Paulinho da Costa é homenageado em Hollywood
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João Marcello Bôscoli
Nando
Tatiana
- Música 'Cosa Nostra'Cosa Nostra · Jorge Ben · Trio Mocotó · J.T. Meirelles · Milton Miranda
- Paulinho da CostaPaulinho da Costa · Estrela na Calçada da Fama · Hollywood
- Samba Rock e Evolução PosteriorGafieira · Samba Rock · Dança de Salão · Samba Jazz · Bossa
Sala de Música Com Julão Marcelo Pôscoli Oi, João, boa tarde. Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Nando. Boa tarde, ouvinte. Boa tarde. Bom, ontem, aliás, hoje, Paulinho da Costa está sendo homenageado. O que foi? Você melucou essa carta. Não, não, continua. Acho que foi ontem, não.
Eu acho que foi hoje. Foi ontem. Não sei, eu vi ontem. Entre ontem e hoje, Paulinho da Costa foi homenageado em Hollywood com seu nome, sua estrela. Desde ontem. Desde ontem ele vem sendo homenageado com uma estrela na calçada da fama, João.
E, bom, apesar de ontem o Sala de Música não ter sido sobre isso, a gente citou isso no fim e tal, e eu falei uma expressão aqui que, enfim, é popularmente muito conhecida a partir de uma música. Paulinho da Costa é coisa nossa. Isso aí. Bom, música do Jorge Bem, né? Eu conheci essa música num compacto do Pasquim. Um compacto que era o Jorge Bem, na época, depois Jorge Benjó, com o Trio Mocotó.
Fritz Nereu e o grande João Paraíba, revolucionários. Então a gente tem hoje três momentos, Cosa Nostra com o Jorge Bem e Trio Mocotó. Depois tem uma versão também do J.T. Meirelles, o J.T. e sua orquestra. J.T. Meirelles produziu o primeiro álbum do Jorge Bem.
E ele, enfim, tem um currículo gigante, é um super músico e fez aí uma versão. Eu acho que vocês vão gostar, é uma versão... É boa pra tocar na festinha. Vamos primeiro pro Jorge Ben, Trio Mocotó. Coisa Nostra, vamos lá.
Dá um presente lindo para seu amigo, ou mesmo que seja para seu inimigo.
E aí
Que o Milo é o ex-marido daquela mulher Que o Fusuna pensa em fazer o bom para fazer fortuna Que o Paulo Francis está inserido no contexto da consumação Do bisco e da GPP, do Paulo Garcês Todos integrantes do Pasquim, certo?
Exatamente, e não termina nunca, né? Imagina! Que demais isso! Bom, aí vamos ouvir a gravação instrumental dessa música. A versão do J.T. Meirelles. É Meirelles e sua orquestra, do J.T. Meirelles, saxofonista, arranjador, produtor. Essa faixa é produzida por um dos maiores, um ídolo pra mim, Milton Miranda. Quando você começa a pegar o nome do Milton Miranda na produção brasileira de música, é fora do comum.
Vamos lá, Cosa Nostra. Jorge Ben com J.T. Meirelles. No caso, Meirelles e sua orquestra. E o Nando de Camisa, Florida, dançando, né, Tatiana?
Entrando no palco do Silvio Santos. Bailando. É coisa nossa. Ameaçada que é uma música mântrica, né? A melodia...
E mesmo não tendo uma melodia que seja mais amiga do solo, alguma coisa assim, uma melodia que entretenha mais, uma melodia que é muito apoiada na letra, gravaram e ficou bem. Agora vamos na versão do Jorge Bem, dez anos depois, ele vem com o Vendedor de Bananas, depois tem Coisa Nostra e depois tem Bicho do Mato. Mas aqui, como é longa a gravação, nesse álbum, dez anos depois de 73, dez anos do Samba Esquema Novo, elega...
Esse popurri, esse medley, que é uma coisa que todo mundo que conhece o Jorge bem sabe que ele faz muito. Peguei o finalzinho aqui do ponto do vendedor de bananas, entrando no Coisa Nostra, já dessa maneira mais contemporânea que conhecemos. Vamos lá!
Sinceridade É coisa nossa Esse seu sorriso É coisa nossa Esse seu jeitinho lindo de andar Quando vai à praia É coisa nossa A sua simpatia É coisa nossa Esse sol de 40 graus Graus, graus É coisa nossa
João, muito legal. Isso é a essência da gafieira. O que você sabe sobre a gafieira? Fernando, o que eu posso falar sobre a gafieira é que é um movimento maravilhoso que envolve... Claro que entendo, já frequentei gafieira, Fernando. Quer acabar comigo? Eu quero os detalhes, vamos lá. Você que é um dançarino, vai lá.
Olha, a gente tem uma escola brasileira nos shows do João Sabiá, inclusive tem muita presença dessa dança de salão, a Gafieira, uma escola de dança brasileira, e que combinou muito, claro, vem dos bailes, samba jazz, enfim, samba lanço, a bossa que dança. O pessoal dançava isso, historicamente, desde sempre. Agora, juntou um negócio legal, que é o samba rock, né? Que é essa levada aí, do trio Mocotó com o Jorge Bem.
Foi uma semente de um movimento do samba rock que é muito legal, cultuado. Até hoje, assim, é vintage, né? É uma coisa retro fantástica, mas é retro futurista, porque a hora que algum desses países aí que ficam buscando o ritmo do momento descobrirem o samba rock, eles pegam pra eles de novo.
Acho muito legal. Você já foi numa gafeira? É bacana, porque tem metais, tem orquestra, né? Muitas vezes, mas no mínimo tem aquele apoio de metais, uma banda grande que dá uma pressão. Vocalistas se alternando, porque são turnos longos e o pessoal dançando muito, né? Incorporaram coisas da dança, do rock. Como rodam. Fica até meio experimentando. Como rodam, né? Tem uma coisa de linda e rap, né?
Aquela dança dos anos 30 e anos 40, super acrobática, né? A gente vê, às vezes, em desenho animado, quando tem o Pernalonga dançando o bug-ug e tal. Então, assim, não é o forte da gafieira, claro. Mas tem algumas coisas que, pra mim, são acrobáticas, assim. Difícil de serem feitas. Gostoso de olhar. Mas, hoje em dia, quando olha, até dói as costas, só de olhar. Daquela dor na lombar, a famosa dor na lombar.
Adorei, João. Depois do nosso querido Silvio Santos, né, ele, enfim, botou essa música lá com Aracide Almeida. É coisa nossa. Aracide Almeida, a cantora favorita. Dez pau! Do Noel Rosa!
300 mancos, esse chato que fala muito aí. Não tá dizendo nada. Bom demais. Obrigado, viu? Um beijo, João. Muito obrigado, Tatiana. Até amanhã, vocês estamos juntos, né? Surpreenda-nos, por favor. Juntinho, juntinho. Juntinhos. Um beijo, João. Um beijo, beijo.
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Dili
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