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O desafio de desconectar os filhos: como ajudar os jovens a saírem do celular?

26 de março de 20269min
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Leny Kyrillos recebeu a dúvida da ouvinte Sofia: ‘Minha filha tem 12 anos e está se comportando de modo estranho, concentrada em seu celular, sem interagir com as pessoas. Como melhorar a comunicação dela?’. A especialista destaca que estamos diante de uma epidemia que está atingindo, principalmente, jovens e crianças. Além de discorrer sobre o tema, ela recomenda o novo documentário ‘Anatomia do Post', produzido pela Globo e disponível no Globoplay, para entender melhor sobre o assunto. Ouça.

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Participantes neste episódio1
L

Leny Quirilos

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Assuntos1
  • Vício em celular em adolescentesEpidemia de dependência digital · Dopamina e vício · Documentário Anatomia do Post · Comparação social entre jovens · Atividades alternativas para jovens
Transcrição26 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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CDN comunicação e liderança com Lenny Quirilos.

Lenin Quirino já aqui com a gente tudo bem Lenin? Tudo bom Sardenberg, Cássia, boa tarde pra vocês boa tarde pra todos. Boa tarde Lenin deixa eu dar uma operação aqui peraí que eu vou te ajudar vamos tirar esse microfone aqui que tá atrapalhando. O microfone entre nós né Sardenberg? Não pode haver nada entre nós Ora bola. Bom, como sempre respondendo a pergunta de ouvintes do caso é a Sônia de Ribeirão Preto Sofia

Sofia. Sofia. Sofia de Ribeirão Preto. Por isso o nome da moça. Sofia de Ribeirão Preto. Isso. E ela diz o seguinte, minha filha tem 12 anos e está se comportando de modo estranho, concentrada em seu celular, sem interagir com as pessoas.

como melhorar a comunicação dela. Modo estranho é... Muita gente tem esse modo, né? Muita gente, Sardenberg. É assim, alheia, concentrada numa coisa distante que não está lá presente naquele momento e certamente deixando de fazer outras coisas que poderiam ser mais positivas, como uma atividade física, uma interação melhor, mais próxima.

o aprendizado de algo mais interessante, e por aí vai. E Sardenberg é algo que realmente está tomando uma proporção absurda. Para vocês terem uma ideia, eu recebi a pergunta da Sofia na sexta-feira. E aí eu comecei a pesquisar, cheguei a três livros interessantes que eu quero compartilhar aqui com vocês. E ontem...

eu tive a sorte de assistir a um documentário que passou na Globo, um documentário chamado Anatomia do Post, dirigido pela Eliana Scardovelli.

que é muito interessante e que traz reflexões e dados importantíssimos a respeito disso. Gente, nós estamos aí diante de uma epidemia mesmo, de um problema grave que está acabando com o cérebro das nossas crianças, dos nossos adolescentes. Na prática, o que acontece? Só para a gente entender melhor. Existe um agente bioquímico chamado dopamina?

que circula lá pelo nosso cérebro, estimula as nossas estruturas. E ele é responsável pelo ser humano se movimentar. Quando ele é produzido de uma forma diminuída, a pessoa desenvolve uma certa letargia, uma certa dificuldade, com falta de energia, que pode se acentuar até uma paralisia. E a dopamina, ela vicia.

ela vicia porque ela traz sensação de prazer, ela traz sensação de bem-estar. O que acontece? Tem várias coisas na vida que fazem a gente secretar a dopamina. Quando nós estamos nos relacionando com as pessoas, quando nós conseguimos atingir algum objetivo, quando nós ticamos lá a nossa listinha de afazeres que nós temos, nós secretamos dopamina.

E tem uma coisa que secreta a dopamina muito rapidamente, que é o uso do celular. Quando você está diante do celular, acompanhando uma rede social, gravando alguma coisa, quando, Cássia, a gente posta alguma coisa e as pessoas respondem a nossa postagem, aplaudindo, mandando coraçõezinhos para nós e etc., isso faz jorrar dopamina no nosso cérebro. E o que acontece? Da mesma forma que isso vem de uma maneira rápida,

É um barato, digamos assim, que também termina muito rapidamente. E aí a pessoa quer cada vez mais. Ela fica com a sensação que se ela se afastar daquilo, ela vai perder alguma coisa muito importante, muito relevante. Isso acontece com qualquer um de nós. Imaginem com uma criança...

Imaginem com um adolescente que ainda tem um cérebro em desenvolvimento e que passa a necessitar disso sem critério e sem nenhum tipo de censura ou de controle. Então, o que acontece? Nós sabemos que os jovens, as crianças, os adolescentes, eles têm, em primeiro lugar, uma necessidade muito grande de pertencimento. Eles têm que sentir que eles são aceitos no grupo, aonde eles estão.

Existe uma tendência, gente, muito grande nesse grupo de comparações. Então, eles olham e aí eles se colocam mais próximos ou mais distantes daquela imagem que eles estão vendo. E isso tem gerado muitas distorções.

Até porque ninguém posta nada que não esteja muito bonitinho. Muitas vezes já passou pelo Photoshop, muitas vezes, claro, eles vão pegar aquele momento do dia que a pessoa está até acabada, mas ela, opa, peraí, como eu vou me mostrar para os outros? Deixa eu caprichar aqui. Vou fazer uma expressão melhor, vou me colocar de uma forma mais interessante. Então, claro, aquilo é irreal.

E o que está acontecendo é que essas crianças e esses adolescentes se comparam e se veem em desvantagem, até porque aquilo não é real. Então, a gente está com muitos problemas relacionados à autoestima e o mundo exterior passa a ficar muito hostil para essas crianças e para esses adolescentes.

porque ela se vê numa condição de menos valia, de menos importância. Ela tem a necessidade de se sentir aceita e isso está gerando muitos problemas. Bom, quando eu fui olhar, claro que a gente tem vantagens nessa utilização de uma forma geral e como tudo na vida, né Sardenberg? Temperança, como você mesmo diz. Eu fui pesquisar na ação dopamina, que é o livro da psiquiatra Ana Lembick.

pesquisei a dose certa do Power e como domar a dopamina, que é uma publicação do Michael Long. Então, o que eles dizem? O que alimenta essa crise mental? O uso indiscriminado das redes, jogos de apostas virtuais, o consumo de pornografia online também dá esse tipo de resposta, álcool, cigarro, outras drogas, uma dieta muito rica em açúcar, predispõe a isso, e compras pela internet.

E aí, o que a gente faz com isso? É, porque você vicia, você fica esperando aquele prazer de receber aquela compra pelo correio, que legal, eu vou me compensar, eu vou me presentear com alguma coisa. Vicia, Sardenberg. Fica uma coisa que você vai buscar cada vez com mais frequência.

E quando a gente olha as sugestões desses autores, eles trazem assim, você propiciar atividades que exigem um foco profundo, por exemplo, como a leitura, ter uma disciplina, limites nessa condição, se afastar efetivamente do celular, fazer atividade física. E eu quero acrescentar algumas coisas para a Sofia, quero dizer, que tem muito a ver com essa questão da comunicação.

Veja, se eu vou limitar o uso do celular pelo meu filho, pela minha filha, eu tenho que propor alguma coisa no lugar. Então, propor o uso de jogos, discussões sobre, eventualmente, leituras, fatos do dia a dia, a busca por desenvolver e propor outras atividades em família, de preferência, vão melhorar muito essa resposta.

Trazer uma maior proximidade da família nesse momento. E aí tem que ser uma proximidade com qualidade. Às vezes a quantidade é pequena, mas devem ser momentos com muita qualidade e com muita presença. Com a demonstração clara de interesse da mãe, do pai, dos familiares, pela rotina daquela criança, pelo que ela está vivenciando.

Na escola, no dia a dia, no contato que muitas vezes ela está evitando de ter. Ter uma escuta bastante ativa, bastante interessada e na realidade é se colocarem de uma forma presentes naquele momento e naquela situação. Deixar tudo de lado, se concentrar, demonstrando o interesse e a vontade de interagir.

E olha, gente, vale a pena o cuidado, isso está fugindo do controle. O documentário do Globoplay está mostrando claramente e vale a pena a gente dar atenção e cuidar disso com carinho e com a atenção que merece. Eu vou repetir aqui o nome do documentário. Passou ontem na TV Globo, está disponível no Globoplay. Anatomia do Post. Vi o comecinho aqui, já fiquei impactada. Anatomia do Post. Muita gente sofrendo, gente. Temos que cuidar.

Leny, queridos. Muitíssimo obrigado, Leny. E até a semana. Até, gente. Um ótimo restinho de semana aí pra vocês, pra todos. Até mais. Oi, pessoal. Aqui é a Astrid. Deixa eu te falar uma coisa como mãe, tá? A gente tenta acompanhar tudo, mas quando o assunto é internet, é insano conseguir ver de perto. Por isso, eu achei legal dividir uma coisa com vocês. No TikTok, contas de adolescentes já vem com mais de 50 configurações de segurança e privacidade ativadas automaticamente.

E ainda tem a sincronização familiar, onde pais e responsáveis conseguem ajustar conteúdo e tempo de tela de um jeito bem simples. Assim, a gente fica mais tranquila, né? Clique no banner e saiba mais.

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