Prisão domiciliar de Bolsonaro não é 'passeio no bosque' e será monitorada de perto
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- Prisão de Daniel BorcaroTornozeleira eletrônica com monitoramento · Proibição de celular e redes sociais · Visitação familiar autorizada · Regime de visitantes regulamentado · Revista de visitantes e veículos · Reavaliação em 90 dias · Riscos de descumprimento · Violações anteriores à domiciliar
- CPMI do INSS - Prorrogação e tensõesProrrogação por 60 dias (extensível a 120) · Liminar de André Mendonça vs Davi Alcolumbre · Julgamento no plenário em quinta-feira · Confisco de poderes do Congresso · Implicações para investigação do Master · Precedente inédito de prorrogação via STF · Divisões internas do Supremo
- Divisões internas do STFGrupo Moraes contra continuidade de CPMI · Grupo Fux favorável à liminar de Mendonça · Voto de desempate de Fachin · Revanchismo político entre ministros · Fragmentação pós-julgamento do golpe · Votos indecisos: Cássio e Carmen Lúcia · Impacto do escândalo Master na polarização
- Banco MasterInvestigação via CPMI do INSS · Envolvimento de ministros do STF · Celular funcional do Supremo usado por Moraes · Contenção de danos pela corte · Tensionamento STF vs CPMI · Impacto nas divisões internas do Supremo · Potencial investigação de altos oficialistas
- Disputa Presidencial PSDSaída de Ratinho Júnior (mais bem colocado em pesquisas) · Candidatura de Ronaldo Caiado · Candidatura de Eduardo Leite · Papel de Gilberto Kassab na escolha · Perspectivas de terceira via · Dinâmica regional no Paraná · Entrada de Sérgio Moro no PL
- Projeto de Lei AntifacçãoAumento de penas de 20 para 40 anos · Fim do auxílio reclusão para faccionários · Vetos a pontos controversos (criminalização de movimentos sociais) · Integração entre Polícia Federal e estaduais · Asfixia financeira de organizações criminosas · Modelo baseado em Operação Carbono Oculto · Implicações políticas para governo Lula
- Polarização EleitoralPadrão de votação desde 2018 · Eleitores votam naquem rejeita menos · Antecipação de disputa de segundo turno no primeiro · Viabilidade de candidatos alternativos · Papel de rejeição em campanha · Impacto de descumprimento de lógica polarizada · Necessidade de projeto alternativo
- Segurança OperacionalOperação Carbono Oculto como modelo · Investigações do PCC · Integração entre polícias federais e estaduais · Asfixia financeira de facções · Debate sobre coordenação federal-estadual · Transparência de governadores · Ênfase em inteligência vs repressão
- Subsídio ao DieselSubsídio de R$ 1,20 por litro · Divisão entre União (60 centavos) e estados (60 centavos) · Alternativa à isenção de ICMS · Custo estimado de 3 bilhões até maio · Resistência de governadores · Reunião do CONFAZ na sexta-feira · Impacto em combustíveis importados
A voz com Vera Magalhães. Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite, tudo bom? Boa noite também para a Carol, para os ouvintes, para quem nos assiste. Oi, Vera, boa noite. Vamos à Brasília falar da domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, com ressalvas, não é, Igor? Exatamente, Débora.
O Alvará traz ali as regras, as exigências do ministro Alexandre de Moraes para que essa soltura do complexo penitenciário da Papuda seja feita. Então, traz ali o uso de tornozeleira eletrônica com área de inclusão de monitoramento ilimitado à casa do ex-presidente.
autorização de visita permanente dos filhos e também da esposa, da filha e da enteada que moram com o ex-presidente aqui em Brasília, traz também as outras autorizações que já estavam vigentes ali na Papudinha, como a visita de pastores e também a visita da fisioterapia, que era realizada sempre às segundas e quintas e também aos sábados, tudo isso aqui no Alvará de Soltura. Então,
Na prática, segundo o Alvará, Bolsonaro vai ter a mesma rotina de visitas e também de tratamentos que recebia na Papudinha na prisão domiciliar. Então, tirando esse núcleo familiar, as outras pessoas que desejarem visitar o ex-presidente e que receberem eventualmente autorização lá do Supremo Tribunal Federal, deverão fazer isso nas mesmas datas do Complexo Penitenciário da Papuda, na quarta e no sábado, como é de praxe.
E também sobre essa série de exigências, o que diz a autorização do ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente vai ter que usar a tornozeleira eletrônica, totalmente proibido o uso de celulares, redes sociais e a gravação de vídeos ou áudios. E também a Polícia Militar do Distrito Federal vai revistar todos os visitantes e veículos que entrarem ou saírem do local.
ex-presidente, em caso de descumprimento de qualquer uma dessas regras, Bolsonaro deverá retornar imediatamente ao regime fechado. Conversei agora há pouco com um dos médicos da equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro, aqui em Brasília. Ele disse que deve conversar amanhã de manhã com a imprensa. Perguntei sobre o tratamento de antibióticos que o ex-presidente está recebendo aqui no hospital, de onde eu falo neste momento.
O seu ex-presidente vai ter alta hoje e amanhã.
e para casa. Débora. Obrigada, Igor. Igor Cardin trazendo essas informações. Bem, Vera, o que parece diferente, um pouco diferente, é essa reavaliação em 90 dias da prisão domiciliar, né? Sim, é uma prisão domiciliar humanitária, mas em caráter provisório, em caráter temporário. Então, o ministro acatou os pedidos e a avaliação do Ministério Público Federal, feita por meio do procurador Paulo Gonê,
mas com muitas ressalvas, com essa reavaliação, com muitos alertas de que qualquer descumprimento das muitas condições resultará numa imediata volta ao regime fechado ou ao hospital. E ele fez questão também, Débora, isso é importante, de na decisão dele desmentir que Bolsonaro tenha corrido riscos,
tipo de desídio, algum tipo de risco à vida do ex-presidente. Diz que o dispositivo adotado para atender a saúde dele foi extremamente eficiente e que ele, Bolsonaro, poderia inclusive ter acionado um botão que ele tinha à disposição o tempo inteiro na Pato Pudinha antes do que fez e que aí teria sido removido ainda antes ao hospital. Isso é uma vacina do ministro Alexandre de Moraes contra a narrativa que
disseminada pela direita de que o Bolsonaro correu risco de vida graças a uma certa intransigência dele em acatar pedidos anteriores de prisão domiciliar. Diante do parecer do Gonê e da insistência de vários políticos da direita nessa tese de que ele deveria ir para casa, Alexandre de Moraes entendeu que ele corria muito risco mantendo ali o pé firme na questão do regime fechado.
e a gente sempre precisa lembrar isso para que não prevaleça a vitimização exagerada, exacerbada do Bolsonaro, o que tenha feito com que ele não recebesse já de cara uma domiciliar humanitária foram coisas que ele próprio praticou reiteradas violações à sua prisão domiciliar anterior, aquela que era preventiva e que, por sua vez, já tinha sido decretada preventivamente
a outras decisões judiciais. Então, uma sequência de violações. E nada indica e nada garante que novas violações deixarão de acontecer. Porque a gente sabe que o Bolsonaro, mesmo da papudinha, estava ditando os rumos da campanha política do filho e de toda a direita e de todo o PL. E que agora, em casa, a tendência é que ele tente ganhar mais protagonismo nessa articulação política.
Então a chance de haver violação às proibições de usar celular, de gravar áudio, de usar redes sociais, de usar dispositivos como o WhatsApp, elas existem, elas são reais e são concretas. Assim como a chance de haver aglomeração na porta do condomínio também é alta. E aí eles vão jogar aquele perdido. Ah, mas a gente não controla as pessoas que vêm aqui de livre e espontânea vontade prestar a sua solidariedade a Jair Bolsonaro.
Primeiro, sim, controla, porque essas coisas todas são articuladas por meio de aplicativos de mensagens e de redes sociais. E segundo, isso pode ser usado para justamente forçar uma decisão da justiça para que ele volte para o regime fechado e aí retomar o discurso da vitimização, que o discurso da vitimização em campanha eleitoral é algo extremamente eficaz. Então, de agora em diante, as condições dessa domiciliar vão ser observadas com lupa
precisam ser, porque a gente não tá falando de alguém que foi ali submetido a decisões exageradas por parte da justiça porque nunca fez nada, não, alguém que pegou um ferro de solda e tentou corromper uma tornozeleira eletrônica, isso não é trivial isso não é banal, isso é bem sério inclusive, então as proibições são todas essas que o Igor Cardin listou e outras, tem de haver revistas
do porta-mala de quem entra e de quem sai, todas as vezes que entrar e sair alguém. Michele Bolsonaro também não pode receber visitas a não ser dessas pessoas que estão autorizadas e tem de haver um relatório semanal por parte da segurança dizendo tudo o que aconteceu e relatando eventuais violações da decisão judicial. Então não é um passeio no bosque, não é que ele vai para casa e vida que segue e tudo como dantes.
É um regime prisional. Ele está preso, ele foi condenado por ter tentado um golpe de Estado no país. É sempre bom ter isso em perspectiva. De certa forma, essa decisão do ministro Alexandre de Moraes dá uma blindada no Supremo em relação a novas críticas no momento em que o Supremo já está sendo criticado por outros motivos. Já está sendo criticado por outros motivos. Vive um momento de divisão interna que há muito tempo não acontecia.
governo Bolsonaro de união interna, mas agora tem claramente dois grupos lá dentro e tem essas outras questões que acabam sendo permeadas e permeando pela questão do Bolsonaro. Então, sim, claramente tem um caráter defensivo, preventivo a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Bom, vamos para o nosso próximo tema. Ontem a gente falou aqui a respeito da decisão do ministro André Mendonça pela prorrogação da CPMI e do NSS, deu até um prazo de
O Alcolumbre não gostou nada dessa decisão, considerou uma ingerência. Larissa Lopes está acompanhando essa história. Larissa, boa noite para você de novo. Boa noite para vocês, boa noite para quem nos acompanha. Pois é, Carol, irritado com essa decisão de André Mendonça, o senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, espera que o plenário do Supremo derrube a decisão do ministro que prorrogou a CPMI.
e do INSS. Mendonça, ontem à noite, ele deu o prazo de 48 horas para que Alcolumbre lesse, então, o documento para que os trabalhos sejam prorrogados, mas isso não aconteceu ainda. E a gente lembra que o julgamento para referendar ou não a decisão de André Mendonça está marcado para quinta-feira presencialmente. Inclusive, o ministro Edson Fachin já colocou na pauta. Caso os ministros mantenham
a decisão para que a CPM do INSS seja prorrogada, Alcolumbre já busca avaliação da equipe jurídica para entrar com recurso contra essa determinação. Alcolumbre tem dito aliados que é uma invasão de poderes. Além disso, senadores também avaliam que essa decisão de André Mendonça veio, porque lá atrás Alcolumbre demorou ali quatro meses para marcar a sabatina dele, quando foi indicado por Jair Bolsonaro.
na quinta essa decisão das 48 horas, para que formalize essa prorrogação. E o presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana, afirmou que o prazo será de 60 dias. Então, para o colegiado, 60 dias é um tempo que eles avaliam que conseguem concluir bem os trabalhos, mas no caso de surgimento de fatos novos, a prorrogação pode chegar a 120 dias. Carol?
Obrigada, Larissa. E aí, quem vence essa queda de braço em Vera? Olha, esse julgamento é muito importante. Não tanto pelo caso em si, que já é importante, mas porque ele vai dar uma pista de como está a divisão interna, essa divisão interna no Supremo, a qual eu me referi no nosso tópico anterior. E ela não é simples de mapear, e ela não é business as usual, ou seja, não é hoje uma...
uma cisão em grupos como eles foram há pouquíssimo tempo atrás. Por exemplo, no julgamento da trama golpista, que foi feito pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal, a gente teve um alinhamento muito forte de quatro ministros com uma divergência. Então era o ministro Luiz Fux de um lado, quatro ministros, sendo eles Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Carmen Luce e Flávio Dino do outro. Nesse caso agora, não consigo ver,
como a ministra Carmen Lúcia vai votar. Para mim não está dado que ela vai votar com esse grupo, que é o do ministro Alexandre de Moraes, ministro Dias Toffoli, que deverá votar contra a liminar do ministro André Mendolce. Por que contra? Porque claramente esse grupo não tem interesse na prorrogação dos trabalhos de uma CPI que está entrando, no caso Master, porque há decisões de outros ministros desse grupo que vão no sentido contrário,
seja no sentido de constranger, coibir o trabalho da CPMI e da outra CPI que está ativa no Senado, e porque eles já demonstraram incômodo com as decisões recentes do ministro André, o ministro Gilmar Mendes, no voto que ele liberou na sexta-feira passada, deu várias alfinetadas no colega em relação às coisas que ele escreveu na sua decisão que manteve Daniel Vorca,
Então, é um julgamento que passa a estabelecer um novo paradigma de divisão dentro do Supremo Tribunal Federal. O André Mendoza deverá ter o apoio do ministro Fux, isso para mim está muito claro, não se sabe os restantes dos votos, nem mesmo do ministro Cássio Nunes Marques, que acolheu a manutenção da prisão do Vorcaro, mas que tem um contato muito grande com a cúpula do Congresso e pode se sentir
incomodado, se sentir desconfortável de votar pela prorrogação da CPMI, que é algo inédito. Vale a gente salientar isso. Existem vários julgados e muita jurisprudência do Supremo no sentido de que é mandatório você instalar uma CPI quando você tem o número de assinaturas suficiente para isso. Mas prorrogação de CPI ou CPMI a partir do Supremo Tribunal Federal, na minha experiência,
Supremo há muitos e muitos anos, décadas, é inédito. Inclusive, procurei na literatura recente, conversei com ex-ministros, conversei com advogados, colegas, ninguém se lembra de um outro caso, de uma prorrogação vir por meio de uma liminar do Supremo. Então, é uma decisão nova, com uma tese, a meu ver, frágil. Você vê analogia entre o direito da minoria de fazer uma investigação e aí, a partir disso,
das assinaturas vale para prorrogá-la indefinidamente, me parece uma tese muito frágil. Então a gente vai ter tudo isso em escrutínio nesse julgamento que foi marcado para quinta-feira. E aí a gente tem um intervalo, um lapso temporal. Por quê? A decisão do ministro André de ontem falava em 48 horas, prazo no qual a gente já viu que o Davi Ocolombrino vai fazer nada. Então vai estar compulsoriamente prorrogada a CPMI a partir de amanhã,
vencem às 48 horas. E o julgamento está marcado só para quinta. Então, pode ser que haja uma decisão ainda mais esdrúxula, que é prorroga a CPMI e depois desprorroga. Depois ela vai ter que encerrar no prazo que estava definido anteriormente. Então, é muita coisa inédita, é muita coisa ali que vai indicar alinhamentos aqui e ali. E isso vai ser importante para a gente entender como esse caso do Master,
vai se desdobrar de agora em diante. Aí, o que os senadores vão fazer? Uma outra manobra. No caso, o relator da CPI do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira, que é do MDB, diz que eles vão entrar no STF com o mandado de segurança para instalar a CPI do Banco Master no Senado. A ideia é apresentar esse recurso entre hoje e amanhã, porque eles estão na expectativa de que o ministro André Mendonça fique com essa
Só lembrando que o ministro Zanin, Cristiano Zanin, já rejeitou um pedido de instalação da CPI na Câmara, que tinha sido mandado para o STF, da CPI do Banco Master, no caso. Exato. Eu não sei se tem algum tipo de prevenção, ou seja, prevenção é quando um ministro já relata um assunto ligado ali com o relato e com isso ele é designado o relator automaticamente sem passar pelo sorteio.
Não me parece, porque aí pelo menos dois estão preventos da mesma forma, já julgaram ações ligadas a esse assunto. Então, enfim, é uma extrema judicialização da questão legislativa. Chama muito a atenção também o fato de que o presidente do Congresso Nacional, diante de decisões como essa, não dá uma declaração, uma declaração formal, uma declaração em on, mostrar a cara e dar uma declaração.
está bravo, que está articulando. Ele é o presidente do Congresso Nacional. Ele tem de dizer o que ele entende a respeito desse assunto. Olha, eu acho que não tem de prorrogar pelo seguinte motivo. Acho que a CPI já teve o seu tempo, já cumpriu o que tinha de cumprir, etc. Ou, até agora não podia analisar que eu estava fazendo outra coisa. Ou é uma interferência do Supremo Tribunal Federal. Ele tem de dizer alguma coisa. Não pode ficar só falando em off e só articulando nos bastidores. Porque isso, o que que
isso denota que ele está preocupado e mexendo os pauzinhos nos bastidores porque não quer que seja investigado mais nada. E isso é muito ruim para a imagem do Congresso. A gente tem falado muito e com razão nos últimos dias da imagem do Supremo, mas a imagem do Congresso Nacional também não está às mil maravilhas com esse caso Master. E esse tipo de atitude por parte do Davi Alcolumbre só corrobora a impressão generalizada de que esse centrão,
acabar com toda e qualquer investigação o mais rápido possível. Bom, a gente muda então de assunto. Pedro Fagundes em São Paulo acompanhando as conversas no PSD. Oi, Pedro. Oi, Débora. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que não se surpreendeu com a desistência de Ratinho Júnior da corrida presidencial e que a decisão já era esperada. Essa é a informação do Ratinho Júnior que saiu ontem.
Paraná alegou motivos familiares para deixar a corrida, mesmo sendo o nome mais bem colocado nas pesquisas dentro do PSD. Na manhã de hoje, Kassab se reuniu em São Paulo com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e disse que o governador apenas se colocou à disposição do partido. O presidente do PSD fez elogios aos dois governadores, tanto o Ratinho quanto o Caiado, mas não quis bater nenhum martelo quanto a candidatura à presidência.
Ele disse que Caiado é uma pessoa muito qualificada, experiente, que tê-lo como presidente da República seria um privilégio ao Brasil, mas que a decisão é uma questão política com um P maiúsculo. Gilberto Kassab disse ainda que amanhã vai tomar um café em São Paulo com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que agora disputa com Caiado a indicação para disputa à presidência. A definição do candidato do PSD deve sair até a próxima semana. Kassab já adiantou que a escolha será da direção do partido,
e não haverá disputa por prévias. Gilberto Kassab também comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar. Ele disse que recebeu a medida com naturalidade e saudou a decisão da corte. As declarações do presidente nacional do PSD foram feitas antes do ato de filiação ao partido da filha de Silvio Santos, Silvia Bravanel. Ela vai se candidatar a deputada federal por São Paulo. Volto com vocês. Obrigada, Pedro Fagundes.
O Kassab tentou minimizar essa desistência do Ratinho Júnior, mas o fato é que ele era o mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto. Em segundo lugar, o Caiado. Essa mudança, essa alteração, essa desistência desmobiliza um pouco mais essa possibilidade de terceira via? Ela já não era tão auspiciosa, né, Débora? Se você pensar que ele, que era o mais bem colocado, mesmo assim era dentro de uma margem de erro,
assim não chegava nem perto dos dois dígitos nas pesquisas, a gente vê que tem ainda um longo caminho a ser percorrido para que o eleitor deixe de fazer no primeiro turno o raciocínio do segundo turno, ou seja, antecipe a disputa de rejeições, que é algo que ele vem fazendo sistematicamente desde 2018. As eleições de 2018 e de 2019 foram marcadas por esse crescimento da polarização por conta de uma lógica de você votar
desde sempre naquele que você rejeita menos e não necessariamente em quem você acha que é o melhor candidato. Então, precisa primeiro furar e quebrar essa lógica para depois você construir alguma candidatura viável com base num projeto. A gente tem aí dois candidatos com perfis bem diferentes, Caiado e Eduardo Leite. E eu acho que deverá prevalecer a escolha por alguém mais à direita, que é o caso do Caiado. A desistência do Ratinho,
fica agora muito evidente, teve todo um componente regional, local, porque essa filiação com grande estardalhaço hoje, nacional, do senador Sérgio Moro ao PL, mostra que a disposição do Flávio Bolsonaro e da direita é vencer o grupo do governador Ratinho Júnior. Então vai ter um duelo de titãs da direita lá, que de certa maneira pode ser interessante para o presidente Lula, porque a direita vai estar dividida
em que ela é mais forte, que é o Paraná. Muito bem, a gente faz mais uma pausa para que você fique com notícias da sua região e daqui a pouquinho tem mais Viva Voz. Nós vamos falar sobre o PL Antifacção. Vamos de volta agora com informações em Brasília, da Samanta Klein, sobre a sanção do projeto de lei Antifacção. Oi, Samanta. Oi, Carol, Vera, Débora. Essa sanção que ocorreu, portanto, na tarde de hoje, numa cerimônia fechada com integrantes, claro, dos ministérios,
mas também com o presidente da Câmara, Hugo Mota. Dois pontos foram vetados. Um deles prevê que, previa, aliás, e foi vetado, previa que penas aplicadas a integrantes de facções criminosas pudessem, eventualmente, ser aplicadas a pessoas que participem de outras ações que possam ser consideradas ligadas a de organizações criminosas. A equipe técnica do Palácio do Planalto e também do Ministério da Justiça
entendeu que esse trecho poderia levar à criminalização de pessoas ligadas a movimentos sociais. O outro ponto vetado também trata de um artigo que previa perda de receita da União com a divisão de fundos que hoje tratam ali da apreensão de bens e que hoje ficam ali em especial com o Ministério da Justiça e Polícia Federal.
do voto para presos provisórios ligados ao crime organizado e também a possibilidade de decretação de prisão preventiva para acusados de participação em facções. Um ponto que foi mantido e que foi ressaltado pelo presidente Lula, que também chama a atenção, ele prevê como positivo, foi justamente o fim do auxílio reclusão para integrantes de facções criminosas.
durante essa sanção, que o criminoso poderá repensar antes de fazer parte de uma organização criminosa, já que a família será diretamente afetada. Já a ministra Glaise Hoffman disse que esse é um novo patamar em combate à criminalidade e que o andar de cima também vai ser afetado. Já o presidente da Câmara, Hugo Mota, foi nesse mesmo sentido afirmando o seguinte,
partidarização nem política nessa elaboração, tramitação do projeto, mesmo lembrando, inclusive ele citou o relator Guilherme Derrite, secretário da Segurança, deputado federal e secretário de São Paulo, que vai concorrer novamente. Entre outros pontos, o que a gente tem em termos desse novo marco de combate às organizações criminosas é que se eleva às penas de 20 para até
40 anos de prisão para integrantes desses grupos criminosos. Com vocês. Obrigada, Samanta. A gente sabe, Vera, que teve muita politização de toda essa discussão. Não tinha como ser diferente, mas chegou-se ao consenso. Até porque, como a gente estava comentando aí, Débora, é um assunto que é de interesse da sociedade. Exato. Ele tinha de ter alguma coisa para mostrar na campanha. Ele fez uma proposta sobre o assunto que foi bastante alterado.
no Congresso. Essa alteração não era exatamente o que o governo imaginava, mas entre o nada e alguma coisa para mostrar, ter alguma coisa para mostrar é importante. Até se quiser fazer o debate de que a proposta original do governo era a melhor. E aí, para isso, você precisa partir de alguma coisa, de algum legado e de alguma construção. A gente viu ontem, na entrevista aqui para a gente, do ex-ministro
como essa questão da segurança vai ser relevante. Relevante na disputa em São Paulo, muito relevante na disputa nacional. E o discurso no plano nacional deverá ser o mesmo que o Haddad entabulou aqui para a gente. Enaltecer o modo de investigar que tem na Operação Carbono Oculto o seu modelo ali. Então, vai ser mostrar que o governo, por meio de inteligência, de interligação,
e de cooperação conseguiu desbaratar uma operação gigantesca do PCC e que isso ajudou, por exemplo, a investigar o caso Master e a avançar também em outras organizações criminosas, em outros grupos, por meio de inteligência. E o projeto Antifacção vai nessa linha, na linha da integração, do trabalho coordenado pela Polícia Federal, mas não só,
no asfixiamento financeiro das facções criminosas. Então, o governo deverá investir muito nesse discurso, martelar essa tecla e tentar atribuir aos governadores o fato de que não se avançou mais, de que essa interligação poderia ser maior, de que a troca de informações poderia ser maior e que o projeto ficou aquém do que poderia ser por atuação do Guilherme Derritte, que é ligado ao Tarcísio,
divergências pontuais aqui na política paulista, etc. Mas tentar jogar no colo da oposição o fato de não ter avançado mais nesse tema. A gente faz agora uma pausa para que você fique com notícias da sua região e na volta tem Tiago Bronzato, que é diretor da sucursal do jornal O Globo em Brasília, para falar justamente sobre esse estranhamento entre Davi Ocolumbre e André Mendonça.
está de volta com o Viva Voz e já está com a gente conectado o Tiago Brunzato, diretor da sucursal do Globo em Brasília. Boa noite, Tiago. Boa noite, Vera. Boa noite, Carol. Boa noite, Débora. Boa noite aos ouvintes. Boa noite. Brunzato, a gente tem aí essa decisão do ministro Alexandre de Moraes que mandou o ex-presidente Jair Bolsonaro para casa em prisão domiciliar. Ali era previsível
ou que ele fizesse isso, e o Supremo ainda digerindo desde ontem a decisão do André Mendonça a respeito da CPMI do INSS. Todo dia, pelo menos, uma manchete ligada ao Supremo Tribunal Federal. A gente tem tratado dessa ebulição aqui. Em relação a esse caso aí da CPMI, da prorrogação dela, o Davi Alcolumbre tem dado demonstrações em off, porque não falou em um até agora,
de que está furioso com ela. Que efeito político que decorre demais essa crise entre os poderes? Pois é, Vera. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, resolveu deixar de lado o seu lado terrivelmente evangélico e resolveu seguir a lógica do olho por olho e dente por dente contra o presidente do Senado a ver o Columbre. O Mendonça determinou ontem que o Columbre faça uma leitura até quarta-feira
comissão parlamentar que investiga as fraudes no INSS. E caso o Alcolumbre não leia esse documento, porque ele é contra a continuidade da CPMI do INSS, a comissão estará automaticamente prorrogada. Foi isso que decidiu o Mendonça ontem. Ou seja, o Mendonça não só reduziu publicamente o poder de Alcolumbre, de enterrar a CPMI do INSS, como também mostrou que a vingança em Brasília
não prescreve, né? Vale lembrar que o Alcolumbre foi uma das principais pedras no caminho da indicação de Mendonça, o STF. O senador segurou durante muito tempo a sabatina do Mendonça, né? E isso acabou gerando ali um constrangimento pro ministro. Depois desse episódio, né? De ter segurado a sabatina do Mendonça, o Alcolumbre tentou uma aproximação do Mendonça, dizendo que não foi ele que jogou contra a
mas somente atendeu um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que queria outro candidato na época, mas não colou. Isso aconteceu há quase cinco anos, mas o Mendonça nunca se esqueceu. E ao se tornar relator da investigação do escândalo do INSS no STF, o Mendonça teve a primeira oportunidade de dar uma cutucada na Alcolumbre, especialmente quando ele autorizou uma operação da PF contra um aliado muito próximo de Alcolumbre,
E de lá pra cá, a CPI do NSS também virou uma pedra no sapato do Alcolumbre, que também viu um ex-assessor entrar na mira da comissão. O Alcolumbre, ele esperava a primeira oportunidade pra acabar com essa comissão parlamentar que tanto incomoda ele e muita gente graúda em Brasília. Mas ele foi atravessado pela decisão do Mendonça, que acabou gerando uma nova crise e tensão pro Supremo, como você disse. Agora,
O Alcolumbre quer dar o troco no Mendonça e passou a se articular nos bastidores com o ministro do Supremo para derrubar a decisão de Mendonça no julgamento previsto no plenário da Corte nessa quinta-feira. Irritado, o presidente do Senado tentou acionar a advocacia do Senado para buscar um respaldo jurídico, para rebater o Mendonça e tudo mais.
muito cansado de segurar a pressão de parlamentares da oposição contra o STF no Congresso. Para um bom entendedor, esse recado do Alcolumbre foi bem claro. Agora, Bronzato, nesse julgamento no plenário de quinta-feira, as divisões na corte devem ficar expostas, não? Sim, muito, Lebra. O julgamento que vai decidir sobre a prorrogação da CPMI do NSS, ela pode ser a primeira exibição pública,
da fratura do Supremo depois do escândalo master. E isso que torna o caso tão importante, o julgamento tão importante. Em tese, a discussão é sobre se houve omissão da cúpula do Congresso ou não e se a prorrogação da CPMI é um direito da minoria parlamentar. Mas, na prática, o plenário pode acabar exibindo ao vivo e a cores a nova geopolítica interna da corte. O julgamento vai ser no plenário físico
significa que os ministros vão debater. Ou seja, não é só voto. É exposição de posição, de tom, de alinhamento e até cutucadas públicas. Os ministros não devem votar apenas por afinidade jurídica nesse caso. O que a gente tem ouvido é que os votos também devem ser movidos por essa gravidade política em torno do escândalo do Banco Master. E o ministro André Mendonça acabou se tornando um grande personagem
Nesse caso, né? Houve ali uma cutucada na semana passada do ministro Gilmar Mendes, né? Sobre a decisão do Mendonça no caso do Master. Isso acabou aflorando ainda mais os ânimos na Coit. Mas o que a gente vê hoje, especialmente depois do caso Master, é uma divisão ali de dois grupos, né? De um lado a gente vê claramente uma aliança formada pelo ministro Moraes, o Gilmar Mendes, Flávio Dino, que tem dado sinais em decisões que são contra
continuidade da CPMI e do NSS. E tem também o ministro Zanin, que ele é um pouco mais reservado, mas ele já demonstrou em alguns votos dele que ele também acha que a CPMI tem que ter certos limites. E do outro lado, tem um gesto formado pelo ministro Fachin, Carmen, Fux e pelo próprio Mendonças, que tendem a votar juntos em algumas frentes, em alguns temas que eles concordam. A dúvida é sempre
fica no Cássio, como que ele vai votar nesse caso. Embora ele tenha sido indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, assim como Mendonça, o Cássio costuma flertar com os dois grupos de acordo com a ocasião. E em caso de empate no placar, a decisão fica nas mãos de Fachin, que terá que dar o chamado voto de qualidade que cabe ao presidente do Supremo para desempatar em casos como esse.
nos próximos dias. O Bronzato, e qual deve ser o desfecho dessa CPMI do INSS? Olha, Carol, há basicamente dois cenários que estão na mesa. O primeiro é o enterro da comissão, como estava sendo desenhado. Se o Supremo não garantir a prorrogação da CPMI do INSS, os trabalhos acabam no dia 28 e a tendência é que seja apresentado um relatório às pressas. E aí esse relatório, pelo que a gente ouve, vai vir sem grandes emoções, sem grande combustão política, porque
Não deu tempo ali ainda de destrinchar todo o material que chegou na CPMI, especialmente o material do caso Master, que vinha gerando tanto incômodo político. Para o Centrão, para o governo Lula, esse seria o melhor dos mundos, porque evitaria que a CPI continuasse produzindo desgaste político, sobretudo num calendário pré-eleitoral. Mas esse desfecho certamente seria supermercado.
não seria surpreendente, até porque nas últimas semanas a gente tem visto ali uma série de iniciativas do Supremo para frear a investida e a investigação da CPMI. O Supremo vem dado algumas derrotas para a CPMI, impedindo algumas quebras de sigilo, alguns depoimentos e até medidas judiciais. Isso tem, de certa forma, paralisado alguns trabalhos da CPMI.
Bom, e o segundo cenário é se a CPMI continuar na todo vapor. E aí muda bastante coisa, porque se a CPMI ganhar uma sobrevida, ela pode se transformar ainda mais numa fonte contínua desse desgaste eleitoral, tanto para o governo Lula, quanto para nomes importantes do Centrão. E quanto mais tempo essa CPMI continuar em atividade, mais vai gerar desgaste político,
quebra sigilo e tudo mais. E há também um fator adicional que pode pesar aí no julgamento do STF, porque quanto mais a comissão avança sobre temas sensíveis do escândalo master, mais ela tensiona essa relação com o Supremo. Vale lembrar que a CPMI está no pé do Fachin para ele informar quem estava usando o celular funcional do Supremo que trocou mensais com o Daniel Borcaro quando ele foi preso. Conforme revelou a colunista Malu Gaspar, o celular pertencia ao ministro Alexandre
Alexandre de Moraes. De um jeito ou de outro, uma coisa fica clara em toda essa confusão, que quando uma CPMI começa a se aproximar demais dos círculos mais protegidos de Brasília, o debate deixa de ser apenas sobre investigação e passa a ser sobre contenção de danos. Tá certo. Obrigada, Tiago, pela sua análise de hoje. Até quinta-feira. Até mais. Até, valeu. E a gente tem aqui um último assunto, a Samantha Klein,
traz aqui mais detalhes sobre uma nova investida do governo federal para tentar impedir o aumento dos preços de combustíveis. Oi, Samanta. O governo fez uma proposta aos governadores pedindo então ou informando como uma proposição para conter a alta do diesel uma subvenção de R$ 1,20 por litro do combustível importado. O que é a ideia?
conta, ou seja, 60 centavos para a União e outros 60 centavos para os governos dos estados. A expectativa é que essa medida deva custar cerca de 3 bilhões de reais até o final de maio. Mais cedo, a gente também trouxe aqui que o governo tinha sugerido que os estados, os governadores, zerassem o ICMS.
sobre o diesel importado, sim também até o final de maio. No entanto, houve uma grande resistência a essa medida. Portanto, o ministro Dario Durigan disse que a subvenção ou subsídio, podemos dizer também, é uma forma mais rápida e fácil de fazer com que o preço do diesel diminua. Essa manifestação de Dario Durigan ocorreu depois de uma reunião aqui no Palácio do Planalto ontem à noite e diante do impacto
que vem trazendo aí a falta já, ou pelo menos o anúncio da falta de diesel em alguns estados do Sul e do Centro-Oeste. Por isso houve essa necessidade de trazer mais essa medida. Quando é que ela vai ser adotada ou rejeitada? Na próxima sexta-feira tem reunião do Conselho de Política Fazendária, o CONFAS, que reúne os estados, os secretários de fazenda, e aí a ideia é que haja uma resposta, um sim ou um.
Um não. Lembrando que o governo já tinha trazido medidas anteriores que preveem a redução de 64 centavos sobre o litro do diesel importado, mas o que se diz entre integrantes dos setores é que muitas vezes esse preço ou essa redução não chega lá na ponta com vocês. Obrigada, Samanta Klein, pelas informações. De qualquer forma, mexe no caixa dos estados também, né, Vera? Mexe um pouco, embora o governo arque com a parte da subvenção.
o ministro Dario Durigan tentou dizer que para os estados é um bom negócio, porque com o governo subvencionando uma parte, tem estados que vão até arrecadar mais, uma vez que está havendo um aumento no preço do petróleo e, portanto, proporcionalmente, vão arrecadar mais. O fato é que o governo sabe o quanto essa questão de preço de combustíveis interfere em popularidade de governos.
Estados Unidos com a popularidade do Trump, que está despencando todo dia e está buscando vários meios. O ministro também enfatizou que aquelas outras medidas anunciadas nas semanas anteriores seguem valendo, que então é uma medida adicional. Tudo isso tem aquele caráter que a gente sabe de gerar custo para o Tesouro, tem um caráter que é apenas transitório, não resolve o problema, mas em situações literalmente de guerra,
como a gente está vivendo agora, faz sentido o governo entrar tentando mitigar os efeitos para a economia que podem ser muito grandes e muito inflacionários. Então, é algo que é motivado pela proximidade com a eleição, mas que não deixa de fazer sentido do ponto de vista da economia como um todo em momentos tão imprevisíveis como uma guerra cujo desfecho ainda está longe da gente conseguir enxergar.
Aliens, muitíssimo obrigada por mais um Viva Voz. Amanhã tem mais, até. Amanhã tem mais, boa noite pra vocês e uma ótima terceira hora do Ponto Final.