Envolvimento de Flávio Bolsonaro com Vorcaro domina debate político nas redes
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Marco Ruediger
- Banco MasterFlávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Banco Master · Cinebiografia Jair Bolsonaro · Oposição fragilizada · Debate político redes sociais · Pesquisas eleitorais
- Avaliação de governo e aprovação presidencialImoralidade de receber dinheiro · Contrato com cláusulas de sigilo · Banco investigado · História mal contada · Proposta sólida para o futuro · Ato de confiança
- Impacto das Redes SociaisVolume de posts e interações · Críticas vs. Defesas · Sobrecarga do debate institucional · Questão taxa das luzinhas · Governador Cláudio Castro
- Comportamento eleitoral evangélico 2026Silêncio da bancada evangélica · Sinal de alerta · Magno Malta · Fragmentação de fundo
- Ratinho Jr. desiste candidatura presidencialCapacidade de liderança · Recursos e carisma · Críticas e foco · Pronunciamento congresso ultraconservador · Relação comercial com a China · Zema · Caiado
- Crescimento do bolsonarismoHegemonia campo conservador · Manter bancada no Congresso · Força das legendas · Manter maioria do campo
- Democracia Brasileira - Desconfiança InstitucionalReforma política necessária · País potente com problemas internos · Gasto público
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Marco Rudinger, boa tarde. Oi, André, tudo bem? Tudo bem, nossos ouvintes, todos que estão aí nesse domingo. Aqui está bom o tempo, não sei como é que está em São Paulo, mas aproveitar o domingo sempre é bom. Choveu bastante. E estava ansiosa para te ouvir, Marco, porque as semanas políticas são sempre muito movimentadas, mas essa realmente...
Principal acontecimento até agora desse momento de pré-campanha eleitoral, escândalo da proximidade do pré-candidato Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro e tem tudo a ver com a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Não se fala em outra coisa, né? Pois é, não se fala em outra coisa. E, na verdade, assim...
Enfim, eu acho que toda essa lambança que teve essa semana na campanha da oposição, ela é muito significativa, porque evidentemente você ser um candidato competitivo para presidente da República não é uma coisa trivial.
E nem um pouco trivial, exige muitas coisas, exige recursos, exige capacidade de liderança, de carisma, de segurar situações muito difíceis e saber lidar com elas. E o que se viu foi até agora um candidato de oposição que nadou de braçada porque não teve um foco em cima, não teve uma crítica.
grande em cima. Ele simplesmente estava muito longe, se não tiver um pronunciamento, exceção de um congresso ultraconservador, que inclusive não foi bom para a própria campanha dele, na medida em que ele sugeria, digamos assim, uma certa, não uma entrega dos recursos naturais brasileiros, mas o oferecimento deles, em contraposição ao nosso principal parceiro.
hoje comercial, que é a China. Então, uma coisa meio desconectada com uma estratégia política. Então, esse candidato, no primeiro momento em que ele é visceralmente cobrado com informações fidedignas...
a primeira curva fechada que ele atravessa, ele derrapa. Então, isso aí diz muito sobre a capacidade de uma candidatura prosperar. Então, só fazendo uma síntese aqui da minha reflexão.
Eu vou dar os números agora, mas fazendo uma síntese da reflexão, basicamente, eu não sei. Para o bolsonarismo, evidentemente, ter um nome com o sobrenome Bolsonaro, ter um candidato com o sobrenome Bolsonaro, de certa forma, significa manter uma certa hegemonia no campo conservador e não deixar que novos entrantes, Zema, Caiado, outros, venham a ocupar esse espaço. Uma vez ocupado esse espaço por outro, se perde esse espaço. Não tem espaço vazio em política.
Para toda estrutura mais ultraconservadora, mais de direita mesmo, uma direita mais radicalizada, por outro lado, e mesmo parte do Centrão, é importante manter uma bancada forte no Congresso. Então, não sei o quanto a presidência da República realmente é algo que se acredita de fato que vai se obter. O importante para os apoiadores é a bancada no Congresso.
a força das legendas num próximo governo, seja ele qual for, e, por outro lado, manter a georia do campo. Então, francamente, às vezes eu me pergunto quanto essa candidatura realmente tem essa vontade de liderar o país ou a capacidade disso e quanto eles estão certos sobre isso. Me parece meio estranho. Se a gente olhar os números que eu levantei...
essa semana, foram mais de 2,5 milhões de posts sobre o assunto. Isso aí simplesmente foi avassalador nas redes sociais, em todas as redes. Estou pegando um recorte transversal. Foram mais de 50 milhões de interações em diferentes plataformas.
E isso representou mais de 50% do debate sobre qualquer política institucional. Ou seja, isso realmente se sobrepôs à questão taxa das luzinhas, à questão do governador Cláudio Castro, aqui no Rio de Janeiro também. Tudo isso foi soterrado por essa, digamos assim, malfadada condução.
Esses dados muito interessantes e muito, digamos assim, contundentes que o Intercept trouxe. Então, eu achei, assim, realmente o impacto que a gente está conversando aqui é muito grande. A gente está falando, por exemplo, aqui mais de 2,5 milhões de poucos, 50 milhões de interações. Isso é uma coisa muito forte. E desses...
Só 9%, estou aproximando aqui, um pouco menos, defenderam de fato, desses postos, defendiam o candidato, o senador Flávio Bolsonaro. Então, não só o impacto foi muito grande, como a crítica do que circulou foi muito grande, porque deixou meio sem capacidade de articulação estratégica para uma resposta, e talvez não haja realmente uma resposta muito clara ser dada nesse momento.
frente a essa questão. Então, foi, eu diria assim, o volume de interação de postos críticos foi quase sete vezes maior do que aqueles que defendiam o senador. Então, foi um impacto muito grande. Certamente, isso tem repercussões. Essa última pesquisa que saiu, por exemplo, que a gente viu o Datafolha aí, é uma pesquisa...
já datada, porque a política no Brasil a gente vê, aqui toda semana tem um fato novo que quase que soterra o que começa no início da semana, ou seja, quando a gente chega sexto e sábado, a gente já está aqui trocando entre nós aqui no revista, o que vai ser dito muitas vezes o que acontece já na sexta, de quinta para sábado, já se sobrepôs ao que estava no início, segunda-feira que se imaginava, então isso é muito interessante
E houve esse impacto todo aí que a gente está falando, a questão do Ciro Nogueira que se antecedeu. Foram duas semanas muito positivas para o governo, que começou lá com o Trump e veio agora. E isso muda bastante todo esse processo que está cada vez se consolidando mais dessa briga pela presidência agora dentro da polarização.
O escândalo do Banco Master vai perdurando aí no centro do noticiário, né, Marco? Mas como o Daniel Vorcaro é essa figura muito tentacular, a gente vê nesse momento o escândalo descolando de certas figuras e colando em outras, né? Então é sempre o Banco Master.
Mas agora, menos aparecendo o ministro Dias Toffoli, o ministro Alexandre de Moraes, outras figuras públicas que estavam colando mais no problema do escândalo e agora vai se deslocando para outras.
Houve um desvio do foco do STF para essa questão mais especificamente. Ela está muito mal explicada. Eu acho que a primeira reação do senador foi péssima. Ele saiu negando e em seguida, em vez de se aconselhar e ampliar e tentar montar uma estratégia, ficou o Eduardo Bolsonaro lá do exterior se posicionando, aí surge um contrato.
que não havia, uma relação que não havia com o filme que está sendo feito. Então, todas essas coisas são, na verdade, uma grande lambança para a oposição e que ela se fragiliza muito nesse momento. Eu quero ressaltar também que dentro, internamente, por exemplo, o Zema. O Zema surge e faz uma crítica muito contundente nas redes e diz que isso aí é um tapa na cara, que isso daí é uma coisa que não pode se passar por cima, etc.
E agora ele dá uma recuada. Então, como é que pode dar uma recuada quando ele disse que o que aconteceu foi uma coisa praticamente definitiva? Então, você vê que é uma dificuldade muito grande. Eu vou dizer, assim, eu acho que... E agora, esse movimento de diversas candidaturas, uma nova candidatura agora surgindo, que foi colocada anteriormente aqui, o início da minha...
exploração, mas o que a gente vê é que tem um candidato que está muito consolidado, que tem uma base política muito forte, que está no segundo turno, está numa situação, nesse caso, como se ele estivesse em cima do morro, esperando o outro subir esse caminho difícil para se apresentar, para ser um contendor. Então, todo esse debate ainda está no campo da oposição, a oposição ainda fragmentada, não consegue ter um discurso que unifique.
Ela não consegue ter uma proposta que, de fato, se traduz em uma mudança. Suas grandes bandeiras, por exemplo, vão caindo por terra. Qualquer crítico ao governo em termos de corrupção, é claro que isso pode mudar. A eleição ainda está no início. Esse Banco Master vai dar muito caldo ainda. Isso aí é uma coisa que ainda está muito longe de chegar no final do poço. É um lodaçal isso daí. É uma coisa repugnante esse Banco Master.
Mas o fato é o seguinte, como é que você vai explicar que um banco que estava ameaçando a própria estrutura financeira do país, em termos da sua credibilidade, operando uma pirâmide, na verdade, altamente corrosiva das instituições, dos atores públicos, de repente ela transfere milhões e milhões de dólares.
para fazer um filme no exterior. Essa é uma história tão mal contada, é uma história tão mal enjambrada, que é muito complicada. E aí, se você me permite, eu vou entrar no que a gente costuma chamar aqui de sussurros, e esse é um ponto interessante. No eleitorado evangélico, isso pegou muito mal.
Isso pegou muito mal. A gente fez uma avaliação e apenas 17% dos parlamentares da bancada evangélica se pronunciou em defesa do candidato Flávio Bolsonaro.
E isso, eu diria que o silêncio, nesse caso, ele cala fundo, ele fala muito, porque é um sinal de alerta. Então, assim, a gente está falando que nesse caso, 90% do PL, então é um impacto bastante grande esse silêncio.
Isso fragiliza na base. Tirando alguns líderes evangélicos mais militantes, mais extremamente engajados, mas basicamente mesmo Magno Malta pediu uma certa cautela, cobrou explicações, mas foi meio protocolar. Então o que a gente vê é que tem um ruído.
que pode ser uma fragmentação de fundo do tipo isso aí é uma linha que se você cruza, aí talvez a gente não vá junto. Então esse é um sussurro interessante, a gente tem que observar como é que no desenvolvimento, no desenrolar disso daí, que se quer simplesmente naturalizar, mas é impossível de naturalizar, porque vai vir uma coisa atrás da outra, e talvez atinja outros personagens, não só o campo mais conservador, mas o fato é que nesse momento...
O próprio grupo evangélico não aderiu em massa na defesa. Existe uma grande questão ainda não respondida. Eu acho que esse é o grande ponto que a gente tem nesse domingo para refletir o que vai acontecer daqui para frente na política e que nos afeta evidentemente.
Sem dúvida. Acho que os nossos próprios ouvintes são uma boa amostra desses movimentos aqui das redes, porque desde o começo do programa estão aqui comentando sobre isso. Mais de um falou aqui questionando, por exemplo, quando que estreia o tal do filme, porque acabou gerando essa curiosidade.
E também pontuando que o que a gente tem de pesquisa eleitoral ainda não pegou o reflexo de que maneira vai se refletir na opinião das pessoas esse escândalo. Estou muito curiosa para a primeira pesquisa, depois desse fato, para a gente poder comentar aqui também, Marco.
Eu não tenho dúvida que isso vai refletir nas pesquisas. Essa que saiu do Datafolha é uma pesquisa hidratada. Ela reflete um momento, digamos assim, talvez até anterior, inclusive. E é evidente que na política, ainda mais uma eleição, isso aí tem sobs e desce, solavancos. Ninguém tem uma posição absolutamente garantida. Mas o que a gente vê realmente foi uma lambança e mostra uma inexperiência muito grande do grupo que quer...
reivindicar a posição de liderar o país.
Como é que você vai liderar o país? Dá uma questão aí, eu diria para você. Vamos considerar que não seja ilegal, mas é imoral você receber dinheiro de um banco nessas condições, com contrato, com cláusulas de sigilo, e um banco ainda por cima que já estava sendo investigado, já estava tendo... Isso como um todo soa muito mal. Essa história não fecha, não se sustenta. E a gente pensa, o Brasil vai ser entregue...
De que forma, para quem? Essa é uma grande questão. Então, qualquer candidato que queira disputar e disputar bem, ele tem que ter uma credibilidade que ele tem uma proposta que vai ser sólida para o futuro do país. Porque, ao fim e ao cabo, quando você vota, você está fazendo, digamos assim, um ato de confiança nessa delegação para o seu futuro, para o futuro da sua família. Enfim, a gente tem um problema hoje no Brasil institucional, tem um problema de, talvez, ter que fazer uma reforma política, que é uma coisa muito necessária no Brasil.
Então, tem várias questões muito estratégicas. O Brasil é um país potente, que pode crescer muito, mas o que ele tem...
problemas internos que vão ter que ser resolvidos, muito provavelmente, nos próximos quatro anos, não tem como, gasto público, etc. Uma série de discussões aí que vão ser encaminhadas. Esse ponto é muito central. Não dá para você chegar sequer no início da campanha e já dar uma derrapada e capotar do jeito que foi. Então, isso tem que ser melhor explicado, não tenha dúvida. E, claro, isso favoreceu muito o governo e as próximas pesquisas vão mostrar isso.
Perfeito, fundamental. Marco Rudinger, obrigada por hoje, bom domingo, boa semana.
Bom domingo para todo mundo e fiquem atentos aí que ainda vai ter muita coisa pela frente. Vai ser um ano bem quente e ainda tem a Copa do Mundo, é claro. A gente já torcei para o Brasil agora. Contamos com você. Um beijo para todos. Beijo. Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido Plugin com até 1.300 km de autonomia combinada com conforto de primeira classe.
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