O que caracteriza os vinhos do Etna?
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Escarcia
Sadenberg
Suzana Barelli
- Vinhos e EnologiaRegião vulcânica do Etna · Características do vinho · Solo vulcânico · Altitude dos vinhedos · Influência do vulcão no vinho · Vinhos com notas minerais · Vinhos de solos vulcânicos
- Experiência no vulcão EtnaPasseio até o vulcão · Terreno vulcânico · Monitoramento do vulcão · Paisagem e cores do solo · Vento frio e altitude
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Momento do Brinde com Suzana Parelli Suzana?
Boa tarde, Susana. Susana continua em sua gira pelo seu giro pelo vulcão Etna para avaliar, descobrir como é que são feitos, o que caracteriza os vinhos do Etna, Susana.
É isso aí, Sadenberg e Escarcia. E nessa busca, hoje eu fiz uma coisa muito legal, que eu fiz um passeio, subi até o Etna. Quer dizer, ontem eu comentei que o vulcão tem a parte mais alta, 3.400 metros do nível do mar. E hoje eu fui num programa até 2.800 metros, para ver o vulcão mais de pertinho.
Eu achava que ia ter um pedaço de caminhada e tudo, mas não. Foi num ônibus, meio um ônibus especial, 4x4, para enfrentar, porque o caminho todo é um terreno que mescla neve e muita da lava seca, da lava das erupções antigas do vulcão.
Foi bem legal, né? Mas aí, no começo, o guia estava contando que o Etna é o maior vulcão ativo da Europa, até aí tudo bem, aí ele falou, é, vocês sabem que ele pode entrar em erupção em qualquer momento. E aí eu já falei, já pensou se isso acontecesse comigo justo agora, entendeu, que eu estava lá tentando entender vinho e Etna?
E aí o guia foi explicando, ele mostrou no caminho, tem vários sensores ao longo de toda a montanha, e ele diz que esses sensores conseguem monitorar o vulcão, e sabe no intervalo de até quatro horas se vai ter erupção, o que daria para a gente sair tranquilamente nessas quatro horas.
Eu confiei nisso e fui me preocupar mais com a paisagem e entender esse reflexo no vinho. Primeiro, você entende muito o que é um solo vulcânico, até pelas cores. Você tem um terreno de pedras super retorcidas dessas lavas, e os tons, é tudo meio negro, mas varia de uma tonalidade, tem uns reflexos. Quando são mais amarelados é que é um solo com mais enxofre, quando está mais acobreado tem mais ferro.
E ao longo desse preto, tem muito branco, que é a neve das montanhas e as nuvens, que a gente estava bem alto. É lindo, frio pra caramba. Aí você explica também esse reflexo desse vento frio. Venta muito esse vento frio que vai para os vinhedos. E para o ouvinte ter uma ideia, eu estava nove da manhã em Castilhone de Sicília.
que é uma cidade ali perto do Etna, embaixo. Estava 20 graus essa hora da manhã. Eu não vi a temperatura lá em cima, mas assim, eu estava com gorro, casaco, luva, aquele casaco corta-vento, tudo. Passei frio, senti muito vento.
E aí, você começa a entender mais os vinhedos ao redor, você não vê os vinhedos, mas você entende a influência do vulcão. No Etna, os vinhedos dessa região de Etna, eles estão cultivados entre 500 e 1.000 metros de altitude, mas de tudo que eu provei, os mais interessantes eram vinhos a partir de 600 metros. Ou seja, precisa de altitude, 600 metros para a Europa é muito alta. E esses vinhedos, eles formam meio que uma meia-lua em torno da cratera principal do Etna.
E tem solo vulcânico, que é muito diferente do solo calcário, mais argiloso, que a gente conhece na maioria dos vinhedos. E é um solo que tem muito potássio, magnésio, derivados de lava e das cinzas. O que significa que é aquela coisa que a gente chama de vinhos com notas mais minerais, tem uma oportunidade própria, são mais tensos na boca. Então, queria fazer esse contraponto para os ouvintes e contar que é interessante que o...
Os solos vulcânicos são menos de 2% da superfície terrestre do nosso planeta. Só que os vinhos ocupam uma área um pouco maior do que esses 2% do total da área plantada. Ou seja, tem um interesse crescente de produtores querendo ter vinhos de solos vulcânicos. O Etna é o maior, mas não é o único. Você tem o próprio ao redor do Vesúvio, você tem na Grécia, tem vários solos vulcânicos para a gente entender esse vinho por aí.
Suzana Amarelli, continua por aí ou já está de volta? Ah, eu volto amanhã, infelizmente. Obrigado, Suzana. Mas ainda vou tomar essa noite um pouco de vinho aqui, desses vinhos vulcânicos mais minerais. Ainda tem o jantar de hoje. Obrigada a vocês. Bom final de semana.
Obrigado, Suzana. Até mais. O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis.
Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BYUD, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro e salvar vidas.
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