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Soja tem safra e exportações recordes, mas preços baixos

15 de maio de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que a Conab revisou para cima a projeção de colheita de grãos no Brasil, com destaque para a soja. A commodity teve sua produção estimada em 180,1 milhões de toneladas, um recorde, maior volume já produzido pelo país. Apesar dos números expressivos, os preços da soja continuam pressionados. Saiba mais.

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Cassiano Ribeiro

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Assuntos1
  • Mercado Internacional de SojaRecorde de produção de grãos no Brasil · Soja · Conab · Preços pressionados · Demanda global · Bolsa de Chicago · Donald Trump e a NASA · Xi Jinping · China · Custos de produção · Nova safra dos Estados Unidos
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Vamos agora ao destaque do dia no campo. Cassiano Ribeiro vai falar hoje da soja. A soja está tendo uma safra em exportação recorde, mas os preços continuam baixos. Não é isso, Cassiano? Bom dia. Bom dia, Fred. Bom dia para você, ouvinte. A Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, revisou para cima ontem a projeção de colheita de grãos no Brasil, com destaque para a soja. Claro que está terminando de ser colhida.

neste momento. A commodity teve sua produção estimada em 180,1 milhões de toneladas, um recorde, maior volume já produzido pelo país. O número é ainda 0,5% acima do divulgado pela Conab no último levantamento e, em relação à colheita do ano passado, a safra deste ano é 5% maior.

Além da produção, a Conab aumentou a previsão de exportações de soja para este ano. O número oficial agora é de 116 milhões de toneladas, 630 mil acima do último levantamento. Se confirmado, também será recorde e 7% acima do resultado do ciclo anterior.

Apesar desses números expressivos que consolidam o Brasil como o maior produtor e exportador mundial de soja, os preços da commodity continuam pressionados. E não só porque a oferta global é grande, puxada pelo Brasil, mas principalmente porque não há novidades com relação à demanda pelo grão.

E aí é importante lembrar que a formação de preço da soja ocorre nos Estados Unidos, na Bolsa de Chicago. E ontem, por exemplo, as cotações terminaram o dia em baixa porque a reunião entre Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping não surtiu o efeito.

esperado que era um acordo para que os chineses voltassem a comprar mais soja dos norte-americanos e se isso acontecesse, muito provavelmente a soja se valorizaria. Não foi o que aconteceu, as contações despencaram. Como o preço no Brasil é em boa medida formado na Bolsa de Chicago, além de outras variáveis determinantes como logística, câmbio, prêmio de exportação,

Por aqui, a soja também segue, continua seguindo uma trajetória de baixa, mantendo a rentabilidade dos produtores num patamar mais baixo de safras passadas, porque os custos deste ano dispararam. Além da China e da demanda pelo grão, o desenvolvimento da nova safra dos Estados Unidos, que está sendo plantada agora, será também determinante para o sobe e desce nos preços.

nos próximos meses. Vamos acompanhar. Eu volto na segunda-feira. Um excelente fim de semana pra você. E até segunda.

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