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Livros informativos unem conhecimento e arte para estimular curiosidade infantil

16 de maio de 202610min
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Janaína Barros fala sobre a importância dos livros informativos para o desenvolvimento da curiosidade e da autonomia das crianças. A comentarista explica que esse gênero reúne conteúdos de não ficção baseados em pesquisas e informações reais, mas apresentados de forma mais atrativa e dinâmica do que enciclopédias ou livros didáticos tradicionais.

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Participantes neste episódio2
N

Nadeja

Host
J

Janaína Barros

ComentaristaComunicadora
Assuntos4
  • Publicação e Edição de LivrosDefinição e características · Diferenças de enciclopédias e livros didáticos · Projeto gráfico e atratividade · Organização do conhecimento · Autonomia na leitura infantil
  • Se Eu Fosse Uma PlantaGaia Stella · Editora Peirópolis · Hipóteses sobre o mundo sem plantas · Informações sobre o crescimento das plantas
  • Abecedário de Flores BrasileirasGeraldo Valério · WMF Martins Fontes · Ilustrações em colagem · Informações sobre flores brasileiras
  • O sabor dos alimentosCarolina Dini · Isabela Riggi · Editora Biruta · Explicação da química dos sabores · QR Code para bibliografia
Transcrição26 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Páginas da Infância, com Janaína Barros. Janaína Barros, boa tarde. Boa tarde, Nadeja. Boa tarde também aos ouvintes. Jana, hoje nos fala sobre livros informativos, né Jana? O que são?

Nadedja, os livros informativos, eles podem dar uma ideia de que são muito próximos ou parecidos de enciclopédias. E aqui eu vou entregar a minha idade, porque isso é bem do meu tempo.

E me vem uma memória muito afetiva de quando eu era criança, que eu era louca pelas barças. Era o meu sonho ter aquelas barças, aqueles livros belíssimos de tapadura, onde eu pudesse fazer pesquisas a hora que eu quisesse. Inclusive, eu ia à casa de amigos para poder usar a barça em trabalhos em equipe. Mas não, eles são fruto de pesquisa também. Muitas vezes envolvem equipes de professores.

de pesquisadores, mas o que eles trazem? São livros de não-ficção, portanto, e trazem dados reais, informações mesmo para as crianças, um conhecimento de mundo real de um jeito diferente, que não se equivale nem ao livro didático e nem à enciclopédia. Por que eles são legais, Jana? O que eles trazem?

Eles são muito legais porque eles têm um projeto gráfico totalmente diferente. E aí está um dos segredos que os diferencia desses livros que a gente conhecia antigamente. Eles são atrativos, são bem pensados, justamente para organizar esse conhecimento para as crianças. E aí tem ilustrações, tem textos mais elaborados, alguns deles até poéticos na dédia.

Tem, por vezes, mapas, tabelas, gráficos, fotos, glossários, todo um projeto pensado para organizar esse conhecimento e para que a criança possa explorar e ser ela mesma a agente, estimula outras leituras, que não só a textual. E aí eles convidam essa criança para uma leitura ativa, participativa.

Não quer dizer que você tenha que fazer uma leitura linear. Muito ao contrário, a criança pode ir ali sendo a protagonista dessa construção de conhecimento e elencando o que ela quer ler, o que ela não quer ler, o que vem primeiro, o que vem depois.

E isso não exige um mediador exatamente o tempo todo. Embora seja muito legal mediar esses livros, mas a criança também pode ir construindo essa autonomia dela, sozinha nessa leitura. Com certeza. O que você pode apontar, Jana, como diferencial, já que a gente vive agora e cada vez mais num mundo em que tem informação em todo lugar, né?

Sim, e parece um pouco curioso a gente falar de um livro informativo, numa era que a gente tem informação na palma da mão. Mas o que é diferente? É a união da informação com a arte. E é isso que faz esses livros serem tão legais. Outra coisa, a organização do conhecimento para essa criança. E uma terceira coisa importantíssima, principalmente nessa época que a gente vive, que é a autoria.

São livros que têm autoria e, portanto, têm um conteúdo confiável, um conteúdo que é fruto de pesquisa, que é fruto de um trabalho muito bem ancorado em fontes confiáveis e verdadeiras. E, além disso, Nadege, eles estimulam a criatividade da criança, a curiosidade.

Porque uma vez que eu vou lá e pesquiso sobre um tema, aquilo me acende uma luz para eu poder procurar outros livros, para eu poder procurar outras investigações para me aprofundar nesse conhecimento. Então, claro que agora os ouvintes já estão convencidos, já estão querendo as dicas. Qual é a primeira que você traz para a gente, Jana?

para a Biblioteca das Crianças. Então, três livros hoje. Se Eu Fosse Uma Planta, é o primeiro, da Gaia Stella. É uma italiana, saiu pela editora Peirópolis. Ela também é autora de Se Eu Fosse Um Fungo, da mesma coleção aqui. E aqui uma menina, essa menina que a gente vê aqui na capa, ela imagina o que aconteceria na vida dela se ela fosse uma planta. Aqui nas guardas, que são as páginas imediatamente após a capa.

a gente já vai percebendo essa imaginação quando ela se transforma em uma planta. E daí surgem perguntas na dédia. Existem mais plantas do que animais? O que aconteceria com o mundo, com todas as coisas, se as plantas deixassem de existir? E o livro vai levantando essas hipóteses para as crianças pensarem. O que seria dos animais, das águas dos rios e dos mares?

o que seria das frutas e até de comidas gostosas, como o sorvete e a pizza, se não tivessem mais plantas no mundo. Então essa menina vai investigando isso.

é a partir de informações. Então, a planta tem uma semente, cresce num caule e depois ela se prende ao solo pelas raízes, o que cada uma dessas coisas significa para a planta, para o crescimento dela. Isso também acontece por meio de diálogos entre os animais que estão ali na floresta, ao redor dessas plantas que ela está investigando e imaginando ser. No final, tem um paratexto.

que traz um pouco mais de informações ou, de alguma forma, aprofunda aquilo que o livro já trouxe ao longo das páginas. Nadede, eu estou mostrando aqui para quem está nas transmissões com a gente. Perfeito. O que mais? O segundo livro, que de alguma forma conversa com esse abecedário de flores brasileiras, é do Geraldo Valério e saiu pela WMF Martins Fontes. Ai, que lindo. Aqui, 23, olha que lindo, né?

Eu vou dar um passo a página aqui, ver se dá para enxergar na transmissão. Ele traz 23 flores brasileiras. Algumas que a gente já conhece muito bem. Outras que são curiosas, como por exemplo, não sei se você conhece. Cipó de São João, Guapuruvu, Jarrinha.

Sempre Viva, Norantea. Tudo na verdade. Eu não conhecia nenhuma dessas também. Ao passo que também tem o IP, a Orquídea e a Vitória Regia. Todas estão organizadas num índice no início do livro. E aí, outra coisa muito interessante, as ilustrações que os ouvintes puderam ver aqui foram feitas a partir de uma técnica de colagem sobre papel. Aí mora a arte que eu destacava lá no início da conversa. E as informações...

No final também, as informações trazem detalhes sobre essas flores. Da onde elas são, como elas vivem, o aroma delas, o que elas atraem. Tudo isso vai alimentando a curiosidade dos pequenos. Muito bom. E a terceira? E por fim, Papilex já está aqui na nossa tela. Papilex.

Investiga justamente isso, as nossas papilas gustativas. A história invisível dos sabores, da Carolina Dini e da Isabela Riggi. Saiu pela editora Biruta, Carolina, que é cozinheira, Isabela é ilustradora. E aqui eles trazem um pouco dessas informações em uma explicação muito divertida, né? A transformação da química nessa experiência de sabor. Quais são os gostos? De que forma a gente pode senti-los? Em quais alimentos?

e também não alimentos, na água do mar, por exemplo, num lápis de madeira. O que a gente pode sentir a partir disso? Quantas são? Onde estão? Todas essas informações, perguntas e hipóteses vão sendo levantadas aqui. E aí, no fim, informações científicas e um QR Code para acessar a bibliografia que ajudou as duas autoras a fazer esse livro aqui.

Muito legal. Bom, todo mundo aí com as sugestões para adicionar então na biblioteca. Vamos repassar a listinha, Jana? Vamos repassar a listinha rapidamente para os nossos ouvintes. Hoje o nosso tema, livros informativos, uma porta de organização para o conhecimento, autorias, um conhecimento divertido que une informação e arte. O primeiro livro aqui, Se Eu Fosse Uma Planta.

É da Gaia Stella e saiu pela editora Peirópolis, em tradução da Ana Carolina Carvalho. Conversando com o primeiro abecedário de flores brasileiras, do Geraldo Valério, saiu pela WMF Martins Fontes, 23 espécies de flores conhecidas e não conhecidas, ou populares e nem tão populares assim, para a gente investigar o último papilex.

A História Invisível dos Sabores, da Carolina Dini e da Isabela Rigg, saiu pela editora Biruta, a investigação sobre as nossas papilas gustativas e essa mágica dos sabores. Nadeja. Perfeito. Janaína Barros, sempre com as melhores dicas aqui para a literatura das infâncias, para os nossos ouvintes. Obrigada por hoje, Jana. Um beijo para você. Bom fim de... Beijo para você e para os ouvintes. Lembrando que tudo isso, lá em arroba B, Janaína.

Confere lá.

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