ATA do COPOM: 'economistas acham que deve se manter ritmo de cortes'
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- ATA do COPOMDecisão sobre Taxa Selic · Ausência de forward guidance · Magnitude de cortes (0,25% vs 0,50%) · Política monetária restritiva anterior · Implícito vs explícito na comunicação
- Selic e trajetória de queda dos jurosContinuidade de cortes de 0,25% · Término previsto em 12% · Liberdade do BC para decisões futuras · Magnitude vs pertinência dos cortes
- Desempenho EconômicoWarren Investimentos (Luiz Felipe Vital, Cecília Amazone) · XP Investimentos (Caio Megali) · Solange Souros · BV (Roberto Padovani) · Interpretações sobre alternativas
- Inflação e Política MonetáriaRedução anterior de pressão inflacionária · Novas pressões inflacionárias · Balanço de riscos · Risco de queda de commodities · Efeito deflacionário
- Conflito Irã-EUACapacidade do Irã de criar custos econômicos · Bloqueio de logística de petróleo · Preços de diesel e combustível · Efeitos imediatos vs outros conflitos · Impacto na economia brasileira
Dia a Dia da Economia, com Miriam Leitão.
Diz isso, sim. Diz que é preciso, não deixou o que ele chama de forward guidance, ou seja, dizer que vai reduzir na próxima reunião e deixar uma indicação mais ou menos da magnitude, mas pelo que os economistas que eu ouvi entenderam, eles acham que mantém o ritmo de cortes. O que ele está se deixando livre é para decidir o quanto.
O economista Luiz Felipe Vital, da Warren Hanna, e a Cecília Amazone, a Warren Investimento, diz o seguinte, que eles chegaram, alerta que eles chegaram a discutir até o 0,50. Eles não dizem com todas as letras discutindo o 0,50, mas eles dizem que eles analisaram tudo, que após considerar os eventos recentes, o comitê analisou as opções e concluiu que o melhor era 0,25, era o mais adequado.
O Banco Central fala isso. Ao falar isso, ele deixa implícito que ele chegou a discutir 0,50. O economista da XP, Caio Megali, também acha que isso, que a discussão se concentrou na magnitude do corte e não na sua pertinência. Outros economistas que eu ouvi, a Solange Souros, ela acha que a ATA, inclusive avalia erradamente, na visão dela,
que existe possibilidade até de ter uma queda maior do que o esperado para as commodities. É aquela coisa do balanço de riscos, sabe Sardenberg? Riscos de alta e riscos de queda. Então, o risco de queda é risco desses preços caírem mais do que se imagina e, portanto, isso tem um efeito deflacionário. Ela acha que isso ficou superado com o cenário atual da guerra, mas está lá na visão do Banco Central,
leva isso em consideração. O Roberto Padovani do BV também acha que com tudo que ele leu, ele imagina que continue o corte de 0,25 na próxima reunião e ele está prevendo o ciclo terminando em 12%. Então, no final do ano, ou seja, a mesma previsão anterior, ou seja, a guerra vem, provoca uma confusão, depois ela se dissolve nos seus efeitos.
na visão do Banco Central. O que ele está dizendo, o que ele diz lá no documento, é que o fato da política ter ficado restritiva durante muito tempo produziu seus efeitos na economia brasileira, reduziu a pressão inflacionária e reduziu o ritmo de crescimento. Agora tem novas pressões inflacionárias com a guerra, mas eles acham que, os que eu ouvi, acham que o ciclo de corte continua, apesar do Banco Central ter dito com todas as letras
deixar livre para decidir quando, diante das novas informações que vierem no cenário econômico. É que fica na expectativa, né? Se a guerra se alastrar, se a guerra se ampliar, se a guerra permanecer mais tempo, aí vai ter uma rota de preços espalhada pelo mundo, né? É, e a guerra tem complicado muito mais do que os cenários iniciais.
A guerra tem ido muito além do que se imagina. O Irã tem mostrado capacidade de criar um peso muito grande, um custo muito grande da guerra na área econômica. E os Estados Unidos não conseguiram neutralizar esse poder de fogo do Irã, a capacidade dele de, inclusive, ameaçar a estrutura de produção de outros países e também de criar esse bloqueio na logística.
do petróleo. Então, realmente já está causando, e a gente sente no Brasil, os efeitos dessa guerra. Essa guerra foi uma guerra que o efeito é imediato. Ao contrário do tarifácio nos Estados Unidos, que a gente sentiu muito mais devagar, ao contrário até da guerra da Rússia contra a Ucrânia, que a gente sentiu os efeitos, mas também mais devagar, mais lentamente, essa foi imediata. O canal de transmissão via diesel, via preço de combustível, risco de suprimento, foi imediato.
estar com essas sombras sobre a economia. Mas o que o Banco Central diz que, olha, eu vou, por enquanto, vou continuar cortando, mas não sei quanto. Não me pergunte antes o que eu vou fazer. Ok. Miriam, então. Obrigado, Miriam. Até amanhã. Até amanhã. Até.