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Porta-aviões americano chega próximo à Cuba; Exxon Mobil negocia retorno à Venezuela

22 de maio de 20264min
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O porta-aviões americano USS Nimitz está agora em águas internacionais no Caribe, próximas a Cuba. Na Venezuela, a americana Exxon Mobil negocia um acordo para voltar a produzir petróleo.

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Ariel Palacios

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  • Exxon Mobil negocia retorno à VenezuelaExxon Mobil · Venezuela · Hugo Chávez · Nicolás Maduro
  • Porta-aviões americano próximo a CubaUSS Nimitz · Cuba · Pentágono · Donald Trump e a NASA · Havana Docks Corporation · Fidel Castro · Raul Castro · China · Rússia
  • Decisão da Suprema Corte dos EUA sobre CubaSuprema Corte dos Estados Unidos · Havana Docks Corporation · Fidel Castro
  • Acusações contra Raul CastroRaul Castro · Departamento de Justiça americano · Miami
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. O Mundo em 3 Minutos

Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Começamos com atualizações sobre a situação em Cuba, porque o roteiro segue muito parecido com o que vimos acontecer na Venezuela. Veja só, o porta-aviões americano USS Nimitz está agora em águas internacionais no Caribe, próximas à ilha. A informação foi confirmada pelo Pentágono. Junto com esse porta-aviões, há também caças, há um navio de apoio e há um destroyer.

Meses antes de os Estados Unidos invadirem a Venezuela, em janeiro, a pressão militar era feita da mesma forma com o USS Gerald Ford, que é o maior navio de guerra do mundo. Donald Trump voltou a falar que Cuba é um país falido, que não tem eletricidade, que não tem dinheiro, que não tem nada. E diz também que tem uma ajuda humanitária que está pronta para ser enviada, mas o regime tem que mudar.

Nessa quinta-feira, teve também uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos a favor de uma empresa portuária americana que teve seus CAIs confiscados em 1960 pelo regime cubano. A decisão por oito votos a um é favorável à Havana Docks Corporation.

Quando Fidel Castro chegou ao poder, ele nacionalizou uma série de propriedades privadas. Eram empresas de geração de eletricidade, de telefonia, mineração, refinaria. E agora essa decisão da corte americana pode abrir caminho para outras ações semelhantes. Há ações, por exemplo, que envolvem a gigante americana de petróleo, de energia ExxonMobil.

E outro fato que trouxemos aqui, na edição de ontem, foi o de Raul Castro, de 94 anos, irmão de Fidel Castro, que foi indiciado pelo Departamento de Justiça americano por quatro acusações de assassinato, entre outras devido a um caso ocorrido em 1996.

Ele, Raul Castro, teria autorizado o ataque a dois aviões com cubanos exilados em Miami e quatro pessoas morreram. E tivemos depois disso reações de China e Rússia, ambos condenaram essa decisão dos Estados Unidos.

A China afirmou que os Estados Unidos devem parar de usar a coerção e as ameaças contra Cuba. Já o Kremlin afirmou que essa pressão exercida pelos Estados Unidos beira violência e não pode ser aceita. O fato é que Trump quer mudar o foco da sua política internacional. Tudo deu errado com o Irã e, consequentemente, sua aprovação tem caído muito. Agora ele quer os holofotes em outro lugar, em Cuba, para ver se consegue reverter isso.

Bom, já que eu citei a americana ExxonMobil, veja só, ela já negocia um acordo para voltar a produzir petróleo, onde? Na Venezuela. Quase 20 anos depois de ter sido expulsa do país, ela negocia a produção em até seis campos diferentes.

na Venezuela, segundo apurou o New York Times. Vamos lembrar que em 2007, Hugo Chávez, antecessor de Nicolás Maduro, nacionalizou todos os projetos petrolíferos da Exxon e também de outras empresas estrangeiras. Só que ao contrário da maioria das concorrentes, a Exxon se recusou a negociar, simplesmente deixou o país, iniciou uma batalha judicial internacional de anos.

Estima-se hoje que o governo da Venezuela deva cerca de 1 bilhão de dólares a Exxon em indenizações. Voltar à Venezuela ficou mais fácil. A Delce Rodrigues, que ficou no lugar de Nicolás Maduro, reformulou toda a legislação petrolífera da Venezuela para tornar o país mais atraente a investidores privados, principalmente os americanos. Mundo em 3 Minutos. Até segunda-feira.

Em um mundo cheio de respostas, escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha. Fazemos perguntas que movem negócios com dados e inteligência aplicada.

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