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Exportação de carne para China: 'Brasil pode deixar de faturar 3 bilhões de dólares'

20 de maio de 20267min
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Miriam Leitão analisa que o avanço acelerado das exportações brasileiras de carne para a China pode virar um problema para o setor, com o risco de esgotamento da cota tarifária, aumento da concorrência dos Estados Unidos e perda bilionária nas vendas brasileiras.

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Participantes neste episódio4
M

Miriam Leitão

HostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

Co-hostJornalista
A

Ana Luíza Bessa

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Comercio de soja Brasil-ChinaCota tarifária · Concorrência americana · Perda de faturamento · Raoni Rajão · Ana Luíza Bessa · Donald Trump e a NASA · Austrália
  • BioID: revolução em mobilidadeBaterias · Chips · Motores · Software
Transcrição18 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Dia a dia da economia com Miriam Leidão. E aí Miriam? Boa tarde Sardenberg, boa tarde Cássia, boa tarde ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde Miriam.

Miriam, o nosso tema é a exportação de carne para a China. O Brasil é um grande exportador, tem uma presença importante no mercado chinês e tem vários problemas aí no caso. Tem o problema da cota, o Brasil tem direito a uma cota que já está sendo esgotada e tem também a concorrência com os americanos, que o Trump esteve lá na China e disse que a China concordou em comprar 17 bilhões de dólares em produtos do agro. Miriam.

Pois é, tem isso e tem uma notícia recente que a Ana Luíza Bessa acabou de me mandar, do G1, dizendo que a China liberou alguns produtores que ela tinha decidido que não importaria desses produtores brasileiros por razões sanitárias, lembra? Então essa é uma notícia boa que está sendo liberada aí, depois a Ana Luíza conta direito aí para vocês, mas esses outros assuntos que você falou são importantes.

Porque eu estava vendo um relatório aqui de uma pessoa que acompanha isso, um especialista, o Raoni Rajão, e ele me mandou matérias e links de imprensa internacional dizendo que o Brasil aumentou muito.

De janeiro a abril, o Brasil aumentou muito a exportação. Aumentou em mais de 50%, 55% aumentou a exportação. E em relação ao ano passado, quer dizer, aproveitando logo para atingir logo a cota.

E fez esse movimento para garantir pelo menos o que está na cota tarifária. É uma cota que não é proibido exportar além desse volume. Só que além desse volume paga-se uma tarifa de 55% que é proibitiva. Que acaba impedindo que o Brasil seja competitivo no mercado chinês. Não é só o Brasil que está...

E dentro da cota, que é uma cota de 1 milhão e 100 mil toneladas de carne bovina, a tarifa de importação é 12%. E fora da cota é 55%. Então, em 720 dias, o Brasil já superou mais da metade da cota. Tem notícias, às vezes, dizendo que já esgotou, dizendo que está esgotando, mas nesse ritmo certamente vai esgotar rapidamente a cota brasileira.

E aí, a Austrália e o Brasil já entraram com pedidos para ampliar a cota ou reduzir a tarifa. A Austrália e o Brasil são exportadores de carne para a China. O que a China está querendo fazer é desenvolver capacidade própria em alimento. Ela é muito dependente de importação. Então, ela está forçando uma mudança de consumo, uma escolha pelo produtor nacional, chinês.

para que se reduza a dependência de produto importado. E aí tem esse outro problema que você falou. Tem a matéria aqui da Reuters. A China se comprometeu a comprar 17 bilhões de dólares de produtos agropecuários.

Tivemos uma interrupção no contato com a Miriam Leitão. Vamos ver se a gente consegue reestabelecer o contato. Se a gente não conseguir, através aqui do meio digital, vamos fazer uma ligação por telefone mesmo, para a gente tentar falar novamente com a Miriam Leitão e ela retomar esse tema tão importante da exportação das carnes para a China. Miriam, a gente teve um cortezinho aqui na sua transmissão. Agora você já nos ouve? Já te ouço, sim.

Então você estava falando sobre o problema do esgotamento da conta e da concorrência americana.

Pois é, a concorrência americana, eles são exportadores de carne, eles fizeram esse acordo, foi anunciado ao final da viagem do Trump à China, fizeram o acordo de vender 17 bilhões por três anos, 17 bilhões a mais, além do que exporta para lá de soja. Então, isso pode aumentar.

a pressão americana na carne, por exemplo, entre outros produtos, mas na carne também. Então, é outro ponto de preocupação do produtor nacional. O que alivia um pouco é que os Estados Unidos estão em um período de recomposição dos rebanhos. Eles não estão com muita carne para vender, não. Mas, mesmo assim...

É uma preocupação. Então, eles são atingidos por todos esses problemas. Uma cota tarifária que, depois de completada, a exportação fica proibitiva, com a vantagem de que outros produtores também enfrentam o mesmo problema, como a Austrália.

E, por outro lado, se o Brasil não conseguir vender mais carne do que essa cota, o Brasil vai deixar de faturar 3 bilhões de dólares, Sardenberg. Então, está para se completar essa cota, tem a pressão americana e tem a boa notícia de que produtores que estavam com razões sanitárias impedidos de exportar receberam o aval da China nesse momento.

Então, vamos ver como é que isso vai. Mas os produtores no Brasil estão de olho. Digamos que se olhando pelo lado do copo meio vazio, meio cheio, você pode pensar também. Tá bom, vai sobrar mais carne para nós. Quem sabe acaia o preço, porque o preço anda muito alto. Mas é uma coisa que afeta a economia. Carneberg e Cássia. Muito obrigado. Mira Leitão, obrigado. Até amanhã. Até amanhã. Até.

E olha aqui, Cássia, para acrescentar, o Brasil possui 66 frigoríficos habilitados para vender carne bovina à China. O Brasil é o maior fornecedor do mercado chinês. Em um mundo cheio de respostas, escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha. Fazemos perguntas que movem negócios com dados e inteligência aplicada.

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