Auge da previsão futebolística veio de um polvo em um aquário na Alemanha
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Ariel Palacios
- FutebolPolvo Paul · Zoologia profética · Copa do Mundo · Eurocopa 2008 · Copa de 2010
- Reflexões sobre o FuturoRomanos · Gregos · Persas · Adivinhação com aves · Adivinhação com entranhas de animais
Lado B da Copa Com Ariel Palacios Oferecimento Monroy e Monroy Axios Amortecedores e peças para suspensão Qualidade de ponta a ponta Vonda, a ferramenta do Brasil
O uso de animais como oráculos é uma daquelas ideias gloriosamente absurdas da humanidade, porque, claro, nada como zoologia profética. Porque se há algo mais absurdo do que prever o futuro de forma geral, que é o de tentar adivinhar o futuro futebolístico, e de quebra, fazê-lo com a ajuda de um animal que nem sabe o que é um escanteio.
Os antigos romanos interpretavam o futuro observando o voo, o canto e até o apetite das aves. Os gregos, persas, entre outros, tentavam ver o futuro abrindo os animais e olhando suas entranhas. O formato, a cor e a textura do fígado de um cordeiro, por exemplo, podiam significar bênçãos ou desgraças. Nada como abrir um pobre bicho para entender se aquele império deveria ou não declarar guerra a outro.
Mas o futebol também conta com oráculos atuais e também da fauna. E isso sempre nas Copas do Mundo. O mais famoso de todos foi até agora o polvo Paul, o Nostradamus das Ventosas. Pois é, o auge da previsão futebolística não veio de supercomputadores, mas sim de um polvo em um aquário na Alemanha.
Paul, o cefalopo de cladividente, conquistou a Eurocopa 2008 e a Copa de 2010 ao selecionar com rigorosa metodologia científica, ou seja, pegava o pote de comida que mais lhe apetecia, o vencedor das partidas. Nas copas posteriores, surgiram também como profetas periquitos e gatos. Mais detalhes sobre o lado B do futebol e meu livro Futebol ao Lado B, lançado pela Globo Livros.
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