova configuração da hegemonia global, porque Trump está para ir à China.

e é uma visita cercada de expectativa, o que a gente pode esperar da agenda econômica dessa viagem, para além desse contexto geopolítico que é muito forte? Pois é, Vera, é a primeira visita de um presidente americano à China em praticamente 10 anos, a última vez foi o próprio Trump, que esteve lá em 2017, no primeiro mandato dele, no início do primeiro mandato dele, e num contexto de...

O acirramento das relações, principalmente depois do tarifácio, que o Trump empreendeu no ano passado, aumentou muito as tarifas, especialmente da...

da China e com isso, com outros produtos chineses e a China retaliou no primeiro momento restringindo a exportação dos valiosos minerais críticos que são fundamentais para a indústria bélica, para a indústria de alta tecnologia dos Estados Unidos. Então, para além da guerra, e que a guerra é muito relevante porque a China compra muito petróleo do Irã e dos países da região.

Então, para além dela, tem uma pauta econômica muito efetiva que envolve questões de comércio, o nível de tarifas que deve ser estabelecido nessa reunião, o acesso aos...

chips para a China. E além disso, tem uma discussão importante dos dois países sobre regulação de inteligência artificial, que hoje é o grande foco da corrida tecnológica dos dois países para quem vai ter a supremacia nesse campo muito relevante da economia para o futuro.

Bruno, o Trump chega a Pequim escoltado por grandes figuras das big techs. O que isso diz sobre os interesses que estão em jogo nessas negociações? Não só das big techs, viu Carol? Então, no âmbito das big techs, está lá o Elon Musk, da Tesla, o executivo da Nvidia, o Tim Cook da Apple, representantes da Meta. Então, tem as big techs.

interesse muito grande dos setores dos Estados Unidos, que são os grandes exportadores para os Estados Unidos. Então, tem o interesse do agro-americano, então, na comitiva do Trump está o principal executivo da Cargill, por exemplo, da indústria...

os executivos da Boeing e da GE. E, além disso, muitos representantes do sistema financeiro...

Todo mundo interessado nessa reunião que vai definir, pode definir o quanto a China comprará de produtos americanos no futuro e a regulação que vai ser estabelecida nessa questão da inteligência artificial e dos meios de pagamentos digitais que são muito relevantes para a indústria americana hoje.

E como essas negociações, Bruno, afetam os interesses aqui do Brasil, ainda mais depois dessa reunião do Lula com o Trump, que não teve nenhum anúncio concreto, mas aparentemente já ajudou a melhorar a avaliação do presidente Lula na pesquisa que a gente viu hoje. Pois é, a Vera estava até comentando a respeito disso, o peso que isso tem nas intenções de voto do Lula. Então, essa reunião que o Lula teve com o Trump, apesar de não ter tido nenhum anúncio concreto,

demonstrou uma autonomia do presidente na defesa dos interesses brasileiros, mas essa reunião do Trump com o Xi Jinping na China, ela afeta interesses brasileiros.

brasileiros. Primeiro porque o Brasil é um grande exportador de produtos do agro para a China. Então, se a China concede o maior espaço nas suas compras para a soja, para a carne americana, por exemplo, isso acaba penalizando o agronegócio brasileiro. E isso a gente sabe que o Lula tem muita dificuldade de penetração nos estados que são muito ligados ao agro. Então, tem essa dimensão e tem a dimensão também do acesso...

Se o Trump tem acesso ao maior fornecimento de terras raras da China, o poder de barganha do Brasil diminui. E essa imagem que o Lula tem de estar defendendo os interesses do Brasil perante os Estados Unidos, pode ser que o Trump perca interesse nesse tipo de negociação e aí o Lula pode vir...

ele está explorando muito bem a balada nos próximos meses. Então, parece que é algo que está acontecendo do outro lado do mundo que não tem nada a ver com a gente, mas tem efeitos econômicos e políticos aqui no Brasil, sim, com certeza. É isso. Bruno Carazza conosco todas as quartas-feiras. Obrigada por hoje, Bruno. Até semana que vem. Até mais, gente. Bom trabalho aí. Boa noite. Tchau, tchau. Tchau, tchau.