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Após Trump, Putin visita China para celebração de 30 anos de parceria estratégica e 25 anos de amizade permanente

19 de maio de 202611min
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Cristina Pecequilo comenta as atualizações da guerra entre Estados Unidos e Irã, com nova rejeição do país americano a um plano de paz do Irã. Trump diz que podem voltar a atacar o país. Ao mesmo tempo, ataques de drones aumentam no conflito entre Rússia e Ucrânia e voltam a ocasionar em incidentes em países da OTAN. Apesar do aumento, o presidente da Rússia, Vladmir Putin, vai visitar o presidente da China, Xi Jinping, nesta semana. O encontro se dá após a visita de Donald Trump ao líder chinês, na semana passada, em movimentações de 'diplomacia de grandes potências'. Confira.

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Participantes neste episódio3
F

Host
T

Tati

HostApresentadora
C

Cristina Pecequilo

Convidado
Assuntos4
  • Conflito Rússia-UcrâniaAtaques de drones · Países Bálticos · OTAN · Avanços militares ucranianos · Zaporizhia
  • Viagem à ChinaXi Jinping · Donald Trump e a NASA · Diplomacia das grandes potências · Parceria estratégica Rússia-China · Amizade permanente China-Rússia
  • Conflito Irã-EUARejeição de plano de paz · Donald Trump e a NASA · Tensões no Irã · Estreito de Hormuz
  • Sistema internacional e geopolíticaEstados Unidos · China · Rússia · Brasil · BRICS · Reforma geopolítica da ordem internacional
Transcrição35 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. CBN Pelo Mundo, com Cristina Pessequilo. Oi, Cris, boa tarde.

Oi, Tati, Fê, e oi aos ouvintes também. Bem-vinda. Bom, vamos lá, direto. Estados Unidos rejeitaram de novo mais um plano de paz do Irã. Donald Trump disse que talvez, quem sabe, os Estados Unidos voltem a atacar o país. O que é que indica esse vai e vem, hein, Cris?

Indica uma falta completa de clareza dos Estados Unidos com relação a como encerrar esse conflito e como lidar com as tensões no Irã. Nós estamos observando...

essas falas do Trump com bastante atenção, porque ontem ele já havia ameaçado que o Irã seria atacado entre hoje, terça-feira, e quarta-feira, que seria amanhã. E agora ele diz que talvez possa ser semana que vem, e indica também uma pressão dos países do Golfo que não desejam que esse ataque se concretize. Então há um temor de um agravamento ainda maior das tensões, principalmente no Estreito de Hormuz.

Mas parece que dentro dessas propostas do Irã surgiu uma nova de que seria a abertura do estreito, mas para todos os navios, menos para os americanos. Então a gente está vendo aí talvez um resultado de outras pressões da comunidade internacional sobre o tema. E o Trump também deu declarações interessantes de que para ele não interessa...

se a guerra é popular ou é impopular, só interessa para ele ganhar a guerra. Mas é aquilo, ele gosta de atacar em fim de semana, então a gente vai ter fim de semana daqui a alguns dias, ainda está longe, hoje é terça, mas tem feriado semana que vem, então a gente pode eventualmente se preparar para alguma surpresa. Feriado para a gente, não para eles.

Cris, outra guerra, a guerra entre Rússia e Ucrânia e os ataques de drones aumentaram e tem mais uma, de novo, incidentes em países da OTAN. Quais os riscos disso, Cris?

É muito preocupante, Feia, Tati, ouvintes, porque nós estamos observando um aumento de troca de acusações e não só de ataques de drones. Por quê? Porque os países bálticos, principalmente Estônia, Letônia, e aí andando um pouco mais para cima, nos países nórdicos, como Finlândia, tem relatado ataques de drones ou, pelo menos, drones perdidos em seu território.

E esses drones, eles vêm sendo abatidos por jatos da OTAN, o que significa que, na prática, a OTAN está agindo militarmente, como a gente já tem observado há muito tempo. E os nossos ouvintes devem ter reparado, a gente pouco tem falado da guerra rústica-ucrânia, porque a gente está mobilizado no Oriente Médio, por conta de Israel, de Estados Unidos, Líbano, Irã. Agora as coisas lá continuam bastante quentes. E há uma troca de acusações muito grandes.

entre a Rússia e a Ucrânia sobre de quem seriam esses drones. E o drone tem sido a nova arma de guerra, né? A gente tem visto isso com muita intensidade. Agora, esses drones perdidos, o que eles podem levar? Perdidos ou não, né? Alguns dizem que estão perdidos, outros dizem que é ataque mesmo. Eles podem levar a uma escalada militar na qual a OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, se envolva, que é tudo que o Donald Trump não quer.

No momento. Então a gente tem aí uma conjuntura, que é uma conjuntura muito estranha por conta desses drones. Cris, também se falou de avanços militares ucranianos e derrotas da Rússia. É isso? É isso. A gente tem tido derrotas, mas são derrotas muito pequenininhas. Eu estava lendo alguns reports da guerra e vendo os mapas.

O que os especialistas têm falado e institutos de estudos estratégicos é que, de fato, a Ucrânia recuperou algumas regiões estratégicas, como Zaporizhia, que é perto daquela usina nuclear. Então, também aí o risco dos drones caírem em uma usina nuclear.

Mas, enfim, não vamos nos preocupar com isso agora, que pode também não acontecer nunca. Mas esses avanços, quando a gente olha o mapa territorialmente, eles são 5% a 10% daquilo que a Ucrânia perdeu desde 2022.

E aí a gente não está nem incluindo a Crimea, que ela já havia perdido em 2014. Então a gente tem aí uma recuperação de terreno muito pequena, mas houve um aumento das narrativas da parte da Ucrânia, dos elenios que dizer que essas vitórias militares seriam muito significativas.

Elas existem, são as primeiras em muitos anos, mas dificilmente elas podem mudar o rumo da guerra. O que elas talvez nos indiquem é que a guerra continue ocorrendo. E aí uma fonte de preocupação muito grande para os dois lados. Por quê? Porque eles estão sobrevivendo ao inverno extremamente rigoroso.

A gente está entrando agora lá na primavera, mas ainda está frio. O campo de batalha está muito complicado e existem baixas muito significativas do exército russo, de pessoas morrendo no campo de batalha e também da Ucrânia.

E isso tem forçado, há listamento forçado, tanto na Ucrânia quanto na Rússia. Então, é uma conjuntura também que ela gera preocupação, porque você tem uma guerra que ela parece que não vai terminar, e esses drones voando, as munições acabando, outros países entrando. Então, a gente falou de OTAN antes, a gente tem que falar da Coreia do Norte, que luta junto com a Rússia. Então, é um fato muito preocupante. Mas eles avançaram, só que indica, vai continuar essa guerra por um bom tempo.

Agora, Cris, o presidente chinês Xi Jinping, o líder chinês Xi Jinping, recebeu Donald Trump na semana passada, uma semana depois já recebe Vladimir Putin. Qual que é o contexto desta visita?

É um contexto bem legal. A gente, quando fala de política internacional, fala dos Estados Unidos, China e Rússia, a gente vê aí uma movimentação que o Xi Jinping gosta de chamar de diplomacia das grandes potências. E o contexto é uma celebração dos 30 anos da parceria estratégica que foi estabelecida.

entre Rússia e China, e também dos 25 anos da amizade permanente. Então, a gente tem aí dois opostos, uma relação que é uma relação de competição estratégica na estabilidade entre Estados Unidos e China, mas uma relação de amizade entre China e Rússia.

Só que quem manda realmente nessa agenda global hoje são os Estados Unidos e China. A Rússia, por mais importância que ela tenha, ela ainda é um país secundário com relação a esses outros dois. Agora, é uma forma de demonstrar que a Eurásia hoje tem esses dois grandes países.

Unidos, são duas grandes potências terrestres, a China hoje uma potência marítima e também uma reorganização das forças geopolíticas na Ásia Central. Então, por meio de diversas colaborações do setor energético, a gente está observando isso há muito tempo e também troca de armamentos. Eu acho que...

Essa conjuntura, esse contexto, ele é ao mesmo tempo diferente, por conta dessa diferença amizade, competição, mas ao mesmo tempo ele revela que a Rússia e a China, elas estão trabalhando juntas, não contra os Estados Unidos, mas para oferecer.

uma alternativa. E aí também lembrando para o contexto da Ásia, de toda essa região, que esses dois países eram muito rivais durante a época da Guerra Fria. E o que o século XXI está trazendo é essa amizade.

mas a Rússia é basicamente um exportador de commodities para a China no cenário atual, a respeito do seu poder nuclear, do seu poder militar. Quais são os respingos, as consequências para o Brasil dessas triangulações, Estados Unidos, China e Rússia? Aliás, não só para o Brasil, mas para os BRICS de uma maneira geral, né? A gente está falando de, enfim, de três dos países mais poderosos do mundo.

Total, total, Tati, Fê, ouvintes, e isso é algo que os brigas a gente tem comentado pouco deles, mas a gente teve reunião ministerial, a Índia é muito atuante também, então para o Brasil, o Brasil tem que observar com muita atenção todos esses arranjos. Por quê? Porque o Brasil é um grande parceiro econômico dos três, a gente falou muito Estados Unidos e China por conta das visitas e também por conta das declarações do presidente Lula.

sobre minerais críticos, sobre comércio, mas a Rússia também é um parceiro fundamental do agronegócio brasileiro e também uma importante compradora desses produtos e fornecedora de fertilizantes. E no caso dos BRICS, quando a gente fala nos BRICS, a gente fala de uma unidade para a reforma geopolítica da ordem internacional.

ajustes nos organismos multilaterais, a participação da Índia, que é esse sujeito oculto que a gente está vendo, se movimentar também junto com eles. E para o Brasil, quanto mais essas potências conversam entre si, chama a atenção de que a gente precisa também conversar com elas, no sentido de garantir oportunidades políticas.

garantir oportunidades estratégicas e fazer com que essas agendas não nos distanciem deles. Por quê?

Porque quando eles se acertam lá no topo, eu costumo dizer o seguinte, eles vão se acertar lá no topo. Como é que a gente vai ficar aqui embaixo? A gente está num patamar melhor, menor, nós não somos um poder militar, a nossa economia é mais complexa do que a economia da Rússia, mas a gente tem que ver quais são essas oportunidades, como eu disse, no agronegócio, mas também no campo tecnológico.

E no campo multilateral, como é que a gente vai sair disso? A China hoje tem muita fábrica instalada aqui no Brasil. A gente sai bem ou a gente sai numa nova dependência? Mas temos que observar, e os Estados Unidos também, né? Porque se a gente está mais unido com eles, a gente talvez se distancie mais dos Estados Unidos, apesar do presidente Lula sempre dizer que estamos abertos a todos.

nem todos dão oportunidades para as parcerias bilaterais. Cristina Pessequilo conosco toda terça-feira no nosso CBN Pelo Mundo. Obrigada, Cris. Até a semana que vem. Até a semana que vem. Obrigado para vocês e beijão para todo mundo. Obrigado, Cris.

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

M sons sons

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