Real está entre as moedas 'vencedoras' da guerra no Irã, diz estudo
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- Real como moeda vencedoraDesempenho vs moedas emergentes · Desvalorização 1,7% · Comparação com México e Índia · Taxa comercial de 5.25 · Apreciação relativa
- Fatores econômicos estruturaisBrasil exportador de petróleo · Inflação esperada · Juros altos · Atração de dólar · Dólar para baixo estruturalmente
- Conflito Irã-EUAImpacto nas moedas emergentes · Período de análise · Efeitos geopolíticos · Comportamento de mercado em crises
- Investimentos InternacionaisEntrada na Bolsa brasileira · Fuga de investidores · Busca por ativos sólidos · Comportamento em crises
- Implicações futuras para o RealCenário de paz rápida · Cenário de guerra prolongada · Recuperação esperada · Depreciação relativa
O assunto é dinheiro. Com Luiz Gustavo Medina. E aí, Teco? Oi, Sardenberg. Boa tarde. Boa tarde, Caça. Boa tarde aos ouvintes. Tudo bem? Tudo certo, Teco. Boa tarde. Eu e Caça estamos aqui tentando entender o que quer dizer esse estudo que você cita, que o real está entre as moedas vencedoras. A moeda que tem tido um desempenho bom, não só esse ano, mas... Desempenho bom é valorizar. Exatamente. Valorizar.
queda desde que começou a guerra, que é o estudo, mas ela está indo muito melhores do que os pares dela, do que os países parecidos. Ela desvalorizou nesse período todo ali menos de 2%, 1,7%, enquanto outras classes de ativa aqui, bolsa e juros, por exemplo, derreteram. Quando você compara com outros países, ela está indo num desempenho muito melhor, por exemplo, que a do México e a da Índia, por exemplo, que perderam já quase 5%. Então, no final, tem uma percepção curiosa
do mundo de que o dólar aqui no Brasil estruturalmente parece ser para baixo. O Brasil é um exportador de petróleo, falamos disso ontem. Entra dinheiro, vai entrar mais dólar aqui por isso. Se a gente vai ter inflação, a gente vai ter juro mais alto. O juro alto já é muito alto aqui no Brasil. Isso também já atrai dólar para cá. Então, tem uma série de fatores que fazem crer que, pelo menos em termos relativos, o real parece mais forte do que outras moedas.
Mais forte que outras moedas emergentes, países parecidos. É, parecidos. Quando você tem uma situação como a gente tem visto nesse mês de março, é natural que os investidores procurem os ativos, as moedas mais sólidas. Então, todo mundo corre para o dólar, corre naturalmente para o euro. Isso sempre aconteceu. E, normalmente, você fode dos países onde são mais frágeis, onde as moedas podem sofrer mais. Então, a gente tem visto, por exemplo, no mercado, uma fuga enorme de investidores,
na Índia, que é um país que tem atraído muito investidor nos últimos tempos. E até para surpresa de muita gente, março tem sido um mês de entrada de dinheiro, por exemplo, na Bolsa brasileira. Apesar da Bolsa não parar de cair, tem entrado dinheiro estrangeiro na Bolsa. Então tem uma série de fatores que fazem crer que se essa guerra terminar logo, provavelmente o real deve voltar a caminhar para baixo, a se valorizar.
E se for longa essa guerra, provavelmente a gente vai sofrer menos em termos de moeda, vai se desvalorizar menos do que outras moedas de países parecidos ou ao nosso redor. Tá certo. Estou vendo hoje aqui, só para completar, que o dólar comercial hoje está em 5,25, com uma alta de 0,26. Quando começou isso tudo, estava ali 5,15, mais ou menos. O menor patamar ali do dólar, que é um pouco antes desse conflito começar, era perto ali dos 5,10 ali.
Então, se você comparar, se você imaginar que o que aconteceu com o petróleo, com as bolsas, com o mundo, com as taxas de juros do mundo inteiro, bem, na verdade, o dólar não aconteceu nada com o dólar aqui ainda, né? Tá certo. De 15 para 5,25 não... Não estraga a viagem de ninguém, né? Não estraga a viagem de ninguém. Tá certo. Teco, obrigado, Teco. Até amanhã. Até amanhã. Até.