Guerra pesa sobre preços do café e açúcar
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- Preços do caféValorização de 3% na Bolsa de Nova Iorque (sexta-feira) · Apreensão geopolítica dos investidores · Estoques apertados e ajustados · Safra brasileira limitando valorização · Brasil como maior exportador mundial · Entrada da nova safra no segundo semestre · Boas condições climáticas
- Preços do açúcarValorização de 2% na Bolsa de Nova Iorque (sexta-feira) · Correlação com preço do petróleo · Barril de petróleo acima de USD 100 · Competitividade do etanol frente à gasolina · Preferência de produtores por etanol · Redução da oferta de açúcar · Aumento de demanda por etanol
- Conflito Irã-EUADesdobramentos do conflito · Apreensão dos investidores · Impacto na logística mundial · Afeção no escoamento de grãos · Risco de interrupções no fluxo de exportações
CBN Agro, com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Destaque hoje do Cassiano Ribeiro, sobre a guerra pesando no preço, não apenas do combustível, mas também do café e do açúcar. Essa é a notícia que acorda o campo hoje no CBN Agro. Cassiano, bom dia. Bom dia, Fred. Bom dia, ouvinte. As cotações do café e do açúcar começam a semana em um patamar acima da semana anterior,
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos do café tiveram alta de quase 3% somente na sexta-feira, em um dia. Já o açúcar teve uma valorização de mais de 2% no dia na mesma Bolsa de Nova Iorque. Essas altas refletem diretamente a apreensão dos investidores com os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que pode afetar o escoamento do grão e gerar problemas logísticos no comércio mundial.
E mesmo com as boas condições do clima e expectativa de boa safra por aqui, o risco geopolítico tem pesado mais, tem falado mais alto diante do receio de novas interrupções no fluxo das exportações. A safra brasileira limita essa valorização, já que é uma perspectiva positiva de quem mais coloca café no mundo. Mas até a entrada da nova safra brasileira no segundo semestre, o mercado deve continuar considerando os estoques de café mais apertados, ajustados e sustentados.
E no caso do açúcar, o movimento de alta acompanha a valorização do petróleo diretamente no cenário internacional, com barril acima dos 100 dólares. Esse patamar reforça a competitividade do etanol frente à gasolina, o que pode reduzir a oferta de açúcar. Os produtores tendem a priorizar a produção de etanol, já que deve aumentar a demanda por etanol. E aí o açúcar fica comprometido.
Eu volto amanhã, bom início de semana e até lá.