Derrota do Brasil para França preocupa antes de duelo com a Croácia
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Carlos Eduardo Éboli
Pradela
- Derrota para a FrançaDesempenho da seleção brasileira · Expectativas para o próximo jogo · Análise do jogo contra a França
- Próximo Confronto CroáciaCortes na seleção brasileira · Desempenho da Croácia · Estratégia para enfrentar a Croácia
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Gabriel Dudziak, Michelle Silva, boa tarde. Boa tarde. Olá, boa tarde. Boa tarde. Bom, teve derrota do Brasil, teve atleta desconvocado. Vamos começar pela derrota? Quem acertou o placar? Você, hein, Dudzi? Dudziak, essa é verdade, 2x1. Fui eu. Não, ele foi 2x1. O Éboli tinha mandado o quê mesmo? 2x2. 2x2. Não? Isso. É, exato. Foi. Foi isso mesmo. E aí, hein?
Nunca tinha acontecido antes Mago dos placares Nunca tinha acontecido antes Até parece, o cara tem 20 anos de carreira Nunca tinha antes Acho importante admitir, falar abertamente sobre isso Não tenho nenhum problema Nunca tinha acontecido antes, agora aconteceu Então pronto Conte-nos O que tinha ali na sua bola de cristal Que você pode dividir com a gente
Comemora, Dud. Tô bem. Não tem muitos motivos pra gente comemorar esse meu acerto, não. Olha, não foi uma boa partida da seleção brasileira. Eu acho que era até imaginado uma vitória francesa, uma superioridade da França no jogo. Mas nos decepcionou como um todo, e falo dessa forma, porque ontem mesmo no 4 em Campo discutimos bastante, a Michelle estava presente.
a falta de respostas do Brasil, ou de propostas do Brasil, durante os mais de 90 minutos da partida. Então, inicialmente, ok, dá para entender, é uma estratégia de reagir mais ao adversário, a França teve bola, o Brasil buscou mais contra-golpe, desarmar e sair em velocidade.
Mas uma vez sofrido o gol, era preciso algo um pouquinho diferente. E ok que o Brasil tentou, mas a execução, de tentar propor mais o jogo, de tentar buscar mais jogadas, ela foi muito ruim, ao ponto de a gente pegar quatro jogadores de muito talento, que eram os quatro da frente do Brasil, e observá-los como atletas totalmente comuns.
no jogo de ontem, ou abaixo do comum, no caso do Vinícius Júnior. Então isso foi muito ruim. E aí no segundo tempo, o Brasil ficando com um a mais, havia toda uma possibilidade de, olha, se não está brilhante, pelo menos está com um a mais, dá para pressionar bastante. Vamos ver o que o Mike Manhã, o goleiro da França, faz.
Mas não, o Brasil não só não pressiona, como ainda toma o segundo gol e demora muito para ter qualquer tipo de reação. E quando tem alguma reação, é na bola parada, que é um recurso legítimo, evidentemente. Mas se você está pensando em jogo coletivo, proposta, o que o Brasil pode fazer, ontem a gente não viu praticamente nada, viu esforços individuais do Luiz Henrique e pouco além disso.
Então é algo que, não sei se preocupa exatamente, porque o Brasil não vai pegar a França muitas vezes na Copa, no máximo uma, ou duas, não, uma só, não está no grupo, uma só. Mas, ao mesmo tempo, a gente ficou com aquele gosto de que as coisas não andaram, não andam e talvez venham a andar, mas aí é muito especulativo. Michelle, você ficou preocupada?
Ah, fiquei, fiquei. Mas eu também não esperava uma grande atuação da seleção brasileira. Eu só acho que até mesmo o mais básico do jogo da seleção brasileira, eu gostaria de ter visto mais bem executado. O Dudes falou ali, né, desse começo de jogo, deixando um pouco mais a posse de bola com a França. Eu não tenho nenhuma questão com ditadura de posse de bola. Por mim, pode ganhar com pouca posse de bola, não tem problema nenhum.
A questão é, se você tem menos posse, então o adversário está ali com mais tempo trocando passes, quando você recupera essa bola, você tem que ser um time capaz de contra-atacar. E o que a gente viu foi uma seleção brasileira que não conseguiu aproveitar oportunidades de contra-ataque. Acho que a França ganhou muito também.
quando ela encaixou a marcação e ela fez isso na maior parte do jogo, quando teve mais posse de bola e também no segundo tempo quando teve menos posse de bola. Talvez ter sofrido o gol com um a menos como a seleção brasileira sofreu seja o maior indicativo do quanto a seleção francesa estava muito mais encaixada, sem a bola, encaixada para marcar do que o Brasil. O Brasil estava muito solto, muita distância entre o setor e outro do campo.
achei uma boa partida do Bremer, do Andrei Santos, do Casemiro, Wesley, a gente vai falar dos cortes também, mas assim, no mais, não gostei da seleção brasileira, vi um Vinícius Júnior muito empenhado em tentar resolver sozinho, quando o caminho não é esse, sinto falta de diálogo entre esses quatro jogadores de frente, tem muito talento ali, tem muito talento ali, mas se eles não se combinarem, se eles não se conectarem em campo, esse talento todo vai...
sumir do campo, como sumiu contra a França. Então, não é sempre que a gente vai enfrentar a França, como disse o Dudes, mas são várias lições para o Antielotti observar. Ele falou que estava parcialmente satisfeito.
depois da entrevista coletiva. Eu não sei se dá para dizer parcialmente, não. Acho que é menos do que parcial. Eu acho que é pouco satisfeito, porque o que a gente viu não foi uma boa atuação da seleção brasileira. Com ou sem a bola. Se a ideia é ter menos posse de bola e contra-atacar, a seleção tem que fazer isso melhor.
Pode ser parcialmente satisfeito, porque já acabou a França, agora não precisa mais. O próximo tem Croácia, quero te ouvir sobre os cortes e dar uma olhada então do que vai ser com a Croácia. A Croácia jogou... Venceu, né? Contra a Colômbia, isso. Ganhou da Colômbia 2x1.
Que não é qualquer seleção também, né? Então, é uma vitória importante. Eu estava vendo aqui os resultados recentes da Croácia. Acho que são oito jogos de invencibilidade. É claro que tem muitos times que são pouco expressivos, né? Gibraltar, por exemplo, foi adversário da Croácia nesse meio tempo. Mas é uma seleção que está chegando bem. E que a gente conhece bem a qualidade que tem nas últimas Copas. Desafia a lógica ao se colocar entre as grandes, entre as maiores.
Chegando numa final em 2018, conseguindo eliminar a seleção brasileira em 2022, entre outras equipes maiores. Então, realmente, a gente sabe da potência que tem a Croácia. E depois de um momento, talvez, de uma baixa pós-Copa do Mundo, de novo vem uma sequência boa, de novo desafias grandes. E deve ser um desafio considerável para a seleção brasileira, ainda mais pelo que a gente não viu.
na partida de ontem diante dos franceses. Rafinha cortado, acho que é ruim, bem ruim, porque ontem ele não foi bem no primeiro tempo, a gente não sabe se ele já tinha alguma questão ali durante o primeiro tempo, ele é substituído no intervalo, muito provavelmente sim, já atuava com algum desconforto, alguma coisa, e deve ficar parado aí um bom tempo, talvez dois meses, talvez perca a Champions League, isso também impacta a preparação para a Copa do Mundo como um todo.
É ruim não tê-lo, porque é um jogador que, pelo menos na minha opinião, ele é capaz de um pouquinho mais que outros ali do setor, porque a gente tem muito atleta de velocidade e drible, e Rafinha tem batida na bola, tem um pouco mais de pausa, parece um jogador um pouquinho mais inteligente também de como jogar nos momentos certos, com a bola mais rápida, a bola mais lenta, então é um desfalque sentido.
O Wesley foi bem, acho que ele fez uma boa partida, acho que ontem tomou alguns dribles ali no canto, né? O Elisê, o Mbappé foram pra cima dele, até o Ekitique foi pra cima dele, mas assim, tomar drible pro adversário ir pra linha de fundo faz parte, né? Foi pra linha de fundo. O que não dá é tomar drible pra dentro da área, né? Acabar desprotegendo a zona mais perigosa do campo.
Então acho que também vai ser uma questão, até porque se a gente vai colocar ali Danilo ou Ibanhas, como foi no final do jogo de ontem, aí fica um pouquinho mais problemático, né? Que são atletas com outro tipo de característica. O Wesley é importante no apoio também, poderia ter sido ainda mais na partida de ontem. E fica também o detalhe que a seleção brasileira chamou na madrugada, no finzinho da noite, o Vitor Reis.
para ser zagueiro nesse grupo, ex-zagueiro do Palmeiras, pertence ao Manchester City, está jogando no Girona, zagueiro jovem, acho que não é o momento para ele, acho que ainda não é o momento para ele, mas aí tem mais um zagueiro, que pode indicar que realmente a solução vai ser empurrar o Ibanhas para a direita, ou o próprio Danilo para a direita, para jogar aí diante da Croácia. Agora, Mistério, vai te chamar mais gente, então está faltando gente.
É, assim, é um desafio que o Antilote tem, né? Não anunciou ninguém pra vaga do Wesley, nem pra vaga do Rafinha. Ele tinha o corte ainda do Gabriel Magalhães, que ele não tinha sido preenchido com ninguém, mas agora com a chegada do Vitor Reis é um zagueiro que preenche.
Ainda que o Vitor Reis atue mais pelo lado oposto da zaga. Então eu fiquei um pouco na dúvida. Eu acho que o Vitor Reis é muito mais um zagueiro muito jovem. O pessoal vai lembrar dele do tempo de Palmeiras e tal. Ele está bem no Girona, na Espanha. Mas eu acho que é muito mais para compor treinamentos do que propriamente para ser titular no jogo contra a Croácia ou até mesmo entrar.
Vale lembrar, pra lateral direita, o Danilo é considerado pelo Antielotti esse híbrido, né? Esse jogador capaz de jogar no lateral direito e também na zaga pelo lado direito. Eu acho que esse híbrido tem que aparecer em algum momento, né? No jogo contra a França, nem um minuto pro Danilo, né? Então, contra a Croácia, espero ver o Danilo, até porque é um teste também pra ele. Então, ele vai ter esses desafios, né? Possivelmente o Ibanes, que jogou aí metade, né?
pouco mais da metade ali do segundo tempo contra a França, possivelmente o Ibanhos pelo lado esquerdo da zaga, de repente o Marquinhos já tem a condição para ser o zagueiro pela direita contra a Croácia, fato é que a seleção brasileira vai enfrentar um time da Croácia que é muito fechado.
que mais uma vez ontem contra a Colômbia demonstrou essa capacidade de se fechar mais e jogar em cima do erro do adversário, então acho que esse vai ser o cenário. Vai exigir muita movimentação dos jogadores de frente da seleção brasileira. Como disse o Dudes, Rafinha tem uma capacidade de armação e de inteligência com a bola para dar ritmo para o jogo, que até o Brasil não explorou contra a França, mas que para esse jogo contra a Croácia seria bem importante.
Acho que é fundamental o Antielotti olhar para esses quatro jogadores de frente e, de repente, pensar em abrir mão de um deles ou recuar um pouco mais um deles para poder fazer a armação do time, enfim. Ter um jogador ali que pense mais as jogadas, porque a Croácia vai reduzir bastante o espaço de um ataque que gosta do espaço para jogar e que muitas vezes precisa do espaço para jogar. Vai ser um grande desafio, com certeza.
Dudziak, amistosos interessantes que vão começar daqui a um minuto. Tem Inglaterra e Uruguai, tem Suíça e Alemanha, tem Espanha e Sérvia. O que você destaca?
Esses aí são interessantes e vão começar já já. Então, lá na Inglaterra, tem Inglaterra e Uruguai, duas equipes que estão na Copa do Mundo. A Inglaterra, acho que até corre com um certo favoritismo para a Copa, num segundo escalão, talvez, ali junto com o Brasil, para alguns num primeiro. Uruguai, acho que está numa terceira prateleira hoje, fez um bom começo de eliminatórias, mas a reta final foi muito ruim.
Holanda e Noruega dentro do pacote de quem pode surpreender na Copa. Suíça e Alemanha. A Alemanha perdeu bastante nesse ciclo. Não vem com uma geração tão forte, não vem com um jogo coletivo tão forte. Mas todas essas equipes que eu estou falando vão à Copa do Mundo. Então são duelos que trazem essa expectativa, porque os times estão no Mundial, conseguiram fazer a parte deles no Mundial.
E a gente ainda vai ter aí um jogo da Espanha contra a Sérvia, a Espanha vai para a Copa. A Espanha era para estar enfrentando a Argentina hoje, né? Mas a questão dos conflitos ali no Irã e com os países vizinhos impediu a realização da chamada finalíssima, né? Que seria o campeão da Euro com o campeão da Copa América. Então eles vão jogar contra outros adversários em outras localidades, né? Por quê? Porque seria no Qatar essa finalíssima, né?
Espanha e Sérvia, a Argentina vai jogar com a Mauritânia, 8h15 da noite. E tem mais um aqui amistoso que eu queria destacar, que é Marrocos e Equador, duas equipes que também vão à Copa e que tem essa fama de dificultar muito para as equipes que são favoritas contra elas. Mais cedo, Egito 4x0 na Arábia Saudita, equipes que vão para a Copa do Mundo, África do Sul e Panamá 1x1, duas equipes que vão para a Copa do Mundo também.
E uma menção aí é o jogo do Irã, que foi pela manhã aqui no horário de Brasília. O Irã perdeu da Nigéria por 2x1, mas os jogadores iranianos entraram em campo com mochilas. Foi na Turquia, pelo que vejo aqui. Não é um dos mais confiáveis esse site, mas acho que foi na Turquia. Eu posso checar de novo e passar para vocês.
Mas entraram ali para o hino e colocaram pequenas mochilas à frente deles, mochilas infantis representando crianças que acabaram perdendo a vida nesse confronto. Foi numa escola, eu visto. Isso. Tá bom. Tudo já aqui, Michele, obrigado. Pode falar, Michele.
Só para complementar rapidinho, ainda pensando em adversários do grupo do Brasil, o Dud citou o Marrocos, amanhã tem às 4 horas, Escócia e Japão. E tem também o jogo um pouco mais alternativo, para quem quiser, Haiti e Tunísia também amanhã, mas esse jogo às 9 horas da noite. Obrigada, gente. Bom trabalho para vocês. Nossa, que jograu lindo. Se combinasse não dava certo. Um beijo para cada um, bom trabalho para vocês aí no fim de semana. Tchau, tchau. Obrigada, beijo.
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