Por que parte da elite segue com Bolsonaro apesar das crises?
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- Defesa do Bolsonarismo e Jair BolsonaroRelações de Flávio Bolsonaro com banqueiro Daniel Vorcaro · Tentativa de conter danos políticos e acalmar o mercado · Preocupação do mercado com desdobramentos do caso · Tarcísio de Freitas e sua agenda · Complacência da elite econômica e partidária · Comparação com o PSDB e o caso Aécio Neves · Antipetismo como fator de apoio · Financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro · Reembolso de passagem de Flávio Bolsonaro pelo Senado
- Revisão de candidaturas e neutralidade do CentrãoPartidos do Centrão revendo proximidade com Flávio Bolsonaro · Possibilidade de neutralidade na campanha · Incomodo com repasse de dinheiro para o filme Dark Horse · Abertura de margem para novos pré-candidatos · PSDB discutindo nome de Aécio Neves · Conversas de Aécio Neves com Paulinho da Força e Alex Manente · Hesitação de pré-candidatos em se diferenciar do bolsonarismo · Proposta de indulto a Jair Bolsonaro como proposta principal · Crise de identidade e de projeto das candidaturas
- Votação do projeto que blinda partidos políticosVeto à suspensão de repasses de fundos em semestre eleitoral · Limitação do valor de multas · Facilitação da renegociação de dívidas · Disparo em massa de mensagens · Parcelamento de multas em 15 anos · Uso do fundo partidário para pagar multas · Críticas da Transparência Internacional · Abolição do princípio da anualidade · Legislar em causa própria
- Motoristas e TransporteUberização da economia · Dificuldade do governo em entender o novo processo de trabalho · Contingente de motoristas de aplicativo e entregadores no Brasil · Aversão dos trabalhadores a regras e regulamentações · Resistência dos trabalhadores à proposta de regulamentação · Crédito subsidiado para a compra de veículos · Intervenção no mercado de gasolina · Medidas voltadas para o curto prazo e reeleição · Condução da política monetária pelo Banco Central
- Declaração sobre Alexandre de MoraesChamado de 'irmão em Cristo' a Alexandre de Moraes · Reações de irritação entre bolsonaristas · Publicação de passagem bíblica sobre perdão e justiça · Recusa em comentar sobre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro · Relação conturbada com os filhos do ex-presidente · Habilidade política de Michelle Bolsonaro · Sutileza e ironia em suas declarações · Potencial para assumir o lugar de Jair Bolsonaro
- Tensao Alcolumbre-Governo LulaPosse de Odair Cunha no TCU · Evitaram interações públicas · Rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado · Desgaste político entre os dois · Possibilidade de reenviar a indicação de Jorge Messias
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Oi, Vera, boa noite, tudo bom? Oi, Carol, boa noite pra você, pra Nadedja, pros ouvintes, também pra quem nos assiste. Boa noite, Vera. Vera, vamos começar falando desse embrólio aí todo do senador Flávio Bolsonaro e suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O Flávio está tentando conter o dano, ficou mais difícil depois de ontem, né, daquela cena constrangedora dele falando, ele tentando se justificar com os parlamentares do PL ao fundo. Ele também está procurando acalmar o mercado, tendo reuniões ali com a Faria Lima e a gente vai começar por esse tópico, né, porque o Flávio foi procurar a Faria Lima para tentar acalmar o mercado. A Bruna Barbosa tem as informações para nós. Oi Bruna, boa noite.
Oi, Bruna. A gente teve um probleminho na conexão com a Bruna, mas acho que agora ela nos ouve bem. Então, vamos lá. Eu ouço vocês, vocês me ouvem? Sim. Ah, então vamos lá. Boa noite para vocês. Reuniões que já estavam planejadas, viu, Carol, foram mantidas. Eu conversei com alguns interlocutores. É exatamente isso, essa tentativa de conter os danos políticos. O senador que desembarcou...
em São Paulo, na manhã de hoje, cumpriu essa série de agendas. Agendas totalmente fechadas, encontros sob forte inscrição, até o momento sem detalhes divulgados oficialmente, mas havia expectativa de almoços e jantares com executivos ligados ao setor financeiro. Uma agenda que seguirá até amanhã nessa leva, mas há expectativa de cada vez mais proximidade.
com o mercado, com a Faria Lima, em agendas que vão acontecer não somente agora em maio, mas também em junho. Eu conversei com alguns empresários que relataram bastante preocupação com os possíveis desdobramentos do caso, disseram, eu vi de um executivo que é um episódio que gera muita incerteza sobre o futuro.
e já faz com que todos os planejamentos sejam revistos. Alguns empresários também me disseram que o mercado está nervoso, está com falta de confiança e que Flávio perdeu força. Apesar disso, há uma avaliação de que a pré-candidatura ainda pode decolar, ainda pode se manter viável caso a crise não avance. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não vai acompanhar...
Flávio Bolsonaro nesses encontros. O governador seguiu para o interior de São Paulo na manhã de hoje, retorna somente no sábado. Até faz uma parada amanhã aqui na capital paulista, mas depois, na sexta-feira, sai novamente em viagem, retorna no fim de semana. Hoje, em Jaú, no interior paulista, foi questionado sobre essas agendas de Flávio. Vamos ouvir o que o governador respondeu.
Eu fui convidado, mas observe, a gente já tinha essa agenda prévia aqui, que são essas agendas... Eu tenho uma agenda de governador de Estado. Então a gente vai deixar para tratar de eleição um pouquinho mais para frente. Eu tenho que agora tratar de governar, de fazer entrega. Então tinha essa visita programada. Como eu vou sair daqui?
da região de Ubaru, vou para o Vale do Ribeira, vou sair do Vale do Ribeira, vou para a região Sudoeste. Então a gente está rodando bastante o estado de São Paulo. E tenho certeza que essas conversas com o setor produtivo, com o mercado, também são fundamentais para trazer tranquilidade. O Flávio vai fazer isso no dia de hoje.
Tarcísio, que a Aliados tem demonstrado bastante incômodo com o surgimento dessas novas revelações sobre o caso, revelações quase que diárias dessa última semana. Volto com vocês. Obrigada, Bruna. Vera, na sua coluna de hoje no Globo, você trata justamente desse ponto, né? O título é Até Onde a Elite Vai com os Bolsonaro e você pontua muito bem essa condescendência e uma tendência à passada de pano para o grupo político do Bolsonaro, justamente pela elite econômica, né?
É porque chama muito a atenção, né, Carol? Porque uma coisa é a questão ideológica. O fato de que a maioria do setor produtivo brasileiro e também do setor financeiro se identificam com uma ideologia mais à direita.
Outra coisa é você fazer, vista grossa, uma série de circunstâncias, fatos, dados, que nada tem a ver com questão ideológica. Pelo contrário, inclusive, porque o conservadorismo...
É aquela filosofia que pressupõe estabilidade, apreço a estabilidade, apreço a manutenção de princípios, de valores, de instituições. E o que a gente tem visto no histórico da família Bolsonaro na política...
É uma constante instabilidade provocada por vários integrantes da família, instabilidade no campo da política, instabilidade no campo institucional, que levaram durante o governo Bolsonaro a vários momentos de instabilidade econômica.
E há vários desmontes de estruturas, de políticas públicas, de instituições, que são o oposto do que se espera do conservadorismo. Então, essa complacência chama atenção porque ela não aconteceu, por exemplo, com o antecessor do bolsonarismo.
nesse lugar de polo antagonista ao PT. Quem é o antecessor do bolsonarismo nesse lugar é o PSDB. E quando houve um escândalo, por exemplo, atingindo o principal nome da época do PSDB, aquele que era cotado para a presidência, ele caiu em desgraça automaticamente, que foram aquelas gravações...
do Aécio Neves com o Joesley Batista, que o levaram do céu ao inferno sem escala e sem retorno, porque muitos dos que caíram em desgraça naquela ocasião meio que voltaram, e o Aécio Neves continuou num limbo ali. Mas com a família Bolsonaro, parece que nada é capaz de provocar esse abalo, parece que nem se procura nomes alternativos dentro da própria direita, da centro-direita, para cumprir esse papel.
de antagonizar com o PT. Daí porque o Tarcísio não teve chance, porque a família Bolsonaro não deixou. Daí porque nomes como Caiado, Romeu Zema, não conseguem se impor a despeito das dificuldades claras que existem na candidatura do Flávio Bolsonaro.
Porque parece que as pessoas, e principalmente a elite dirigente econômica e partidária, estão ali aferradas à família Bolsonaro e com o seu destino atrelado ao dela.
Não importa o que aconteça, não importa o que aconteça em termos de denúncia de corrupção, em termos de ameaças às instituições, por exemplo, ameaça de que vai haver instabilidade caso não haja indulto ao Jair Bolsonaro. Então, coisas concretas como as que eu elenco na coluna, que não são pouca coisa, desde a campanha de 2018, passando pelo governo Bolsonaro e a campanha de 2022.
Então é um pouco difícil de entender apenas à luz da ideologia, mesmo se a gente compreende e é compreensível que o antipetismo seja ali muito forte na sociedade, que haja um desgaste com o governo do Lula, que é o terceiro governo, além dos dois governos da Dilma, o concluído.
e o interrompido, então existe esse desgaste, existe um desgaste com o PT em termos de dificuldade em fazer ajuste fiscal, em termos de passivo de corrupção complexo do PT, mas nada disso justifica esse passar de pano permanente para as diferentes situações da família Bolsonaro, e parece que o que está em jogo de novo é isso, o quanto...
que uma parcela do eleitorado e dessa elite vai estar disposta a superar mais essa clara situação de inconformidade com o que se diz, o que se prega e o que se pratica. Porque uma coisa é uma família que fez a vida na política, fez a vida com todo mundo com mandato e angariou um mega patrimônio.
E uma família que agora, as voltas com as dificuldades do pai que está preso, levantando fundos milionários na Casa da Centena do Milhão para fazer um filme, um filme cujas primeiras cenas não mostram, não fazem jus a esse investimento todo. É uma produção man-baby e tosca para um filme de custo milionário.
E ainda assim, há um patrocínio que é privado, secreto, com cláusula de confidencialidade. E parece haver uma parcela considerável dessa sociedade, desse eleitorado, disposta a comprar. Comprar o pacote completo das versões com as suas atualizações quase diárias. Parece aquele IOS, quando o Dapau fala, instala uma atualização, instala outra atualização. E cada dia vem uma versão. Hoje, por exemplo...
Já se soube, por meio do site Antagonista, que a passagem que o Flávio Bolsonaro usou para ir a São Paulo, se encontrar com o Daniel Vorcaro, depois dele já ter sido preso e já estar com uma tornozeleira eletrônica, ela foi reembolsada pelo Senado.
E está tudo bem. E vai se comprando o pacote completo. Então é muito difícil de compreender esse fenômeno apenas à luz da ideologia e do antipetismo. E a gente segue falando sobre esse assunto porque com novas revelações vem também novas reações dos agentes políticos. Nós vamos até Brasília com a Samanta Klein que fala da reação de partidos do Centrão, né Samanta?
Nadeia de Avera, Carol, é diante dessa revelação de Flávio Terido à casa do banqueiro Daniel Vorcaro quando estava prestes a ser anunciado pré-candidato à presidência, partidos do Centrão estão revendo, portanto, e tentando se descolar dessa crise. E dirigentes já falam na possibilidade de manter uma neutralidade na campanha.
Integrantes de partidos como o Republicanos e PP se dizem incomodados com a proximidade do senador, com o banqueiro e também daquele repasse de pelo menos 61 milhões de reais, supostamente, para o filme Dark Horse. Ao mesmo tempo, acho que a Vera já vinha comentando ali, esse desgaste de Flávio abre margem para novos pré-candidatos, nem que seja para medir a temperatura desse campo. O PSDB está discutindo lançar o nome...
do deputado federal Aécio Neves e o próprio parlamentar já conversou com os presidentes do Solidariedade, Paulinho da Força e também do Cidadania, o deputado Alex Manente. Esses partidos formam a federação PSDB Solidariedade e Cidadania. Manente disse que as revelações recentes justamente dão espaço para um novo nome.
os acontecimentos, menos de uma semana, mas que são cada vez mais constantes, né? Sobre a relação aí do Flávio, naturalmente fazem com que nós enxerguemos um espaço, né? Pra ser ocupado, que na minha opinião, uma criatura de centro, centro-direito ocuparia bem esse espaço.
Em outra frente, aliados de Michele Bolsonaro também defendem que ela seja um nome para substituir Flávio, enquanto partidos do Centrão sugerem outros nomes a fim de se descolar dessa crise envolvendo os pedidos de dinheiro a Vorkaro. Com vocês.
Obrigada, Samanta. É isso, né, Vera? Seguem surgindo novas revelações, não que as primeiras já não fossem graves o suficiente para suscitar esse tipo de coisa, né? Exato, mas você veja que o comportamento desses outros pré-candidatos à presidência também é muito hesitante, né? Eles tiveram aí uma oportunidade de se diferenciar.
do Flávio Bolsonaro, do bolsonarismo, e em diversas ocasiões nunca o fizeram, tiveram a oportunidade de fazê-lo agora, diante dessas revelações, e hesitaram, o Zema num primeiro momento ali aumentou o tom, aí achou que pegou mal, recuou, disse que essa questão era superada, e agora estão os dois ali no meio do caminho.
tentando encaixar um discurso que, ao mesmo tempo, capture uma parcela desse eleitorado insatisfeita, mas não feche nenhuma porta. Porque, num segundo turno, ainda que seja com Flávio Bolsonaro, qualquer um que seja contra o Lula vai ter o apoio desses outros pré-candidatos de direita. Então, fica um discurso esquizofrênico, que vai para um lado, volta e não se define, não se decide, não se distingue.
No que esses candidatos se distinguem? Qual é o projeto de país deles que os distingue do Flávio Bolsonaro a ponto de fazer com que se quebre esse pacto de silêncio diante de tudo que vem da família Bolsonaro? O que eles têm a oferecer ao país?
Não fica claro, eles não dizem, não dizem a que vieram, parecem só querer ali tentar surfar na mesma onda e aproveitar alguma rebarba de voto, só que isso não é suficiente para ser presidente da república. E como principal proposta, os dois dizem que vão dar indulto ao Jair Bolsonaro para pacificar o país, o que é muito pouco e não os diferencia do Flávio Bolsonaro. Então...
que sofrem de uma grave crise de identidade, essas candidaturas. Uma crise de projeto. O que eles têm a dizer para quebrar a tal polarização? Além de um desejo recôndito de quebrar a polarização, e só teórico, e só conceitual. Porque nessa base já deu para ver que não vai acontecer. Não aconteceu em 2018, não aconteceu em 2022. Dificilmente vai acontecer agora.
Ou talvez uma ilusão de que se a candidatura do Flávio derreter muito e não houver um nome competitivo ali apresentado pelo bolsonarismo, um desses nomes aí pode se tornar o candidato da direita, né? Mas é difícil imaginar que o PL e o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro não vá apresentar um nome que já parta ali com um percentual alto de votos, né?
É, acho muito difícil que o Bolsonaro tope mesmo soluções dentro do PL que não sejam da sua família, e mesmo soluções na sua família que não sejam os seus filhos. Então é algo muito restrito o que ele enxerga como saída para a manutenção do PL.
do poder dele, do status dele como liderança da direita, porque ele está pouco interessado se o Brasil vai ser governado pela direita ou pela esquerda, o que vai acontecer com o Brasil. Ele está interessado em vencer o Lula e em dar um jeito na situação dele.
que está preso e condenado por tentativa de golpe de Estado. Essas são as prioridades do Bolsonaro e dos filhos. Isso fica muito evidente, muito claro. No meio de uma pré-campanha presidencial em que ninguém sabe o que ele pensa, o Flávio Bolsonaro está preocupado em arrumar recurso para fazer uma cinebiografia do pai.
E sabe-se lá se todo recurso vai para isso ou se vai ajudar a custear a própria campanha dele, custear a estadia do irmão dele nos Estados Unidos. Essas são as prioridades. A família vem sempre, em primeiro lugar, na estrutura hierárquica das prioridades. Então, não seria diferente agora, num momento de crise da candidatura. Tanto que estão ali se debatendo sobre o que fazer e o que não fazer. E tem esse fator Michele sempre como uma dúvida também.
Falando em Michele, Vera, ela hoje causou polêmica, uma certa irritação entre os bolsonaristas porque estava falando do ministro Alexandre de Moraes e chamou Alexandre de Moraes de irmão em Cristo. Quem tem os detalhes é Ana Carolina Tomé. Conta pra gente, Ana, como é que foi isso?
A ex-primeira-dama Michele Bolsonaro voltou a irritar bolsonaristas ao chamar o ministro do STF, Alexandre de Moraes, de irmão em Cristo. Ela estava participando de um evento de pré-campanha de uma deputada distrital em Brasília, quando lembrou uma passagem bíblica citando o relator do caso da trama golpista que condenou Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão. Segundo Michele, o ministro liberou um barbeiro para que Bolsonaro pudesse cortar o cabelo.
Depois, ela voltou a negar que tem a intenção de se candidatar para uma disputa nacional. O vídeo foi publicado pelo portal Metrópolis. Vou profetizar aqui que Deus transformou Saulo em Paulo, nosso irmão em Cristo, Alexandre de Moraes.
liberou o cabeleireiro e ele tá com aquele cabelinho, tortadinho, jogadinho, aqueles olhos azuis brilhando. Mas brincadeiras à parte, a gente tá aqui num momento importante pro nosso Distrito Federal. E eu quero falar pra vocês que eu aceitei um desafio muito grande de percorrer o Brasil e não era porque eu queria uma candidatura nacional. Não, eles falam, eles nem sabem o que eles falam.
A fala gerou reações entre esses bolsonaristas nas redes sociais que já estavam irritados com a Michelle depois dela ter cumprimentado o ministro Moraes durante a posse de Nunes Marques no TSE na semana passada. Horas depois do caso, Michelle publicou uma mensagem nas redes sociais, uma outra passagem bíblica, dizendo que o perdão liberta o coração e que a justiça pertence a Deus.
A ex-primeira-dama não quis comentar sobre o encontro e as mensagens do enteado Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que vieram a público nos últimos dias. Questionada sobre o tema, ela disse que a pergunta deveria ser feita ao próprio Flávio. Desde que o filho do ex-presidente se lançou como pré-candidato, Michele ainda não participou de agendas e nem fez gestos de apoio ao enteado. Michele tem uma relação conturbada com os filhos do ex-presidente.
Já chegou a dizer que não desejava conviver com o Carlos Bolsonaro. Com Flávio, ela se envolveu em uma discussão após o filho do ex-presidente indicar apoio a Ciro Gomes no Ceará. Michelle criticou a aliança e chegou a publicar um vídeo lembrando que Ciro chamou o Bolsonaro de jumento. Volto com você.
Obrigada, Ana Carolina. Um silêncio que diz muito, né? Não quis comentar, também não defendeu, ou seja, é problema do Flávio Liquilucci, né? Politicamente ela vai se revelando mais hábil do que os enteados. A verdade é essa. Daí porque a candidatura dela, eventualmente, preocupa mais a esquerda e o campo lulista.
do que a manutenção do Flávio nessas condições meio avariadas em que ele tá. Vejam que quando ela fala essa coisa do irmão em Cristo, Alexandre de Moraes, ela fala rindo, gargalhando, ai o Jair tá lindo, com o cabelinho cortado.
Deve estar mais diferente ainda da peruca lá do filme, agora que cortou o cabelo. Mas ela fala rindo, nosso irmão em Cristo. Ela pode, de um lado, fazer uma boa embaixada ali com o Alexandre de Moraes, e de outro, soar irônica, sem a agressividade costumeira dos bolsonaros. Ou seja, já tem uma sutileza aí que realmente o bolsonarismo é incapaz de entender.
porque não compreende matiz de cor, só compreende preto e branco, o bolsonarismo mais radical. Então, eu acho que ela aí é mais esperta do que os filhos do Bolsonaro. Ao não se contrapor frontalmente ao Alexandre de Moraes, ela eventualmente consegue, para o Jair Bolsonaro, benesses que ele talvez não fosse conseguir mantendo aquela agressividade de antes. Outra coisa.
Ao se dissociar totalmente do Flávio Bolsonaro, tipo, esse encosto não é meu, esse assunto não é meu, ela fica livre ali para receber a bola se o Jair de cabelo cortado entender que é ela que tem que assumir esse rojão se as coisas ficarem muito feias para o lado do Flávio Bolsonaro. Então, politicamente, nas duas pontas, ela agiu perfeitamente correta.
Bom, a gente vai fazer uma pausa para o noticiário da sua região, depois tem o Repórter CBN, a gente volta já já. Daqui a pouco falamos sobre o projeto que cria uma série de benefícios para partidos políticos.
Agora a gente fala sobre a repercussão de um projeto que foi aprovado pela Câmara dos Deputados, a Toque de Caixa, uma votação simbólica, projeto que cria uma série de benefícios para os partidos. Por exemplo, veto a suspensão de repasses de fundos em semestre eleitoral, também limitação do valor de multas e facilitação da renegociação de dívidas. A Larissa Lopes tem a repercussão desse projeto, que não precisa passar pelo Senado, né Larissa?
Isso, Carol E após a votação simbólica ontem na Câmara Que reuniu o apoio de deputados da base e oposição Esse projeto que flexibiliza regras eleitorais para partidos políticos Pode ser aprovado em breve também no Senado
De acordo com parlamentares, a aprovação da proposta que entrou de última hora na pauta do plenário da Câmara foi acordada com lideranças de partidos. Para evitar aumento de clamor popular sobre o Senado, a proposta deve entrar em breve também na pauta da Casa. Isso foi o que parlamentares das duas Casas me disseram a respeito dessa proposta.
Na prática, Carol, como você bem disse, esse texto permite às legendas o disparo em massa de mensagens, limita valores de multas, proíbe sanções no semestre da eleição, flexibiliza a prestação de contas, dá siglas e dá até 15 anos para que os partidos paguem multas. Hoje, durante a audiência, sessão na Comissão de Assuntos Econômicos, parlamentares também, de base e oposição, publicamente ali.
criticaram essa medida, chamaram de uma mini reforma eleitoral, falaram em projeto de blindagem e também desenrola de partidos políticos. E também cobraram para que essa proposta tramite antes na Comissão de Assuntos Econômicos, antes de ir a plenário, embora se diga que existe uma pressa.
para aprovação dessa proposta. Falei com a equipe de Alcolumbre, que afirmou que o presidente vai dar um andamento natural, que toda matéria da casa recebe quando vem da Câmara. E só para fechar, Carol, a Transparência Internacional publicou uma nota criticando esse projeto de lei que concede esses benefícios aos partidos. Para a ONG, o texto fragiliza mecanismos de fiscalização.
e agrava riscos de corrupção. Carol. Obrigada, Larissa. Antes de jogar para a Vera, queria saber a opinião de você que está nos ouvindo sobre esse projeto de benesses para os partidos. Manda mensagem aqui para a gente no nosso WhatsApp, que é o 119981, também lá pelo chat no YouTube, ou então para os nossos e-mails pelo site da CBN. Ô Vera, é um verdadeiro desenrola dos partidos, é isso?
É isso, Carol. Eu chamei desse jeito quando falei com o Sardenberg mais cedo e realmente não tem como não achar os pontos de contato, né? Porque partidos que têm multas, que estão endividados, que tiveram recentes bloqueios de recursos por não cumprir exigências da legislação eleitoral e já tiveram amplos refis aí ao longo dos anos, né?
renegociações, perdão, anistia dessas dívidas, de outras multas. Agora, além de terem um teto para essas penalidades, também passam a ter a possibilidade de parcelamento em 15 anos, uso do próprio fundo partidário para pagar multa.
veto a possibilidade de bloqueio de repasse desses fundos e penhoras desses fundos para outro tipo de sanção e penalidade. Então, é uma coisa de mãe para filho, que a Câmara aprovou ali. E fica tão evidente o constrangimento em aprovar uma matéria...
visivelmente de interesse unicamente dos partidos, nenhum interesse da sociedade, que o presidente da Câmara saiu da cadeira durante a tramitação da matéria toque de caixa, não presidiu a sessão e deixou correr solto ali o negócio que foi incluído na pauta no meio da tarde.
de ontem. Eu normalmente começo a semana listando ali os assuntos que podem ser destaque na semana, o que vai ser assunto e nem no horizonte tinha essa ideia de se votar esse desenrola dos partidos mas foi votado chega agora no Senado
De novo, como aconteceu na coisa da PEC e da blindagem, o Senado parece um pouco menos ousado na pretensão de aprovar isso. Então, a gente vê aqui e ali nas bancadas um certo constrangimento, os senadores dizendo que não dá para aprovar, que não dá para defender isso que a Câmara aprovou, mas eu não duvido não que passe, porque na Câmara contou...
com apoio indiscriminado da esquerda e da direita, as exceções foram só o PSOL e o Novo, e isso tem apelo também no Senado, a gente sabe que tem interesse também no Senado, tem muitos dirigentes de partidos que inclusive são senadores, Ciro Nogueira...
e outros tantos. Então, eu não me espantaria se passasse a toque de caixa no Senado também. E aí fica a pergunta se o Lula vai sancionar ou não, e uma vez sancionando, quando e quem vai judicializar, porque é óbvio que essa questão vai ser judicializada. Inclusive porque aboliram o princípio da anualidade, aquele segundo a qual...
uma mudança na lei eleitoral para vigorar tem de ser aprovada um ano antes das eleições. Simplesmente ignoraram isso que é um básico ali e vai valer já para essa eleição. Então tem muita coisa muito errada nesse pacote que passou e eu acredito que ele pode não ser aprovado nesta maneira no Senado e se aprovado pode ser barrado na Justiça depois.
Bom, estou de olho aqui já nas reações dos nossos ouvintes. Vera, a gente está numa situação de o carinho da torcida. O Rogério falou vergonha, o Giovanni Assalê é uma imoralidade. Mas queria destacar aqui duas opiniões. O Osmar disse, olha, nessa hora não tem oposição, não tem base. Todo mundo vira um só, todo mundo aprovando o melhor para si. E também nessa linha o Lucas Melo disse, que é aqui de São Paulo.
Diz que sente que é uma nova versão do PL e da blindagem. Lembrando, aquela ideia que ia dificultar os processos contra parlamentares. É o legislar em causa própria no sentido mais básico. Mais básico, a gente vê como essa ideia do financiamento único e exclusivamente público dos partidos e das campanhas acabou virando um meio de esses partidos... ...
fazerem ali um caixa infinito com dinheiro público, porque a cada eleição aumenta o valor, a cada eleição fica mais difícil você regular, inclusive, o uso desse dinheiro, porque todas as regras de transparência também foram bem relativizadas nessa votação de ontem.
E é isso, a gente não sabe o quanto a indignação que a gente nota nos nossos ouvintes, obrigada por terem mandado mensagem, acho que vai dar para continuar lendo algumas ao longo do Viva Voz e depois no ponto final, mas essa indignação às vezes não chega a ouvir dos moucos que os deputados e senadores fazem. Então é muito grave, é muito grave.
que cada vez mais legislem só em causa própria. E a gente vê o Hugo Mota num esforço de imagem, né? Falando na PEC contra a escala 6x1, mas com a mão do gato, tá ali aprovando um projeto com essas características, né? Vamos fazer uma pausa pro noticiário da sua região. A gente volta já já. Hoje tem Bruno Carazza aqui no Viva Voz.
Seis horas, quarenta e sete minutos, o Viva Voz está de volta e já está com a gente em áudio e vídeo, Bruno Carazza, nosso colunista de economia, todas as quartas com a gente aqui. Boa noite, Bruno. Boa noite, Vera, boa noite, Carol, boa noite, Nadeja e boa noite para você que está com a gente.
Boa noite, Bruno. Boa noite. Bruno, o governo anunciou um pacote de estímulo para a aquisição de novos veículos por taxistas e motoristas de aplicativo. A gente sabe que essa questão da uberização da economia e a forma como falar com esses novos trabalhadores sempre foi um calquear de Aquiles para o PT e para a esquerda. De que forma esses projetos dialogam com essa tentativa do Lula e do governo e do governo.
de falar com esse público em pleno ano eleitoral.
Zé Vera, a gente teve uma mudança profunda no Brasil nos últimos tempos, no Brasil não, no mundo, combinando questões relacionadas à tecnologia com novas formas de distribuição de produtos pelo comércio, pelo varejo, com mudanças de preferências do consumidor e também mudanças de preferência de parte dos trabalhadores brasileiros. Então, isso que a gente chama de uberização,
plataformas de transporte, sejam as plataformas de entrega e outras também, né? Porque agora isso se disseminou por diversas outras atividades, muda com as relações das pessoas com as empresas e há uma grande dificuldade do governo de entender esse novo processo. De um lado, a gente tem o crescimento dessas grandes empresas, dessas grandes plataformas.
se tornam cada vez mais poderosas. A gente tem cada vez mais elas se tornando importantes para o deslocamento das pessoas, mas também para entregas, no caso do varejo. E no caso também dos trabalhadores, a gente tem um contingente grande de pessoas que passou a trabalhar para essas plataformas, a ofertar o seu trabalho por meio dessas plataformas. A gente tem dados aí tanto do IBGE, é...
Mostrando que a gente tem aí hoje no Brasil entre 2 milhões e 2 milhões e meio de pessoas que trabalham como motoristas de aplicativo ou como entregadores no Brasil. Um contingente muito grande de pessoas que têm desejos muito diferentes do velho trabalhador.
dificuldade de conversar com esse público, que além de tudo, principalmente no caso dos motoristas de aplicativo, é um público também formador de opinião. Isso é muito importante num ano eleitoral com um país tão polarizado como a gente vive agora. Bruno, ao longo de todo o mandato, o governo Lula tentou passar aquela regulamentação das atividades de entrega, aplicativo de transporte e falhou. O governo teve muita dificuldade para dialogar com esse público.
Exatamente, Carol, e não só com o público, quanto com as próprias empresas. O governo veio no início do mandato com uma proposta de criar umas regras básicas, na verdade criar uma situação meio termo entre o trabalho autônomo, que não tem garantias nenhuma, e o trabalho da CLT, que tem direitos trabalhistas.
governo veio com uma proposta lidando aí com horários máximos de jornada, com uma remuneração mínima para esses trabalhadores, com um ponto muito importante também para o governo, que é a instituição de uma contribuição previdenciária, porque esses trabalhadores, em geral, eles não recolhem ou recolhem muito pouco para a Previdência, mas eles acabam acionando a Previdência quando
tem problema ou acionarão quando eles se aposentarem. Então o governo veio com essa proposta e é uma proposta que foi muito mal recebida pelos trabalhadores, porque eles têm uma grande aversão a regras, cresceram.
do empreendedorismo, de ser dono do seu próprio negócio, de você não ter patrão, de você ser dono da sua própria jornada de trabalho. Então, eles se colocaram avessos a essa proposta de regulamentação, temendo o governo entrando nessas relações.
do que isso, temendo também a cobrança de impostos por causa do governo. Então houve a resistência dos trabalhadores, o governo dialoga de forma difícil, ainda tem uma linguagem sindical aí muito forte dentro...
Quando o governo veio com proposta de remuneração mínima, que é um pleito legítimo dos trabalhadores dos aplicativos, as empresas vetaram essa proposta no argumento de que aumenta o custo, que vai aumentar o preço do serviço. Então, o governo não conseguiu avançar nessa agenda.
Mais cedo, Bruno, um ouvinte nosso, que é motorista, ele escreveu para a gente, não é que ele estava contrário, mas ele fez uma ponderação. Ele disse, olha, quem eu conheço que faz isso, que dirige e tudo mais, ou já tem o carro que está financiando o carro, ou se não está financiando, se dirige com o carro alugado, é porque tem o nome sujo, não consegue tomar crédito. Então, acho que quando a gente for ver a procura disso, isso também vai ser o diagnóstico do quanto o governo conseguiu ouvir, realmente, a demanda dessa categoria, né, Bruno? E numa linha de ações que...
pode ser, de certa forma, considerado mais na linha populista, que inclusive o governo criticou na época que foi o Bolsonaro em 2022.
Exato, Nadeja, a história se repete aí, agora não mais com o Bolsonaro, mas com o Lula, nesse sentido. O Bolsonaro também fez sinalizações para esse público no ano de 2022, buscando a reeleição com popularidade em baixo. Então ele veio com auxílio taxista, com auxílio caminhoneiro, ele veio com intervenções para tentar segurar...
o preço dos combustíveis, naquela época havia a guerra na Ucrânia, e o governo Lula vem repetindo essa estratégia desses pacotes de bondade na mesma linha, não é a guerra da Ucrânia, agora é a guerra no Irã, e o governo seguindo com propostas para agradar esse público, no caso agora do...
crédito subsidiado para a compra de veículos, também na intervenção do mercado de gasolina então a história é se repetindo e tanto no caso do Bolsonaro quanto no caso do Lula agora medidas voltadas para o curto prazo, para a reeleição que tem um ônus, tanto do ponto de vista fiscal, quanto do ponto de vista da própria condução
da política monetária, que a gente vê o Banco Central aí tentando segurar a inflação. Com esse tipo de medida, o governo está na posição contrária. O Banco Central pisando no freio, aumentando os juros, e o governo pisando no acelerador com esse tipo de auxílio nesse ano eleitoral. É isso. Bruno Caraza com a gente todas as quartas-feiras. Obrigada, Bruno. Até semana que vem. Combinado, gente. Um abraço, boa noite para todo mundo.
Valeu, Bruno. Boa noite. Agora, a gente ainda tem tempo para um assunto. Igor Cardim está de volta com outras informações. Igor. Oi, Nadedia. Pois é, a cerimônia aqui em Brasília é de posse do novo ministro do Tribunal de Contas, da União, ou da Ircunha, foi marcada na tarde de hoje por um clima de frieza entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Os dois participaram...
do evento, mas evitaram as interações públicas ao longo, então, dessa solenidade.
A disposição da mesa principal reuniu o presidente da Câmara, Hugo Mota, ao lado de Lula. Na sequência, estavam o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vidal do Rego e Davi Alcolumbre. Nenhum dos chefes dos poderes executivos e legislativos discursou durante essa cerimônia de posse do ex-deputado federal pelo PT, o da Recunha, aprovado recentemente pelo Congresso, para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Adolfo Cedrais.
Ao final da cerimônia, durante os cumprimentos, Lula e Alcolumbre até ficaram próximos em alguns momentos, mas não trocaram cumprimentos. O presidente chegou a falar com outros ministros do Tribunal de Contas da União e atravessou o espaço em frente ao senador para falar com Hugo Mota, antes de deixar o tribunal em direção ao Palácio do Planalto.
Lembrando que a indicação de Odair Cunha ao TCU fazia parte daquele acordo político ainda no período de transição do governo Lula. O nome foi articulado com o Hugo Motta e teve apoio também no Senado e na Câmara. Foi aprovado sem resistência.
Durante essas votações, apesar disso, o clima entre Lula e Alcolumbre segue desgastado justamente por conta da rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. O governo ainda avalia reenviar a indicação ou encaminhar um novo nome para ser sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Na dédia.
Obrigada, Igor. Segue a novela do desgaste, né, Vera? Não conseguem se evitar completamente, né, o presidente Lula e o Davi Alcolumbre e acabam passando por esses climões em agendas públicas.
É, e ainda mais com ruídos do tipo Lula vai reapresentar o nome do Jorge Messias. Eu fico me perguntando qual é o sentido disso, do ponto de vista político, do ponto de vista institucional, do desgaste à toa, num momento em que o governo experimenta uma leve recuperação e o seu adversário está com problemas, você vai contratar um problema para você mesmo?
que já acabou de acontecer, você viveu a sua pior crise, teve a rejeição do seu nome para o Supremo, uma coisa inédita em toda a história, quase da República, com um único precedente lá no Floriano Peixoto. Aí você fala, ah, não.
Melhor nome é esse mesmo, Jorge Messias, Senado é que vai ter que engolir, e eu vou mandar de novo. A troco do quê? Bancar um desgaste desse já em pleno processo eleitoral? Não vejo sentido algum nisso que seria uma picuinha com o Senado. Ah, o Senado extrapolou?
Pode ser, mas é prerrogativa dele aprovar ou não nomes. Goste ou não disso, está instituído no sistema constitucional brasileiro, no sistema de freios e contrapesos que cabe ao presidente indicar e ao Senado aprovar. Uma das duas etapas dessa cadeia constitucional se quebrou.
E, além do que, há uma resolução da mesa do Senado de 2010 de que o nome de uma autoridade recusado numa sessão legislativa não pode ser representado na mesma sessão legislativa. Corre o risco do Lula mandar lá o nome do Jorge Messias, o Davi Alcumbre, devolver. Nem votar. Falar, ah, não, esse aqui não pode, meu caro. Por favor, apresentar um outro nome. Me parece um desgaste absolutamente descabido.
Não tem lógica e não tem inteligência política envolvida nessa operação. E eu acredito que os conselheiros do Lula, se é que ainda tem gente aconselhando o presidente, porque sempre a gente ouve que ele está cada vez mais avesso a conselhos, vai dizer para ele não comprar uma briga à toa num momento de leve vantagem que ele tem no processo todo político com esse desgaste sobre o Flávio Bolsonaro. Vamos conferir.
Vera, obrigada por hoje. Um beijo. Até amanhã. Beijo, gente. Um ótimo jornal pra vocês. Até amanhã. Beijo, até. O futuro não começa com o carro. Começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas.
Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BYU-ID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.