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Copom sinaliza novos cortes na Selic, mas mantém cautela com inflação e cenário externo

24 de março de 20265min
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Gustavo Ferreira faz uma análise sobre a ata do Copom, que indicou que o Banco Central pretende seguir com a redução da taxa Selic, após iniciar o ciclo de cortes que levou os juros para 14,75% ao ano.

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Assuntos8
  • Copom e Ciclo de Cortes da SelicAta do Copom · Redução da taxa Selic · Perspectivas de queda até 12% · Nível restritivo vs neutro · Pressões inflacionárias externas
  • Inflação e Política MonetáriaMeta de 3% ao ano · Teto de 4,5% · Desaceleração da inflação · Pressões fiscais na inflação · Impacto do consumo
  • Desaceleração da Economia BrasileiraFreios ao consumo · Impacto econômico dos juros altos · Objetivo do BC em controlar inflação
  • Sustentabilidade FiscalTrajetória insustentável da dívida · Risco fiscal crescente · Endividamento do governo · Pressão de mercado
  • Preços de Combustíveis e PetróleoPreço acima de 100 dólares por barril · Influência em juros mundiais · Impacto em mercados globais
  • Câmbio e Fuga de CapitaisDólar acima de R$ 5,25 · Fuga de dólares por risco fiscal · Investidores temerosos · Impacto da dívida pública
  • Combustível diesel e logísticaSubvenção de R$ 1,20 por litro · Diesel importado · Divisão com estados · Impacto nos preços internos
  • Poder de Mercado da PetrobrasIbovespa +0,3% · Ações da Petrobras +3% · Movimento do mercado
Transcrição8 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já está com a gente aqui no estúdio. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde. Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes. Boa tarde a todos. Boa tarde. Hoje saiu a ata do Copom. E aí, o que o documento nos diz sobre a taxa de juros? Ou melhor, o corte da taxa de juros. Pois é, Débora, foi um dia de tentar entender até onde vai cair a Selic, os próximos passos do Banco Central.

não tem, embora se mostre disposto, sim, a seguir cotando a taxa básica de juros. A favor de mais cortes está a desaceleração da economia brasileira. Nesse ponto, a autoridade monetária entende já ter alcançado o objetivo ao ter segurado, desde agosto do ano passado, a Selic nos 15% ao ano. Selic, que já começou a cair na semana passada, está agora nos 14,75%. E justamente porque os freios colocados

No consumo já levaram a inflação para baixo do teto da meta, que são os 4,5% ao ano, tem essa disposição do Banco Central. Mas a meta são os 3% ao ano. E assim sendo, o Banco Central avisa que está fazendo apenas uma recalibragem. Quando a Selic parar de cair, deve estar ainda no chamado patamar restritivo, acima do tal do nível neutro dos juros, traduzindo o economês.

A Selic deve cair, mas para um nível que ainda jogue contra o consumo e, portanto, contra a inflação. A expectativa no mercado de que até o fim do ano a Selic caia até os arredores de 12% é bastante coisa ainda. Em partes, de acordo com o Banco Central, por causa das pressões inflacionárias vindas da política fiscal, seja por anabolizar o consumo, seja por afugentar investidores temerosos com o endividamento do governo que mantém dólares fora do Brasil.

acaba ficando por aqui mais caro do que poderia ser. E com a guerra, esse sarrafo dos 12% pode ficar mais alto. O Banco Central deixou isso claro. Não é por acaso que o vá aí vem do petróleo, sacode os mercados, sacode, porque a depender do ritmo dos preços do petróleo, mais ou menos juros serão praticados no mundo todo. Por sinal, a guerra não acabou. O petróleo voltou a operar hoje acima dos 100 dólares por barril.

e o Ibovespa subiu 0,3%, mas muito graças às ações da Petrobras, enquanto a maior parte das ações caíam no Brasil hoje, as da estatal subiam pouco menos de 3%. Subiu também o dólar 0,3% aos R$ 5,25. Gustavo, o governo está propondo hoje criar uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, propôs dividir isso com os estados.

uma acalmada, pelo menos nos preços aqui internamente? Pode sim dar uma acalmada nos preços dos combustíveis aqui no Brasil. E agora trazendo essa discussão para o mercado. A dúvida do mercado é de onde a balança vai pegar mais do ponto de vista da inflação. Falava aqui da questão fiscal. Existe um temor de sempre do mercado. Entra e sai governo com a questão fiscal do Brasil. A trajetória de dívida do Brasil hoje não é lá muito sustentável. Na prática, o governo vai pagar uma parte ali quando a gente acaba

abastecendo o carro. Então a gente tem que ver na balança o que vai pesar mais na inflação, a sensação eventual de um risco fiscal aumentado ou na ponta do motorista, a gasolina, o diesel subindo. Gustavo Ferreira, muito obrigada por mais essa participação aqui no Ponto Final e até amanhã. Eu que agradeço e convido a todos a acessarem o valorinveste.com. Até lá. Tchau, tchau. Gustavo Ferreira, que é editor assistente do Valor Investe.

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