A primeira entrevista de Fernando Haddad como pré-candidato ao governo de SP
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- Eleição para Governador SP 2026Pré-candidatura de Haddad · Confronto com Tarcísio de Freitas · Debate de ideias · Coalização progressista · Márcio França candidato · Simone Tebet · Geraldo Alckmin
- Fraudes FinanceirasCorrupção de diretores · Decisões regulatórias favoráveis · Lavagem de Dinheiro · 80 bilhões em CDBs · Operação Carbono Oculto · Delação premiada · Penetração de fraude bancária
- Desempenho EconômicoCrescimento PIB · Desemprego mínimo histórico · Inflação controlada · Desigualdade reduzida · Renda do trabalhador · Renegociação de dívidas estaduais · Saúde das contas públicas
- Dívida Pública BrasilCrime organizado PCC · Comando Vermelho no interior · Feminicídio · PEC da Segurança · Operação Carbono Oculto · Coordenação federal-estadual
- Conflito Irã-EUASuspensão de ataques · Negociações diplomáticas · Enriquecimento de urânio · Preço do petróleo · Impacto nas eleições EUA · Intermediação de países
- Indicadores e Percepção PopularPesquisa de percepção · Endividamento pessoal · BETs e apostas · Novas necessidades de consumo · Impacto de taxas de juros altas
- Privatização da SabespQualidade do serviço · Aumento de preços · Reestatização em outros países · Tempo de decisão
- CPMI do INSSProrrogação da investigação · André Mendonça · Conflito com Davi Alcolumbre · Autonomia da comissão
- Saúde de Jair BolsonaroAlta da UTI · Pneumonia por broncoaspiração · Regime domiciliar · Decisão de Alexandre de Moraes
- Saída de Ratinho Júnior da Corrida PresidencialPSD · Eduardo Leite · Ronaldo Caiado · Questões locais Paraná
voz, com Vera Magalhães. Vera Magalhães, muito boa noite, já anunciamos aqui pros nossos ouvintes que hoje temos um convidado aqui no estúdio de São Paulo. Exatamente, boa noite, Débora, boa noite, Carol, boa noite aos nossos ouvintes, já tá com a gente aqui no estúdio em São Paulo, nas telas também pra quem nos acompanha pelo Globoplay, pelo YouTube, pelos aplicativos, o ex-ministro da Fazenda, ex-também prefeito aqui da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, boa noite, ministro. Boa noite, Vera,
Débora, Carol, prazer estar com vocês. Boa noite. Boa noite. Ex-ministro Fernando Haddad, que deixou o posto na semana passada e concede para a CBN sua primeira entrevista desde então, anunciada uma pré-candidatura ao governo de São Paulo. Ministro, eu queria ouvi-lo sobre isso. Sua pré-candidatura ao governo evidencia o caráter nacional da disputa aqui em São Paulo. O senhor está saindo diretamente do posto chave da economia do país para disputar o governo de São Paulo.
que houve esse entendimento de que era importante repetir o confronto que houve em 2022 entre o senhor e o governador Tarcísio e em que condições o senhor acha que vai se dar essa disputa? Obrigado, Vera. Bom, primeiro eu quero antecipar que eu tive muito prazer em fazer a campanha de 2022 por vários motivos. Uma foi ajudar o presidente Luna a retornar ao Palácio do Planalto naquelas condições em que o país estava ameaçado
por uma série de riscos soberanos, risco democrático, risco social. E eu acredito que nós fizemos uma campanha de alto nível aqui. Inclusive, elogio o meu adversário à época. Acho que a imprensa, de uma maneira geral, ela avaliou que foi uma campanha com base em ideias, com base em confronto de visões de mundo. E eu penso que o povo paulista ganhou com isso e pode ganhar novamente.
nós tivemos a oportunidade de revisitar os temas tratados em 22, fazer um balanço do que foram esses quatro anos, eu tenho a impressão que nós vamos passar por um amadurecimento que vale a pena fazer. Segundo que, infelizmente, aí eu digo, a nossa sociedade continua muito polarizada e isso coloca em risco uma série de valores com os quais eu me identifico e eu acredito que a participação de alto nível
num debate em São Paulo, ajuda de uma maneira geral o país, uma vez que 20% do eleitorado está aqui. Então é uma maneira de colaborar com o debate nacional também. E eu acredito que essa nacionalização não é um desejo de quem quer que seja, é um fato, que nós estamos enfrentando da melhor maneira possível para que o debate de ideias prevaleça sobre a fake news, o meme, a desinformação,
que é o que de pior pode acontecer no Estado Democrático. Então, o objetivo aqui é discutir ideias, visão de mundo, fatos concretos, indicadores concretos, para que nós possamos avançar. Bem, ministro, o senhor deixou a Fazenda com a economia crescendo, com desemprego em queda, mas com uma projeção de aumento das contas públicas para o próximo ano. Alguns especialistas alertam, inclusive, por uma possibilidade de colapso, o que implicaria diretamente na suspensão de investimentos
dos estados, né? Nos estados. Como contornar esse desafio pro próximo ano? Olha, nós tivemos a coragem, né? De renegociar todas as dívidas dos entes federados. Estados e municípios contaram com o governo Lula para renegociar suas dívidas. O estado de São Paulo, inclusive, aderiu ao plano aprovado pelo Senado Federal, depois pela Câmara dos Deputados, de maneira que o estado de São
São Paulo, graças à nossa atuação, vai economizar alguma coisa em torno de 130 bilhões de reais nos próximos anos, graças a essa renegociação, que foi feita não apenas com São Paulo, mas com Minas, com Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, que eram estados muito endividados, quase inviabilizados por uma série de fatores, dentre os quais o baixo crescimento do período anterior, e serão reabilitados a partir dessa renegociação.
muita expectativa, não só pelos investimentos federais aqui no Estado de São Paulo, mas sobretudo pela renegociação da dívida, que vai haver longe de um colapso, vai haver uma retomada dos investimentos no Estado. Ministro, o ministro Márcio França deu hoje uma declaração para o Globo de que vai conversar com o presidente Lula e que gostaria de ser também candidato ao governo de São Paulo. Diz que claro que o presidente vai decidir, mas que ele tem essa vontade.
Como é que o senhor vê essa possibilidade? Isso poderia dividir votos no campo progressista?
Olha, essas conversas estão começando agora e tendem a prosperar. Mas, enfim, o Márcio é uma pessoa respeitável, um companheiro, ministro do presidente e pode colocar suas pretensões, evidentemente, sem nenhum constrangimento. Nós vamos procurar agregar forças já no primeiro turno, respeitando quem eventualmente pense diferente. Mas, enfim, eu não tenho absolutamente nenhuma objeção às pretensões
de quem quer que seja. Não há nenhum problema com isso. Em 2022, o Marcio sustentou a candidatura ao governo do Estado praticamente até o último minuto. E não houve nenhum problema de relacionamento enquanto a candidatura dele se manteve. Não vai ser hoje que vai mudar o nosso entendimento sobre o respeito ao PSB. Inclusive, porque nós somos aliados em muitos estados do país.
vamos levar tudo em consideração. Então não há problema. Mas hoje em dia o partido tem a vice-presidência da República com o Geraldo Alckmin, que é de São Paulo. Que papel o Geraldo Alckmin vai ter na sua candidatura, na candidatura do presidente Lula e qual é a possibilidade dele deixar de ser o vice para se juntar a essa chapa que está sendo montada aqui em São Paulo, que já tem o senhor e, se salvo engano, a ministra Simone Tebet também já confirmava. Eu não tive ainda uma conversa com o vice-presidente,
sobre São Paulo, mas o que ele desde sempre sinalizou é que ele, quatro vezes governador do Estado, não vai se furtar a rodar o Estado aqui para fazer a campanha dessa chapa progressista, que vai poder contar comigo, eventualmente com a Simone, aí é depender da decisão do Márcio, que obviamente inviabilizaria uma composição para o Senado, caso ele lance a sua candidatura, mas enfim, nós estamos
com a disposição de estarmos unidos no primeiro turno. Se isso acontecer, eu peço que viabilize uma candidatura competitiva. E com relação ao vice para o governo do Estado, o senhor tem algum perfil em mente, considerando que o PT, historicamente, tem dificuldades com os votos no interior do Estado? Olha, evidentemente, todo candidato quer ampliar sua base de apoio no primeiro turno. Evidentemente, isso vai ser tentado, mas nós temos que ver quais as forças políticas que estão disponíveis.
Nesse momento, né? Tem muita gente já comprometida, tem muita gente já envolvida com o projeto político, tem muita gente que já conversou esse tempo todo, né? E o fato, um fato notório é que o Tarcísio se preparou esses três anos pra ser candidato nacional, não ser candidato à reeleição, né? Ele praticamente tá sendo empurrado pra reeleição por falta de entendimento em torno do bolsonarismo, de quem deveria
ser candidato a presidente da república isso do nosso ponto de vista ajuda a jogar luz sobre a administração dele em São Paulo nós vamos poder discutir com mais se se mantiver a candidatura dele à reeleição tem uma vantagem muito grande aqui no estado de São Paulo que nós vamos poder detalhar esmiuçar o que foi a gestão Tarcísio na segurança pública, na saúde, na educação nos investimentos de infraestrutura
comparar com governos anteriores e verificar se o Estado mais ganhou ou mais perdeu com essa novidade que foi a candidatura de uma pessoa que não conhecia o Estado de São Paulo e acabou se elegendo governador. Eu acredito que tudo somado, nós vamos ter uma grande oportunidade, repito, de discutir ideias. O que é discutir ideias? O que você vai fazer? Qual é o programa que você vai fazer? O que deu certo?
o que não deu certo, como é que está a educação, como é que está a segurança, como é que está... Essas coisas são muito importantes de avaliar, porque eu acredito que a nossa democracia está um pouco blocada em torno de temas que não dialogam necessariamente com o dia a dia da população. Como morador de São Paulo, você quer saber se o filho do trabalhador que está matriculado numa escola pública está aprendendo, se ele está evadindo.
Você quer saber se os índices de violência melhoraram, se o feminicídio diminuiu.
Se as privatizações que foram feitas resultaram em melhoria do serviço público, tanto do ponto de vista de qualidade quanto do ponto de vista de preço. Você quer saber se a saúde pública está em ordem. Ou seja, nós vamos ter oportunidade, na minha opinião, se houver entendimento das duas partes, de discutir isso, o bem-estar da população. Se nós conseguirmos trazer o debate para discutir o bem-estar das pessoas, a democracia vai ganhar.
existe pra isso, pra corrigir as imperfeições do mercado. O mercado não vai corrigir tudo. Não vai corrigir pobreza, miséria, violência, não vai resolver saúde pública, educação pública. Isso não é papel do mercado resolver, é papel do Estado resolver. Se nós jogarmos luz sobre aquilo que é competência do Estado resolver, nós vamos estar fazendo uma grande campanha. E aí, a população focada no que interessa no seu dia a dia, vai poder
escolher o seu melhor destino. Que é o que de melhor pode acontecer numa democracia. Ministro, o senhor consegue escalar a sua chapa dos sonhos? A gente tem a possibilidade de Simone Tebes concorrer ao Senado. Existe a possibilidade também de Marina Silva, inclusive, talvez se transferir pro PT e também disputar o Senado. A gente sabe que a Marina é um nome que enfrenta resistência no setor do agro, que é muito forte em São Paulo.
O senhor gostaria de contar com a Marina nessa sua chapa dos sonhos? Olha, o que eu espero conseguir nesse primeiro turno é que a
o palanque de 2022, no mínimo, se mantenha. Nós tínhamos uma ampla coalizão que ia do Geraldo Alckmin, que foi do PSDB a vida toda, até o Guilherme Boulos do PSOL. Estava todo mundo no palanque, reconhecendo a urgência de estarmos juntos, de somarmos forças para o bem do país, para o bem de São Paulo. Então, eu gostaria que, no mínimo,
forças se mantivesse no primeiro turno, mas se for possível ampliar, nós vamos ter que ampliar a direita é uma possibilidade? Trazer alguém do empresariado do agro? A esquerda não tinha mais nada em 2022, né? Chegamos até o pessoal ali que tinha representação no congresso e tudo mais, não tinha mais nada à esquerda, mas eu acredito que se nós pudermos ampliar na situação que o país se encontra, é uma obrigação tentar ampliar pra garantir as conquistas
desse período. Agora, ministro, tem um caso que está mobilizando a discussão nacional, talvez em linha com isso que o senhor falou, que as grandes discussões se dão fora do eixo do dia a dia, que é esse escândalo do Master e que, a depender dos desdobramentos que tiver, pode causar um grande solavanco também na eleição. Existe uma percepção, já captada até em pesquisas, de que está caindo muito no colo do governo Lula esse escândalo a despeito do fato de não haver ninguém diretamente
do governo envolvido até aqui. A que o senhor atribui isso? E o senhor acha que o governo está sabendo comunicar com a população o que está sendo feito em termos de investigação e que isso não é um caso de governo? Olha, isso é um caso de polícia, né? Um caso de polícia. As pessoas têm que pagar pelo que fizeram. Fizeram, cometeram graves delitos contra a economia popular. Então, eu espero que isso seja passado a limpo com o rigor, garantido todo o processo legal.
temos que sempre fazer essa ressalva, porque no Brasil as coisas às vezes desandam, mas eu sou a favor de uma punição exemplar para o que aconteceu, porque é muito grave o que aconteceu. Agora, eu fico até um pouco chateado de ver que nós não estamos conseguindo, governo, imprensa, opinião pública de uma maneira geral, fazer o recorte do que aconteceu. Então, se você me permitir um minuto, nós tivemos um presidente do Banco Central, chamado Ilan, que foi o presidente do Banco Central,
governo Temer, e que ficou até fevereiro, março de dois mil e dezenove, até que o Roberto Campos fosse sabatinado. No seu último mês de gestão, o Willian deu pau numa decisão contra o Banco Central, contra o Banco Master. O Banco Central, época do Willian, negou um pedido do Banco Master se habilitar pra determinadas operações. Entra o Roberto Campos no Banco Central, ok? Mantém alguns diretores, troca outros, mas o fato concreto é que
Uns meses depois, a decisão foi revista a favor do Banco Master. De 2019 a 2024, foram tomadas inúmeras decisões favoráveis ao Banco Master. Tanto é que um banco que não tinha tamanho chegou a ter 80 bilhões de CDBs, dentre outros títulos, emitidos no seu passivo. E no seu ativo é essa fraude toda que nós estamos conhecendo agora. Ou seja, um descasamento entre o que o banco devia
e o patrimônio do banco, o que o banco tinha de ativos no seu balanço. Tá certo? Quando foi a última decisão tomada a favor do Banco Master? Em dezembro de 2019. Ou seja, todas as decisões do Banco Central tomadas a favor do Banco Master aconteceram entre o final de 2019 e o final de 2024. Todas. Nem o Ilan tomou decisões a favor, nem o Galípolo tomou decisões a favor. Tudo aconteceu numa gestão do Banco Central. O que a gente descobre depois?
que dois diretores são suspeitos de corrupção, o que também nunca aconteceu no Banco Central. Dois diretores são suspeitos e estão sendo investigados por terem recebido recursos para pagar viagem, para pagar o que quer que seja. Mas, inclusive, já foram punidos com busca e apreensão, não sei se tornozeleiro ou não, não vou entrar em detalhes porque eu não conheço as minúcias. Então, existe um pecado original. Todos os outros pecados cometidos
derivados do pecado original. De colocar 80 bilhões na mão de uma pessoa que quebrou, quase quebrou o sistema financeiro, quase quebrou o fundo garantidor de crédito, o FGC. Então nós temos que jogar a luz nesse pecado original. Não que os outros pecados sejam de menor importância, mas todos são derivados desse. Tudo começou ali. E por que o governo não está fazendo isso? Eu estou falando aqui. Eu sou ex-ministro do governo e estou dizendo aqui que as coisas aconteceram entre 2019,
de 2019 e final de 2024. A compra daqueles banquinhos que já foram liquidados, o IUP, o Pleno, uma porção de barbaridades que aconteceram. A emissão de títulos pagando 140% do CDI, tudo isso aconteceu nesse período. Está localizada a diretoria com servidores públicos suspeitos. E há uma quantidade enorme de depoimentos que podem ser colhidos sobre os alertas que foram feitos
durante esse período, para o Banco Central. Porque os alertas foram emitidos. Você tem a FEBRABAN, você tem a Confederação de Instituições Financeiras, você tem CEOs de bancos, você tem acionistas que levaram ao conhecimento do Banco Central a preocupação com o que estava acontecendo. Então, se a gente não olhar para isso, agora, o resto tem que ser apurado? Óbvio que tem. Envolvimento de político, envolvimento de magistrado, todo, tudo tem que ser apurado.
Mas nada disso... A expectativa para a delação de Vorcaro é em relação a isso. Que nomes podem ser apontados. O que eu oro pra acontecer é que essa delação seja feita da forma mais qualificada tecnicamente, que toda afirmação seja acompanhada de indícios que corroborem a narrativa, que não seja uma coisa leviana contra inimigos, não seja nada leviano, que venha acompanhado conforme a lei
determina de algum indício, algum documento, alguma coisa que corrobore a narrativa do delator e que as pessoas sejam investigadas a partir daí. Mas se isso pega da direita à esquerda, incluindo o judiciário, o STF, isso causa um impacto muito grande na democracia também, né? Como lidar com isso depois? Não, o estrago vai ser grande na democracia se nós não cumprimos a lei. Essa é a minha opinião. Se nós cumprimos a lei, a lei no seu rigor técnico, você quer acusar
alguém, você faça de maneira responsável. Ou seja punido caso você mentir numa delação. Porque, veja bem, eu acompanhei vários casos da Lava Jato em que o delator foi desmentido e não sofreu as consequências dessa apuração. Como é que uma pessoa que mentiu numa delação continua gozando dos privilégios de um delator? Se ele mentiu. Então, essas coisas têm que ser muito bem feitas. Agora, se for bem feita, se a Justiça, a PGR, a Polícia Federal, o Supremo Tribunal
com o relator André Mendonça, se todo mundo cumprir as suas obrigações legais e observar a técnica do processo legal, nós vamos fazer bem pra democracia. A democracia se fortalece com isso, não se enfraquece. E não é uma questão partidária, todo mundo já tá sabendo disso. Honestidade e desonestidade não é uma questão partidária. Todos os partidos têm que ter pessoas honestas nos seus quadros. Diga, Carol. Eu queria voltar aqui pro campo da economia, ministro.
o governo tem alguns bons indicadores para mostrar no campo do emprego, no campo da renda. Tivemos também a mudança na tabela do imposto de renda, mas isso não necessariamente se reflete na percepção das pessoas, do eleitorado. Por exemplo, a última pesquisa Quest, que saiu há coisa de duas semanas, aponta que 48% dos entrevistados afirmam que a economia piorou. A que o senhor atribui? É uma questão de comunicação? Por que essa percepção não chega na ponta do eleitorado? Olha, eu já vi pesquisas,
interessante sobre isso, em que a pessoa diz que a vida dela melhorou, mas a economia não. Só que a maioria das pessoas diz que a vida dela melhorou. Então tem uma questão a ser investigada aí, porque eu acompanhei muito o debate Biden-Trump na passagem de governo. E eu constatei, até pra espanto de um cientista político, que a percepção sobre a economia ter melhorado ou não, mudou com o resultado eleitoral.
não com o governo Trump, mas com a derrota do Biden. As pessoas passaram a dizer, não, a economia melhorou de uns tempos pra cá. E tinham acabado de votar contra Kamala Harris. Então, vem acontecendo coisas no mundo, e é típico dessa situação meio distópica que nós estamos vivendo, respostas não congruentes entre si. Isso não significa não reconhecer problemas que as pessoas estão vivendo.
As pessoas que estão endividadas estão com dificuldade em renegociar suas dívidas por causa da taxa de juros. Isso é uma realidade. Mas a renda do trabalhador é recorde, a renda média do trabalhador. O desemprego está na mínima histórica. A inflação acumulada em quatro anos vai ser a menor da história do Brasil. A desigualdade de renda é a menor da história do Brasil, medida pelo índice de Gini. Tudo isso também é verdade. Então nós temos que olhar para o conjunto do que a população está percebendo. E tem coisas novas.
surgindo, o presidente até citou isso a semana passada ele falou que a cesta de consumo aumentou as famílias hoje tem necessidades que 10 anos atrás elas não tinham, o que é natural numa sociedade que sempre está produzindo necessidades novas, mas tem coisa que é perniciosa, por exemplo o Brasil ficou 4 anos sem regulamentar as BETs, hoje você tem um conjunto de brasileiros que participa das BETs, aposta em
em bets virtuais um problema que começou a acontecer no final de 2018 e ficou seis anos sem regulamentação entendeu? e hoje você tem uma série de medidas inclusive envolvendo o Ministério da Saúde pra tirar as pessoas desse ambiente, entendeu? as crianças estavam fazendo apostas durante todo o governo Bolsonaro sem que ninguém tomasse providência a respeito então tem coisas que estão afetando a vida das pessoas
que são questões que estão sendo resolvidas, herdadas de um passado que está sendo superado a duríssimas penas, porque você criou um ambiente muito difícil nesse particular. A gente está caminhando para o final, vamos tentar fazer mais duas, eu queria saber de privatização da Sabesp, se o senhor já estudou esse assunto, se acha que ele vai ser central aqui na campanha, e se o senhor acha que é real? Eu acredito que, não sei se vai ser central, mas eu penso sim, sendo a maior companhia do Estado, pública,
privatizada e tendo muita discussão no Estado sobre a qualidade do serviço, que na visão de algumas pessoas piorou, e da conta que contra a promessa feita naquele ano de 2022 era de que reduzir a conta de luz e ela aumentou acima da inflação, eu acho que é um debate natural. Agora, eu vou estudar, eu estudei esse assunto para a campanha de 2022,
verifiquei que em vários países do mundo houve uma reestatização dos serviços em virtude da perda de qualidade e do aumento do preço, disse pra ele que isso era um risco, que ele tava tomando sem os estudos devidos, ele disse que não tinha opinião sobre o assunto, mas que estudar, e estudou em três meses. Três meses depois da aposta, ele já tava anunciando a privatização. Eu quero crer que em três meses você não consegue fazer um estudo sobre um assunto desse. Então, talvez, talvez, e eu vou analisar com cuidado,
não vou ficar fazendo aqui também sem analisar, eu não vou ficar vendendo fantasia, eu vou estudar o assunto, mas se isso for importante pra população, eu vou debater o assunto. E eu creio que ele também deseja, apesar que eu tenho sentido a falta de disposição pro debate, tanto do Ricardo Nunes dois anos atrás, quanto dele. Uma certa vontade, eu já fui vítima desse tipo de coisa em 2018. O Bolsonaro não apareceu em nenhum debate comigo.
Eu quero debater o Estado de São Paulo e, de novo, ninguém precisa ter medo de debater comigo porque eu sempre discuto teses. Não tem ofensa pessoal, não tem fake news, não tem nada comigo. Tem tese. Então, quem quer que seja o candidato a governo do Estado vai contar com um concorrente leal aqui. Não precisa ter medo, tá tudo bem. Ministro, a segurança pública com certeza vai aparecer novamente como uma das principais preocupações do Paulista.
específicos. Atuação do PCC e principalmente a infiltração na institucionalidade e o aumento do feminicídio. Como combater efetivamente esses dois pontos, seja com a PEC da Segurança Pública ou qualquer outra política? Olha, eu acredito que nesse particular, você está falando de PCC, mas nós temos um problema novo em São Paulo, que nós não tínhamos antes da posse do Tarcísio, que foi a penetração do Comando Vermelho no interior de São
Paulo. Então nós estamos com um problema adicional. Em vez da gente ter melhorado, a gente piorou a situação de combate ao crime organizado. Nós fizemos no plano federal, a Receita Federal, junto com o Ministério Público aqui do Estado de São Paulo, sem participação do Governo do Estado, mas do Ministério Público, nós fizemos a maior operação de combate ao crime organizado da história, que foi o carbono oculto, que desbaratou REAG, que desbaratou REFIT e que ajudou a desbaratar o Master,
o Márcio estava com dinheiro depositado lá. Ativos fraudulentos, lavagem de dinheiro e assim por diante. Eu não acredito em combate ao crime organizado sem que o Estado se organize. E a oposição dos governadores de direita à PEC apresentada pelo governo é um erro. É um erro. Se nós não coordenarmos as ações dos órgãos públicos federais e estaduais, você não vai vencer o crime organizado. Porque ele é mais organizado que o Estado.
hoje. Certo. Por que que a Carbono Oculto funcionou? Porque nós conseguimos nos organizar em torno dessa operação. Não teve disputa de prerrogativa ou de protagonismo. Todo mundo remou pro mesmo lado, desbaratando. Foi a maior operação da história. Agradeço, então, Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, ex-ministro da Fazenda. Obrigada, ministro, pela entrevista. Na campanha, certamente, a CBN vai promover esses debates a que o senhor se referiu. Agradeço. Muito obrigado. Obrigado.
Boa noite. São seis horas e trinta e seis minutos agora. A Samanta Klein tem informações ao vivo de Brasília sobre a CPMI do INSS, a decisão do STF. Oi, Debra. Certo. Olha, o ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal e relator do caso do INSS no Supremo determinou agora que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, prorrogue as atividades da CPMI do INSS.
decisão de hoje, ele deu um prazo de quarenta e oito horas para que o requerimento que reúne as assinaturas necessárias para extensão dos trabalhos seja lido, portanto, garantindo um prazo de provavelmente mais cento e vinte dias, conforme o pedido, então, do deputado Marcel Van Hatten, que foi quem encaminhou essa solicitação. Portanto,
E já tem manifestações de integrantes dessa CPMI, especial do lado da direita, que fala em mais tempo necessário para a investigação. É o caso do líder do PPL na Câmara, o deputado Sócines Cavalcante. Ele diz o seguinte, parabéns ao ministro pela decisão firme que garante o respeito à Constituição e às prerrogativas da minoria.
Ele ainda diz o seguinte, ao reconhecer o direito de investigação e determinar o processamento da prorrogação da CPMI, reafirma-se que a democracia não pode ser silenciada por omissões. E aí o presidente da CPMI, Carlos Viana, também vai conceder uma coletiva às oito horas da noite no Senado, justamente para falar a respeito desses trabalhos. Lembrando que mais cedo, inclusive a Larissa nos trouxe a informação a respeito disso,
O presidente da Dataprev informou que foi internado, que teve questões aí de saúde. E aí a sessão de hoje foi inclusive cancelada. Com vocês. Obrigada, Samanta, pelas informações. Então, prorrogada a partir de uma decisão do STF, né, Vera? É isso. E está dizendo que mesmo que... Ele também diz o seguinte, que no caso excepcional de não ser lido o requerimento, se houver inércia.
cumprimento desse comando, fica autorizada a CPMI a se autoprorrogar. O ministro, inclusive, diz isso. Está imediatamente autorizada a prorrogar o funcionamento e se dará pelo prazo que a minoria entender em deliberação da arena própria da CPMI e do INSS. Portanto, uma decisão em contraposição direta ao comando do Congresso, ao presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre, que lembremos, é sempre bom lembrar,
foi quem segurou a indicação do ministro André Mendonça por meses a fio, quando ele foi indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e ele ficou sem marcar a sabatina do André Mendonça por muitos meses. Submeteu ele a uma humilhação pública ali, porque ele ficou num limbo sem saber quando seria sabatinado para ir para o Supremo.
voltam a se encontrar nessas voltas que o mundo dá. E a segunda decisão que o ministro André Mendonça dá, que contraria os desígnios de Davi Alcolumbre. A primeira foi quando ele franqueou o acesso aos documentos da investigação à CPMI. Agora é essa da prorrogação. Então vamos ver como vai reagir o presidente do Senado diante desse comando bastante assertivo dado pelo ministro André Mendonça.
E que voltas, né? Vamos ver agora se Davi Alcolumbre vai ser localizado. Exatamente. A gente faz... Você fica com notícias da sua região e na volta tem Eduardo Graça, repórter especial do Globo, para comentar os temas internacionais. Seis horas, quarenta e seis minutos, está com a gente agora o nosso comentarista de assuntos internacionais, colunista e repórter especial do Globo, Eduardo Graça. Boa noite, Edu. Boa noite, Vera. Boa noite, Carol. Boa noite, Débora. Boa noite, ouvinte.
Boa noite. Edu, depois de esticar o deadline que ele tinha anunciado anteriormente, Donald Trump suspendeu os ataques ao Irã por cinco dias para negociações. Ele também afirmou que está conversando com uma grande liderança ali, mas o regime do Irã não confirmou isso. O que está acontecendo nessa ofensiva lá no Oriente Médio? O que a gente pode esperar dessa nova fase do conflito?
da diplomacia improvisada do governo dele, o Jared Kushner, que é um dos gêneros dele, e o enviado especial Steve Whitcoff, que é aquele bilionário do setor imobiliário da Flórida, que eles conversaram com uma autoridade iraniana importantíssima que o Trump não pode revelar quem é. E que essas conversas foram tão boas que já evoluíram para um plano de 15 pontos. E que o primeiro ponto desse esboço de plano de paz seria os iranianos aceitarem que não vão enriquecer mais urânio,
inúmeras vezes, a gente lembra, a gente já falou disso aqui, ser inegociável. De concreto, a gente sabe que o Trump recuou do ultimato que ele mesmo havia dado ao Irã, que terminava hoje para o país reabrir o Estreito de Hormuz. Ele adiou por cinco dias esse prazo para negociações com o Irã que evitariam aqueles ataques direcionados à infraestrutura energética do país, o que significa um aumento ainda maior do petróleo, dos derivados do petróleo, do gás natural.
E a gente sabe que hoje, nos Estados Unidos, os preços caíram, as ações subiram,
houve um respiro. Agora, Teheran, como você pontuou, diz que não tem conversa nenhuma com os Estados Unidos. O site americano Axios deu uma pista informando que Turquia, Paquistão e o Egito, muito preocupados com o custo financeiro e humano da guerra ali para a região, teriam iniciado uma intermediação entre os Estados Unidos e o Irã. Se isso vai evoluir para o Irã abrir o Estreito de Hormuz, são outros 500. O que parece é que o Trump quis acalmar o mercado,
e os americanos que já estão pagando em média 4 dólares por galão nos postos de gasolina, sendo que antes da guerra eles desembolsavam 2 dólares e 75 centavos. E esse plano dos tais 15 pontos é, claro, a primeira imagem concreta, Vera, de uma possível saída da roubada que se revelou essa guerra até o momento para o Trump. Esse prazo maior para o Irã tem muito a ver com a realidade política interna americana. Edu, tem eleições de mês de mandato em novembro.
estão encarando a guerra? Então, os dois lados, eu sei que ainda tem, né, Débora, oito meses até as eleições, mas os dois lados já estão pensando no peso que essa guerra, com duração indefinida, vai ter no calendário eleitoral. Já está, aliás, o calendário a mil, porque tem primárias acontecendo para governos, Senado, deputados, e os republicanos, nesse momento, estão na defensiva. Eles argumentam que a guerra foi, sim, necessária, porque o Irã era um perigo real para os Estados Unidos, desenvolvendo mísseis de longo alcance e com um projeto nuclear.
retomado. Projeto que era aquele mesmo que o Trump tinha dito que tinha sepultado nos ataques do ano passado. E os republicanos também estão pedindo para os eleitores encararem a alta da gasolina como um sacrifício que será recompensado no futuro. Meio assim como eles já tinham feito com as tarifas. Só que aí tem um problemão, né? Essa história de vota agora em mim, que eu te entrego depois, sem determinar nenhum prazo, é muito complicado. Uma das candidatas republicanas ao Senado de Minnesota,
Justamente a preferida de Trump lá, saiu essa semana com essa pérola. Gente, sejamos patriotas, vamos diminuir uma viagem ao Starbucks por dia que já resolve tudo. Os democratas, claro, já estão repetindo essa frase dela torto e a direito como exemplo do quão distante da realidade da maioria da população o governo Trump está. O responsável pelo recrutamento dos candidatos democratas esse ano, que é o deputado Jason Crow, do Colorado,
disse que acha uma gracinha quando bilionários pedem paciência e patriotismo a quem não está conseguindo nem pagar o aluguel à conta de luz. E o líder da oposição no Senado, Chuck Schumer, orientou os candidatos do partido a focarem em três C's que, segundo ele, vão garantir a vitória dos democratas em novembro. Custo de vida, que segue aumentando, com a guerra ao ritmo ainda maior. Corrupção, que é onde eles vão mirar com um monte de CPIs se o partido recuperar o controle do Congresso. E caos.
dentro e fora dos Estados Unidos, inclusive com o abandono de aliados tradicionais por Washington, entre eles a Europa Ocidental, que há tempos é a genie do Trump, né? É só pedrada neles. É isso, Eduardo Graça conosco todas as segundas-feiras. Obrigada por hoje, Edu. Obrigado, boa noite. Boa noite a todos. Tchau, tchau. Gente, o Igor Cardin tem informações para a gente. Atualização no estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A gente falou mais cedo que ele iria receber alta da UTI. Você confirmou, Igor? Confirmou, sim.
Carol, o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta, portanto, da UTI e foi transferido para um quarto no próprio hospital Death Star. A gente, como você trouxe, tinha falado sobre essa expectativa no boletim médico desta segunda-feira, de que ele poderia realmente receber alta da UTI para o quarto nas próximas 24 horas. Isso se confirmou, então, no fim da tarde de hoje. Essa informação foi confirmada pelo G1 junto com os médicos.
Bolsonaro, e ele que está internado aí desde o dia 13 de março, após passar mal na Papudinha, diagnosticado com a pneumonia decorrente de broncoaspiração. De acordo com o boletim médico, ele seguirá no tratamento de antibióticos na veia. Esse tratamento, desde a primeira coletiva de imprensa dos médicos, dizia que o protocolo ali era de 15 dias de tratamento de antibiótico na veia,
dias de internação, pelo menos essa é a expectativa da própria equipe médica. Então, Bolsonaro saindo da UTI, indo para o quarto no próprio, deve estar devido a esta evolução clínica, de acordo com os médicos, Carol. E só lembrando, né, Igor, que o ministro Alexandre de Moraes não decidiu ainda a sua prisão domiciliar, mas já temos um parecer favorável da PGR, né? Exatamente. Esse parecer somado à visita, à reunião ali entre Michele Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes,
pode trazer, então, essa decisão do ministro sobre a mudança no regime de cumprimento de pena de regime fechado para domiciliar, atendendo ao pedido da defesa do ex-presidente. Carol. Obrigada, Igor. A tendência é que o ministro Alexandre de Moraes conceda essa domiciliar, né, Vera? Sim, falamos disso semana passada, né? Falei hoje mais cedo com o Saddenberg. Eu acho que, diante dessas circunstâncias, a tendência, a precaução vai ditar que ele conceda.
Você fica agora com notícias da sua região. Antes de encerrar aqui o Viva Voz, mais um assunto, Vera. O governador do Paraná, Ratinho Júnior, desistiu de concorrer à presidência pelo PSD, ele que era um dos três pré-candidatos do partido, disse que vai ficar no governo do estado do Paraná até o fim do ano e depois vai voltar para a iniciativa privada. De que forma isso muda a estratégia do PSD de lançar um candidato? Eduardo Leite já se manifestou pelas redes sociais dizendo que está pronto.
A disputa fica restrita a dois outros governadores, além do Eduardo Leite, governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que é recém-filiado ao partido, mas, apesar de ser mais recente no partido, é também aquele que é favorito em relação a Leite. Pela senioridade, por ser mais velho, por estar mais tempo na política, ele deve ser aquele sobre quem recairá a preferência do Gilberto Kassab, que é o dirigente do PSD.
A decisão do Ratinho Júnior parece muito pautada por questões locais. Ele quer ficar para defender o seu governo e para ajudar a fazer o sucessor, uma vez que a direita lá rachou e o senador Sérgio Moro deve ser candidato contra o candidato indicado por ele, Ratinho Júnior. Então ele vai permanecer no governo para dar força a esse nome que ainda não está definido quem será. Tem alguns nomes que podem vir a ser seu candidato.
ele deve voltar ao grupo de comunicação da família, do pai Ratinho, que também teria pesado na decisão uma certa contrariedade do pai ao filho se expor a um debate nacional que poderia fragilizar os negócios da família. E também a dificuldade de contrapor a polarização acaba sendo um fator a desencorajar muitos políticos a encararem esse desafio, Débora.
Por hoje, amanhã tem mais Viva Voz. Até. Amanhã tem mais Viva Voz. Quem não acompanhou a entrevista do ex-ministro Fernando Haddad, ela vai ficar disponível nas nossas plataformas de áudio e também de vídeo. Até amanhã, meninas. Beijo, Vera.