‘Nem tudo que é legal, é ético, é moral’
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Cássia
Milton
Walter Fanganiello Mairovitch
- Flávio Bolsonaro e VorcaroFlávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Relação entre ética e legalidade · Pedido de dinheiro a criminoso · Produção de filme autobiográfico
- Crimes de corrupção passiva e exploração de prestígioCorrupção passiva · Exploração de prestígio · Influenciar autoridades
- Relações de Flávio Bolsonaro e Jair BolsonaroPromoção e condecoração de milicianos · Suspeita de lavagem de dinheiro · Acusação de rachadinha
O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
Conversa de primeira, justiça e cidadania com Walter Fanganiello Mairovitch. Muito bom dia, Walter Fanganiello Mairovitch.
Bom dia, Milton, ouvinte e boa jornada, Cássia. Muito obrigada, Mayrovich, bom dia. Milton, o senador Flávio, Flávio Bolsonaro, protagonista do último grande escândalo desta nossa república, ele não sabe que nem tudo que é legal, que está dentro da lei, é ético, é moral.
As versões que o Flávio Bolsonaro apresentou foram orientadas para tentar ser ele fora, tirando o corpo da sua responsabilidade por crimes. Mas o Flávio, por solicitar dinheiro e com repetidas mentiras,
produziu contra si próprio provas evidenciadores de comportamentos afrontosos à ética e à moral. Milton, não é ético um senador da república pedir dinheiro e milhões a um criminoso. E não foi um criminoso qualquer, mas um criminoso, estou a me referir a Daniel Vorcaro, que usava método mafioso.
Flávio gargalhou forte quando, perguntado pela primeira vez por um jornalista em público, se havia recebido o dinheiro do Vorcar, e isto para a produção de filme dito, dito autobiográfico do pai Jair. O Flávio, ao garganhar, usou o deboche.
como a considerar a indagação do jornalista uma piada, algo sem pé e nem cabeça. O Flávio, quanto a isso, estava mentindo, como revelou depois o vídeo do site Intercept Brasil. E o Flávio voltou, voltou a mentir e ser desmentido ao afirmar que à época não sabia nada que desabonasse Vorcar.
Ora, ora, até a Comissão de Valores Mobiliários havia essa comissão, nela, rumoroso procedimento apuratório de fraudes e práticas contra o sistema financeiro nacional. Logo depois veio outra.
E veio prova provada de visita de Flávio Bolsonaro à casa do Vorcaro, imediatamente após o Vorcaro ter saído da cadeia. Pedir dinheiro e mentir com habitualidade contraria a ética, e por isso demora o Senado, pelo seu conselho de ética, em abrir procedimento voltado à cassação do senador Flávio Bolsonaro.
Flávio, é bom recordar, tem um currículo, Milton, de vida pontilhada por comportamentos amoral e antiético. Amoral, ele promoveu e condecorou milicianos. E antiética, ele solicitou dinheiro e mentiu. E é suspeito de lavar dinheiro.
em loja de venda de chocolates. E também foi acusado de conduta criminosa, de peculato na modalidade apelidada de rachadinha. O Flávio Milton mostrou e mostra, atenção, e mostra para quem tem olhos de ver e vontade de enxergar não ter ele estatura ético-moral para ser presidente da república.
E, Mayrovich, as apurações continuam em relação a mais de um crime, né? Sim, e a passos largos. E, para se buscar provas, a tipificar crimes de corrupção passiva, e também exploração de prestígio.
Ocássia, no crime de exploração de prestígio, e no caso é prestígio de senador, a definição legal do ilícito criminal fala em solicitar dinheiro e solicitar dinheiro a pretexto de influenciar autoridades. Outro crime ainda em fase de comprovação é de corrupção passiva. Consiste em solicitar vantagem devida e razão da função de senador.
O senador Flávio, pré-candidato à presidência, pediu dinheiro ao Volcar. Isso para lavar a imagem criminosa do seu pai Jair por meio de um filme propagandístico e apto a impulsionar uma campanha eleitoral e a favorecer o Flávio.
Não se trata de um verdadeiro filme autobiográfico, Cássia. Trata-se de um panfleto laudatório e com finalidade voltada à propaganda eleitoral.
O Flávio, segundo a gravação da Intercept, tratou o Vorcaro como irmão, que faria todo o possível para favorecê-lo, isso como senador. Ou seja, solicitou dinheiro e demonstrou estar a usar a função pública. Num pano rápido, Milton e Cássia. O Flávio Bolsonaro, atenção.
política e juridicamente, já teve o corpo alvejado pela bala de prata. Só falta, como nos filmes, uma trava a dilacerar o seu coração. Muito obrigado pela sua análise, Walter Fangariello Mairovich. Bom dia!
Bom dia, Milton. Bom dia, Cárcia. Bom dia a todos. Até mais.
No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
BYD
Mobilidade elétrica