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Da escola ao escritório: como o bullying evolui para o assédio moral?

25 de março de 20266min
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Rossandro Klinjey aborda como o bullying na infância pode ter marcas tão profundas que podem chegar à vida adulta, e inclusive, afetar o ambiente de trabalho. Ouça.

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Participantes neste episódio1
T

Tatiana Nando

HostJornalista
Assuntos1
  • Bullying e inclusão socialImpacto do bullying na vida adulta · Causas do bullying na infância · Assédio moral nas empresas · Dinâmicas familiares e bullying · Intolerância nas relações de trabalho
Transcrição15 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Saúde integral com Roçandro Klinger. Roçandro, boa tarde.

Boa tarde, Tata. Aqui, ó. Cabelo do implante cresceu. Oh, finalmente estamos vendo a sua carinha nova. Só fiz o Bom Dia São Paulo com essa carinha hoje, sem boné. Como é que você tá, hein, cabeludo? Como é que tá? Eu com a mesma virose que você tá aí. Eu não tô com virose, não? Sai pra lá, rapaz. Tá não? Eu não, só que é uma sinusite persistente mesmo, que anda com a virose. Ah, Tata, eu tô com a virose. Eu tô com a virose. Se cuide, se cuide, se cuide. Tá bonito, tá mais bonito.

A verna está crescendo. Vamos lá. Vamos falar sobre a relação entre o assédio moral na vida adulta e o bullying que começa na escola, na infância, na adolescência. Pode até começar em casa, né, Rossandro? E geralmente começa. Quando Freud fundou a psicanálise, um dos conceitos das muitas características, da genialidade dele, foi perceber que as fundações da psique humana começam na infância.

E o modelo de intimidade, mais ou menos disfuncional que a criança tem, ou seja, como ela se relaciona com os pais, com os irmãos, vão levar para a escola e para a fase adulta. A cada momento desse, nós podemos fazer correções. Mas se nós não fizermos as correções, nós vamos criando um ser cada vez mais incapaz de conviver bem em sociedade.

Então aquela piadinha que o irmão faz com o outro e o pai reforça, sabe? E que acha que é normal. E que depois eu atendi várias vezes como trauma profundo no consultório, de afastamento e morar em outro país, porque não aguentava um pai que terminou ficando tóxico, tanta piada que fazia. Mas era só piada. Mas uma criança ouviu uma piada. De um pai não é piada. É uma pessoa que ele ama e é em referência. Aquilo machuca profundamente de forma avassaladora.

discriminar um filho em relação ao outro. Todas essas dinâmicas que são comuns, mais do que a gente gostaria, vão gerando indivíduos que vão para a escola já vitimizados. E muitas dessas crianças que praticam bullying, por exemplo, são vítimas em casa.

Isso não desculpa o fato de que elas são o praticante do bullying, mas explica de onde vem a origem disso. Porque geralmente essa criança, em caso, o pai reforça, a mãe, essa percepção. E o que é que tem acontecido hoje, no mundo todo e no Brasil ainda é diferente? A quantidade de palestras que eu tenho feito em presas, eu faço palestras em muitas empresas aqui no Brasil e fora, e muitos me convidando agora a falar sobre assédio moral.

coincide com um crescimento disso. O feminicídio é um combo de caoticidade psíquica que está tomando conta do espírito de nosso tempo, o Zeitgeist, nossa época. E aí, claro, tem uma origem. E, claro, quando isso é estimulado, com fenômenos como o Red Pill, que a gente já falou aqui, tem até um documentário na Netflix que eu recomendo assistir. Por dentro da machosfera, chama. Machosfera, o documentário, exatamente, para que a gente possa entender que tudo isso tem uma conexão.

E que, basicamente, se resolve com... Quando você leva o bullying da escola para a empresa, vindo da família, aí você passa a ter bullying com o CNPJ. Porque, às vezes, na escola, em alguns casos, eu já ouvi de escolas que elas reforçaram o bullying. Eu vou contar aqui um caso de uma amiga minha, que tinha uma filha um pouco mais obesa, e quando foi na escola reclamar porque ela estava sendo sofrófia no bullying, o pessoal da escola disse, mas a culpa é da sua filha que é gorda.

Ela ouviu isso. Que horror. E de um parente meu, que eu não vou aqui para não expor, quando eu era criança, os meninos foram chamar ele de macaco e o dono da escola disse, fique calado porque você é pobre, os pais deles são ricos, não tem o que fazer. Então, tem algumas escolas. Tudo errado nesse caso? Tudo, tudo. E que reforçam isso. E que não estão aí porque só querem outdoor e aprovação. Mas a maior parte das escolas, elas cuidam, elas têm programas, elas fazem um esforço.

Mas também tem o bullying que é praticado entre os colegas de trabalho, e do mesmo jeito que uma escola mal liderada pode ter uma pessoa que ela pratica um bullying com o CNPJ na criança, tem o assédio moral institucional, sabe? Tem aquela placa da empresa dizendo nossa missão, o que a gente quer, e o que rola nos corredores, que é a verdade, que é a forma como se tem tratado. Eu uma vez fiz uma série com a...

com a Pétria no domingo, sobre relações tóxicas no casamento. E depois dessa série, uma multinacional mundial, que tem sede em São Paulo, aqui no Brasil, também uma das sedes, perdeu vários diretores, porque eu vi essa série que a gente fez sobre casamento.

missão. Inclusive um amigo meu ligou, o pessoal está adeando você lá porque vários grandes profissionais saíram porque associaram o que você falava sobre uma relação tóxica à empresa que eles viviam. Ou seja, existe isso. As pessoas estão muito mais intolerantes. E é super comum. O que a gente está passando a fazer, graças a Deus, quer dizer, graças a nós, é desnaturalizar isso, e olhar para uma relação que sempre foi ruim e dizer, ela é ruim, e ela não pode continuar assim.

Ela adoece, ela destrói, acaba com a autoestima, leva o indivíduo que vai para um casamento e se torna tóxico, que podia ser uma relação feliz e um pai que repete padrões. E a gente está aqui para elevar o padrão de consciência da humanidade, para que as novas gerações possam vir corrigindo.

as deficiências e não ampliando o foço. É isso que a gente tá aqui pra fazer. É, é isso aí. Adoro quando você vem, viu? Gosto das quartas-feiras. Obrigada por hoje. Rosandro Kling no nosso Saúde Integral toda quarta-feira aqui. Beijão. Até a semana que vem.

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