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Com exportações instáveis, produtores de frutas voltam foco ao consumidor brasileiro

24 de março de 20263min
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Cassiano Ribeiro conta que a demanda interna cresceu e se tornou estratégica diante de tarifas e oscilações no mercado internacional. Saiba mais.

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Assuntos5
  • Estratégia de mercado interno vs externoReforço de presença no mercado interno brasileiro · Busca por equilíbrio entre vendas domésticas e internacionais · Redução de riscos diante de oscilações internacionais · Previsibilidade do consumo doméstico para planejamento das fazendas
  • Exportações BrasilRecorde de exportação por terceiro ano consecutivo (2025) · 1,3 milhão de toneladas exportadas em 2025 (alta de 20%) · Tarifas de 50% impostas pelos EUA · Redirecionamento de exportações para Europa · Pressão de preços no mercado externo
  • Consumo doméstico de frutasVolume produzido e consumido internamente superior a 50 milhões de toneladas · Garantia de previsibilidade para produtores · Sustentação do planejamento das fazendas
  • Vale do São Francisco e produção de uvasPrincipal polo produtor de uvas do Brasil · Estratégias de empresas para ampliar presença interna · Importância regional para fruticultura
  • Fruit Attraction São PauloFeira de fruticultura mais importante do país · Reunião de produtores, exportadores e compradores · Discussão de tendências e rumos do setor
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CBN Agro, com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Hoje o Cassiano fala sobre a fruticultura brasileira que está mirando os mercados externo e interno. Oi Débora, oi Carol, boa noite para você ouvinte. As exportações brasileiras de frutas bateram um recorde pelo terceiro ano consecutivo em 2025, no ano passado. Mas o destaque mesmo deste setor não é o consumidor estrangeiro, e sim o brasileiro.

No Vale do São Francisco, o principal polo produtor de uvas do Brasil, por exemplo, as empresas têm reforçado estratégias para ampliar a presença no mercado interno brasileiro. A busca por maior equilíbrio entre vendas externas e domésticas tem sido vista como uma forma de reduzir os riscos diante de oscilações no cenário internacional.

de 50% pelos Estados Unidos sobre as frutas brasileiras e todos os outros produtos do agro praticamente travou os embarques para aquele mercado que é tradicionalmente o principal destino das exportações brasileiras. Com isso, grande parte da produção foi redirecionada para a Europa, o que acabou pressionando os preços para baixo e não agradando os produtores. Lição aprendida, a estratégia agora é continuar ganhando o mercado mundo afora, mas também olhar mais para o consumidor brasileiro.

ver volumes que não encontram espaço no exterior, o consumo doméstico tem garantido maior previsibilidade e sustentação para o planejamento das fazendas. Os números mostram a força desse setor. O Brasil exportou 1 milhão e 300 mil toneladas de frutas em 2025, uma alta de quase 20% em relação ao ano anterior. Mas o volume é muito inferior ao que o país produz e consome internamente, que ultrapassa facilmente as 50 milhões de toneladas.

Ou seja, o país é um dos maiores produtores mundiais, mas não um gigante em exportação ainda. E esse movimento de conquistar mais mercado ganha ainda mais relevância nesta semana, quando São Paulo recebe a mais importante feira de fruticultura do país, a Fruit Attraction São Paulo, que reúne produtores, exportadores e compradores para discutir tendências, negócios e os rumos deste setor. A cobertura completa desta feira está em globorural.com.br. Até mais.

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