'Oferta pífia': entenda por que delação de Daniel Vorcaro foi recusada pela PF
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- Delação de Daniel VorcaroDaniel Vorcaro · Polícia Federal · Ministério Público · Proposta de delação premiada · Organização criminosa · Ciro Nogueira · Flávio Bolsonaro · Ministros do Supremo · Ministro Astófoli · Ministro Alexandre de Moraes · Ministro André Mendonça
- Inédito: acordo com PF e PGR simultaneamenteProcuradoria-Geral da República (PGR) · Cálculo de quem poupar · Supremo Tribunal Federal (STF) · Duelo de forças
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Viva a voz com Vera Magalhães. E aí Vera? Oi Sardenberg, boa tarde pra você e pra Cássia, boa tarde pros ouvintes, também pra quem nos assiste. Boa tarde Vera. Vera em vídeo e áudio, tudo bem Vera? Seguinte, eh a delação do Vorcaro, ah deu, deu chabu, né? Deu complicação.
Deu xabu, deu complicação, bateu na trave na primeira tentativa. A gente está ouvindo agora das fontes que não fechou a porta definitivamente, mas foi recusada a primeira proposta de delação premiada apresentada pelo Daniel Vorcário. Ele parece ter agido nesse caso da delação como ele agia nos negócios dele, tentando ali a sorte, blefando, jogando.
achando que tiraria vantagem de um mecanismo, que é o da contribuição judicial, da colaboração judicial, que está ainda sob aperfeiçoamento, que tem aí uma série de críticas.
em relação à sua eficácia, em relação às regras em torno dele, e que para essa delação em particular já era difícil de largada. Por quê? Porque ele é descrito pelo Ministério Público, pela Polícia Federal, como chefe de uma organização criminosa.
para que chefes de organizações criminosas possam fazer delação, eles têm de entregar algo que vá além do que a estrutura da própria organização. Portanto, entregar para cima, como se diz, com um nível hierárquico superior e fora até do próprio mecanismo que ele controla.
entregou pouca coisa em relação ao que a Polícia Federal não sabia. Pelo contrário, desde o período em que ele estava negociando essa delação até agora, com a recusa oficial dos termos em que ele propôs, se descobriu muita coisa sem a contribuição dele.
com base só no que havia sido apreendido das mídias que estavam com ele, os celulares dele, etc. Então, tudo que se descobriu, por exemplo, a respeito de pagamentos para o senador Ciro Nogueira, ele não falou nos anexos que ele propôs da delação. Tudo que se descobriu sobre o Flávio Bolsonaro, ele não mencionou.
na delação que ele ofereceu à Polícia Federal e ao Ministério Público. Tudo o que se quer saber, o que ainda está muito obscuro, em relação a como ele se relacionava com ministros do Supremo, ministro de Astófoli, ministro Alexandre de Moraes, não apareceu na proposta que ele fez. Então, foi uma oferta pífia, como se ele estivesse jogando.
com o Supremo, com a Polícia Federal e com a PGR. E aí o ministro André Mendonça não acatou os termos, o Ministério Público não acatou os termos, e agora ele vai voltar a fazer mais uma rodada ali, a própria PF, antes de chegar nos outros dois, a própria PF já rejeitou.
E aí ele vai oferecer mais coisas, regateando, né? É como se faz nos negócios mesmo, se oferece pouco, aí depois se oferece mais um pouco, você fica ali blefando e regateando e é dessa maneira que ele está negociando essa delação.
Agora, Vera, existe uma expectativa de que a partir desse, digamos, susto de a Polícia Federal ter recusado a delação, agora ele possa fazer revelações mais consistentes na delação que ele negocia com a PGR?
A expectativa passa a ser essa, né, Cássia? Mas aí você já fica colocando em perspectiva o que ele vier a falar. Porque se alguém vai para um acordo de delação, fazendo um cálculo de quem ele vai poupar e do que ele vai entregar, você já imagina que não é uma delação de todo, consistente de todo.
fiel e de todo leal. Então, os negociadores já vão ficar com mais pés atrás do que estavam num primeiro momento. A gente sabia que dentro do Supremo, por óbvio, por razões óbvias, já havia um incômodo com a possibilidade dele fazer delação. E esse incômodo não vem do relator, não é do relator André Mendonça, é daquela ala do Supremo que é ligada aos ministros Toffoli e Alexandre de Moraes e que, portanto,
atua para tirá-los do olho desse furacão. Na parte do ministro André, embora ele nunca vocalize isso, mas existe uma expectativa de que a delação também chegue nesse lugar, chegue nas relações que ele estabeleceu no judiciário.
se não chegar, dificilmente vai ser aceita por quem está negociando. Se chegar, provavelmente vai haver uma tentativa de melar da outra parte, da parte desses ministros do Supremo que não querem que a água chegue aí nesse nível. Então, é como se houvesse aí um duelo de forças, por enquanto silencioso, por enquanto de bastidores.
Mas nos dois casos a delação é uma delação mais complexa do que outras que a gente assistiu recentemente. Por isso, por lidar com figuras de proa da política e do judiciário e porque o banqueiro claramente começou escondendo o jogo, tentando blefar com as cartas que tinha na mão.
E agora ficou evidente que ele não vai conseguir fazer isso porque não vai ser aceito se for nesses termos. E aí o lado que não quer que apareça nada sobre o Supremo fala mas e aí, o André Mendonça vai querer que apareça o que ele sabe sobre o Flávio Bolsonaro? Vai deixar que apareça? Então tem muita desconfiança.
em relação a todos os interesses envolvidos nessa delação. Por isso ela é muito mais delicada e mais difícil de vingar do que outras que a gente viu no passado recente da nossa história. Vera Magalhães, obrigado Vera. Até amanhã aqui no CBN Brasil, até logo mais no Ponto Final.
Até logo mais. Tchau, tchau. Até mais tarde, Vera. Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido Plug-in com até 1.300 km de autonomia combinada com conforto de primeira classe. E na cidade, você roda no modo 100% elétrico. Com esse SUV, cada caminho leva você mais longe. Dili EX5 EMI. Sua grande jornada começa agora. Saiba mais em dilibrasil.com.br.
No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
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