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Candidatura de Joaquim Barbosa: 'Se vai adiante, a gente vai ter que esperar para ver'

19 de maio de 20267min
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O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, que foi relator no julgamento do Mensalão, se apresentou como candidato a presidente da República. Bernardo Mello Franco analisa o quadro.

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Participantes neste episódio3
B

Bernardo Melo Franco

HostJornalista
C

Cássia

ConvidadoJornalista
S

Sadeberg

Convidado
Assuntos1
  • Pré-candidatura de Joaquim BarbosaJoaquim Barbosa · Candidatura a presidente da República · Mensalão · Aldo Rebelo · Democracia Cristã (DC) · PSB · Combate à corrupção · PT · PL · Valdemar Costa Neto · Flávio Bolsonaro · Candidaturas avulsas · Jânio Quadros · Fernando Collor · Bolsonaro · STF · Fator raça
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Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho. Que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

Conversa de Bastidor com Bernardo Melo Franco Bernardo Olá, boa tarde Boa tarde, Cárcia Boa tarde, ouvinte da CBN Boa tarde, Bernardo Boa tarde, Bernardo

Bernardo, e o Joaquim Barbosa, o ministro do Supremo Tribunal Federal, o Joaquim Barbosa, ele é candidato a presidente ou não é? Pois é, Sadeberg, a gente achou que o cenário eleitoral já estava concluído, formado, cristalizado, de repente surge mais um fato novo, que pode ser uma novidade, pode também ser um balão de ensaio.

O fato é que o ex-ministro do Supremo, Joaquim Barbosa, se apresentou como candidato a presidente da República. Essa notícia foi trazida semana passada pelo painel da Folha de São Paulo, foi confirmada pelo partido dele, que ao mesmo tempo está rifando a pré-candidatura que já estava colocada do ex-deputado Aldo Rebelo. Aliás, Aldo Rebelo que não está nada satisfeito com essa história.

Pois é, Cássia, e não podia estar também, mas de qualquer forma, o fato é que o outro rebelo simplesmente não se viabilizou. Ele estava protagonizando um verdadeiro vexame nessa fase de pré-campanha, porque ele mesmo tendo sido ministro de quatro pastas, presidente da Câmara dos Deputados, uma figura conhecida, ele não conseguia nem pontuar nas pesquisas, nem em 1% ele chegava. Estava atrás ali do Cabo Daciolo.

Então, esse partido Democracia Cristã resolveu rifar a candidatura do Aldo, o presidente do partido, o ex-deputado João Caldas, diz que o Aldo já não é mais candidato, que isso não existe mais, e está lançando o Joaquim Barbosa, que tinha se filiado na encolha e segredo no começo de abril, ali na data limite, que é o prazo das filiações, seis meses antes da eleição.

O Joaquim Barbosa é uma figura que foi muito cotada, Cassius Sardimberg, na eleição de 2018. Ele chegou a se filiar ao PSB, circulou como candidato, deu entrevistas e, na véspera também do prazo, disse que não seria mais candidato por razões...

Pessoais. Ninguém nunca entendeu direito que razões foram essas. É claro que passados oito anos, o Joaquim já não é uma figura que está todos os dias no noticiário. Inclusive, pesquisas de gente próxima a ele já apontam até que o eleitorado jovem não sabe de quem se trata.

Mas ele está acreditando ainda num recall que ele pode ter, o nome dele pode ter, associado especialmente ao combate à corrupção. O Joaquim Barbosa foi o relator no julgamento do Mensalão, foi ali visto por muita gente naquela época como uma espécie de um antagonista ou de um algoz de lideranças do PT. Decretou ali a prisão do ex-ministro Dirceu.

do ex-deputado José Januíno, do próprio Valdemar Costa Neto, hoje presidente do PL. Então, de certa forma, ele é um personagem que não é muito bem visto nem pelo PT, pelas condenações, nem pelo PL, pela prisão do próprio Valdemar. E ele está apostando nesse recall e nesse cenário de reabertura da disputa, de incerteza sobre a candidatura do Flávio Bolsonaro, para tentar se colocar. Se isso, de fato, vai adiante, a gente vai ter que esperar para ver.

É, agora, o partido... Porque o Aldo Rebelo, como você falou, é nada, né? E o partido pode retirar... Nem tem candidatura ainda, a rigor. Não foi feita convenção, nada, né?

Pois é, Sardenberg. O Aldo Rebelo estava desempenhando um triste papel. Um personagem que fez a carreira dele toda no Partido Comunista do Brasil. Gosta-se ou não, foi a identidade política que ele próprio construiu. De repente reaparece como bolsonarista desde criancinha, se propondo a fazer uma espécie de linha auxiliar do bolsonarismo.

na campanha, nos debates, acabou que tiraram a cadeira dele. Ele não vai ter legenda, isso dito pelo próprio presidente do partido. Por mais que o Aldo agora diga que vai brigar na justiça, etc. O fato é que se o partido não quer e o partido tem dono, como é que ele vai ser candidato dele mesmo? Agora, esse partido é uma coisa curiosa, Sardenberg. Veja só, ele se chama Democracia Cristã, DC.

Mas o nome antigo dele, até pouco tempo atrás, era PSDC. E sabe quem era o dono e eterno candidato do PSDC?

Era o Eimael, aquele mesmo do jingle, E-E-Eimael, um democrata cristão. Será que Joaquim Barbosa agora vai ser o novo democrata cristão? É assim que ele vai se apresentar para o eleitorado? Então fica muita dúvida. O Joaquim, lá no passado, ele foi um defensor da tese das candidaturas avulsas. Ele achava que candidato não tinha que estar filiado a partido para concorrer.

É uma visão, na minha análise, um pouco perigosa, muito personalista da política, muito do homem providencial, daquele sujeito que faz e acontece sozinho. Isso na história brasileira não costuma dar muito certo. Vamos ver lá os exemplos do Jânio Quadros, do Fernando Collor, do próprio Jair Bolsonaro.

Mas é inegável que Joaquim Barbosa, diferentemente do Bolsonaro, tem credenciais democráticas, é um personagem que construiu a carreira dele com muito esforço no meio jurídico, chegou ao Supremo Tribunal Federal, foi o primeiro homem negro a assumir a presidência do tribunal, inclusive aposta um pouco também nesse fator raça, Sarenberg.

O fato dele ser o único negro, eventualmente, numa disputa, ele e pessoas próximas a ele acreditam que possa ter algum peso para o eleitorado, especialmente o eleitorado de periferia. O que a gente tem que esperar agora é as próximas pesquisas, quando aparecer o nome de Joaquim, para ver se esse cross tem alguma chance de ir além de um balão de ensaio.

Bernardo Mero Franco, obrigado Bernardo, até quinta. Em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas. Um time de cientistas com visão empreendedora e conhecimento em negócios, trilhando soluções estratégicas com dados e inteligência aplicada. Um negócio com selos de confiança e inovação da B3.

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