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'Há evidências de que Cláudio Castro agia para proteger Ricardo Magro, o maior sonegador do Brasil'

15 de maio de 202610min
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Maria Cristina Fernandes analisa a nova operação da Polícia Federal, que aponta que ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, direcionou o Executivo Estadual para interesses do conglomerado de empresas de Ricardo Magro, da refinaria Refit. Ouça.

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Participantes neste episódio3
F

Fernando

HostJornalista
T

Tati

HostApresentadora
M

Maria Cristina Fernandes

ConvidadoEspecialista
Assuntos4
  • Operação contra Cláudio Castro e RefiteCláudio Castro · Ricardo Magro · Refinaria Refit · Sonegação fiscal · Fraude no setor de combustíveis · Interdição e desinterdição da Refit
  • Operação Sem Refino e Ciro NogueiraCiro Nogueira · Emendas parlamentares · Projeto de lei para devedores
  • Governo BolsonaroJônatas Assunção · Governo Bolsonaro · Petrobras
  • Mega Operação Rio de JaneiroPartido Liberal (PL) · Família Bolsonaro · Eleições Rio de Janeiro
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Em um mundo cheio de respostas, escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha. Fazemos perguntas que movem negócios com dados e inteligência aplicada. Saiba mais sobre a Trilha em trilhab3.com.br Tudo é Política, com Maria Cristina Fernandes.

Oi Maria Cristina, boa tarde. Boa tarde Tati, Fernando, boa tarde ouvinte. Boa tarde. Nova operação da Polícia Federal, PF aponta que o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, direcionou o Executivo Estadual para interesses de um empresário, ou pelo menos do Conglomerado de Empresas de Ricardo Magro.

da refinaria Refit. A PF diz que foi sob a batuta do ex-governador do Rio que o Estado direcionou todos os esforços da máquina pública em prol do aglomerado. Essas são as informações que estão na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou essa operação, que está apurando suspeitas de fraude no setor de combustíveis. Maria Cristina.

Pois é, Tati. Eu li a decisão hoje pela manhã, ela saiu já perto do meio-dia. E a única coisa que surpreende nesta decisão é porque ela demorou tanto a acontecer. É. Porque os esquemas que estão descritos lá eram conhecidos, eram públicos, até porque passaram por procedimentos públicos. Você falava aí do governador Cláudio Castro, que foi alvo de uma busca e apreensão.

há evidências concretas de que ele agia para proteger este empresário, Ricardo Magro, que é o maior sonegador do Brasil, desde que ele trocou o procurador-geral de Estado, que não queria, o Bruno Dubê, ele não queria...

proteger a refite, queria cobrar o que a refite deve, que é 10 bilhões, ao Estado do Rio de Janeiro. Trocou por um PGE que não cobrou nada da refite, sob a alegação de que se a refite ficasse parada, pelo que devia, não ia recolher mais para o Rio de Janeiro. A refite foi interditada pela Agência Nacional do Petróleo e o governo do Rio de Janeiro agiu para desinterditá-la.

o governador Cláudio Castro aprovou uma lei na Assembleia Legislativa do Rio para desinterditar a refite. Apesar dessa dívida enorme, 10 bilhões de reais, num governo que vive de pires na mão, aparentemente havia muitos apaniguados ali que custavam mais barato para a empresa manter, para não pagar aquilo que devia. O Ricardo Magro, que teve seu nome incluído na...

na lista vermelha da Interpol, né? Ninguém sabe exatamente onde ele está morando, ele tem residência em Miami, ele tem uma casa em Lisboa, ele passou um tempo morando em Dubai, mas o fato é que ele não pisa no Brasil há muitos anos porque tem... Ele é um sonegador quanto mais há décadas. Sua dívida hoje, segundo a decisão do ministério Alexandre de Moraes, hoje monta 52 bilhões de reais no Brasil. Essa operação, o nome dela foi sem refino.

Porque é exatamente isso, ele não refina petróleo, ele refina imposto. Ele tem essa refinaria no Rio, que só tem o nome de refinaria, tem distribuidoras no Rio de São Paulo. E a Agência Nacional do Petróleo interditou e as autoridades fluminenses, em várias instâncias, coordenadas pelo Claudio Castro, atuaram para desinterditar esta refinaria.

Entre os alvos da operação, são 17 autores, tem um executivo da Refit, Jônatas Assunção, que a gente precisa prestar atenção nesses nomes pelos vínculos que eles têm. Ele foi secretário executivo da Casa Civil durante o governo Jair Bolsonaro. Quem era o titular da Casa Civil, que o colocou neste cargo, era o homem de confiança, braço direito dele.

era o então ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, senador da República, que também está aí encrencado no Master. No governo Jair Bolsonaro, este Jônatas Assunção, que tem lá a comprovação de depósitos que foram passados a ele pela Refite, de mais de um bilhão de reais.

Este executivo da Refit foi indicado para o Conselho de Administração da Petrobras, também durante o governo Bolsonaro. O Guaraciviana, que é um desembargador, ele deu uma decisão para desinterditar a Refit e acabou afastado pelo Conselho Nacional de Justiça. Este desembargador, tempos atrás, ele foi gravado numa conversa com o deputado estadual Rodrigo Bacelá, que hoje está preso.

em que ele vazou que haveria uma operação policial contra outro deputado estadual chamado TH Joias, do Rio de Janeiro, que também está preso. Esse esquema da Refit envolveu a bancada bolsonarista na Alerje, bancada que sustenta a candidatura do Douglas Ruas, que hoje é o presidente da Alerje, ao governo do Rio. Então, é um tremendo estrago no PL do Rio de Janeiro.

e, consequentemente, na família Bolsonaro, que comanda o PL do Rio de Janeiro e tem no partido o sustentáculo da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência da República. Mas não acabou aí, não. Porque se houve uma emenda máster, da qual muitos já se falaram, aquela emenda apresentada pelo senador Ciro Nogueira, que levou o teto do fundo garantidor de crédito de 250 mil para 1 milhão, quer dizer, a emenda propunha isso.

mas não conseguiram que fosse aprovada. Também houve uma emenda de autoria do mesmo senador Ciro Nogueira para tentar excluir o setor de combustíveis das penalidades decorrentes do projeto de leito, o devedor quanto mais, que tipificou o devedor quanto mais, que aquele devedor que é autuado aí cria uma outra empresa.

é autuado de novo, cria outro. Então, esse comportamento, quanto mais, agora está tipificado em lei. Que é para livrar o Ricardo Magro. Era para ele essa lei. Isso. Ele é o maior devedor, quanto mais, de país. Quer dizer, há outros, mas era para ele. E o Ciro Nogueira agiu para protegê-lo.

E foi apenas depois das operações Carbono Oculto, Poço de Lobato, Cadeia de Carbono, foram três operações seguidas sobre esse setor de combustíveis que o Congresso, no ano passado, ficou ansioso por se dissociar dos laços entre o crime organizado e esses sonegadores do setor de combustível.

E o Congresso acabou aprovando esse projeto que tramitou durante oito anos, esse projeto teve tudo quanto mais, e ninguém conseguia aprovar. E eu digo também que não acabou porque foi pelo Amapá que durante seis meses a Refit importou combustível já refinado, dizendo que era um combustível a ser refinado, um óleo bruto, pagando uma alíquota mínima de imposto.

E esse combustível seguia para outros estados, informando que já tinha recolhido no Amapá e não tinha recolhido nada. Não recolhia em lugar nenhum e esse combustível entrava no país e era comercializado. E aí era uma concorrência desleal com quem pagava imposto sobre combustível. E isso aconteceu, esse corredor de importação, aconteceu no Amapá durante seis meses, ele funcionou lá. Davi Alcolumbre não fez nada para...

o governador do Estado é aliado dele. Então, o que vai acontecer ainda neste campo? Como é que o PL vai fazer campanha no Rio de Janeiro com todo o seu esquema aliado ao Ricardo Magro desbaratado? Então, eu continuo... Ainda não consegui responder, Tati Fernandes.

Acompanho esse tema já há algum tempo, porque é um disparate gigantesco. O que eu ainda não consigo responder é por que tanta demora. Porque tudo que está escrito na decisão já se sabia. E era uma pecinha como você traz, Maria Cristina, uma ou mais, né? Pecinhas de um quebra-cabeça que já estava sendo montado, né? É um quebra-cabeça que mostra como, ao longo dos últimos anos, que é um quebra-cabeça que já estava sendo montado.

o Centrão se aliou ao bolsonarismo para fazer do Congresso Nacional, da Assembleia Legislativa do Rio e, quiçá de outras Assembleias Legislativas, o avalista de crimes sucessivos cometidos por grandes empresários, associados inclusive ao crime organizado.

Muito bem. E a gente vai acompanhando, claro, contando com a Maria Cristina aqui todos os dias, logo depois do Repórter CBN de duas e meia no nosso Tudo é Política. Obrigada, Maria Cristina. Um beijão, bom fim de semana. Eu faço votos, que ele seja tranquilo pra você e a gente volta a se falar na segunda. É uma operação por dia, né? Pois é. Vamos ver se eles deixam a gente ter saldo. Vamos ver se o pessoal descansa também, minha gente.

Polícia Federal, dá uma descansadinha aí no sábado e no domingo. Um beijo, Maria Cristina. Até segunda.

Um beijo, Tati e Fernanda. Até segunda. Boa tarde. Bom fim de semana aos ouvintes. Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão.

Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$ 199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

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