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'São minhas histórias de viagem. Tudo que acontece comigo eu transformo em piada', diz Fábio Porchat sobre peça

26 de março de 202610min
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Fábio Porchat fala ao Agenda Cultural São Paulo sobre a nova temporada de seu espetáculo de stand-up, "Histórias do Porchat", com um repertório de narrativas humorísticas. O espetáculo já visitou 70 cidades brasileiras e 15 países. A peça está em cartaz no Teatro J. Safra, na Zona Norte de São Paulo, até o final de abril. Os ingressos custam entre R$ 40 e R$ 140.

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Participantes neste episódio3
G

Gui

HostIrmãozinho
C

Caio Blat

ComentaristaAtor
F

Fábio Porchat

ConvidadoComediante
Assuntos2
  • Stand-up Histórias do PorchatStand-up comedy · Viagens de Fábio Porchat · Teatro J. Safra · Interação com a plateia
  • Turismo em RoraimaHistórias engraçadas · Cultura brasileira · Aventuras no exterior
Transcrição28 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

11 horas e 52 minutos, Yasmin Caetano, nossa curadora da Agenda Cultural. Bom dia. Bom dia, Gui e Nandédia. Tudo bem? Bom dia, tudo ótimo. Olha, hoje nós temos outro convidado aqui. Comediante Fábio Porchat. Dispenso apresentações, né? Fábio Porchat, oi, bom dia. Seja bem-vindo.

Como é que tá? Tudo bem com vocês? Um beijo. Alô, ouvintes! Alô, meu povo de São Paulo! Oiê! Bom dia! Porchat tá com uma peça aqui em São Paulo que vai um stand-up, que vai até domingo, dia 29. O stand-up Histórias do Porchat é o quarto ano consecutivo desse espetáculo e eu queria te perguntar primeiro, Porchat, o que você traz de novo nesse quarto ano dessa série de histórias que você roda o Brasil contando?

Deixa eu avisar já o povo que não acaba nada domingo, que acaba no final de abril, pelo amor de Deus, meu povo. Melhor ainda. Melhor ainda. É, o povo tem chance de assistir de sexta a domingo lá no Teatro J. Safra. E é um teatro muito legal que tem aqui em São Paulo, lá também pelas bandas da Barra Funda.

E histórias do Pochá são as minhas histórias de viagem. Eu adoro viajar e viajo por tudo que é canto do Brasil e do mundo. E aí tudo que acontece comigo eu vou botando na peça e vou transformando em piada. Essa peça já está no quinto ano, já rodou por tudo que é canto. Eu já fiz mais de 15 países. Só ano passado eu fiz 70 cidades viajando com essa peça.

E aí o negócio é o seguinte, o pessoal que gosta do programa, do que história é essa, e já dá risada nas histórias, agora é hora de ver ao vivo no teatro, que eu conto muitas histórias de verdade, assim, porque as pessoas ainda perguntam assim, mas é verdade mesmo? Aconteceu com você? Eu bato a copa e mostro o pau, porque no fim da peça eu ainda mostro foto e vídeo com todas as histórias que eu passei pra mostrar que é verdade.

Porchat, mais cedo eu tava contando pros ouvintes que a gente ia fazer essa entrevista, tava contando no jornal da CBN, o nosso âncora olhou pra minha cara, começou a rir da minha cara, eu falei, gente, não teve nem história nenhuma ainda. Por que que ele tava rindo? Ele falou, porque eu lembrei que você é vascaína, e o Fábio Porchat é vascaíno. Não acredito que encontrei em São Paulo uma sofredora como eu. Exatamente, eu quero saber se nessas viagens aí você encontrou alguma coisa do Vasco, eu posso ir tranquila sem passar por esse trauma aí também durante o seu stand-up.

Lembra que a peça é uma comédia, não é uma tragédia. Por isso que eu não falo do Vasco.

Mas eu encontro por esse Brasil todo. Vascaínos de todos os... Eu recebo muito presente do Vasco, sabia? Recebo almofada do Vasco, caneca do Vasco. Eu só não recebo três pontos, que isso que é o mais que eu queria de verdade. Era subir na tabela. Mas agora chegou o Renait. Renait chegou. Eu comecei a ligar pro Diniz ano passado e comecei todo jogo eu ligava pro Diniz. Diniz começou a ganhar, eu falei pronto, deu certo. Aí ele começou, o negócio foi destrambelhando.

E agora eu ligo pro Renato com um pouco menos de pressão. Agora eu ofereço presente, agora eu ofereço uma rede de futebol pra ele se divertir, mas o Vasco é o negócio que acaba com a minha vida. Mas essa data FIFA, a melhor coisa pro Vasco é quando tem data FIFA, que daí a gente não joga. Ô, Porchat, vou puxar a sardinha um pouco agora pra São Paulo, não pro clube São Paulo. Não vou ficar criando desavenças futebolísticas. Mas e São Paulo? Rende muita história nessa sua apresentação?

Olha, São Paulo rende demais, principalmente quando a gente fala São Paulo, a gente está dizendo de tanto, de tanta gente, de tantos bairros, de tantos lugares, de arredores de São Paulo. É isso que é o mais legal. Eu fiquei em cartaz aqui em São Paulo oito meses com a peça, e eu pensei, ah, não é adianta voltar, porque...

O pessoal já viu. Aí voltei pra fazer essa temporada que estendeu exatamente até o final de abril. São Paulo tem muita gente, então acontece muita coisa aqui nos restaurantes. Eu tenho muitos amigos aqui. Minha família é de São Paulo, família toda do meu pai, né? Eu nasci no Rio, mas morei em São Paulo. Então meus amigos de infância são todos daqui. Então a gente sai, se encontra o tempo todo. Então eu tenho as minhas histórias malucas.

de infância, todas são aqui em São Paulo. E eu conto isso. Isso é uma coisa bacana que tem na peça. Não só eu conto as minhas histórias de viagem, mas também conto quando eu termino o show eu converso um pouquinho com a plateia pra saber se eles têm algumas histórias. Inclusive muitas das histórias que surgem na plateia vão pro programa. Eu pego lá, eu boto pro pessoal escrever a história num papel e me entregar.

Então, assim, o povo que também quer ver história e quer contar história, pode aparecer toda sexta, sábado e domingo, lá no J. Safra, Teatro J. Safra. Dá pra comprar com antecedência lá no Eventim, pra já garantir. Ou também me segue lá no arroba, no Fábio Porchat, que lá tem todas as informações. Porque eu faço uma... Eu lanço vídeo das coisas divertidas, Mauro César resolvendo crise, tem personagem novo rolando. No fim das contas, eu quero que o povo dê risada.

Muito bom. E aí, quatro anos, né? E o material é meio que infinito, né? Você continua viajando, as histórias continuam rolando. Tem uma previsão aí? É um projeto eterno?

Pois é, menina. As pessoas falam, bom, dá pra lançar o História do Porto, já dois com mais histórias de viagem. É verdade. Dá mesmo, assim. O stand-up, ele vai contando. Eu conto, por exemplo, uma massagem que eu fiz na Índia, que o rapaz começou a fazer na Virilha. E Virilha é um lugar delicado, né, menina? Porque quando vai subindo, vai dando um aperto no coração. Eu tive uma dor de barriga no Nepal, dentro de um avião que não tinha banheiro.

Então ali, menina, se eu soltasse um pum, eu desbalanceava a aeronave. Aquilo ali...

Juro por Deus, o saquinho de vômito Cabe um choquito, que dirá essa fábrica de chocolate Que eu tô fabricando Então ia ser um negócio violentíssimo E todas as pessoas acabam se dedicando Todo mundo já teve uma dor de barriga Porque dor de barriga não importa, você pode estar num banheiro Num avião no Nepal, pode estar no Guarujá Pode estar no seu trabalho, que quando vem, amigo Ele dá porque o intestino é um órgão brincalhão

O intestino é o Sérgio Malandro do corpo, né? Ele tá rindo da tua cara o tempo todo. Então você tem que ficar atento. Mas conto também de uma ida pros lençóis maranhenses. Gosto muito de viajar pelo Brasil. O Brasil é um país maravilhoso, né? A gente tem tudo aqui. A gente pode ir pra tudo que é canto do Brasil aqui, encontrar uma paisagem ou outra.

Então, eu amo viajar aqui por dentro. Inclusive, já estou programado para ir em abril para a Chapada dos Veadeiros. Já estou pensando em história. Porque o que acontece é o seguinte. As histórias do que dão errado é que são engraçadas. Então, quando eu viajo, tem gente que manda assim. Tomara que dê tudo errado para ser contado no teu programa.

Eu falo, pá de desejar coisa ruim. Eu vou te perguntar isso, Porchat, porque no humor, na comédia, a gente às vezes assiste esquete que as pessoas interpretam personagens, tem bordões e tal, e aí, de certa forma, tem ali uma proteção, né, da pessoa que é da voz, da vida daquele personagem, e de fato personagem. Nesse seu caso, não, você tá indo de cara limpa mesmo e contando não só as suas histórias como as piores delas, né? Como é que é pra você isso?

Exatamente. Como eu já faço isso no programa, então levar pro teatro foi muito tranquilo. Eu sou o cara que conta mesmo tudo que acontece comigo. Eu fico doente, eu falo. Eu fiz uma lipa, eu conto. Eu não tenho negócio muito de esconder, porque eu tiro risada de tudo. A minha ideia é fazer graça de tudo que tá acontecendo. Pode ser política, pode ser de relação de casal, pode ser de um carro quebrado. Não importa. A graça é achar onde é que tá, entendeu? Onde é que faz a curva, onde é que o povo vai rir.

Ali no teatro são as histórias que aconteceram comigo mesmo de verdade. Então é curioso porque você vê, tem histórias que o público ri, porque se identifica, e tem histórias que o público ri para dizer graças a Deus que não foi comigo. Então, por exemplo, eu conto um mergulho que eu fiz com um tubarão branco lá na África do Sul, que você entra numa grade, a grade é afundada, e você fica ali vendo o tubarão.

E ali é o negócio mais perigoso que você tá, né, com tubarão. E a pessoa do meu lado começou a passar mal. E aí, menina, aí quando a pessoa do lado começa a passar mal e você tá com a máscara tapando o nariz, é muito chato você ter que abrir a boca pra respirar. Então eu começo a...

a contar isso e eu vou vendo a plateia se desesperar com as minhas maluquices. É uma peça que está rodando já há muito tempo, já fiz mais de 500 mil espectadores, 450 apresentações, significando que agora ela está no ponto certo, ela está redondinha. É para dar risada mesmo. Eu vejo isso porque eu faço toda lá, sexta, sábado, domingo eu estou fazendo. Então a gente cronometrou e veio que em média é uma risada a cada 10 segundos.

Isso é o histórico do Mochá. Então, a cada 10 segundos tem uma piada. Então, o povo vai rir e é uma peça pra rir junto. Pra levar os parentes, levar os amigos, que é aquela peça leve, que não tem nada polêmico, não tem nada de política. É aquela peça que eu não quero saber em quem você votou. Eu quero que você dê risada, entendeu? Eu quero todo mundo junto no teatro rindo. Porque essa experiência de rir junto é muito gostosa, né?

E quando você assiste um filme em casa, você dá aquela risada, ah, ah, ah. Quando você vê com todo mundo, a risada vai contagiando.

Então vai todo mundo rindo, então é bom demais. E eu vejo isso. Lá é um teatro com 700 pessoas, o Teatro Jota Safra, onde eu tô lá. Então é muito gostoso ver todo final de semana aquelas 700 pessoas por dia rindo real. Posso garantir pra você que tu vai dar risada.

Maravilha, Porchat. Obrigada. E quem quiser assistir ao vivo, bom, reforçando que tem datas extras até o dia 19 de abril, não é 29 de março, 19 de abril, sextas, sábados e domingos, ingressos no site ou na bilheteria física do Teatro J. Safra, que fica lá, na Barra Funda. Porchat, muito obrigada e bom espetáculo pra você. Eu que agradeço. Um beijo pra todo mundo. Tô esperando vocês lá no teatro. Vem, minha gente. Um beijo. Valeu, Porchat. Até mais.

Muito bem, nesse clima de muitas risadas, ficamos por aqui, por hoje, na Védia Calado. Obrigado, hein? Até amanhã. Valeu, até. Quer proteger a experiência do seu adolescente online? No TikTok, a segurança vem desde o início. As contas de adolescentes já vêm com mais de 50 ferramentas de privacidade e proteção ativadas automaticamente. E com a sincronização familiar, os pais podem ajustar configurações de conteúdo e bem-estar digital com poucos cliques.

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