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A primeira pesquisa eleitoral que mostra impacto dos áudios de Flávio Bolsonaro e Vorcaro

19 de maio de 202641min
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Flávio Bolsonaro saiu do empate técnico e caiu 6 pontos no cenário de segundo turno contra Lula, de acordo com a Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (19). Vera Magalhães analisa os números da pesquisa, "a primeira que mostra alguma movimentação consistente na intenção de votos do Flávio" após a divulgação dos áudios em que o senador pede dinheiro a Daniel Vorcaro.

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Participantes neste episódio8
V

Vera Magalhães

HostJornalista
C

Carol

Co-hostApresentadora
D

Débora

Co-host
A

Ana Carolina Tomé

ReporterJornalista
L

Larissa Lopes

ReporterJornalista
L

Luiz Figuilhagem

Reporter
S

Samanta Klein

ReporterJornalista
T

Tiago Bronzato

ConvidadoDiretor da sucursal do jornal O Globo em Brasília
Assuntos4
  • Pesquisa eleitoral Lula vs Flávio BolsonaroFlávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Atlas/Bloomberg · Lula · Filme Dark Horse · Banco Master
  • Crise na campanha de Flávio BolsonaroFlávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · PL · Bolsonaro · Michele Bolsonaro · Tarcísio Freitas · Tereza Cristina · Rogério Marinho
  • Análise de gestão do Banco CentralBanco Central · Gabriel Galípolo · Daniel Vorcaro · Banco Master · BRB · Renan Calheiros
  • PEC do fim da jornada de trabalho 6x1Jornada 6x1 · PEC · Hugo Mota · Lula
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O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Viva a voz com Vera Magalhães.

Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite para você, para a Carol, para os nossos ouvintes, para todo mundo que também nos assiste pelos aplicativos de imagens. Oi, Vera, boa noite.

E nós vamos à Brasília. Samanta Klein tem mais informações ao vivo sobre declarações dadas hoje pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, pelo PL, cada dia uma nova história, não é, Samanta?

Hoje foi mais um dia bem intenso, viu, Débora, Vera e Carol, boa noite. O senador teve que confirmar que visitou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro depois que ele já utilizava tornozeleira eletrônica e que estava num regime domiciliar depois de ter sido detido pela primeira vez.

Lá em novembro, minutos antes, a informação tinha vazado ao site Metrópolis, foi discutida numa reunião interna, portas fechadas, com cerca de 70 parlamentares entre senadores e deputados federais do PL. Ou seja, além de trazer estratégias para tentar contornar essa crise, Flávio também teve que se explicar sobre essa visita à casa de Daniel Vorcaro. Então, vamos lá.

O encontro também trouxe esse viés, já que o próprio senador teve que explicar esse financiamento ao filme Dark Horse, que traz a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele disse ainda que esteve...

Mais uma vez, ele disse assim, eu estive com ele mais uma vez após esse evento e precisava ali encerrar essa relação. Segundo ele, foi isso. Precisava encerrar essa relação que se soubesse que o caso de Vorcar era tão grave, eles não teriam mantido aquelas parcelas em relação ao filme, ele teria procurado outros investidores.

Depois dessa reunião, os parlamentares aliados afirmaram que o encontro foi esclarecedor, que o projeto Flávio Bolsonaro 2026 está em pé. Segundo o líder da oposição na Câmara, o deputado Cabo Gilberto, o caso é uma página virada, mas fato é que há várias desconfianças ainda. Um integrante do PL me informou, olha, me parece que melhorou bastante. Outro disse...

Melhorou sim, foi esclarecedor, mas esperamos que não haja mais surpresas. Logo depois disso, começou a circular o trailer do filme, o Dark Horse, que seria o azarão em português, supostamente vazado, mas todos os bolsonaristas compartilhando este trailer. E mais ou menos nesse mesmo início de tarde, o Intercept trouxe mais uma revelação.

que foi um áudio do deputado Mário Frias, que é tido como produtor desse filme, agradecendo o Vorcário pelo apoio. Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente, vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?

Bom, de alguma forma acaba reforçando que pelo menos parte daqueles 61 milhões de reais repassados por Vorcaro foram encaminhados ao filme. Não se sabe quanto porque não tem esse detalhamento. E depois dessa sonora, esse áudio que foi enviado para Vorcaro, Vorcaro responde que ligaria na sequência.

E hoje também foi um dia de campanha, digamos assim, uma pré-campanha para Flávio Bolsonaro na marcha dos prefeitos, onde, claro que ele foi evacionado pela maior parte do público, mas também foi vaiado, teve ali algumas manifestações. Uma delas chamou bastante atenção, irmão de Vorcaro, entre outras que, enfim, já eram mais conhecidas como xingamentos a ele. Mas ele fez ali todo um discurso de campanha, falou de...

escala 6x1, também de combate às criminosas, às facções criminosas, e por aí vai. Foi um dia bastante intenso nessa pré-campanha com vocês. Obrigada, Samanta, pelas informações. Vera, antes de jogar para você, eu preciso trazer aqui a mensagem de um ouvinte, é o Valmir, lá de Orlândia. Ele diz que nesse caso do Flávio, como se diz no interior, cada enxadada vem uma minhoca.

E essa desconfiança que a Samanta falou, ela fica bastante nítida no semblante dos aliados. Na coletiva de imprensa que o senador deu agora à tarde, a gente, ao observar, né, Carol, a gente falava disso aqui no início do ponto final, observar o semblante dos aliados, está todo mundo ali sem saber o que pode vir mais.

Exato, porque eles foram surpreendidos na própria reunião com essa história, mas não porque o senador Flávio Bolsonaro tenha decidido que era melhor abrir o jogo de uma vez. Ele tinha sido procurado, sua assessoria de imprensa tinha sido procurada pelo portal Metrópolis, pelo colunista Igor Gadelha.

que tinha essa informação a respeito da ida dele à casa do Vorcaro, já depois da, abre aspas para o Flávio Bolsonaro, colocação do dispositivo eletrônico, para se referir à tornozeleira, tornozeleira eletrônica.

E aí sim ele falou na reunião, antes de responder ao portal, ele falou na reunião, na expectativa de que o outro lado atrasasse a publicação da reportagem. Só que o jornalista resolveu soltar a nota ainda durante o curso da reunião. E aí no final...

cerca de uns 40 minutos depois da publicação na nota, ele deu essa coletiva admitindo o que ele também anunciara aos seus aliados, senadores e deputados dentro da reunião. Então, essa é a cronologia, não é que as duas coisas correram simultaneamente, que, portanto, foi uma decisão espontânea do senador Flávio Bolsonaro contar para os aliados que ele tinha estado na casa do Vorcário.

E por que ele não falou isso antes? Todas as vezes que foi questionado se tinha tido outros contatos com o Vorcaro, com que frequência, que tipo de contato, com qual proximidade, ele sempre desconversou. Fez isso na entrevista à Globo News, fez isso na entrevista à CNN, sempre dizendo que eram contatos esporádicos, sem nenhuma intimidade.

que o meu irmão se referia apenas ao fato de que ele é carioca, que os cariocas falam dessa maneira mesmo, sempre tentando demonstrar ali distância, que era alguém com quem ele não tinha uma relação usual e que os únicos contatos se deviam ao fato dele ser um investidor do filme. E agora a gente vê o Mário Frias, que chegou a negar que houvesse qualquer centavo do Master na produção, também numa conversa para lá,

de amistosa para lá de grata entusiasmada em relação ao Daniel Vorcário como se ele estivesse sendo mecenas do cinema brasileiro etc, etc, então todas as explicações dadas até agora elas vão ficando relativizadas pelas coisas que vão surgindo depois, a ponto de os aliados lá naquela conversa estarem com aquelas caras pela insegurança que existe e aí

de que não apareça mais nada, né? Olha, não sei quem está fazendo a gestão de crise desse episódio, mas realmente está fazendo tudo errado, né? É impressionante a sucessão de erros para lidar com esse caso. E você estava falando da expressão das pessoas, né, Vera, que dizia tudo, todo mundo com aquela cara, né? As pessoas consternadas, mas a expressão do senador Sérgio Moro é que virou meme, né? Porque alguém que estava filmando e deu um close ali na expressão do Sérgio Moro.

desolado, com uma cara ali, enfim. É, porque alguém que surgiu na vida pública, se tornou conhecido do Brasil, erigindo a bandeira do combate a todos os malfeitos, etc., como juiz, depois acabou indo para a política, rompeu com o Bolsonaro, reatou com o Bolsonaro. Então, é alguém com uma trajetória para lá de zigue-zague nesse assunto.

E agora que ele empenhou tudo nesse apoio ao Bolsonaro e se distanciou do governador Ratinho para ser candidato contra o grupo do Ratinho, ele está mais ou menos com o seu destino colado ao do Flávio Bolsonaro. No Paraná não tem muito caminho para ele.

que não seja estar aliado à família Bolsonaro, porque o outro grupo dominante, que também é da direita, está com um outro projeto que o exclui. Então, ele está meio que com o seu destino ligado ao do Flávio Bolsonaro e acho que estava pensando que aquela explicação não fazia o menor sentido quando ele disse que quis terminar pessoalmente, parece uma relação de namoro.

E que você precisa ir lá e terminar pessoalmente. Não quis dar um Golshin. Nem tá usando mais isso não, gente. O término atualmente é pelo WhatsApp. Não tá usando mais isso não. É Golshin, amiga. É que término. O povo dá Golshin. A gente vai se falando. Exato. E com alguém que... Você é candidato a presidente. Alguém foi preso por uma fraude bilionária. Você vai aparecer lá pra dizer que não quer mais... Não sei quantos milhões. Muitos milhões. É, não convenceu ninguém essa explicação.

É, colocar um ponto final nessa história e não dar ghosting no crush. Essa foi boa. Agora, gente, saiu pesquisa Atlas Bloomberg hoje, mostrando uma queda significativa aí nas intenções de voto no Flávio Bolsonaro. Inclusive, a campanha do Flávio PL entrou com recurso no TSE para barrar a divulgação dessa pesquisa. O Luiz Fernando Figuilhagem tem os números para a gente. Oi, Luiz, boa noite.

Oi, boa noite, Carol. Boa noite aos ouvintes. O senador Flávio Bolsonaro caiu seis pontos no cenário de segundo turno contra Lula, conforme nova pesquisa Atlas Bloomberg, divulgada nesta terça-feira. O levantamento indica que a divulgação dos áudios em que pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcário

impactou a candidatura do parlamentar à presidência da República. Flávio, que estava empatado tecnicamente com o petista, ficou com 41,8%, enquanto o presidente Lula alcançou 48,9%.

Na última pesquisa do Instituto, a diferença entre eles era de 0,3%. Intenções de votos brancos, nulos e eleitores que não souberam responder somam 9,3%. A rejeição do senador também aumentou e chegou a 52%, superando numericamente a de Lula com 50,6%. Em abril, 51% dos eleitores não votariam no atual presidente de jeito nenhum.

Enquanto 49,8% rejeitavam o pré-candidato do PL. A Atlas Intel ouviu 5.032 pessoas do dia 13 ao 18. A pesquisa tem nível de confiança de 95%, com margem de erro de um ponto percentual.

para mais ou para menos. Carol, como você bem colocou aí no começo, após a repercussão, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro pediu à Corte Eleitoral que suspendesse a divulgação da pesquisa. O argumento é que o levantamento foi estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa.

No questionário apresentado pela Atlas Intel ao Tribunal Superior Eleitoral, o conteúdo dos áudios entre o senador e Daniel Vorcaro foi mostrado aos participantes ao final da entrevista, depois das perguntas sobre intenção de voto. Ao todo, foram testados três cenários de primeiro turno com Lula.

No primeiro deles, o atual presidente tem 47% e Flávio 34,3%. Uma queda de 5,4 pontos percentuais para o bolsonarista em relação a abril. As conversas entre o senador.

e o dono do Banco Master chegaram ao conhecimento de 95% dos entrevistados. O filho do ex-presidente cobrava o banqueiro pelo financiamento do filme Dark Horse, que conta a trajetória política de Jair Bolsonaro. Ao todo, Flávio pediu 134 milhões de reais.

Obrigada, Luiz. Só para explicar melhor, eram 48 perguntas, a primeira logo era a intenção de voto e essa do áudio era a última. Lá no final, 48ª pergunta, mostraram o áudio para quem estava respondendo a pesquisa e aí eles tinham que avaliar ou mais positivamente ou mais negativamente. Mas aí já tinham respondido sobre sua intenção de voto. Sim, gente, quem associou Flávio Bolsonaro ao Banco Master foi o próprio Flávio Bolsonaro, não foi a pesquisa Atlas.

É, e na alegação à defesa do senador Flávio Bolsonaro, ou do PL, né? Acho que é do PL, diz que esse áudio ainda não teve a sua cadeia de custódia feita, que não teve a sua autenticidade comprovada. Mas o próprio candidato confirmou todas as informações, confirmou que realmente mandou uma mensagem, não questionou em nada, não questionou nenhum pedaço do seu teor. Portanto, é um áudio que teve a sua autenticidade.

atestada pelo próprio candidato. E, como você disse, a pergunta 48 não é indutora do restante do questionário, mas ainda assim eles pediram para ter acesso aos microdados da pesquisa, todos os questionários respondidos. Vamos ver como o TSE vai responder a isso. O fato é que a primeira pesquisa que mostra alguma movimentação consistente

na intenção de votos do Flávio Bolsonaro após a divulgação desses áudios. É uma diferença que se amplia bastante e a queda mesmo nas intenções de voto do Flávio Bolsonaro.

Não é apenas uma oscilação dentro da margem, o Lula oscilando positivamente, como aconteceu na pesquisa Quest, ou o Flávio com alguma oscilação negativa. Agora é uma queda realmente e um aumento da distância entre eles nas projeções de segundo turno.

Não é só o Atlas que está em busca de saber como esse episódio mexeu com a disputa eleitoral. O Datafolha que acabou de soltar uma pesquisa no fim de semana, porque ele teve pouco tempo para aferir.

Qualquer tipo de resultado, a partir da divulgação da história da ligação do Flávio Bolsonaro com o Vorcaro, registrou uma outra e vai divulgar uma outra pesquisa na sexta-feira. Então, a gente vai poder verificar em vários institutos, com diversas metodologias, diferentes questionários, se houve esse impacto ou não.

e também se ele é algo estrutural ou não. Mas o Datafolha também deverá incluir a Michele Bolsonaro entre os pesquisados dessa nova rodada deles, que vai ser feita na sexta-feira.

Então, isso pode levar a um aumento da pressão que existe, que é grande, entre os próprios bolsonaristas pela substituição do Flávio Bolsonaro como candidato. A gente tem visto isso aqui e ali, não como um movimento exatamente coordenado, orquestrado, consistente, mas esparso.

e ali representado, personificado em algumas figuras da direita, entre influenciadores e políticos, mas sabemos que o ambiente interno no clã Bolsonaro não é dos melhores. A própria Michele nunca fez questão de esconder seu inconformismo com a escolha do enteado como candidato à presidência.

o que ela achava dele, o que ela achava dos irmãos, o que ela achava de todos esses filhos do Bolsonaro. E o engajamento dela na pré-campanha vinha sendo zero, nenhum. Os aliados mais próximos dela, como aquele maquiador, o Agostinho, fizeram críticas públicas à opção pelo Flávio Bolsonaro, em detrimento dela, que seria alguém mais...

É fácil de trabalhar, mas com mais ali predicados para atrair mulheres, para atrair evangélicos, para atrair públicos nos quais o bolsonarismo tem dificuldade. Não, os evangélicos não são um público no qual tem dificuldade, mas as mulheres certamente sim. E agora, com a pesquisa Datafolha indo atrás desse dado...

E se trouxer a Michele Bolsonaro numa condição igual ou melhor que o Flávio, com certeza essa pressão vai aumentar e isso vai ficar sendo uma discussão até a época da convenção. É difícil Jair Bolsonaro fazer um movimento de tirar o filho e colocar qualquer outra pessoa, mesmo a mulher.

Mas, ainda assim, pode ser um movimento que cresça e que atrapalhe ainda mais essa fase de pré-campanha do Flávio Bolsonaro, de fechamento de acordos, de palanques nos estados, de definição da linha de comunicação da campanha. E vocês vejam uma coisa interessante. Nessa entrevista de hoje, ele pretendia emplacar uma proposta.

Uma proposta de plano de governo, uma alternativa dele à escala 6x1. Ninguém prestou nem atenção no que ele falou nesse aspecto, não teve nenhuma repercussão. Então, aquela ideia dele de se mostrar um candidato não vazio, um candidato que tem propostas, principalmente propostas que são contrapontos às políticas do governo Lula.

Essa ideia está ali totalmente em terceiro plano diante do protagonismo que adquiriu a relação dele com o Daniel Vorcário. E isso, aliados, marqueteiros, etc., percebem o abalo que existe quando uma candidatura chega nessa situação.

Muito bem, a gente vai fazer agora uma pausa para você ficar com as notícias da sua região. Já, já, viva a voz de volta. Viva a voz de volta. Ana Carolina Tomé tem mais informações ao vivo sobre a ida do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, à Comissão de Assuntos Econômicos. Oi, Ana.

Oi, Débora. Diante... É, isso mesmo. A gente acompanha isso diante de cobranças sobre possíveis falhas na fiscalização envolvendo o caso do Banco Master. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, revelou o temor da autoridade monetária sofrer uma asfixia por não ter entrado no jogo político e ceder à pressão de parlamentares nas suas decisões. Logo em seguida, Galípolo lembrou que no ano passado...

O Congresso tentou acelerar um projeto para permitir a demissão da diretoria do BC. Isso ocorreu após o órgão barrar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília. A instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada em novembro do ano passado por venda de títulos falsos. As declarações foram nesta terça-feira no Senado na Comissão de Assuntos Econômicos.

Galípulo cobrou a aprovação do projeto que garante a autonomia financeira da autarquia, projeto parado há 10 anos na Câmara. Segundo ele, o projeto pode permitir que o BC tenha recursos para contratar mais fiscais. Sem aprovação, ele admitiu que a fiscalização está ameaçada.

O Banco Central é uma instituição que não vai botar para jogo o seu mandato. Ele não vai negociar em nada o seu mandato. O meu receio é que o fato do Banco Central não negociar o seu mandato faça o Banco Central ser asfixiado porque não entra no jogo político ou, quiçá, quiçá, um dia possa ser presidido por alguém que tope.

Ao ser pressionado pelo presidente da comissão, Renan Calheiros, Galípulo bateu boca sobre a tentativa de compra do Master pelo BRB e negou que tenha dito anteriormente que a operação estava correta ao afirmar que a instituição não será usada como palanque político. Tem que ser independente, mas decisão legislativa não é do Banco Central, presidente? É isso, eu não posso fazer palanque. O Banco Central tem que fazer exatamente o que você falou. Ninguém cobrou palanque. Eu não consigo falar. Porra, ninguém cobrou palanque.

O presidente do Banco Central garantiu que a quebra do Master não trouxe riscos para o sistema financeiro do país. Ele comparou o tamanho da instituição à terceira divisão do futebol, do sistema bancário, mas ressaltou que a gravidade do caso está no destino dado ao dinheiro.

Sobre o afastamento de dois servidores de carreira do BC, suspeitos de receber pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em troca de informações privilegiadas, Galípulo classificou o episódio como um dos fatos mais graves da história da instituição e disse que o corpo técnico está em luto.

Questionado sobre as 24 visitas de Vorcar ao Banco Central na gestão passada, o atual presidente justificou que reuniões longas são naturais quando um banco enfrenta asfixia financeira e está perto de sofrer intervenção. Eu volto com você.

Obrigada, Ana, pelas informações. Bem, o bate-boca, na verdade, ocorreu por causa de uma divergência. Renan Calheiros disse que Galípolo chegou a afirmar que a operação de venda do Master ao BRB estava correta, o que Galípolo disse que nunca falou, que ele não poderia dar esse tipo de declaração. Aí, Renan Calheiros disse que tinha um áudio e tal.

Então, aconteceu por esse motivo o bate-boca. Fato é que Gabriel Galípolo tem sido chamado para prestar esclarecimento por causa do que aconteceu com o Banco Master. E também, nessa ida ao CAI, ele reclamou da falta de estrutura do Banco Central para lidar com avaliações e também, apesar deles terem um filtro que funcionou, segundo Galípolo, no caso do Master,

Há limitações ainda no Banco Central.

Há limitações, o Galípulo aproveitou a audiência para fazer ali propaganda, para defender o projeto que aumenta a autonomia do BC, dotando a instituição também de autonomia financeira, um projeto que não tem lá muita simpatia do executivo, que por isso não anda. O Lula tem restrições, inclusive a autonomia administrativa que existe do BC, e que foi importante.

Nesse caso do Master, tem sido importante para a independência do banco em relação à definição de política de juros e etc. Mas a sessão foi tumultuada, tensa, confusa. O senador Renan Calheiros trazendo ali alegações bastante difíceis de compreender, inclusive o tom dele em relação...

ao presidente do BC, sendo ele um aliado, ficou ali meio confuso. Os dois tiveram ali uma série de bate-bocas esquisitos, até o Galípulo dizendo que o papel do BC não é gravar vídeos para o TikTok.

Enfim, foi uma sessão bastante tumultuada, era esperado que o tumulto viesse de parte da oposição. Mas eu acho que eles se equaram um pouco pelo episódio do Flávio Bolsonaro e acabou sobrando para o Renan esse papel de confrontar o Galípolo de uma maneira até bastante confusa, no meu entender.

Em tese, o Renan é um aliado do governo, né? Assim, claro, não é super alinhado em tudo, mas foi meio um fogo amigo, achei, né? Ou não? Super aliado deveria ser. O filho dele era ministro até anteontem, saiu do ministério para disputar o governo, provavelmente.

e ajudar, inclusive, o pai na eleição ao Senado. Mas já tinha ficado um ruidinho ali na votação do Messias, uma certa dúvida sobre como o senador Renan Calheiros votou naquela ocasião. O voto é secreto, então ninguém sabe, mas eu já ouvi de interlocutores do Lula que existe essa dúvida no Planalto. Então, acho que a relação passa por um momento que não é dos melhores ali entre a família Calheiros e o PT.

Bom, vamos falar de escala 6x1. Larissa Lopes está acompanhando as negociações por lá, tinha a previsão de leitura do relatório na comissão especial amanhã, mas o que está pegando é a questão do prazo de transição para o fim da escala 6x1. Como é que está a situação? Larissa, o Hugo Mota falou que quer votar semana que vem.

Isso, ele até falou num esforço concentrado para votar no plenário até semana que vem. Mas, diante da resistência do governo, para que haja um período, para que, na verdade, não haja um período de transição pelo modelo que vai substituir a jornada 6 por 1A, a leitura do relatório que estava praticamente confirmada para amanhã, pode ser que não ocorra, pode ser adiada.

Isso porque o relator Léo Prates deve tentar chegar a um consenso com o Planalto a respeito dessa transição. Nos latidores se diz que a própria base governista está dividida. Uma parte não quer que haja, outra quer uma transição de dois ou três anos e outra ela defende cinco anos de transição.

Antes, agora era dado como certo essa leitura do relatório amanhã, pedido de vista coletivo e votação na semana que vem na comissão especial e depois no plenário. Hoje, em coletiva, o presidente da Câmara, Hugo Mota, após reunião de líderes, afirmou que vai conversar com Leoprates e Alencar Santana.

no caso relator e presidente dessa comissão, até quinta-feira e o texto de Prat deve ser apresentado, segundo o Mota, o mais rápido possível, mas ele não cravou, então, que necessariamente será amanhã. Apesar disso, o Mota afirmou que na semana que vem haverá esse esforço compensado.

para a apreciação da PEC em plenário. Então, pode ser que no mesmo dia já se vote na comissão especial e logo depois já vá para o plenário. E uma última informação é que nos bastidores já contabilizam ali pelo menos 400 votos favoráveis a essa PEC no plenário aqui da Câmara. Débora e Carol. Obrigada, Larissa. E aí, vai passar com essa facilidade toda mesmo, Vera? É uma PEC, né?

Então, eu estou achando que vai passar. A proximidade com o período eleitoral acabou decidindo um pouco o jogo. Lá para abril, para março, estava muito equilibrado as centrais empresariais, patronais.

quase tinham conseguido formar ali um grupo, uma bancada consistente a ponto de tentar, pelo menos, evitar a votação na matéria, deixar para depois da eleição, quando ficaria mais fácil de derrubar. Mas o presidente da Câmara, eu acho que foi fundamental.

para assegurar esse ambiente de agora, que é amplamente favorável à aprovação da PEC. Por quê? Porque ele bancou, insistiu em colocar, resistiu a pressão grande que havia dos setores de comércio, serviços e mesmo de alguns empresários ali da indústria.

e levou adiante, e agora, diante da eleição, fica complicado para a oposição dizer que se opõe a uma coisa que vai facilitar e melhorar a vida, a qualidade de vida de uma larga faixa dos trabalhadores.

do país. Então, eu acho que se encaminha para a proposta passar na Câmara e aí o vento deve empurrá-la para passar também no Senado. O Senado tinha uma discussão lá sobre isso há anos, nunca avançou, a Câmara andou mais rápido e agora eu acho que esse vento da Câmara chega e leva o Senado junto. O Lula vai tentar, obviamente.

tratar isso como uma decisão do seu governo, impulsionada pelo seu governo, mas ele perdeu muito tempo para isso, demorou para mandar o projeto e a paternidade vai ser, sim, dividida com a Câmara do Hugo Mota e o presidente da Câmara vai bater o bumo máximo que ele puder em cima desse assunto, que é quase a única pauta positiva encabeçada por ele e erigida por ele ali.

Então, a paternidade vai ser dividida. Nesse caso, não tem como escapar.

Muito bem, a gente faz mais uma pausa no Viva Voz e na sequência tem Tiago Bronzato, que é o diretor da sucursal do jornal O Globo em Brasília, que vai falar sobre a relação, mais uma vez, né? As novidades sobre a relação de Flávio Bolsonaro com o Daniel Vorcaro. Já, já. A gente está de volta com o Viva Voz e já está conosco na linha o Tiago Bronzato, diretor da sucursal do Globo em Brasília. Boa noite, Bronzato. Boa noite, Vera, Débora, Carol e boa noite aos ouvintes.

Tiago, teve essa reunião hoje do Flávio Bolsonaro com uma parte das bancadas aliadas a ele, na Câmara e no Senado, na qual ele tentou explicar o fato de ter tido uma reunião com o Vorcaro na casa do banqueiro, mesmo depois da primeira prisão dele. Qual foi o impacto disso para a campanha e para a confiança desses aliados no pré-candidato?

Pois é, Vera, cada dia é um chá de revelação do escândalo Master, né? E mais uma vez quem saiu dentro do bolo foi o senador Flávio Bolsonaro. Ninguém esperava, mas ele acabou mais uma vez dizendo um fato novo envolvendo o escândalo Master. Como você disse, ele disse que teve uma reunião ali com o Daniel Vocaro quando estava em prisão domiciliar em São Paulo e pegou todo mundo de surpresa.

Segundo Flávio, esse encontro serviu para botar um ponto final na história do financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. E ele disse também que se soubesse da gravidade da situação do banco, ele jamais teria perdido dinheiro para o Vorkaro.

O problema, Vera, é que essa explicação tem alguns buracos. Quando o Flávio pediu recursos para o Volcaro, em setembro de 2025, o Master já vivia uma crise pesada e tentava sobreviver em Brasília e tinha acabado de ver o Banco Central.

rejeitar a venda para o BRB. Ou seja, não era um banco que estava ali bem e que ninguém sabia da situação dele. Além disso, se Flávio realmente foi botar um ponto final nessa conversa com o Volcaro, tipo terminar um relacionamento...

Por que ele nos comprometeu a devolver o dinheiro do Master? E mais, se tudo foi regular, por que a campanha e os envolvidos no filme não divulgaram até agora uma prestação de contas completas, com os contratos, valores, destinos e recursos e quem recebeu o quê? E esses buracos, Vera, e o vai e vem dessas versões do Flávio, cada hora surge uma novidade sobre o escândalo do Master, estão provocando ao menos dois estragos na campanha dele. O primeiro é interno.

Porque dentro da campanha, os aliados do Flávio passaram a se perguntar se o senador de fato contou tudo o que ele sabia ou se vai ter mais uma surpresinha, mais um áudio ou mesmo um vídeo dele ali no celular do Volcaro.

E se mais uma revelação vier à tona, não vai adiantar o Flávio querer mudar a página, tentar associar a imagem dele à do Neymar na Copa do Mundo, fazer dancinhas e atacar o governo Lula, porque tudo que ele tem feito para tentar desviar o assunto na campanha não tem colado. E o segundo dano é externo, porque o PT e os integrantes do governo Lula têm explorado cada vez mais.

o rótulo de mentiroso no Flávio, dizendo que ele tem apresentado versões conflitantes sobre o escândalo master, e isso para um presidenciável é muito perigoso, porque ele não consegue sair das cordas e também não consegue convencer o eleitor de que ele está falando a verdade. E nisso, a campanha do Lula tem explorado cada vez mais...

o voto dos indecisos, trabalhando essa imagem de Flávio mentiroso entre os indecisos, que é um segmento que o governo quer explorar cada vez mais. É aquele segmento de eleitores que não está convencido se vai votar em Lula ou Flávio, que não veste a camisa do PT ou do PL, que não vai para a carreata. Mas, com tantos escândalos vindo à tona, esse grupo de eleitores pode acabar se convencendo de que Flávio realmente não vive um bom momento.

E o Flávio quis passar uma imagem de que não é boy lixo, que foi lá terminar o relacionamento presencialmente. E pelas caras que a gente viu aqui durante a coletiva dos aliados, a coisa não foi boa, não. Como é que foi o bastidor? Tem bastidor? Como é que foi essa reunião do PL com o Flávio? Nossa, Débora, o clima ali do encontro entre a bancada do PL e o Flávio foi semelhante a uma vistoria de batida de carro, né? Os parlamentares...

Ficaram na dúvida se o Flávio sofreu apenas um arranhão ou se ele vai conseguir seguir rodando a campanha mesmo com esse motor danificado. Ou mesmo se ele sofreu perda total, né? Tem essa dúvida. O Flávio jura de pé junto que não tem nada mais além do que já saiu. Só que ele disse a mesma coisa na semana passada, né?

E quando o senador contou que estava reunido, convocaram, alguns parlamentares demonstraram preocupação com esse novo episódio e recomendaram para o senador que viesse a público se explicar antes que o episódio se tornasse algo ainda maior. Alguns parlamentares chegaram a cobrar explicações sobre essas versões desencontradas desde o início da crise.

Flávio reconheceu que houve um erro político, ele falou imprudência, falta de cuidado, mas ele disse que não houve crime algum. E o Flávio também informou que ele pediu uma prestação de contas detalhada à produtora e ao fundo ligado ao investimento no filme sobre o ex-presidente. Os parlamentares reforçaram nessa reunião, Débora, que sem esse material organizado, a crise vai continuar a todo vapor. E o Flávio prometeu.

que vai colocar tudo a limpo, mas até agora não prestou contas. E para aliviar o clima ali no final, o senador mostrou um trailer do filme. Com cerca de dois minutos e meio de duração, o vídeo traz imagens da campanha de 2018, fala sobre um suposto plano para matar a direita e revisita a facada em Jair Bolsonaro em Juiz de Fora.

Todo mundo aplaudiu, teve gente que se emocionou, mas ninguém teve coragem de perguntar quanto custou a peruca do ator de encaviso que faz o papel do Bolsonaro no filme. Olha, aqui no Brasil temos perucas melhores, viu? Ai, ai. Podia ter pedido uma... Tem uma galera aí que usa umas perucas melhores. Eu vou te poupar de fazer a crítica cinematográfica, tá, bronzato? Vou te fazer a pergunta de um milhão de dólares. E eu aqui me segurando pra não citar a peruca, gente.

A pergunta de um milhão de dólares e a peruca de um milhão de dólares. Flávio, pode ser substituído nas urnas? Estou doido para saber essas prestações de contas quando vier a tonas. Vamos procurar lá. Quanto custou a peruca? Mas e aí, Flávio pode ser substituído nas urnas ou não? Data Folha de sexta-feira já vai testar o nome do Michele Bolsonaro, né?

Pois é, Carol, há uma apreensão muito grande entre os bolsonaristas com as próximas pesquisas, porque devem captar esse impacto eleitoral do escândalo do Master na campanha. Nos bastidores, os aliados senadores dizem que é preciso dar um tempo para ver se o Flávio vai conseguir sobreviver a essa crise. E isso já marca uma inflexão, porque na semana passada a maioria da bancada do PL e os aliados do senador reiteravam o apoio restrito à campanha do Flávio.

Mas ainda não há nenhum movimento concreto para trocar o nome do senador nas urnas. Pelo contrário, oficialmente o PL diz que Flávio vai seguir como candidato. Mas no mundo real da política a gente sabe como funciona. Quando começam a sucular alternativas ao nome do Flávio é porque o café dele já começou a esfriar. E na bolsa de aposta dos bolsonaristas, três nomes têm dividido opiniões. A da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, a da senadora Tereza Cristina.

e o do senador Rogério Marinho. O Michel era vista como uma opção mais protegida, porque não está diretamente ligado ao caso Master, não tem alta rejeição como o do Flávio, conversa bem com o eleitorado evangélico e mantém também acesso direto a Jair Bolsonaro. Mas há uma resistência muito grande dentro da família.

e também uma resistência muito grande de uma alã radical do PL, que vem na primeira dama alguém muito mais alinhado ao governador de São Paulo, Tarcísio Freitas. E além disso, a senadora Tereza Cristina, ela grada os setores do agro, do empresariado, justamente áreas que o PL teme perder com esse desgaste do Flávio.

Mas é uma parlamentar que não é vista como uma pessoa próxima ao núcleo bolsonarista, aos filhos do Bolsonaro. Ela é vista como uma estranha no ninho. Então isso pode acabar também complicando a situação dela ou a viabilidade dela ali perante os filhos. Ela é vista como integrante.

do Centrão. Já o senador Rogério Marinho, que é o coordenador da campanha do Flávio, ele é lembrado por ter bom trânsito no Congresso, no mercado, no núcleo duro bolsonarista, tem a confiança do ex-presidente, mas não tem o principal, que é voto.

E ele próprio trabalha, ao menos até o momento, para evitar que essa discussão sobre a substituição do Flávio ganhe corpo. Então, assim, os três nomes ainda não se mostraram muito viáveis nesse terreno pantanoso do bolsonarismo, mas podem se tornar a alternativa se a campanha do Flávio naufragar. O ponto é que o Flávio ainda não foi rifado, mas passou a ser testado.

É isso, Tiago Bronzato com a gente todas as terças e quintas. Obrigada por hoje e até quinta-feira, Tiago. Até quinta, uma boa noite. Boa noite. Valeu, boa noite, até.

Vera Magalhães, muito obrigada. Amanhã tem mais Viva Voz. Amanhã tem mais. Vocês ficam agora com a terceira hora do ponto final. Até amanhã, meninas. Beijo, Vera. Em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas. Um time de cientistas com visão empreendedora e conhecimento em negócios, trilhando soluções estratégicas com dados e inteligência aplicada.

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A primeira pesquisa eleitoral que mostra impacto dos áudios de Flávio Bolsonaro e Vorcaro | Castnews Index — Castnews Index