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Mudança da transição energética: a promessa da fusão nuclear

24 de março de 20265min
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Rosana Jatobá comenta sobre uma nova tendência na transição energética: além da solar e eólica, a fusão nuclear vem entrando no radar do mercado. Com praticamente zero emissão de carbono, a categoria é quase sem risco de acidentes nucleares. Ouça.

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Assuntos8
  • O que é Fusão NuclearReprodução do processo solar · Junção de átomos de hidrogênio · Temperaturas de 100+ milhões de graus · Liberação gigantesca de energia
  • Vantagens Ambientais da FusãoZero emissão de carbono · Quase sem risco de acidentes nucleares · Segurança da tecnologia · Benefícios climáticos
  • Investimentos Financeiros30+ startups de fusão nuclear · 10+ bilhões de dólares em investimentos · Google, Microsoft, Amazon investindo · Shell e Chevron apostando · Bill Gates e BlackRock envolvidos
  • Fusão e Transição Energética GlobalComplemento a energia solar e eólica · Solução para crise climática · Segurança energética global · Fragilidade energética atual · Conflitos geopolíticos (Ucrânia, Irã)
  • Projetos Públicos GovernamentaisAgência Internacional de Energia Atômica · 33 países envolvidos em projetos · EUA, China, Alemanha, Reino Unido · Projeto brasileiro na USP
  • Timeline de ComercializaçãoPrimeiros reatores até 2030 · Uso comercial logo após 2030 · Escala relevante entre 2035-2040 · Desafio de construir usinas comerciais
  • Diferenças entre Fissão e FusãoFissão quebra o átomo · Fusão une átomos · Processos completamente diferentes · Clarificação importante para ouvinte
  • História da Pesquisa em FusãoTrabalho desde década de 1950 · Desafio energético de produção · Avanços com imãs e lasers · Recente sucesso em laboratório
Transcrição9 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

CBN Sustentabilidade, com Rosana Jatobar. E aí, Rosana? Oi, Sardenberg. Boa tarde para você, para cá e para os nossos ouvintes. Boa tarde, Rosana. Você vai nos falar de uma mudança na transição energética. Do que se trata, Rosana? É que o mercado agora, Sardenberg, está migrando, está indo além das energias solar e eólica e apostando em uma tecnologia que a gente já conhece e que tem tudo para ajudar a resolver a questão da emergência climática. É a fusão nuclear.

Que é basicamente você reproduzir o que acontece dentro do Sol. Para isso, você junta dois átomos, geralmente hidrogênio. Isso em temperaturas altíssimas, mais de 100 milhões de graus. E quando esses átomos se fundem, eles liberam uma quantidade gigantesca de energia, como se fosse um mini Sol. Parece coisa de ficção científica, né? Estou escrevendo um filme aqui, mas não, é real. E não tem nada a ver com energia nuclear. Bem, são processos diferentes, viu, Cássia?

que a gente vê hoje, o processo é fissão, eles quebram o átomo. Nesse caso aqui, na fusão, não. Eles juntam esses átomos. E aí, esse processo, a fusão nuclear, tem praticamente zero emissão de carbono. E o mais importante é que é quase sem risco de acidentes nucleares. Desde a década de 50, que os cientistas vêm trabalhando a fusão nuclear em laboratório, mas não dava certo, porque eles gastavam mais energia do que produziam.

imãs e lasers e finalmente fizeram a fusão dentro de um reator com condições controladas. A coisa finalmente saiu do papel e agora a gente tem o desafio de construir as usinas comerciais de fusão nuclear. Agora, Rosana, qual que é a chance? Eu ia perguntar o seguinte, se a gente já pode pensar nisso ganhando escala, se tornando aí competitiva a ponto de conseguir pelo menos ajudar na crise do clima?

Não é mais ficção, mas também não é algo que a gente vai ver acontecer amanhã. A boa notícia é que o caminho está bastante pavimentado. Já existem mais de 30 startups de fusão nuclear no mundo. Mais de 10 bilhões de dólares em investimentos privados, de big techs como Google, Microsoft e Amazon. Petrolíferas como Shell e Chevron também estão investindo bastante. Ou seja, até quem ganha dinheiro com petróleo está apostando na fusão nuclear.

como Bill Gates e fundos do mercado financeiro como BlackRock. E também existem projetos públicos, projetos de governo, junto com a Agência Internacional de Energia Atômica em 33 países. Estados Unidos, China, Alemanha, Reino Unido e até aqui no Brasil a gente tem um projeto que está sendo desenvolvido pela USP, Universidade de São Paulo. Ou seja, a gente já entrou aí no radar do mercado. E os especialistas dizem que os primeiros reatores devem ficar prontos até 2030,

O uso comercial começa logo em seguida. E essa tecnologia pode ganhar mesmo uma escala relevante depois de 2035, 2040. Sardenberg, você ia fazer alguma observação, né? Não, é porque é diferente das usinas nucleares que já estão em funcionamento e que estão até sendo retomadas, né? São processos diferentes. E é bom a gente esclarecer isso para o ouvinte. Não dá para fazer esse processo da fusão nuclear.

nessas usinas existentes. É outra coisa. Essas usinas fazem a quebra do átomo. Essas de fusão nuclear não juntam o átomo, produzindo uma energia realmente gigantesca comparada à energia do Sol. Isso vai ser muito bom, tomara que dê certo, que a fusão nuclear possa mudar completamente o jogo da energia no mundo. A gente sabe que as renováveis hoje estão crescendo, mas não dão conta de resolver a emergência climática. E com todas essas questões relacionadas à guerra da Ucrânia,

Irã. A gente está se vendo diante de uma fragilidade energética muito grande. Precisa, de fato, apostar nessas outras tecnologias. Tomara que a vovó Jatobá esteja aqui para noticiar o dia da inauguração da primeira usina comercial de fusão nuclear. Rosana Jatobá. Obrigado, Rosana. Até. Um beijo para vocês e até quinta. Estaremos, Rosana. Até mais. Tchau, tchau.

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