Quando moda e o cinema se encontram
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- Cinema e CulturaDior Cruise 2027 · Sofia Coppola · Christian Dior · Hitchcock · Grace Kelly · Marlene Dietrich · Jonathan Anderson · Luca Guadagnino
- Sofia Coppola e Marc JacobsSofia Coppola · Marc Jacobs · Documentário Mark by Sofia · Perfume Daisy
- Figurinos em Filmes de Sofia CoppolaAs Virgens Suicidas · Maria Antonieta · Manolo Blahnik · O Pagador de Promessas · Gucci · Hermes · Priscilla · Virginie Viard · Chanel · Priscilla Presley
- Phoenix e Sofia CoppolaPhoenix · Thomas Mars · Sofia Coppola · Telefono
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Paula Jacobi, nossa crítica, pesquisadora, professora de cinema, já com a gente para aquele papo sobre a Sétima Arte aqui no Revista CBN. Tudo bem, Paula? Boa tarde. Oi, Nadete. Boa tarde. Boa tarde, meus ouvintes. Estou super animada para hoje. Bem, para a gente falar sobre quando a moda encontra o cinema e quando o cinema encontra a moda também, né, Paula? E é bem frequente.
É bem frequente. Desde o começo da história do cinema, essa relação se estende, tanto de estilistas que contribuem para figurinos de filmes, quanto cineastas e atrizes e atores que crescem relações no paralelo, para além das telas, com grandes casas de moda.
E eu trouxe esse tema para o programa de hoje por conta de duas coisas que aconteceram nessa semana. Na quarta-feira, a Dior desfilou o seu Cruise 2027, uma coleção super especial, que transformou a recém-inaugurada David Gaffin Galleries no Museu de Arte de Los Angeles, numa passarela belíssima. E a inspiração para essa coleção foi justamente a relação do Christian Dior, que é o fundador da marca, com Hollywood.
Então, o Jonathan Anderson, que é o atual diretor criativo da marca, ele trouxe esses ares de old Hollywood, dessa era de ouro de Hollywood, para todos os detalhes do desfile, do convite ao cenário, que é inspirado nessa atmosfera dos filmes do Hitchcock.
E isso a gente já tinha presenciado um pouquinho ali, quem tem um olhar um pouquinho atento para esses detalhes, o teaser da coleção que foi lançado 3, 4 dias antes do desfile já tinha uma cena que trazia essa referência aos filmes do Hitchcock, como o Pássaros e o Ladrão de Casaca.
E aqui, essa relação não é banal, claro, porque nada na moda, nessa construção desse storytelling de desfile, nunca nada é banal. Então, o próprio Christian Dior tinha uma relação com o Hitchcock. Ele assinou o figurino que a Grace Kelly usa em Janela Indiscreta, por exemplo, e também o usado pela Marlene Dietrich em Pavor nos Bastidores, que são filmes essenciais da cinematografia do Hitchcock.
O fundador da Dior também já foi indicado ao Oscar. E o próprio Jonathan Anderson, que, de novo, é o atual diretor criativo da marca, ele já está super familiarizado com essa relação entre moda e cinema, porque ele próprio já assinou figurinos dos filmes rivais e queer, que são do diretor italiano Luca Guadagnino.
E aí, para quem tiver interesse nesse assunto, quiser ver mais imagens, além dessas que eu trouxe aqui para o programa, vale super a pena dar uma olhada no desfile completo da Dior no YouTube da marca e também nos arrobas Dior, arroba Dior.
Jonathan.Anderson no Instagram. Então tem ali vários elementos. O convite traz até um Blu-ray de filmes. Tem bolsas, tem vários easter eggs de cinema que foi construindo essa atmosfera.
para os convidados chegarem lá sabendo exatamente onde eles estavam pisando e tendo essa atmosfera, acho que já traz bastante coisa, referência para a gente entender que por mais que há mais de 100 anos essa relação se estenda entre a moda e o cinema,
A gente ainda hoje consegue amarrar várias coisas no paralelo, sabe? Acho que é uma relação extremamente frutífera para ambos os lados, né? Tanto para uma marca, para um estilista, para um cineasta, para um ator, para uma atriz, para um figurinista, conseguir trabalhar com essas peças também é uma coisa muito especial.
Total. E o seu próximo assunto é quase uma questão de família pra mim, Paula. Eu sou muito fã da Sofia Coppola, como muita gente. E eu e a minha mãe, principalmente a minha mãe, uma obsessão pelo trabalho do Marc Jacobs é uma coisa que até o nome do nosso cachorro era Marc Jacobs pra você ter uma ideia. Ah, mentira! Então ela morre de ciúme dessa amizade da Sofia Coppola com o Marc Jacobs. E assim, que dupla, né? Fantástica.
Não, uma dupla fantástica. A Sofia Coppola fez aniversário na última quinta-feira, 14.
Ela é uma diretora que desde sempre teve um pezinho na moda. Ela foi estagiária do Karl Lagerfeld na Chanel. Ela sempre trabalhou com grandes casas de moda, fazendo campanhas, dirigindo campanhas para essas marcas. Fez a campanha do Perfume Daisy, do Marc Jacobs. E aí tem uma curiosidade minha também, pessoal. O meu nome é Paula Jacobi, mas por conta do Marc Jacobs, todo mundo sempre me chamou desde a escola de Jacobs.
Jacob, Jacob, Jacob, Jacobs, enfim. E aí o meu apelido virou PJ por conta do Marc Jacobs e por conta da PJ Harvey. Então, assim, as pessoas me conhecem ou por Jacob ou por PJ. Então tem esse carinho também nesse sentido. Mas aqui, voltando para a Sofia e essa relação com a moda...
Ela traz, desde lá das Virgens Suicidas, em 99, um carinho muito grande pelo figurino. Então, o figurino do filme é muito bem pensado. Ela já dirigiu videoclipes, ela já fez, de novo, coleções de camisetas com algumas marcas. Ela já fez um desfile proibido nas ruas de Nova York nos anos 90. E foi justamente por conta desse desfile que ela conheceu o Marc Jacobs, que é um dos seus maiores amigos.
E ela já fez campanhas do Perfume Daisy, como eu falei, mas de outras coisas junto com o próprio estilista. E ela lançou, ano passado, no Festival de Veneza, o documentário Mark by Sofia, que é o primeiro documentário da Sofia Coppola. Ele ainda não tem data de estreia no Brasil, mas é um filme assim que, assim que a gente souber quando ele estrear, ele é imperdível, porque mostra justamente essa relação dos dois.
para além da moda, né? E como eles vêm fazendo essa costura da moda com o cinema há mais de 20 anos, né? Há mais de 30 anos, no caso. A gente também tem outros exemplos dos filmes da Sofia, como Maria Antonieta, que tem sapatos da marca Manolo Blahnik, que ficou super famosa por conta de Sex and the City. O Bling Ring, que é um filme bastante controverso da Sofia, mas que eu acho divertidíssimo.
É, eu também acho divertidíssimo, tem algumas pessoas que não gostam, mas enfim. Que tem peças da Gucci, Hermes e de outras grandes casas de moda. E o Priscila, que é o último filme de ficção da Sofia, antes desse documentário, tem uma peça muito especial desenhada pela Virginie Viard, que era então diretora criativa da Chanel.
e que fez esse vestido de casamento da Priscila Presley. Então, ela recria uma peça que a Priscila usou, de fato, na vida real, para o filme, com técnicas de alta costura. Então, realmente, uma peça super, super exclusiva. E aí, quem gosta da Sofia, quem se interessa pela Sofia, tem dois livros, o Sofia Coppola Archive, que é um livrão, assim, desse de colocar na mesa de centro, enfim, né, ficar folhando ele, que ele é super bonito, e o Important Flowers.
da editora britânica Mac Publishing, mas você encontra no Brasil, aqui, em algumas livrarias que têm essa seção de livros importados, como a Livraria da Travessa, por exemplo, você consegue encontrar esses volumes lá, que mostram os bastidores desse processo criativo da Sofia e como ela consegue relacionar os filmes dela sempre com a moda de alguma forma.
Nossa, demais. Pra gente encerrar a conversa ainda no assunto de família, Paula, eu tenho uma outra questão, que é a minha banda preferida da vida, a obsessão, assim, um problema é Phoenix. E o vocalista, o Tomás Mars, é o marido da Sofia Coppola. Que é o marido da Sofia, sim. E ela inspirou várias músicas deles, ela dirigiu o clipe deles, irmão dela dirigiu o clipe do Phoenix, enfim. Tá tudo ali, muito interligado. Então eu peguei uma das músicas pra gente encerrar a conversa, uma música do Phoenix chamada Telefono.
Que o Thomas Mars é bem sincero, assim, com esse sofrimento. Porque ela tá longe, tá filmando e tal. E eu acho que é um ícone, um culto bonito ao ícone que é a Sofia Coppola. Essa mulher poderosa, fantástica. Maravilhosa. Com essa banda muito boa também. Obrigada pelo fato, Paula. E que inspirou.
E que inspirou muito as cineastas jovens a fazer filmes tão lindos quanto os dela. Mas obrigada a você. Até. Um beijo. Até. Beijo. Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido Plugin com até 1.300 quilômetros de autonomia combinada com conforto de primeira classe.
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