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Depois da onda do bluetooth, a volta dos fones de ouvido com fio

21 de maio de 20268min
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Você reparou que o fone de ouvido com fio voltou? Não é impressão. As vendas de áudio com fio cresceram cerca de vinte por cento no começo de 2026, depois de anos de queda. O Dr. Luis Fernando Correia destaca os principais atributos da tecnologia e explica que a volta da tendência não tem relação com saúde. Ouça para entender.

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Participantes neste episódio3
F

Fernando

HostJornalista
T

Tatiana

Host
L

Luiz Fernando Correia

ConvidadoComentarista
Assuntos3
  • Fones de ouvido com fio vs. BluetoothVolta da tendência de fones com fio · Vendas de áudio com fio · Mitos sobre radiação Bluetooth e câncer · Revisão científica da OMS · Pesquisa do Reino Unido · Zendaya · Ariana Grande
  • Riscos do uso de fones de ouvidoSurdez e perda auditiva · Regra 60-60 · Proteção auricular na indústria
  • Fones de transmissão ósseaBenefícios para atenção ao entorno · Menor agressão ao tímpano
Transcrição20 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Saúde em Foco. Com Luiz Fernando Correia. Oi, doutor, boa tarde.

Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Fernando. Boa tarde, ouvintes. Bom, doutor Luiz Fernando vai desmentir mais uma desinformação que tá circulando por aí. Você que usa fones de ouvido. Bom, o senhor vai começar falando de... Vai começar falando sobre fone de ouvido com fio, doutor?

Em 2026, disse a apresentadora, usando um fone de ouvido com fio. Virou modinha, né? Além dos apresentadores, aqui a gente tem que usar esse fone também, até para falar com vocês, porque é esse que funciona melhor no aplicativo da rádio que a gente usa para se comunicar com a CBN. Funciona bem melhor esse do que o Bluetooth, né? Mas virou modinha aí no mundo das celebridades, né? A gente viu aí Zendaya.

jogadores de futebol, outra turminha aí, jogador de futebol americano, enfim. Outros atores também, usando o passeando, a Ariana Grande, passeando de fone de ouvido de fio. Só que aí vem a galera da desinformação, ou da má informação, não sei, não sei o que intuito esse povo fica inventando essas coisas.

E junto uma coisa com a outra, assim, não, eles voltaram para usar o fone de fio porque o Bluetooth dá câncer no cérebro. Aí é demais, né, gente? A gente tem que explicar essas coisas, mas vamos explicar, né? Vamos lá, respira e vamos.

Vem essa coisa. Não tem a menor base científica isso, gente. A radiação eletromagnética do Bluetooth é ridícula em termos de intensidade. É incapaz de alterar o DNA de uma célula. Isso é que é importante. Quando alguém fala que uma radiação é capaz de causar algum problema físico...

ela tem que ser capaz de mudar a célula, atingir a célula e mudar. Isso não acontece nem com fone Bluetooth, nem com celular, hein, gente? Lembra-se que essa polêmica, por incrível que pareça, ainda existe. Então, para dizer que eu estou achando alguma coisa...

Foi publicada a maior revisão científica feita sobre o tema em 2024. Foi um grupo liderado pela Organização Mundial da Saúde que revisitou e reviu 5 mil artigos científicos publicados entre 1994 e o ano de 2022.

63 entradas dessa análise final e não há associação nenhuma de câncer com aparelho sem fio, com telefone celular, nada disso. E também, outra peça importante, teve uma pesquisa essa feita no Reino Unido, publicada em 2022 também, que acompanhou 1 milhão e 300 mil mulheres durante mais de 20 anos.

Então, entre elas, entre as coisas estudadas, estava o uso do telefone celular. E o uso do telefone celular não aumenta risco de câncer de cérebro ou coisa parecida. Então, gente, vamos parar com essa coisa, né? Mesmo que você achasse que o Bluetooth causa algum problema...

Tem que imaginar mais do que a radiação dentro daquele pequenininho, o fone, e bota o telefone no bolso. Então, esquece. Nenhum dos dois dá problema. Esquece isso. O que o fone causa, sim, é surdez. Se você utilizar mal o fone de ouvido, seja com fio, seja sem fio, o máximo que você vai conseguir é estragar o seu aparelho auditivo e ficar surdo. Ter perda auditiva.

Isso sim, uso constante, uso em volume alto, tudo isso causa surdez. Então, as sociedades médicas de otorrinolaringologia já têm um consenso e tem uma regra que é simples e fácil de entender. Eles chamam de 60-60. Você deve usar fones de ouvido por 60 minutos no máximo de cada vez e em 60% da potência do aparelho que gera o som. Não passe disso.

E depois dessa uma hora, você dá um descanso para o seu aparelho auditivo e volta a utilizar depois. Vocês aí não têm essa chance, né? Porque tem que trabalhar. Eu estou pensando nisso. Nossa, mas eu automaticamente tirei os meus fones. Mas não tem jeito. Às vezes tem que ficar, né? Duas horas, três horas com fone de ouvido. Não tem saída. Mas, idealmente, é isso, né? Porque, gente, a gente está botando o som diretamente em cima do tímpano.

Todo mundo já foi em show de rock ou qualquer coisa que goste de ouvir muito alto, que o som era muito alto, e saiu de lá meio surdo. Depois melhora, rapidinho passa. Mas agora você imagina essa coisa repetida no seu ouvido diretamente o tempo todo, essa ameaça. Isso vai levar você à perda auditiva. Não é à toa que trabalhadores na indústria têm que usar protetor auricular.

Seja na indústria civil, seja em fábricas, no aeroporto. Ninguém vê ninguém andando na pista para trabalhar sem aquele fone no ouvido. E não é para falar com ninguém, é para proteger o ouvido do barulho dos motores. Então, gente, isso é importante. Isso é muito mais importante do que pensar bobagem.

Pode até gostar da modinha, aí vai do gosto do freguês, se é com fio, sem fio, isso aí não tem nenhuma diferença. Tem gente que vai dizer que o som é melhor de um jeito que do outro, isso deixa pra lá. Depois você pergunta pro João Marcelo o que ele acha, qual é o melhor som, se é com fone ou sem fone. Mas enfim, se é no ouvido... E é o seguinte, gente, eu acabo pesquisando isso, tem uma opção interessante, que eu já usei, eu uso pra andar de bicicleta, que é o fone de transmissão óssea.

ele encosta aqui e você escuta perfeitamente, mas não está dentro do seu ouvido. Isso, por exemplo, andar na rua, de bicicleta ou a pé mesmo, é bom porque permite que você preste mais atenção no entorno. É uma opção interessante para você não se preocupar tanto com a agressão ao seu aparelho auditivo, porque esse sim, por transmissão óssea, não vai lesar o tímpano. Você pode usar à vontade.

É uma opção, para quem quer também. É uma discussão aí para ser levada. Os ouvintes aqui estão se divertindo, viu? José Roberto está dizendo, aqueles que inventam essas ideias loucas é que estão sem cérebro há muito tempo. Tem muitos por aí. Tem um outro dizendo, desmistificar isso é muito simples. Quantas pessoas você conhece com câncer de cérebro? Também. São cânceres raros, né? E o Reinaldo está dizendo, gente, a pessoa já tem problema, não é o Bluetooth a causa.

Mas vem que é o detergente que ele bebeu. É, exatamente, doutor Luiz Fernando. Doutor Luiz Fernando Corrêa conosco às terças e quintas em saúde, em foco. Use o seu fone em paz, mas presta atenção, o volume do som e o tempo que você passa com o fone na orelha. É isso com que a gente tem que se preocupar. Obrigada, pelo menos por enquanto, né? É o que diz a ciência. Doutor, um beijo, obrigada, até semana que vem. Até semana que vem, aproveitem bem o fim de semana, galera. Valeu.

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