Barbeiragem dos médicos do Real Madrid
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- Erro diagnóstico de Mbappé no Real MadridLesão do ligamento posterior do joelho esquerdo · Exame de ressonância magnética do joelho errado · Médicos examinaram joelho direito ao invés do esquerdo · Diagnóstico posterior correto pela seleção francesa · Falta de comunicação e protocolo inadequado · Ninguém observou que paciente entrou mancando · Impacto financeiro para atleta de elite · Irresponsabilidade profissional dos médicos
- Memorização de textos em atoresDecoração de monólogos e poesias · Memorização textual exata vs conceitual · Dificuldade de guardar palavra por palavra · Atores famosos com facilidade de memorizar · Referências a Shakespeare e monólogos clássicos · Comparação entre memorização de poesias e escalações
- Memorização de escalações de timesMemória para escalações de futebol · Seleção brasileira · Corinthians · Flamengo dos anos 80 · Jogadores específicos e suas épocas · Comparação entre guardar dados vs textos
- Rotina de atores em set de filmagemProporção 80% espera e 20% trabalho · Orelhão como forma de passar tempo entre cenas · Marcelo Mastroian e rotina no set · Motivo da memorização: aproveitar tempo ocioso · Ausência de orelhões em sets modernos
de Expediente, com Dan Stubak, José Godoy e Luiz Gustavo Medina. Muito bom dia pra você, Dan Stubak. Alô, Dan Stubak, bom dia. Ixi, eu acho que o Dan Stubak tá no meio do estúdio. Eu acho que ele está sendo microfonado pelo que eu ouvi do diálogo. Verdade, é o que eu tô vendo. Mas enfim, quando o Dan Stubak tiver condições, ele... Opa, sou eu. Ah, oi!
Tudo bem? E aí? Eu tava aqui acertando as coisas de microfone, as coisas da cena, tudo tranquilo. Nós tava ouvindo, nós tava ouvindo aqui. A cena queria começar daqui a pouco, mas já começou, opa. Porque a gente sabe que você tem a cena, a gente antecipou. Ele não quer atrapalhar a cena. É, exatamente. Pô, tô numa delegacia, minha cena, hoje vou fazer um depoimento. Olha o spoiler. Um dia você tá no hospital, outro dia você tá na delegacia.
com você aí, hein? É, cara, porque aqui a novela é pegada, cara, é uma cena, tem assassinato, tem um monte de coisa, batia de carro que tinha no outro dia. Ó, enfim, hoje é aniversário do Alton John e dizem que ele veio no Brasil, então separei uma música dele pra nós.
Hoje é um dia abençoado, porque é aniversário do Dalton John e também da Rita Franklin. Aí eu boto a Rita amanhã. Bom, tá ótimo, maravilha. Eu fiquei pensando se essa música serviria de, sei lá, mundo musical pra cena. Acho que não, né? Não cabe na delegacia, né? Não encaixar na delegacia. Não ia dar certo, não. Não, só um depoimento triste, talvez uma confissão. Você já tem o texto na cabeça, assim?
Você já está com texto na cabeça? Está tudo já alinhavado? Já, mas hoje eu tenho pouco texto. Ontem tinha bastante. Ontem eu fiquei mais tenso. Mas eu sou, ainda bem, por enquanto, bom de decorar. Ah, tá bom. Parabéns. Teco Medina, bom dia para você. Oi, Milton. Bom dia. Bom dia, Cássia. Bom dia para todos. Bom dia, Teco. Teco, eu não consigo decorar nem o time do Grêmio, Teco. Mas enfim. Bom, também nem o Teco não está conseguindo, mas beleza. Nem isso. O cara decora texto.
Eu admiro isso, admiro muito isso. Porque é difícil, não é, guardar textos assim. Não sei como que você era. Você fazia decoreba também, Teco? Decorar exatamente como está escrito, eu acho dificílimo. Decorar a ideia, acho que é mais fácil ali, né? O que tem que ser dito. Mas palavra por palavra é difícil. Zé Godoy, bom dia pra você. Você decorava as poesias também? Você decorava, né? Até hoje. Oi, Milton, bom dia. Bom dia, Cassio. Eu sou péssimo também com esse tipo de memória.
A memória é boa com dados, informações, mas ela é ruim com... Se me der um texto pra decorar, acho que eu nunca poderia ter sido atora. Mas mesmo poesias você não conseguia? Poesia é pouquíssima, mas eu guardei de cabeça. É engraçado. Bem-vindo ao clube. Estamos todos juntos. Eu fiquei super feliz, porque eu tenho uma inveja daquelas pessoas... Eu vou fazer programa com o Mário Sérgio Cortella. Daqui a pouco ele começa a fazer a poesia inteira. Meu Deus!
Ele tem todas as referências, assim, se lembra de todas textualmente. Eu tô falando dele, mas tem vários outros aí, né? Que guardam com uma facilidade. O Dan deve ser um desses também. Ou você só guarda textos, assim, de roteiros, etc, Dan? Não, eu tenho monólogos na cabeça. Monólogos que eu fiz ou que eu li. Tal monólogo bonito de Shakespeare, sei lá, né? Aí eu lembro. Todos os ontens iluminaram tolos até a última sílaba registrada na caminhada da morte.
anunciada, a vida é uma sombra que passa, uma história contada por um idiota cheia de som e fúria, sem sentido algum, por exemplo. Caramba, parabéns, parabéns, show de bola. É, tem vários monólogos. Só rapidinho, o Anthony Hopkins conta isso no livro dele, ele decora uma poesia por semana, sempre. E o Paulo Autran, que eu trabalhei e conheci bastante, também era assim, de decorar, querer te falar poesia,
de uma hora pra outra, sabe? Estamos sentindo o último ser humano da linha sucessória nesse momento. Eu lembro das escalações, isso não se serve como poesia. Como poesia não se serve. Depende da escalação. Ah, depende, sei lá. É que tem umas escalações que a gente pode suprir alguns nomes que os jogadores que eram piores. Tipo, Valdir Pérez, eu não preciso lembrar em 82. Posso começar já com Leandro. Ah, se você lembra a escalação de seleção brasileira. Ah, brasileira, Corinthians,
times que eu amei, o Flamengo dos anos 80, eu lembro de cabeça. Parabéns. Vem cá, gente. Aproveitando aí, já que nós estamos falando aqui de futebol, o Teco, se essa história tivesse acontecido aqui no Brasil, a gente estava sapateando em cima, né? Aconteceu na França. Não, aconteceu na Espanha, né? Qual a do joelho do Mbappé? Ah, verdade. É o Zé Godoy que está com essa história, Zé. Essa história aqui,
E já vai, já está na lista, no top 3 aqui do ano já, para a surreal. Mbappé, né? A maior estrela do Real Madrid, um dos maiores salários do mundo, jogador extraordinário. Foi atingido no jogo em dezembro pelo campeonato espanhol, acertaram o joelho dele no jogo, ele saiu, perdeu o jogo seguinte, o Real Madrid fez o exame com ele e falou, ó, não aconteceu nada, pode voltar. Resonância magnética.
Fez a ressonância, tudo bem, pode voltar, não aconteceu nada com o joelho. Jogou mais três jogos, foi pro Natal. Voltou pro Natal, começou a treinar, começou a sentir o joelho de novo. Investigaram de novo. Aí falaram que era só um entorce, que era só pra diminuir a carga de treino. Ele voltou e jogou mais oito partidas, sentindo uma dor infernal. Aí falou, olha, melhor eu vou lá pra França conversar com os médicos da seleção francesa. Entrou de novo lá pra fazer a ressonância.
Descobriram que tinha ali uma lesão do ligamento posterior do joelho. Do joelho esquerdo. Do joelho esquerdo. Aí descobriu-se que o real tinha examinado o joelho direito. O que estava ótimo, né? Você sabe que... Quando eu vi essa história... Essa história é meio maluca, né? Entra na máquina... Essa história é meio maluca. Entra na máquina, não sabe qual joelho está fazendo?
O cara reclama. Mas eu fui pesquisar essa história. Quando eu fui informado. Porque essa informação saiu no Atlético. Que é o jornal do New York Times. O jornal de esportes do New York Times. Mas com a experiência de quem já fez muita ressonância de joelho. Você vai com a indicação de examinar só o joelho. Que supostamente tem alguma coisa. Mas você coloca os dois joelhos dentro da marca. Esse que foi o problema. Porque o jogador não sabe. O jogador entra. Você é paciente.
Entra com o corpo inteiro. Agora o médico está olhando o joelho errado. É, o médico só vai olhar o joelho que está pedido no pedido médico. Mas está escrito a direita. É a minha direita ou a direita do jogador? É questão de ponto de vista. Cara, isso é impressionante. Ninguém olhou para o paciente que entrou mancando na sala. Exatamente. E ninguém pensou, cara, acho que é o joelho que ele está mancando. Aliás, o básico do básico. Quando você vai entrar na máquina,
eles perguntam qual é o joelho com problema. Exatamente. E no caso também, né, Milton? Vamos deixar claro, se já entrou na máquina com os dois joelhos e é o Mbappé, dá uma olhada no outro. Dá uma olhadinha no outro, não custa, né? É verdade, é verdade. Já gastou o dinheiro, o moleque já está ali, não tem nada, mas vou dar uma olhada. É tipo o dentista, se você arruma uma cara, ele já dá uma olhada no dedo. No geral, né? Só bate o olho ali para ver. Sim, não custa, né? Já está lá mesmo.
Imagina a fortuna que custa esse cara fazer tudo isso e você cometer um erro deles. Imagina eu. Eu indo ao médico. O que o cara não faz, né? Olha o cotovelo em vez de olhar. Pô, nem bapê acontece isso. Não dá. Mas é que dá, mas enfim. Só pra fechar aqui, deixa eu saber como é que tá a cena, Dan. Não, agora tô esperando, né? O pessoal tá acabando de arrumar lá a luz, essas coisas todas que arruma. E daqui a pouco começa.
uma cena de interrogatório. Decorar a poesia é fácil, mas o difícil na profissão de ator é esperar. Por isso que eles decoram tanta coisa, porque eles esperam o tempo inteiro. Dá tempo. A única foto que você tem do Marcelo Mastroian em set de filmagem é ele no orelhão. Ele ficava no orelhão falando com a família e com os amigos, porque ele falava que 80% é esperar e 20% é fazer. Hoje em dia não tem mais orelhão no set, mas é meio isso aí.
Valeu, meninos. Obrigado por compartilhar tudo isso. Obrigado, Terco. Obrigado, Zé. Até mais. E cuidado quando for fazer ressonância nesse joelho.