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Músicas do Mundo: diretamente do egito, Arm Diab

23 de março de 202610min
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João Marcello Bôscoli apresenta o cantor Arm Diab. Com o início da carreira nos anos 1980, o artista ficou conhecido por misturar a música egípcia tradicional com o pop árabe. Confira.

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Assuntos5
  • Amr Diab - Biografia e CarreiraNascido em 1961, 64 anos na época · Carreira iniciada nos anos 80 · Mistura de música egípcia tradicional com pop árabe · Ator e compositor · Títulos: 'King of Arabic Pop' · Sucesso no Oriente Médio (Líbano, Egito, Emirados) · Popularidade no Brasil desde série 'O Clone'
  • Música EgípciaMitologia: deusa Bet e deus Iri criadores da música · Origem pré-histórica · Instrumentos usados há pelo menos 2.500 anos · Continuidade até os dias de hoje
  • Pop Árabe Contemporâneo - Fusão de TradiçõesMistura de música tradicional egípcia com linguagem pop ocidental · Uso de equipamentos e estúdios modernos · Instrumentação minimalista mantendo raízes tradicionais · Incorporação de elementos de percussão tradicional
  • Pratos (Cymbals) - Tradição MilenarDisputa entre egípcios, romanos e bizantinos pela qualidade · Liga de metais determinando timbre · Derivação de sinos · Variedades modernas (splash, condução) · Presença em grandes quantidades em shows modernos
  • Microtonalidade na Música ÁrabeUso de microtons (notas entre a escala ocidental) · Diferença da escala temperada ocidental · Reverberação característica na voz · Influência na textura e percepção de deserto/calor
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Sala de Música. Tom Julão Marcelo Pôscoli. Oi, João. Boa tarde. Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Nando. Boa tarde. Boa tarde. Tudo bem? Prazer estar aqui, viu? Prazer é nosso. Músicas do Mundo. Muito obrigado. Que lugar desse mundão nós vamos hoje? Nós vamos para o Egito. É o cantor. A gente tem colocado os primeiros nomes das músicas de cada região. As pessoas que gravaram, sobretudo, antes dos anos 50.

década de 20, 30, 40. Hoje eu peguei um artista do Egito, Amr Diab. A-M-R Diab. D-I-A-B. Ele é mais contemporâneo, Tatiana. Ele começou a carreira no início dos anos 80. Então, é um cara que nasceu em 61, tem 64 anos, mas é um cara que já começou a fazer essa mistura da música egípcia, que é uma música antiquíssima, com o chamado Arabic Pop.

Pop árabe que traz todos os instrumentos, porque não é diferente um estúdio no Egito, para quem está fazendo música hoje, como é um estúdio no Brasil, por exemplo. São equipamentos similares e cada lugar tem os seus instrumentos e as suas matrizes musicais. Mas, essencialmente, o que tem em comum, além dos equipamentos, claro, é a linguagem pop contemporânea, do pop mundial. Então, separei duas músicas e vamos ouvir aqui juntos.

Tá fácil hoje, né? Vai. É, tá tranquilo. Bom, você sabe que eu ouviria essa música num fim de tarde de uma segunda-feira ensolarada assim no Brasil, sabia? Olha, eu acho quente também, né? Eu fico mais ligado no tipo de vocal dele, né? Que é o que tem de diferente aí. O Carlos Paiva diz assim,

Diabe é fantástico, conhece tudo. Conte mais aqui, Carlos. Não vai falar, Nair. É, tô vendo. Olha, o Egito, na história do Egito, os egípcios têm como uma crença que quem criou a música foi uma deusa chamada Bet, B-A-T, Bat, né? Perdão. E um deus chamado Iri. Então começou aí, né? E tem música, enfim, desde a época do Egito, pré-história do Egito, né?

Três instrumentos que estão aí há muito tempo, que eles usam pelo menos há 2.500 anos. Flauta, que a gente chegou até os dias de hoje, poderia não ter chegado. Tem vários instrumentos que são utilizados como uma fonte de som em museus e tal, mas não estão na música popular incorporados. Os instrumentos todos que eles usam de percussão para emular as palmas. Você tem um grupo de 10 pessoas em torno de uma fogueira,

em determinado lugar, tocando. Eles foram dos primeiros que se tem notícia a criar instrumentos que emulam as palmas através do encontro de madeiras, de madeiras com aço, platinelas, fazendo um sonzão. Isso foi, a gente vê depois na música egípcia, que esse som desses chocalhos, dessas platinelas associadas às palmas, estão presentes e chegaram nos dias de hoje. A gente vê nos shows hoje, o baterista muitas vezes tem, ou o percussionista,

que amplia e cria um som de palmas. E outra coisa são os pratos, Tatiana, Nando e ouvinte. Tem uma tradição realmente milenar, porque tanto os bizantinos, os romanos e os egípcios, eles ficavam disputando, no bom sentido do termo, quem tinha o melhor prato. E isso era determinado pela liga, que você conseguia de uma mistura de metais, que anteriormente também fazia sino,

deriva de um sino. E aí, poxa, cada um tem um timbre, é muito interessante. Os pratos chegaram aos dias de hoje, são muito presentes em quantidade, assim, em grandes quantidades. Tem uma quantidade muito grande. Quando a gente vê um show, tem o prato, os menorzinhos, o splash, o prato de condução. Tudo isso já está na música deles há muito tempo. Então vamos para a segunda e última de hoje. O mesmo Amr Diab, Dallao Etzab. Dallao Etzab. Está tranquilo, né?

Eu amo os nomes. Vamos lá, ouvintes que sabem tudo do nosso cantor de hoje aqui. O Youssef Webb diz que esse cantor está estourando no Oriente Médio, principalmente em Líbano, Egipto e Emirados Árabes Unidos. Aqui a Carla fala assim, ele é muito conhecido aqui no Brasil desde o clone. Sim, é verdade.

M, M, Alain, Alain. Como é? O que mais? Não, tudo bem. Olha, uma pergunta boa. Por que será que na música do Oriente Médio tem essa reverberação na voz? Isso? Isso aí tem... Bom, tá aí desde sempre, né? Eu posso dizer a origem na própria música da fala de cada lugar. Apesar que a gente tem a África, mas fica meio ali. Nessa região, muitos deles usam o microtom, né?

Ou seja, você tem o dó, dó sustenido e o ré. Entre o dó e o ré, há várias outras notas que nós não usamos na escala temperada ocidental, mas eles usam. Então, mesmo ele tendo aí uma escala, que ele está usando a escala ocidental, ele passa por notas que, enfim, não fazem parte do que a gente ouve todo dia. Então, muito instantaneamente, a gente fala, poxa, você já vê uma areia, você já vê um calor, você já vê uma textura, e realmente a percussão junto com essa voz,

abrem mão de um elemento ou outro da percussão. Como aqui no Brasil, quando vai fazer alguma coisa de samba, por mais reduzido que seja, tem alguns instrumentos que fazem parte dessa regimentação básica que estão presentes, de uma maneira mais minimalista, mas ainda estão. Seja um repique, seja um cachixi, seja um tamborim ou um pandeiro. A gente ouviu outro dia a Rita Lee fazendo o raio laser, tanto fez, tanto faz, raio laser ou lampião a gás.

E lá tem ela, enfim, com baixo de mug, bateria eletrônica e os tamborins juntos. Então é mais ou menos

esse tipo de mistura um pouco mais minimalista que ele faz. Ele é grande, ele é ator também. Ele é dos grandes nomes. Além de cantor, ele compõe o seu próprio material e é ator também. É um cara grande. Ele é chamado do rei do pop árabe. É o Michael lá do pop árabe. King of Arabic Pop. É um dos nomes que são atribuídos a ele. Ele está na lista dos maiores desse século aqui já em termos de sucesso, de alcance. E por trazer os elementos da música egípcia.

obrigado. Amanhã a gente volta. Gosto sim, né? Sim. Até amanhã. Um grande abraço. Beijo. Obrigado, Tatiana. Obrigado, Nando. Obrigado, ouvinte. Até amanhã. Vai alongando aí pro Gosto Sim daí, porque a gente precisa empolgar nessa semana, hein? Vamos que vamos.

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