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Com Selic ainda alta, crédito rural deve continuar caro

24 de março de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que, com o corte da Selic bem abaixo do que era esperado e uma conjuntura ainda bastante complicada e imprevisível na macroeconomia, as expectativas do agronegócio brasileiro quanto a um Plano Safra maior e com melhores condições financeiras não estão se confirmando. Na prática, o custo do crédito rural continuará alto com essa Selic acima dos 14% ao ano e a próxima safra brasileira deve exigir um volume recorde de recursos para custeio. Saiba mais.

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Assuntos7
  • Crédito RuralAlto custo · Selic acima de 14% · Escassez de crédito subsidiado · Dificuldade de acesso · Dependência de recursos privados
  • Plano SafraLançamento em julho · Limite de R$ 600 bilhões · Redução de subsídios · Menos espaço fiscal · 30% da demanda total
  • Taxas de JurosSelic acima de 14% · Corte abaixo do esperado · Impacto na agricultura · Conjuntura macroeconômica complicada
  • Demanda de Recursos AgrícolasR$ 865 bilhões estimados · Aumento de área plantada · Aumento dos custos · Volume recorde para custeio · Pressão sobre produtores
  • Custos de Insumos AgrícolasAumento de preços · Impacto na rentabilidade · Volume demandado duplicado em 6 anos · Pressão sobre produtores
  • Endividamento RuralCrescimento de preocupação · Recuperações judiciais em alta · Encarecimento do crédito · Dificuldade de liberação de financiamentos
  • CPRs (Cédulas de Produtor Rural)Instrumento de financiamento privado · Consolidação como alternativa · Maior dependência de recursos privados · Financiamento sem subsídios
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CBN Agro, com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Hora de acordar o campo. Cassiano Ribeiro está chegando para nos trazer o destaque no CBN Agro. E ele explica hoje que com a Selic ainda alta, a taxa de juros, o crédito rural também deve continuar caro pelos próximos meses. Explica para a gente, Cassiano. Bom dia, Fred. Bom dia para você, ouvinte.

Ainda bastante complicada e imprevisível na macroeconomia, as expectativas do agronegócio brasileiro quanto a um plano safra maior e com melhores condições financeiras que no ano passado não estão se confirmando. Não são muito animadoras essas expectativas. Na prática, o custo do crédito rural continuará alto com essa Selic acima dos 14% ao ano. E a próxima safra brasileira deve exigir um volume recorde de recursos para custeio, ou seja, para implantar,

ser implantada considerando os custos básicos. O cálculo do Ministério da Agricultura aponta que a demanda pode chegar perto de R$ 865 bilhões na safra 2026-2027 por causa de aumento de área plantada, mas principalmente de aumento dos custos, dos preços dos insumos. Esse volume demandado pela agricultura brasileira é mais do que o dobro do registrado há seis anos, por exemplo, e do total cerca de 30% somente

deve vir do Plano Safra, que é a principal política pública de financiamento da produção no Brasil. Enquanto o restante, ou seja, 70%, dependerá do mercado ou de recursos dos próprios produtores rurais. O desafio é que esse aumento de demanda por crédito acontece em um ambiente mais complicado, quando cresce a preocupação com o endividamento no campo. O avanço das recuperações judiciais e o encarecimento do crédito estão pressionando cada vez mais os produtores,

e dificultando a liberação de novos financiamentos. E há um preço alto. Segundo a apuração do nosso repórter em Brasília, Rafael Wallendorf, o governo trabalha para manter o plano safra próximo dos R$ 600 bilhões atuais, mas com menos espaço fiscal para ampliar subsídios. A tendência é de maior dependência de recursos privados e instrumentos como, por exemplo, as chamadas CPRs, as Cédulas de Produtor Rural, que vêm se consolidando como uma alternativa

para o financiamento. Lembrando que o plano safra vai ser lançado só no meio do ano, lá por julho, provavelmente, e até lá tem muita coisa para acontecer, inclusive com mudanças aí na política. Agora, crédito com taxa subsidiada, esse deve continuar escasso na próxima safra. Eu volto mais tarde no CBN Brasil com outras informações, então até depois.

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