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PSD aposta em Caiado após recuo de Ratinho Júnior, mas enfrenta desafio para torná-lo competitivo

25 de março de 20266min
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Lauro Jardim avalia que baixa transferência de votos e pouco conhecimento nacional dificultam consolidação de candidatura fora da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

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Assuntos6
  • Escolha de Caiado pelo PSDEscolha após recuo de Ratinho Júnior · Baixo conhecimento nacional · Dificuldade de tornar candidato competitivo · Pesquisas de 3-4% · Desafio de apresentação ao Brasil
  • Estratégias de MarketingImpulsionamento em redes sociais · Inserções de TV e rádio em abril · Destaque em educação, saúde, segurança · Propaganda eleitoral gratuita a partir de agosto · Expectativa de crescimento real
  • Transferência de votos entre candidatosBaixa transferência automática do Ratinho para Caiado · Apenas 13% do Ratinho votaria em Caiado · 17% do Ratinho votaria em Lula · Desafio de agregar votos de candidatos nanicos
  • Recuo de Ratinho Júnior da candidaturaDesistência da candidatura presidencial · Abertura de espaço no PSD · Impacto nas estratégias do partido
  • Atuação de Lucia na políticaDominância de Lula e Flávio Bolsonaro · Dificuldade de terceira via competitiva · Posicionamento fora da polarização · Candidatos nanicos em pesquisas
  • Política do Endividamento8 anos governando Goiás · Atuação como deputado e senador · Identificação com direita · Direita que conversa e negocia
Transcrição12 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Muito bom dia para você, Lauro Jardim. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvinte. Bom dia, Lauro. Lauro, vamos para o cenário eleitoral. Essa semana, a novidade que se teve foi o recuo de Ratinho Júnior, que era um potencial candidato à presidência da República. Isso abriu espaço dentro do partido dele, PSD, partido de Kassab, para a escolha de um novo nome, um novo representante.

Ronaldo Caiado, eu queria saber o que você já apurou a propósito dessas movimentações todas. Pois é, Milton. Com essa mudança nos planos do PSD, o partido tem diante de si um desafio que não é exatamente pequeno. Porque se já não era simples tornar competitivo um candidato como o Ratinho Júnior, que tinha ali um 7, 8% nas pesquisas, agora o desafio é fazer existir de verdade um candidato, o Caiado,

que tem entre 3% e 4% nas pesquisas. Esse é o abacaxi que os responsáveis pela comunicação do PSD e pela comunicação do Caiado têm pela frente para descascar. Dos três candidatos a presidente que o PSD tinha botado na roda nos últimos meses, o Caiado era, sem dúvida, o mais identificado com a direita, mas a ideia é que ele seja vendido como um político de direita,

do que o Flávio Bolsonaro. Ou, como me disse um dos assessores dele, o Caiado vai ser mostrado como uma direita que não é cega, uma direita que conversa, que negocia com os outros espectros políticos. É assim que ele vai ser apresentado ao país na campanha, Milton. Porque esse é, na visão dos estrategistas de comunicação dele, o primeiro grande desafio dele, ter apresentado ao Brasil.

De fato, o Caiado não é conhecido no Brasil inteiro. O grau de desconhecimento dele pela população é muito grande. Então, ser apresentado significa, por exemplo, mostrar para as pessoas quem ele é, o que ele fez com os oito anos em que está governando Goiás, a atuação dele como deputado, como senador. A ideia, claro, é colocar o Caiado como antipetista, já no primeiro momento,

ao menos agora, qualquer confronto com o Flávio Bolsonaro. Então, a partir de abril, quando a candidatura do Caiado tiver já sido lançada, o que deve acontecer na terça-feira que vem, as duas primeiras providências que vão ser tomadas vão ser as seguintes, Milton e Cassa. Primeiro, impulsionar conteúdo de propaganda do Caiado nas redes sociais, mostrando o que ele fez em Goiás, com destaque para a área de educação, saúde e segurança.

E também está previsto que as 40 inserções na TV e no rádio, as que o PSD vai ter direito em abril pela lei eleitoral, deverão ser usadas para tentar alavancar o Caiado. Ainda assim, quem já está trabalhando no marketing do Caiado é prudente e tem dito que a expectativa é que o Caiado só cresça de verdade a partir de agosto, com o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

os marqueteiros e os partidos costumam usar muito todas as campanhas, há várias campanhas para candidatos que estão ali com um dígito ainda nas pesquisas. Olha, ele ainda não é conhecido, em agosto, quando começar a campanha eleitoral, é que ele vai subir, porque a ideia é que ele não seja tão cobrado, de agora até agosto, pelo desempenho dele. Então, entre abril e agosto, Milton, o objetivo principal, inicial, ia ser tentar,

vai ser tentar agregar os 8% que as pesquisas davam para o Ratinho Júnior e os 3% que davam para o Eduardo Leite aos 4% que as pesquisas davam para o Caiaço. Agora, essa transferência seria algo assim automático, Lauro? Pois é, Cássia. Essa transferência não é exatamente algo simples, porque se a gente for pegar a última quest divulgada duas semanas atrás, mostrou que essa transferência,

Não é automática, muito pelo contrário, só 13% das pessoas que disseram que votariam no Ratinho responderam que votariam no Caiado se o Ratinho desistisse. É um percentual menor do que os disseram que votariam no Lula, que é uma candidata de esquerda. Nesse caso, 17% dos eleitores do Ratinho disseram que se ele desistisse votariam no Lula. Agora, cada eleição tem uma história diferente, tem trajetória de candidatos que começam em abril,

seis meses antes da eleição, com 3%, 4% decolam ao longo da campanha e deixam para trás aqueles que estavam liderando a pesquisa. Então, é nesse tipo de esperança que se agarram os candidatos nanicos nessa fase. Mas, concretamente, no quadro de hoje, Cássia, é muito difícil ver um terceiro cavalo correndo com força nesse páreo que é dominado pelo Lula e pelo Flávio Bolsonaro. Muito obrigado, Lauro, e um bom dia para você.

Até sexta-feira, Lauro.