Encontro de Xi e Trump foi conversa 'de potência para potência'
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Dia a dia da economia. Com Miriam Leitão.
Miriam. Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. Uma coisa é certa, né, Miriam? Desse encontro todo, dessa movimentação, a China confirma sua posição de grande potência, né? A segunda grande potência, mas ali uma grande potência mundial ao lado dos Estados Unidos.
Tudo foi feito nesse encontro para a China falar, olha, aqui é de potência para potência, a conversa é de potência para potência. Até a parte festiva, cerimonial e tal, tudo foi colocado na grandeza da China, a China milenar que está recebendo a grande potência que tem 200 e poucos anos, entendeu? Assim, de independente. É um pouco essa ideia da perspectiva da China.
Agora, o que teve para o Donald Trump foi um momento de alívio na imagem negativa. Ele está sempre sob imagem negativa, disposição negativa, por causa da guerra. Da guerra do Irã, que ele está tendo sucessivos insucessos. Então, ao ir para lá e receber da China aquela declaração de vamos...
liberar o Estreito de Hormuz, apoiando isso aí, mas ele fala para não aceitar também a militarização, ou seja, essa ideia dos Estados Unidos de fazer mano militar e abertura também não está abrigada nesse...
nessa declaração. Mas a China, grande aliada do Irã, poucos aliados que ela tem, que o Irã tem, é a China. Então, é importante isso. No caso da soja, da promessa de compra de soja, sempre essa sombra aparece sobre o Brasil, porque o Brasil é fornecedor de soja para os Estados Unidos.
Para a China é o grande fornecedor e o nosso competidor é a produção americana. Então, cada vez que eles falam que vão comprar mais dos Estados Unidos, o Brasil fica com risco de perder mercado na China. Até porque eles estão fazendo um esforço para comprar menos soja do mundo, produzir lá e ter mais produtividade no uso, produtividade na...
Na fabricação, por exemplo, de comida para o gado, de comida de ração animal. Então, eles precisam dessa soja, mas eles estão fazendo um esforço para reduzir a dependência da soja estrangeira. Não é que eles vão conseguir produzir lá a quantidade que eles precisam, mas eles querem precisar cada vez menos através de várias técnicas. Eu estava conversando outro dia isso com José Roberto Mendonça de Barros.
E ele estava dizendo que ele não acredita que a China vai fazer esse movimento de depender muito da soja americana. Ele acha que eles não vão fazer esse movimento por razões estratégicas. Ou seja, o Brasil estaria protegido desse competidor americano, apesar dos sinais favoráveis entre os dois países. Você vê que não foi assinado nada. Foi, olha, vamos comprar mais soja de vocês, mas não foi fechado.
Não ter tido o acordo comercial, mas ter mantido a trégua, é bom. A guerra entre as duas maiores potências do mundo, a guerra comercial, é ruim para o mundo inteiro. Então, isso, pelo menos, ficou, continua em suspenso.
Taiwan foi a grande vitória da China, porque eles fizeram ameaça. Tipo, não vem que não tem. Ele é nossa, então não queremos que vocês armem a China. E agora, nesse exato momento, a manchete do Financial Times, é exatamente que o Trump não decidiu e continua indeciso sobre um pacote de 14 bilhões de dólares de armas para Taiwan.
Então, ele está refugando nesse pacote, porque o que a China falou é não armar Taiwan, porque ela é uma província rebelde e eu vou tomar de volta. Então, a maneira, o tom, as expressões usadas por Xi Jinping para manifestar essa reivindicação da China, foram muito fortes.
Então, é isso. A China teve vitórias, mas os Estados Unidos também tiveram. A compra da Boeing já se esperava que acontecesse, já era pedra cantada. Mas foi esse momento, Sartenberg e Cassia, de pelo menos um alívio na imagem, na exposição negativa do Trump no mercado interno.
Foi lá, fez uma coisa de estadista, levou empresários, voltou dizendo que teve negócios sendo feitos, que isso é bom para a economia americana. Sardenberg e Cássia. Miriam Leitão, muitíssimo obrigado, Miriam, e bom final de semana. Até.
Até a semana que vem. Até mais, Miriam. Até mais, Miriam. Até mais, Miriam. Em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas. Um time de cientistas com visão empreendedora e conhecimento em negócios, trilhando soluções estratégicas com dados e inteligência aplicada. Um negócio com selos de confiança e inovação da B3.
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