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TSE invalida os 98 mil votos de Bacellar; Alerj terá nova eleição para presidente

25 de março de 20267min
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Auge e queda do político mais influente do Rio em um ano e um mês.

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Assuntos6
  • Recontagem de votos de Rodrigo BacelarInvalidação de 98 mil votos · Retotalização de votos determinada · Nova eleição para presidente da Alerj · Alteração de bancadas de partidos · Governo e presidência com funcionários interinos
  • Trajetória política de Rodrigo BacelarRelator do impeachment de Witzel em 2021 · Aproximação com André Siciliano · Secretário de governo sob Castro · Indicações em órgãos-chave (DETRAN, DETRO, Educação) · Político mais poderoso do Rio · Auge e queda em um ano e um mês
  • Eleições Rio de JaneiroSete governadores abatidos desde 1975 · Prisões de governadores · Impeachments · Cassações e ineligibilidades · Vazio de lideranças eleitas no século XXI · Deficit bilionário do Estado
  • Escândalo CEPERJ e desvio de dinheiro público250 milhões deslocados · Dinheiro da privatização da CEDAI · Contratação temporária de 30 mil funcionários · Investigações do Ministério Público · Gestores implicados da UERJ
  • Julgamento Cláudio CastroIneligibilidade do governador · Renúncia antecipada · Retirada de candidatura ao Senado · Escândalo CEPERJ revelado · Contratação de cabos eleitorais
  • Conflito entre Bacelar e Cláudio CastroDemissão de Washington Reis · Prisão de Washington Reis pela PF · Acusação de vazamento de operação policial · Prisão de TH Joias · Envolvimento com Comando Vermelho · Ruptura política
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Conversa de Bastidor Vamos voltar a falar de política aqui, Bianca, ouvinte do CBN Rio, ouvinte do nosso Conversa de Bastidor, uma semana absolutamente histórica e movimentadíssima no noticiário político do Rio de Janeiro. Quero trazer aqui e jogar um pouco pra frente, né, depois dessa cassação do Cláudio Castro, a ineligibilidade dele, falamos muito aqui no CBN Rio sobre isso, ele foi lançado candidato

ao Senado pelo Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência da República, e a manutenção desse nome, como candidato ao Senado, hoje é incerta. Renunciou ao cargo na segunda-feira, numa cerimônia absolutamente acidentada. Acho que se pudesse ter renunciado no escondido, sem a participação da imprensa, o teria feito. Prestou contas por 20 minutos do seu mandato e não respondeu nenhuma pergunta dos jornalistas. Despejou dados.

E não justificou, por exemplo, o fato de ter entrado para a história do Rio de Janeiro como o único governador a não ter inaugurado nenhuma estação de metrô, por exemplo. Isso só para ficar em várias outras promessas não cumpridas. Mas o fato é que a gente precisa jogar a luz sobre dois pontos. E vou fazer aqui isso no Conversa de Bastidor. Primeiro, as investigações sobre o caso CEPERJ, elas não param e não podem parar. Você trouxe o valor, né, Bianca, mais cedo aqui no CBN.

Quase 250 milhões. 250 milhões de dinheiro público que jorrou pelo ralo. E um dinheiro que nunca mais o Rio de Janeiro terá, porque era o dinheiro da privatização da CEDAI. Não tem uma CEDAI na esquina para ser privatizada e 250 milhões voltarem. O Rio de Janeiro tem hoje um déficit bilionário e esse dinheiro público foi pelo ralo para a contratação temporária de quase 30 mil funcionários que, no entendimento da maioria do TSE,

cabos eleitorais da chapa vencedora às eleições de 2022. A apuração sobre esse escândalo precisa e vai continuar. O Tribunal Superior Eleitoral determinou que o Ministério Público aprofunde as investigações sobre os gestores, inclusive os da UERJ, que participaram desse esquema eleitoralmente, pelo menos, criminoso, referendado ontem pela maior parte dos ministros.

de Rodrigo Bacelar. Este, que num intervalo de um ano e um mês, foi do céu ao inferno. Há um ano e um mês, ele era reeleito por unanimidade presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. 70 votos favoráveis e nenhum contrário. Um ano e um mês depois, foi cassado pelo TSE, que determinou a retotalização dos quase 98 mil votos

Um novo deputado, portanto, com essa retotalização será chamado, as bancadas dos partidos na Alerje serão alteradas e a Alerje terá que ter um novo presidente. O Bacelar diz que não vai renunciar ao cargo durante esse processo, absolutamente acidentado, porque o Rio de Janeiro tem um governador interino e um presidente da Alerje também interino.

do Rio de Janeiro, foi abatida por um racha com o governador Cláudio Castro, depois daquele episódio da demissão do então secretário de transportes, Washington Reis, e claro, da sua prisão feita pela Polícia Federal, depois que o Barcelar foi acusado de ter vazado a operação policial que prendeu o deputado TH Joias por envolvimento com o Comando Vermelho. O Barcelar é aliado de primeira hora do Castro. Ele ascendeu politicamente quando foi o relator do processo que levou o Witzel ao impeachment em 2021,

se aproximou do então presidente André Siciliano e foi ganhando a confiança dos seus pares. Quando Cláudio Castro assume definitivamente o seu governo, o Bacelá passa a despachar de dentro do Palácio Guanabara como secretário de governo. Entre maio de 2021 e abril de 2022, ele se torna quase um primeiro-ministro do Estado do Rio de Janeiro, indicando cargo-chave no DETRAN, no DETRO, na Secretaria de Educação e no Segurança Presente.

a ação de chefes de batalhão da Polícia Militar. Uma ascendência impressionante. Patrocina uma mudança de lei para trocar o chefe da Polícia Civil. Se torna o político mais poderoso do Rio de Janeiro e termina assim, caçado. Expondo para todo mundo que a nossa crise política sempre é evidenciada, óbvio, pelo fato bizarro de desde 1975, quando tivemos a fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro,

nós tivemos sete governadores abatidos, sejam por prisões, impeachment e agora uma cassação, uma ineligibilidade que ele tentou a todo custo, Cláudio Castro, evitar ao renunciar ao cargo na véspera do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral. Como a justiça não poderia ser ainda mais desmoralizada, acabou se dando esse veredito e uma ineligibilidade foi decretada e aí outros trâmites acontecerão

seja, de fato, candidato ao Senado neste ano ainda, neste mês de outubro. Mas a nossa crise, o caso do Bacelar, é emblemática nesse sentido. Em 2018, pela primeira vez, ele assume o cargo de deputado estadual. Tem quase 100 mil votos em 2022 e, num intervalo de oito anos, vai de principal político do Rio de Janeiro a preso e caçado. É emblemático. A política do Rio de Janeiro realmente passa por um momento grave.

Essa trajetória que eu brevemente resumi aqui nesse conversa de bastidor mostra um problema que vários políticos me apontaram nessa semana, Bianca. O Rio tem um vazio de lideranças, porque todas as que foram eleitas no século XXI acabaram caindo em algum momento.