Aliados de Lula divergem sobre estratégia para vaga no STF
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Cássia
Milton
Malu Gaspar
- Indicação ao STFJorge Messias · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Regimento do Senado · Cálculo eleitoral · Jurista negra
- Estrategia GovernamentalConfronto com o Congresso · Pacificação com o Senado · Escala 6x1
- Investigações sobre Davi AlcolumbreInvestigações sobre Davi Alcolumbre · Caso Master · INSS · Delação de Vorcaro
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho. Que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Conversa de bastidor com Malu Gaspar Muito bom dia pra você Malu Gaspar
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia para todo mundo que está ouvindo a gente. Bom dia, Malu. Malu, diga para nós aqui como é que está a movimentação dentro do governo em torno dessa possibilidade do presidente Lula voltar a indicar o Jorge Messias para a vaga no STF. Tem uma questão política nessa decisão, mas tem também uma questão regimental.
Exatamente, Milton. Tem dois aspectos dessa história. O primeiro é que o presidente Lula não se conforma com a rejeição do Messias lá atrás por obra do Davi Alcolumbre, naquela articulação sobre a qual a gente já falou bastante aqui, que envolveu desde o Flávio Bolsonaro até o ministro Alexandre de Moraes. O que o presidente Lula tem dito é que não vê razões, que foi injusto a rejeição do Messias, que ele gostaria de apresentar de novo o nome dele.
Daí, vai uma distância muito grande, primeiro por conta desse problema regimental, o regimento do Senado diz que o candidato que já foi rejeitado não pode ser apreciado numa mesma sessão legislativa, ou seja, naquele mesmo ano. Isso não significa que o presidente Lula não possa submeter novamente o nome dele, mas...
o regimento já permite que o Davi Alcolumbre rejeite sumariamente a indicação. Então não faz muito sentido se apresentar uma indicação que vai ser muito provavelmente, quase 100% de certeza, rejeitada de imediato. Ainda assim, no governo tem gente insistindo, no governo é no entorno do presidente, tem gente insistindo para que ele apresente sim o nome do Messias novamente.
num gesto político que visaria mostrar duas coisas. Um, que o presidente Lula não aceita, não vai ceder ou se curvar ao Senado e vai brigar para manter a sua prerrogativa, que é a de indicar um candidato. É como se fosse uma mensagem, olha, vocês não vão me dobrar.
E isso teria uma finalidade, primeiro, de se contrapor ao Congresso, mostrar que o altivez do Executivo, mas, principalmente, de mostrar, no momento eleitoral, quem seria que está barrando a atitude do governo, quem seria que está barrando o governo, que eles querem dizer que é o Congresso, dentro dessa linha que parece estar funcionando perante...
a população, nos treks e tal, de dizer que o Congresso é inimigo do povo. Desse lado tem gente como Lindbergh Farias, o deputado do PT, o Paulo Teixeira, o pessoal do grupo prerrogativo, advogado, que tem estado próximo do Lula e falado olha, presidente, o senhor tem que insistir, o senhor não pode aceitar.
esse tipo de discurso. O presidente é sensível a isso. Mas tem também um outro grupo bastante forte, do qual participa principalmente o Sidone Palmeira, que é o secretário da Comunicação, que defende o contrário, que seja feito um bem bolado com o Alcolumbre, tentando fazer uma pacificação, uma conversa entre eles, diminuir, apaziguar os ônibus. Mas aí...
principalmente porque tem outros assuntos sendo discutidos no Congresso, como, por exemplo, a questão da escala 6x1. Então, assim, não faria sentido você, depois de tudo que aconteceu para esse pessoal, arrumar, continuar insistindo numa briga, principalmente na eleitoral.
E aí tem isso daí, uma visão do Sidonio, que acha que o presidente poderia, já nesse espírito de pacificação, apresentar o nome de uma jurista negra. Por quê? Ele está vendo que nas pesquisas isso tem uma boa colhida.
E sabe que não vai passar de qualquer maneira, mas seria mais uma forma de dizer para a população, olha, o presidente está do lado do povo e o Congresso, mais uma vez, inimigo do povo.
Esse é o cenário no momento, Milton Cássia. Agora, como que está o Davi Alcolumbre em relação a tudo isso? Com alguma possibilidade de, desta vez, numa eventual tentativa de apresentar novamente o Messias, aprovar esse nome, ajudar a aprovar esse nome, ou ele continua com a mesma posição que tinha quando o nome foi rejeitado?
Cássia, até pior. Os olhados dele estão dizendo que se realmente o Lula quiser tentar botar o nome do Messias, vai ter fogo, vai ter guerra. Porque aí quem vai considerar que está sendo afrontado é o próprio Davi Alcolumbre. Então, o que a gente sabe é...
Essa tentativa de pacificação até agora não andou, não teve nenhuma conversa nem do líder do governo do Senado, que é o Jacques Wagner, com o Davi Alcolumbre, não teve nenhuma, não se marcou nenhuma conversa do presidente Lula com o Davi Alcolumbre, tem ali uma tentativa do Zé Guimarães, que é o líder do governo na Câmara.
de tentar fazer uma aproximação, já foi falar com a Columbre, o ministro Zé Múcio, o ministro da Defesa, mas tudo muito incipiente. O Davi Alcolumbre não está muito afim dessa paz, principalmente porque ele se considera perseguido, entre aspas, pelo governo por conta das investigações que estão rolando e que podem chegar nele, do caso Master ao INSS, em todas elas.
tem ali um fio que leva ao Davi Alcolumbre, e ele está muito preocupado, principalmente com a questão do Master. Acho que, não sei se eu já comentei aqui com vocês, mas a gente publicou ontem para trás uma matéria mostrando que o Davi Alcolumbre tinha pedido para o presidente Lula, depois de um evento lá, inclusive na posse do Zé Guimarães, que ajudasse a blindá-lo da...
das investigações do Márcia, porque a delação do vocário vinha aí, traria muitas mentiras e injustiças contra ele.
E o presidente disse para ele que não tinha como segurar uma coisa dessas, e isso gerou um certo mal-estar, principalmente porque depois vazou. Os interlocutores do presidente Lula contaram para a gente que ele andava irritado com isso, que o Alcolumbre fazia pedidos impossíveis e depois se vingava do governo no Congresso. Então, Cássia, eu acho que dá para entender o sentimento do presidente, assim me foi descrito ontem um aliado muito próximo.
Ah, o presidente não se conforma. Tudo bem, até aí, mas o presidente também é um político experiente e muito estratégico. Se ele realmente resolver reapresentar o nome do Messias ou ainda apresentar qualquer outro nome para o Supremo neste ano, vai ser por uma questão eleitoral, por um cálculo eleitoral. Não vai ser esperando que o Alcolumbre dê essa molezinha para ele.
Muito obrigado, Malu Gaspar. Um bom dia para você. Valeu, gente. Um abraço. Um bom trabalho para todo mundo. Até mais, Malu. O futuro não começa com o carro. Começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas.
Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. B.O.I.D. Uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro e salvar vidas.
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