Idade mínima nas redes sociais: o endurecimento as regras para as big techs e mídias sociais
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- Verificação de Idade OnlineRegulação do comportamento dos jovens online · Autonomia do jovem · Lawrence Steinberg · Cérebro adolescente · Pressão social · Exposição excessiva a redes sociais · Jonathan Haidt · Geração Ansiosa
- Infância e juventudeAdolescência esticada · Jeffrey Arnett · Idade adulta emergente · Período educacional · Custo de moradia · Mercado de trabalho exigente · Resiliência
- Inteligência artificial e seus riscos para criançasIA generativa · WhatsApp · Redes sociais · Vínculos de relacionamento · Vulnerabilidade de personalidade · Aprendizado escolar · Uso educacional self-service
- Restrições de transporte e idadeEstados Unidos · Brasil · Cálculos de custo-benefício · Subúrbios americanos · Transporte público nos EUA · Lei de Reagan
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Visões do Futuro, com Álvaro Machado Dias. Oi, Álvaro, boa tarde. Muito boa tarde.
Vamos falar sobre muitas coisas, mas sobretudo a respeito dos efeitos do endurecimento das regras para as big techs e redes sociais e a regulação do comportamento dos jovens.
Não existe um manual explicando quando o jovem está pronto para cada coisa. Hoje saiu mais um decreto sobre idade mínima nas redes sociais, capítulo mais recente, uma discussão antiga e que tem sido muito colocada em voga atualmente, necessariamente colocada em voga.
Álvaro, vamos lá. Todo pai e toda mãe, embora não tenha esse lugar de fala, mas vive essa angústia. Quando é que o filho está pronto para tomar decisões? E aí, obviamente, depende da decisão, né? A gente sabe que não existe uma regra, um manual, uma régua para todas as crianças e adolescentes, mas quais são os indicativos que a gente pode perceber de autonomia?
Legal. Primeiro, eu queria dizer que eu gostei muito que você começou por um ângulo que diz respeito à vida íntima das pessoas e das famílias e não simplesmente de regulação, porque eu acho que quando a gente separa muito essas coisas, parece que elas não têm nada a ver. Mas, na verdade, a gente está sempre falando aqui sobre projeções de autonomia.
E aí eu acho que é o seguinte, é óbvio que não existe uma régua, mas existem alguns indicativos de autonomia. A questão é que eles são pouco óbvios, tá? E eu diria que existe uma armadilha que é confundir um potencial de autonomia com boa capacidade de argumentação. Então aquele adolescente que defende com brilhantismo que ele pode viajar sozinho e etc e tal, ele está exibindo de fato no domínio da verbalização, da representação de mundo, bastante maturidade.
Mas não necessariamente ele está trazendo isso a partir de um ponto de vista baseado na maturidade socioemocional.
Vou explicar isso melhor. Tem um cara bacana, chamado Lawrence Steinberg, lá da Universidade de Temple, que fez um trabalho sobre isso, dedicou a vida a esse assunto, e o que ele mostra é que o cérebro adolescente tem um descompasso entre a dimensão socioemocional e a dimensão de controle motor e cognitivo. Então, por exemplo, o desempenho motor, a capacidade de mexer um joystick, essa evolui muito rápida.
a argumentação, sobretudo quando se trata de aluno aplicado, também muito rápido. Mas o controle socioemocional não. Então, por exemplo, um estudo que ele fez, ele botou jovens dirigindo sozinhos e com os amigos do lado.
E quando você tem os amigos do lado, a chance de avançar pelo sinal vermelho é multiplicada por três. Olha que coisa curiosa. E quando você faz isso com adultos, não acontece. Quer dizer, a autonomia cognitiva, ela existe, mas ela evapora sob pressão social. Então, e aí tem uns estudos também com neuroimagem, né, imagem do cérebro, que mostram coisas bem parecidas. Então, áreas, por exemplo, ligadas a...
representação abstrata, avançaram. Mas áreas ligadas à inibição de impulsos, não. Elas passam os 18 anos de idade ainda em desenvolvimento. Então, o que os pais têm que observar? No meu ponto de vista, eu estava pensando bastante sobre isso hoje.
Eu acho que o lance não é o filho sozinho, o que ele diz, o que ele faz no quarto dele, como ele argumenta com você. A questão é olhar se esse filho aguenta o bullying dos amigos, se ele sai da festa quando o ambiente virou, sei lá, negativo, se ele segura a onda em relação a pressões.
para que ele faça coisas que não são positivas para ele ou para os outros. É esse tipo de coisa. Se não é muito Maria vai com as outras, como se dizia antigamente, eu acho que está aí a autonomia que importa da manutenção dessa constância interna em relação às pressões sociais que podem ser de fato deletérias.
Quanto ao jovem de hoje, você acha que ele é igual ao jovem de gerações anteriores em termos de maturidade, de responsabilidade? Tem uma tese de que os adolescentes agora estão... A adolescência agora está sendo esticada, né? Está sendo... está durando cada vez mais. Isso é fato ou não? É, então...
Sim, sim, há bases empíricas para isso, tá? Então, assim, por exemplo, tem um autor chamado Jeffrey Arnett, que foi o sujeito que criou o tema aqui, né? Do ponto de vista conceitual, ele inventou o conceito de Emerging Adulthood, ou a idade adulta emergente, que seria, assim, basicamente a ideia de que ela começa, que ela anda, tá? Ela não tem uma relação com a idade jurídica da maioridade e que ela vai avançando ao longo do tempo, né? Então...
Hoje se discute uma vida adulta sendo consolidada a partir dos 19 e 20 e eventualmente determinando aos 29 anos de idade. Então isso existe. Tem realmente dados comportamentais para endossar. Então, por exemplo, na década de 70...
80% dos jovens de 18 anos tinham carteira de motorista. Hoje, demoram bem mais, tá? As estatísticas não são muito claras aqui, eu dei uma olhada nisso, mas é menor com toda certeza. As pessoas, assim, o desejo de sair da casa dos pais e ter uma vida totalmente própria também mudou e assim por diante. Agora, olha só, essas coisas mudam muitas vezes em função de fatores que a gente justamente vê como positivos. Então, por exemplo, um dos principais fatores...
é o aumento do período educacional. Então, de fato, você vai fazer faculdade, tem uma taxa muito maior de pessoas que fazem faculdade hoje em dia, e aí morar na casa dos pais é estratégico, porque faculdade custa para a maior parte das pessoas, é difícil, enfim. Então, existe algo de positivo aí, de preparo.
Outra coisa, custo de moradia, que não tem nada a ver com maturidade em si, mercado de trabalho exigente, todas essas coisas mudam socialmente essas dinâmicas, mas não refletem nada moral sobre a pessoa. Eu acho que o erro desse papo é a gente olhar e falar assim, não, nós que somos mais velhos temos uma certa vantagem, um privilégio moral em relação a essa molecada, entre aspas. Isso é bobagem, tá?
Então, num certo sentido, a gente era mais maduros? Bom, em dimensões concretas, sim, né? Aos 18 anos, estava todo mundo se virando, muita gente se virando há 30 anos atrás.
Hoje em dia, menos. Mas não é verdade que isso significa que há 30 anos atrás as pessoas tinham uma retidão de caráter, uma independência ou qualquer coisa assim, intrinsecamente maiores. Aí que está o pulo do gato, como eu disse. Não, isso está refletindo respostas a fatores sociais, entre os quais alguns muito positivos, como o aumento da educação. O ponto para fechar aqui é o seguinte.
Minha leitura é que há um preço oculto nessa adolescência esticada. Está aí o X da questão, não é uma questão moral, nada disso. É o seguinte, a vida adulta se caracteriza por habilidades da vida adulta. E quando você atrasa o uso dessas habilidades...
definitivamente você pode ficar mais sofisticado cognitivamente, mas menos sofisticado no domínio da resiliência, da capacidade de aguentar os impactos dessa vida, as porradas, perdão da palavra, que a vida te traz. Então não é falha de caráter, fraqueza de alma, nada disso, mas você viver num ambiente que parece mais o da adolescência ou de uma bolha realmente pode trazer maior fragilidade no longo prazo e isso não ser positivo.
Álvaro, hoje saíram mais medidas, apertando o cerco das redes sociais para menores. Quais são os precedentes que podem determinar esses cortes etários? Olha, os precedentes são em parte científicos e em parte puramente políticos. Então, por exemplo, vamos pensar nessa coisa toda do cerco das redes sociais. Estados Unidos estabeleceu 13 anos.
aqui a gente está no ponto oposto, dos mais restritivos, junto com a Austrália, os 16 anos. Ok, a gente fala, tá bom, temos aqui uma divergência grande, mas vamos olhar de perto porque ela existe. Então o caso americano, para mim, é o mais revelador. De onde surgiu os tais 13 anos de idade para o uso de redes sociais? Seguinte, a Comissão Federal do Comércio, olha bem, do comércio,
definiu o critério de maneira puramente operacional. Por quê? Porque aos 13 anos é uma idade que dá para colher consentimento de uso sem precisar de consentimento dos pais. Não passou por neurociência, estudo, regulatório, nada. Foi exatamente esse o papo. Agora, quando a gente vai para o 16, de onde vem o 16, né?
também não tem nenhuma base empírica que fale, não, realmente 16 anos surge de um critério que é absolutamente defensável. Do mesmo jeito. Agora, o que a gente tem, ou seja, dizer que o corte aqui ou ali emerge de um conjunto de evidências incontroversas, não é verdade. Agora, o que a gente tem é um monte de evidências empíricas que vão em direções de demonstrar.
que a exposição excessiva a redes sociais no começo da adolescência é negativa. Isso claramente, tá? Então tem aquele livro famoso do Jonathan Haidt, né? A Geração Ansiosa, que só tem dois livros, dois anos já, é mega famoso.
que mostra que a depressão entre adolescentes, sobretudo nos Estados Unidos, subiu vertiginosamente, sobretudo a partir do uso do smartphone com redes sociais. Então, há uma correlação, não é causa, não é causa e efeito, mas associação, mas associação está lá. Então, a gente entende isso. Só que o ponto, para mim, que a gente tem que considerar é o seguinte.
Um adolescente de 17 anos, por exemplo, que passa seis horas por dia no TikTok, está numa situação muito pior do que um adolescente de 14 anos que fica 30 minutos. Então, eu acho que é aí que essa discussão se perde. Não é exatamente uma questão de idade. E um último ponto é o seguinte.
As redes sociais, a gente vê elas por um ponto de vista profundamente negativo, porque no final das contas existe uma questão societária para ser tratada e a questão societária vem dessa polaridade negativa, mas quantos não são os casos de gente que mora isolada em cidadezinhas, na Amazônia, que se conecta com o mundo através disso, que capta tendências e entende coisas?
e no fundo se prepara mentalmente para uma vida fora daquele pequeno ecossistema, também por causa das redes. Isso tudo é verdade, né? A conexão entre as pessoas e o entendimento de como é o mundo de maneira mais ampla, hoje em dia, ele vem pelas redes sociais, e esse entendimento também é importante para quem está formando uma visão de mundo, o que justamente acontece na adolescência. Então eu acho que assim, é claro que é necessário regular, mas o corte específico eu entendo ele como bem menos escrito em pedra e baseado em evidências do que a gente tende a assumir.
Perfeito. Agora, Álvaro, e uma questão que é o acesso ao álcool no Brasil, dirigir aos 18, ou bebida alcoólica Brasil 18, Estados Unidos 21, dirigir nos Estados Unidos 16, muitos estados. Por que é tão diferente?
Para mim, o caso é exatamente igual ao da regulação das redes sociais. Esses números não medem exatamente a maturidade do jovem em cada país, eles são meio que cálculos de custo-benefício que cada sociedade faz num momento histórico diferente, porque essas regulações não surgem todas no mesmo ano e sob pressões distintas. Então, acho que o caso da direção é um bom caso. Estados Unidos é um país de forte classe média.
que tem uma estrutura em que as pessoas, as famílias, muitas vezes moram nos chamados subúrbios, que é diferente do conceito de periferia aqui, né? O subúrbio é o lugar onde a classe média mora, trabalha nos centros e mora em casas, né? Cidades tamanho médio, não mega metrópoles e tal. E os subúrbios são afastados. Então a lógica...
é que o adolescente americano não tem muito como ir de um lado para o outro. E a gente reclama do nosso transporte público aqui, mas o transporte público, por exemplo, ônibus nos Estados Unidos, é mil vezes pior. Muito pior. E no passado era mais ainda. Então o que acontece? Esse sujeito não tinha como voltar para casa. Então a lógica dos 16 anos veio disso.
A despeito do fato das estatísticas nos Estados Unidos mostrarem claramente que jovens entre 16 e 19 anos, 20 anos, têm chances muito maiores de se envolver em acidentes, de morrer e tudo isso. Mas nunca chegou a ser fator de mudança da lei, porque existe esse outro entendimento mais amplo que é...
a necessidade, a importância do carro na vida do americano. Está aí a história. No Brasil, as cidades grandes têm transporte coletivo, têm um lance de segurança e os pais, muitas delas focam a classe média, até porque a gente está falando quem tem acesso a um carro, que no passado ainda era muito mais difícil. Então, a gente pode dizer que nesse contexto os pais dirigem os filhos por mais tempo e aí a lei surgiu dessa maneira.
Vou rapidamente aqui, só para comentar o caso da bebida. Os 21 anos americanos na bebida, né, proibição até os 21 anos, por outro lado, são uma anomalia total. A maior parte do mundo está em 18 anos, como o Brasil, e alguns países em 16. De onde veio esse papo dos 21 anos nos Estados Unidos? De uma lei assinada durante o governo Reagan, que tinha muito mais a ver com uma discussão de verbas.
de estrada e tal. Então, assim, tinha uma pressão, olha só que interessante, para se manter o jovem dirigindo, que aconteceu de fato, mas, por outro lado, a resposta foi vamos reduzir o risco, então vamos tirar a bebida da mão dessas pessoas, porque elas definitivamente têm uma taxa de acidente com álcool muito maior. Ou seja, o raciocínio não tem nada a ver com uma lógica baseada em evidências ponto a ponto. E eu acho que é isso que a gente tem que entender sobre todas essas leis.
E inteligência artificial, o governo agora recomenda que... Não recomenda para menores de 14 anos. Como é que se chega a esse número? É um assunto bem novo esse. Esse é super novo. Legal a gente estar discutindo aqui, né? Eu acho que 14 anos é um chute informado, tá? Do mesmo jeito, não é medida científica de forma alguma. De onde que vem a história, né? Assim, dos 14 anos. Eu estava quebrando a cabeça para entender. É o seguinte. A IA foi colocada entre o WhatsApp...
cuja idade é 12 anos e a rede social que é 16. É assim que surgiu. O 14 anos é o ponto intermediário nessa escala, tá? Não teve pesquisa, que eu saiba, nenhuma pesquisa específica sobre IA e adolescência, que, por exemplo, mostra que 14 é melhor do que 13 ou 15. Nada disso, tá? Até porque o IA generativa tem 3 anos de vida e vida real mesmo tem 2.
Então a literatura inexiste. Agora, a gente vai falar, poxa, então isso significa que esse número é absolutamente aleatório, não tem sentido algum, é uma bobagem. Não, de forma alguma. O número foi escolhido por analogia. Então, assim, eu só estou dizendo que ele não tem base científica e fundamentação sólida ainda. Mas não que ele não terá.
Porque o princípio foi a triangulação dos cortes já existentes. Vamos assumir que o corte do WhatsApp é um corte válido. Vamos assumir que o corte das redes sociais é um corte válido. Ué, colocar a IA entre as duas coisas não parece um absurdo, não. Tem algum sentido. O que eu vejo como problemático é uma outra coisa. É que a IA...
de um lado, ela tende a estabelecer vínculos fortes de relacionamento, sobretudo com pessoas que têm uma vulnerabilidade de personalidade maior. Então, por exemplo, pessoas muito tímidas ou pessoas que estão passando por um momento de baixa autoestima e assim por diante. E isso, na adolescência, como um todo, pode ser uma questão. A gente sabe... A gente sabe...
dessa tendência à sincofania. A gente sabe que agora existem aplicativos que personificam gurus e etc. e buscam justamente trazer essa figura quase religiosa para dentro da vida das pessoas. E do outro lado existe um problema contrário, que é...
A IA hoje em dia serve demais para o aprendizado, tanto para você complementar o aprendizado escolar, suprir lacunas, quanto do outro lado para você pegar uma trilha de conhecimento assumindo uma área em que você é melhor do que as outras pessoas e detonar quando você não tem professor de particulares em nenhuma escola preparada.
E quando a gente fala que a rede social está nos 16, o WhatsApp nos 12 e a IA no meio, a gente está falando também que existe um corte para o uso educacional self-service aos 14 anos de idade. Você não pode ir lá e usar o cloud, qualquer coisa assim, para aprender matemática num nível muito mais avançado do que seus pares, porque tem uma lei que está dizendo que não. Entende? Então, enfim, que é quase um crime contra a educação.
Então, assim, essas discussões são muito complexas por causa disso. E eu não quero dizer que elas são complexas, no sentido que elas são insolúveis, mas que a gente tem que entender que, por exemplo, o 14 do governo é um sinal regulatório, não é uma diretriz pedagógica. E que as discussões todas, no final das contas, vão caminhar para separações de uso. Então, o uso para o entretenimento da rede social, da IA no futuro, talvez tenha que seguir o da rede social. O uso pedagógico.
mesmo assim self-service, não. E isso vai depender também de uma relação com os próprios provedores dessas tecnologias para que saibam filtrar esse tipo de coisa. Bom demais. Álvaro Machado Dias está com a gente toda quarta-feira em Visões do Futuro. Obrigada, Álvaro. Um beijo para você. Até a semana que vem.
Eu que agradeço muitíssimo, foi uma delícia. Até semana que vem, pessoal que nos acompanhou. Estejam aí, e a gente tem mais um assunto desse pra quebrar a cabeça juntos. Obrigado, Alvoro. O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas.
Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. B.O.I.D. Uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
BYD
Dili
EX5 EMI