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Plano 'Brasil Soberano 2.0' mira tensões externas, mas deixa diesel fora

24 de março de 20266min
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Míriam Leitão fala sobre o plano do governo federal de lançar o programa "Brasil Soberano 2.0", destinado a reduzir os impactos de tensões internacionais sobre a economia e dar continuidade ao modelo adotado após o tarifaço dos Estados Unidos. A comentarista ressalta, no entanto, que o principal problema atual é o diesel. Segundo ela, questões como o suprimento e o preço do combustível ainda não estão contempladas no programa.

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Assuntos8
  • Brasil Soberano 2.0Continuação de apoio a setores com altas tarifas · Financiamento de setores vulneráveis a guerras internacionais · Crédito de 17 bilhões do BNDES · Resiliência econômica · Duas fases do programa
  • Mercado de FertilizantesPerda de fornecedores (Rusia e Ucrania) · Vulnerabilidade no Oriente Médio · Guerra Rusia-Ucrania · Guerra EUA-Israel-Irã · Aumento de produção local · Ureia e potássio · Segurança alimentar
  • Tarifas dos Estados UnidosImpacto no comércio internacional · Setores afetados por tarifas altas · Busca de novos clientes · Continuidade de apoio
  • Subsídio ao DieselDesequilíbrio de preços · Subvenção a importadores privados · Preço Petrobras vs importadores · Ausência de solução adequada · Gargalo econômico
  • Consequências econômicas das guerrasGuerra Rusia-Ucrania · Conflito EUA-Israel-Irã · Choques no fornecimento de insumos · Custos elevados · Impactos geopoliticos
  • Políticas de crédito do BNDESCrédito de 17 bilhões · Apoio a aluminio, cobre, siderurgia, autopeças · Tarifas em 25% e 50% · Continuidade de programas anteriores
  • Agricultura BrasilImpacto na proxima safra · Vulnerabilidade de insumos · Autonomia agrícola · Fertilizantes para producao
  • Exportação de PetróleoAumento de arrecadação federal · Aumento de receitas estaduais · Impacto do preço do petroleo
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Bom dia para você, Miriam Leitão. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes da Rádio CBN. Bom dia, Miriam. Miriam, o governo federal estuda lançar uma espécie de Brasil Soberano 2.0. O Brasil Soberano foi aquele plano apresentado pelo governo ano passado, quando veio o tarifaço dos Estados Unidos. Agora é uma forma de tentar conter os impactos da guerra? É exatamente isso.

as empresas, numa segunda fase. Eu conversei com o presidente do BNDES, Aloysio Mercadante, sobre isso, o que ele me explicou é o seguinte, terá dois objetivos desse Plano Brasil Soberano, dois. Ele vai continuar ajudando setores e empresas que continuam com uma tarifa muito alta no comércio internacional, no comércio com os Estados Unidos. Eles continuam precisando ser apoiados. E outra parte do programa vai ser para ajudar,

setores vulneráveis por causa da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. E principalmente ele citou fertilizantes. Eu conversei com ele sobre isso e ele estava dizendo o seguinte, que sobrou dinheiro do programa do ano passado, eles fizeram 17 bilhões de crédito para as empresas lá no BNDES, a parte do BNDES do programa, e mais setores como alumínio, cobre, siderurgia, autopeças,

Continua em 25%, não caiu para 15% e tem muitas outras que permanecem em 50%. Então, vai continuar ajudando. Uma parte é continuar fazendo o que o Brasil Soberano I fez. A outra parte, que ele chama de uma segunda orientação que está sendo aberta, é para buscar o que fazer. Ele usou a expressão aumentar a resiliência do Brasil em áreas que ficaram muito vulneráveis com a guerra Ucrânia-Rússia.

Ele disse com a guerra Estados Unidos e Israel contra o Irã. Porque na guerra Ucrânia-Rússia, ele explicou, o Brasil perdeu duas fontes, na verdade, de importação de fertilizantes, que importava tanto da Rússia quanto da Ucrânia. Perdeu essas duas. Agora, nessa guerra, perdeu uma terceira, que é o Oriente Médio. São fontes e fornecedores de insumos de fertilizantes para a agricultura brasileira.

O Brasil ficou muito vulnerável nesse setor. Então, um projeto é financiar empresas para aumentar a produção local desses insumos e dos fertilizantes de potássio, ureia e tal, para que o Brasil tenha mais autonomia nessa área, porque um fator que puxa a nossa economia é a agricultura, como se sabe.

a próxima safra com essa dificuldade. As minhas fontes são de que o Brasil já tinha comprado o fertilizante necessário para agora, mas, de fato, isso é um gargalo e esses dois eventos internacionais, a guerra da Rússia contra a Ucrânia e a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, produziram esse choque no fornecimento e nos custos desses insumos

agricultura. Ô Miriam, e tem a possibilidade de o governo conseguir lançar essas novas medidas, esse Brasil Soberano 2, sem comprometer receitas? Olha, eles têm recursos, segundo a Luiz Mercadante, têm recursos, podem fazer, vai aumentar a receita do país e até dos estados com o preço do petróleo, porque a exportação de petróleo, ela traz muito, aumenta a arrecadação, vai aumentar a arrecadação.

O problema todo é o seguinte, é que o grande gargalo do tarifácio, e por isso deu certo o Brasil Soberano primeiro, era que as empresas precisavam de apoio porque o cliente tinha aumentado muito a tarifa e tinha que procurar novos clientes, tinha que ajudar empresas que perderam sua receita de uma hora para outra.

o preço do diesel. E isso até agora que eu vi nesse Brasil soberano não tem. Tem aquele programa que eles anunciaram, aquela subvenção aos importadores e as conversas que a gente tem tido com o setor é que os importadores privados permanecem sem importar pelo problema do desequilíbrio de preços. Eles vão importar por um preço e vender aqui por um preço mais barato que é o preço praticado pela Petrobras. E aí eles não têm

certeza se essa subvenção que vai ser dada naquele programa que é anunciado logo no começo da guerra, duas semanas atrás, se essa subvenção vai ser o suficiente para que eles não tenham prejuízo na operação de importação de diesel. Então, o nosso calcanhar de Aquiles, nesse caso, dessa guerra, é o diesel. E ele permanece com um problema ainda sem solução à vista. Muito obrigado, Miriam, e um bom dia. Bom dia. Bom dia.