Episódios de Comentaristas

'Brasil tem técnico de nível muito superior a qualquer outra seleção dessa Copa'

19 de maio de 202610min
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O time do ‘Quatro em Campo’ comenta as decisões da convocação de Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Com boas escolhas e um elenco equilibrado, os comentaristas destacam que o grande diferencial do Brasil em relação às outras seleções é ter um técnico de alto nível.

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Participantes neste episódio4
D

Dudziac

Convidado
L

Léo

ConvidadoJornalista
L

Leonardo Dai

ConvidadoRepórter
T

Tatiana

Convidado
Assuntos5
  • Dívida Pública BrasilNível técnico do elenco · Comparação com outras seleções · Decisões de Carlo Ancelotti · Elenco de 2010 · Elenco de 2014
  • Estratégia de AncelottiNível técnico superior · Aproveitamento do tempo
  • Outros jogos brasileirosMaior número desde 2002 · Conhecimento de Ancelotti · Poder aquisitivo do futebol brasileiro · Lucas Paquetá · Alexandro · Danilo · Neymar
  • Análise da atuação de NeymarMelhora física · Melhora técnica · Composição do ataque · Pressão no campo de ataque · Matheus Cunha · Vinícius Júnior · Rafinha · Luiz Henrique · Martinelli
  • Crise do debate públicoRisco de ofuscar outros debates · Figuras individuais na Seleção Brasileira · Viés cognitivo · Trabalho da comissão técnica
Transcrição29 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Eita! Como é que foram suas 24 horas de ontem pra hoje, Leonardo Dai? Boa tarde. Olha, corridas. Boa tarde, Tatiana. Louco pensar nisso, né? Eu tava 24 horas atrás, eu tava lá na salinha do Museu do Amanhã sem saber quem eram os convocados ainda. Olha que coisa doida. Parece que, né? A vida é mágica, né? É uma coisa... Mas assim, desde então...

uma certa preocupação com a seleção brasileira. É mesmo, Léo? Eu acho que a gente tem um dos grupos de convocados menos talentosos da história da seleção brasileira. Eu penso muito em 2010, que não era um grupo individualmente muito brilhante, mas assim, você tinha o Kaká, que era um dos melhores jogadores do mundo, você tinha o Júlio César, você tinha três caras no time que eram da Inter de Milão, que tinha acabado de ganhar.

a Liga dos Campeões da Europa, você tinha ali algumas posições muito fortes, embora outras nem tanto. E 2014, 2014 eu acho que fica mais equilibrado, mas assim, era o Neymar no auge do Neymar em 2014. Então eu tenho essa preocupação, mas acho que o que preocupa mais é que a gente não conseguiu formar um time nesse tempo todo. Eu acho que essa convocação de 15 jogadores da Copa anterior,

É meio que um sinal de que o Brasil, ele tentou encontrar o que faltou no Qatar, acabou destruindo tudo que tinha, que muita coisa havia ali, né? O Brasil tinha um time forte em 2022, embora não tenha sido campeão. E aí agora na hora H a gente completa o giro 360 graus, né? Vamos voltar para o que a gente tinha, só que é o que a gente tinha quatro anos depois, né? E muitos desses jogadores numa fase pior do que estavam naquela época. Então, enfim. Mas uma coisa o Brasil tem mais do que os outros times.

treinador. Embora eu ache que o trabalho até agora não seja brilhante, o Brasil tem um técnico de um nível muito superior a qualquer outra seleção dessa Copa do Mundo. Vamos ver se ele aproveita isso com os dias que ele tem.

Dudziac está aqui com a gente também. Dudziac, bem-vindo. Tudo bem, Fernando, Tatiana, Léo? Oi, Dudzi. Essa escalação, essa chamada, tem vários jogadores que atuam aqui no Brasil. É o maior número de jogadores que atuam aqui desde 2002. Significa o quê, Dudziac? São sete. Nunca tinha sido mais do que quatro desde então.

Então, poderia significar um olhar dedicado ao futebol brasileiro, mas na minha interpretação não é isso. Para mim é assim, são jogadores conhecidos do Carlo Ancelotti da época de Europa e que hoje atuam no Brasil. Para mim isso significa que hoje o futebol brasileiro tem poder aquisitivo para trazer esses jogadores antes do fim de carreira.

E eles estão aqui em nível competitivo bastante para serem chamados para uma Copa do Mundo. Então, quando a gente está falando disso, a gente está falando de um Lucas Paquetá, que até pouco tempo estava no West Ham, da Premier League. A gente está falando de um Alexandro, que jogava na Juventus até pouco tempo lá na Itália. Danilo jogou com o Carlo Ancelotti no Real Madrid, passou pelo Manchester City, pela Juventus. E assim vamos indo, com outros atletas que atuam por aqui.

Neymar mesmo, né? É no ano passado que ele retorna de Arábia Saudita aqui para o futebol brasileiro. Então, não me parece um olhar dedicado ao Brasil ou algo do tipo. Me parece que as opções são muito mais aquelas de 2022, como dizia o Leonardo Day, só que quatro anos depois, porque quatro anos depois eles ainda estão jogando num nível razoável, mas agora o nível é no Brasil.

Não é no continente europeu. Quem acabou ganhando disputas que você pode colocar muito nessa conta é o Léo Pereira, mas também havia uma escassez na posição. O Danilo do Botafogo, que deu uma resposta boa no jogo, mas também já veio da Europa. Estava no Nottingham Forest há pouco tempo. Exatamente. E eu poderia colocar o Everton, mas a própria comissão técnica falou que convocou o Everton goleiro por ele ser experiente. Então entra muito mais no rescaldo da Copa de 22.

Em 2022 a gente tinha dois goleiros jogando no Brasil, né? Ou não? Não, só o Everton. E em 2018 tinha o Cássio, que era do Corinthians. Sempre tem um goleiro aí do Brasil, né? E a gente brincou de escalar um time do Brasil, no time titular, zero ou no máximo um que joga no Brasil, que é o Neymar. Difícil imaginar mais do que isso também. Então eles estão indo muito para compor elenco.

Agora, a gente estava brincando também, eu e o Leonardo, esse ano não vai dar para falar aquela coisa de que, como todo mundo atua no exterior, não tem aquele sentimento de pertencimento ao Brasil. Que é a explicação que a gente adora. Sempre se fala, todo mundo joga na Europa, então não sente o Brasil. Os caras estão jogando aqui. E dado a vida que eles levam, eles vão continuar não sentindo o Brasil, porque é outra coisa. É outra coisa.

Léo, tecnicamente, para que Neymar atue como titular, o que precisa ser mexido? Bom, primeiro ele precisa melhorar fisicamente, é claro, mas na composição de todo mundo que está ali na frente, o que precisa mudar? Todo mundo fala muito dessa coisa do fisicamente, eu acho que o Neymar, para ser titular, tem que melhorar tecnicamente. Não que ele precisa encontrar talento, isso obviamente não, mas assim, tecnicamente hoje ele não joga mais do que os jogadores titulares da seleção.

Se nos treinos ele mostrar que é uma sombra do Neymar que ele já foi e que ele vai entrar no time...

É difícil, porque o mais óbvio seria você formar uma dupla Neymar-Vinício Júnior e jogar de um lado com o Rafinha e do outro com o Luiz Henrique ou com o Martinelli. Ou o Luiz Henrique na direita e o Rafinha na esquerda, como ele está jogando mais no Barcelona. Ou o Rafinha pela direita, como ele joga mais na seleção e o Martinelli na esquerda.

Só que tem dois problemas aí. O primeiro é que o Ancelotti aposta muito numa pressão no campo de ataque, numa zona mais central, então não só pelos lados. E segundo, o que tem a ver com isso, o Matheus Cunha, que está fazendo essa função muitas vezes, tem sido um dos bons jogadores de ataque do Brasil. Seria complicado tirar o Matheus Cunha do time hoje. Se eu for falar assim exclusivamente tecnicamente, para mim é Neymar ou Vinícius Júnior.

Se o Neymar entrar no time, sairia o Vinícius na minha concepção. Mas eu acho difícil que o Antelote abra mão do Vinícius Júnior. Então acho que vai dançar ou o Luiz Henrique, ou o Martinelli, é um ou outro, quem for escolhido pode dançar e pro Neymar entrar. Ontem a gente falava do risco das discussões sobre a seleção brasileira ficarem num segundo plano.

Por causa do Neymar. Ah, o Neymar. E hoje de manhã eu ouvi coisas ótimas aqui no Jornal da CBN sobre se tivesse uma cara borrada, assim, o desempenho dos jogadores, se ninguém soubesse que a cara era do Neymar e colocassem só ele jogando, ele não seria convocado. Quem falou esse absurdo? Não tô brincando, porque foi eu. Ah, tá bom. É que eu ouvi bastante... Achei que era o Pratos, que também tava no Jornal da CBN. Ele pode ter falado também. É, mas a minha pergunta é... É...

Existe o risco, de novo, de a gente ficar falando de Neymar, Neymar, Neymar, Neymar, e, enfim, o Neymar acabar afagocitando os debates sobre a seleção, que, por óbvio, são mais importantes? Sim, existe. Assim, ao longo da história, a seleção brasileira é muito centrada em figuras individuais. Você vai ter o nome...

de 58, o nome de 62, 70 é um pouco mais coletivo, mas também tem, 94 é do Romário, 2002 é da recuperação do Ronaldo, fala-se pouco do Rivaldo, por exemplo, em comparação ao Ronaldo, e aí depois disso todas as Copas tem um vilão, ou...

um herói que não apareceu quando deveria. Então, naturalmente, já vamos por esse caminho novamente. E já iríamos, pela simples existência do Neymar. Porque se ele não fosse chamado, seria sobre ele não ter sido chamado. Mas aí, pelo menos durante a Copa... Bom, durante a Copa, se tivesse convocado... Primeiro empate... Exato. Não tem saída. E é muito louco, né? Porque a gente está discutindo algo idealizado. A gente não está discutindo isso com base em dados de realidade.

É um sentimento de ausência superando a permanência, o que existe. Até no dia a dia, nós cobrimos o Santos aqui em São Paulo. Nós fazemos os Jogos do Santos.

Tem gente que comenta Jogos do Santos sobre o seguinte viés. O Neymar fez tudo certo, mas os companheiros não ajudam. E é por isso que o Santos perde. Então, assim, não tem como, entendeu? Já tem um viés cognitivo, claro, que vai passar pelo Neymar. E quando ganha, é o Neymar. E quando perde, não ajudaram o Neymar. Eu acho que caminharemos por aí também com a cobertura da Seleção Brasileira em ampla medida.

Não aqui nesse espaço, porque eu me recuso. Mas, sim, vai estar orbitando a seleção o tempo todo. O importante vai ser o trabalho da comissão técnica. Sim. Segurar isso aí, né? Ou achar a dose certa, porque tem o outro lado da moeda, que é o seguinte, nós conversamos também.

ninguém tem que assumir mais nada na seleção agora, porque tudo vai ser o Neymar então quando for mal, vai se olhar pra eles mas vai se olhar pro Neymar mais do que eles, e o Neymar vai ser o capitão do time, e o Neymar vai liderar eles e se tiver uma chance cara a cara com o goleiro já vimos a gente viu durante os últimos ciclos os jogadores eles passam a bola pro Neymar na hora de definir um lance, eles não definem um lance, então assim é você, a gente não tem que assumir mais essa bronca

Tomara que a equipe técnica, como você disse, segure isso e faça a seleção jogar como um time, né? Fique tranquilo com a sua preocupação, Tatiana, porque não há o menor risco disso não acontecer. Você nem se preocupa. Nem se preocupa. Ai, ai, ai, ai, ai. Tá bom. Valeu, gente. Bom trabalho pra vocês, gente. Obrigada, Lúdice. Obrigada, Léo. De nada.

Copa do mundo, a maior que já existiu, futebol, gol no CBM, aqui, todo mundo é Brasil, é

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