O legado de Oscar Schmidt para o basquete brasileiro
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- Legado de Oscar SchmidtHomenagem a Oscar Schmidt · Carreira de Oscar Schmidt · Impacto no basquete brasileiro · Jogos Pan-Americanos de 1987 · Relação com a seleção brasileira
- História do basquete no BrasilPopularidade do basquete · Geração de atletas brasileiros · Desenvolvimento do basquete feminino
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Olá, muito boa tarde, seja bem-vindo ao Ponto Final CBN desta sexta-feira, 17 de abril de 2026, dia em que morreu Oscar Schmidt, o Monsanta, maior ídolo da história do basquete brasileiro, reconhecido internacionalmente e um ídolo contemporâneo pra nós, né, Carol Morão, ídolo da nossa geração. Boa tarde.
Oi, Débora. Boa tarde para você e para os ouvintes. Uma sexta-feira muito triste, acho que para todos os brasileiros, porque o Oscar, além de ser uma lenda do esporte, era uma figura muito querida por todos. A gente vai trazer a cobertura completa e toda a repercussão da morte do Oscar Schmidt nessa edição do Ponto Final.
E quem já está conosco é o Carlos Eduardo Éboli, nosso colega aqui da CBN. Oi, Éboli. Seja bem-vindo. Que pena que para falar da morte desse ídolo, mas por outro lado, o Brasil, que é o país do futebol, também é o país do basquete, graças ao Oscar Schmidt, né?
Sem dúvida alguma, Débora, Carol, boa tarde, estou absolutamente impactado ainda por essa notícia, até porque desenvolvi uma relação muito positiva com o Chimitão, com o Oscar Schmidt, eu como profissional cheguei a acompanhar, cobri a reta final da carreira do Oscar, ele se aposentou em 2004, se a minha memória não estiver falhando.
E inclusive fizemos na ocasião várias homenagens ao Oscar Schmidt aqui no Sistema Globo de Rádio. Naquela ocasião apresentei um programa em cadeia, Rádio Globo e Rádio CBN, numa grande homenagem, três horas de duração, onde a gente passeou por toda a carreira do Oscar, com a presença de familiares, Tadeu foi uma presença ilustre nessa homenagem.
E daquele momento em diante, realmente passei a também admirá-lo muito, né? Como pessoa, nos seus gestos, na sua força de vontade, na sua capacidade de incrível, né? De se concentrar nos movimentos, de querer ser sempre o melhor, o mais perfeito.
e ele não à toa recebeu o apelido de Monsanta. E quando alguém falava muito pra ele esse apelido, ele falava Monsanta...
É nada, ele usava outro termo, é mão treinada, porque é uma coisa marcante na carreira do Oscar, essa repetição de movimentos que fez dele um dos maiores arremessadores da história do basquete mundial. Eu vou sair mais com tranquilidade da história do basquete brasileiro e vou ampliar isso para a história do basquete mundial.
E isso é a mais pura verdade, porque o Oscar atingiu um nível de excelência com as mãos que acabou sendo reverenciado pelo mundo. Um brasileiro que hoje faz parte do Hall da Fama da NBA, do maior basquete do mundo, basquete profissional dos Estados Unidos.
Vários jogadores ao longo da história sempre reverenciando a capacidade do Oscar Schmidt, presente em festas, em eventos no basquete americano. Recentemente também foi homenageado já nesse período difícil aí, tentando se recuperar de mais uma queda, né? Tudo da origem do tumor cerebral.
mas recentemente ele foi homenageado e foi colocado no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, homenagem mais do que justa. Então o Oscar era uma figura doce, maravilhosa, aquele gigante, que tinha uma gargalhada, um sorriso contagiante. E eu lembro só de passagens boas com o Oscar. Inclusive nesse momento aí que a gente fez a homenagem, em 2004, eu conversando com ele fora do ar, falei, Oscar, vamos bater uma bola?
vamos, vamos, vamos bater uma bola ele me chamou de Duda também as pessoas mais próximas sabem que esse é meu apelido, também já uso inclusive isso hoje profissionalmente mas, Duda, vamos sim vamos bater uma bola
vamos amanhã cedo no aterro do Flamengo, eu falei, Oscar, você está de brincadeira. É, vamos bater uma bola no aterro do Flamengo, vamos fazer uma pelada no aterro do Flamengo. É, está bom. E aí de manhã cedo, no dia seguinte, chegamos no aterro do Flamengo, e eu batendo bola com o Oscar Schmidt, outras pessoas também mais próximas, ali as pessoas passando pelo aterro do Flamengo, vendo aquilo, eu falei, não é sério? É o Oscar Schmidt que está aqui batendo bola no aterro do Flamengo? E aquilo se transformou.
Num evento delicioso, sabe? Com as pessoas todas se aproximando do Oscar, ele brincando e fizemos vários jogos. Esse era o Oscar. É um gigante do basquete mundial, um gigante do esporte mundial. O maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos até hoje, gente. Ele é o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos. São 1.093 pontos. Mais de 49 mil pontos na carreira.
um monstro, 25 anos de carreira, e só não jogou no basquete dos Estados Unidos porque não quis, porque ele foi da casa. Então, eu ia te perguntar isso, Duda, a grande paixão do Oscar era a seleção brasileira, né? E ele não quis jogar na NBA, a grande paixão dele realmente era defender a camisa brasileira, né? Isso, foi em 94, Carol, 1994, quando ele foi draftado.
pelo New Jersey Nets só que existe uma regra na época
Existia uma regra na época de que jogadores profissionais não podiam participar dos Jogos Olímpicos, então não podiam representar as suas seleções, tanto é que o basquete norte-americano, o basquete estadunidense, ele usava jogadores que não eram profissionais, jogadores universitários. A primeira grande Olimpíada foi em Barcelona, com a participação dos atletas profissionais.
Mas o Oscar tinha essa coisa, se eu jogar pelo basquete profissional, eu não vou poder servir a seleção brasileira, então não. Então eu vou continuar com a seleção brasileira. E aí ele acabou recusando essa convocação do basquete dos Estados Unidos para seguir com a seleção e fazendo história com a seleção. Ele não conquistou nunca uma medalha olímpica.
nenhum título mundial com a seleção, mas tem um título que é fantástico, que foi em 1987, os Jogos Pan-Americanos nos Estados Unidos. Ô Éboli, desculpa te interromper, mas eu queria chamar aqui para a nossa conversa o PVC, que está aqui com a gente, vai se juntar a nós para falar.
Esse campeonato que o Éboli citou, Pan-Americano, de 1987, eu acho que é uma das primeiras imagens dos heróis do esporte que eu tenha tido na vida. E é muito emocionante. Eu lembro de já ter escrito sobre isso. E queria te ouvir, ô PVC, um pouco. Você que, assim como o Éboli, é uma biblioteca ambulante do esporte. Boa tarde, seja bem-vindo. Eu aprendo com o PVC.
Pena que, pra falar sobre o Oscar, essa figura tão doce que nos deixou hoje, beijo pra você Débora Votarol. Boa tarde, PdC. Oi, querido. É um, assim, o Oscar tinha uma coisa de mandar emojis, e um ele mandava assim, merece um Oscar, merece um Oscar. Só que a foto era do Oscar.
Os capais fazem uma geração absolutamente extraordinária do basquete brasileiro. A gente perde um pouco de vista que o basquete, historicamente, era o segundo esporte em popularidade no Brasil, que o basquete masculino do Brasil é bicampeão mundial e que o basquete feminino do Brasil é campeão mundial, em 94.
E aquela geração de 78, eu gosto de fazer uma pegadinha, que é dizer assim, em 1978 o Brasil perdia para a Itália por um ponto, valia a medalha de bronze no Campeonato Mundial das Filipinas, e o Marcel chutou uma bola no meio da quarta, a bola caiu e o Brasil ganhou por dois pontos. É verdadeiro ou falso?
Aí o cara vai dizer, não, não, dois pontos. Ganhou por dois pontos, sim, verdadeiro, porque a sexta do meio da quarta vale três pontos, só que naquela época não valia. Valia dois pontos só e o Brasil ganhou por um ponto da Itália. E foi terceiro colocado no Mundial das Filipinas com o Oscar, com o Marcel, com a Gilson, com Gilson, com Marquinhos.
A geração que no ano seguinte, em 79, foi campeão do mundo. O Oscar foi campeão do mundo pelo Sírio, pelo Esporte Clube Sírio. Fica ali pertinho do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O Sírio tinha um time com Dodi, Marcel, Oscar, Marquinhos e Léo. Era o quinteto do Sírio, que foi campeão do mundo em 1979. Vem sendo o Bosna de Sarajevo, no ginásio do Ibirapuera, absolutamente lotado.
Se você tiver curiosidade, vai ver essa imagem na internet que você vai achar o jogo extraordinário que o Sírio fez. Esse time não conseguiu, essa geração não conseguiu ser medalhista em Mundial, nem em Olimpíadas, até porque aconteceu uma revolução geográfica.
A União Soviética se dividiu, você passou a ter Rússia, Lituânia, Letônia, Croácia, Sérvia e a divisão de países. A Iugoslava era uma potência e a Croácia passou a ser, enfim, mudou a geografia do basquetebol. Mas é um mito extraordinário que nos deixa nessa sexta-feira todo o abraço e o amor para a família, que sempre criou a gente tão bem.
sempre que a gente pôde conviver com eles ou no bairro de Alphaville a última vez que eu encontrei com a família foi no Rio de Janeiro, no centro do Rio de Janeiro mas ele morava ali em Alphaville por isso que o hospital foi em Santana do Parnaíba e numa época PVC e Ebolin que o brasileiro não consumia basquete hoje em dia a molecada toda acompanha NBA
E é muito mais fácil o acesso, todo mundo assiste os jogos, mas era uma outra época e o basquete aqui no Brasil ganhou popularidade muito em função do Oscar, né?
É, eu acho que tem dois fatores aí, o Eberi me corrige, Eberi, porque tem, como a carreira do Oscar teve 25 anos, ele teve momentos diferentes. Eu, quando era menino, eu morei num bairro chamado Parque Continental, na zona oeste de São Paulo, tem um clube chamado Continental Parque Clube, que tinha um time juvenil extraordinário, então a gente assistia campeonato paulista, campeonato carioca, o Oscar jogou no Corinthians, jogou no Flamengo, jogou no Sírio, mas...
Ele viveu períodos diferentes, no período em que a gente assistia o basquete dos clubes brasileiros. Montilíbano, Sírio-Francana, Corinthians, Tênis Clube de São José, Flamengo, Vasco, Fluminense. E depois teve um período novo que ele passou porque ele foi draftado. Ele não foi jogar RB como o Amor falou, porque ele quis jogar a Olimpíada pela seleção brasileira.
Foi em 84 que ele foi draftado pela União de Gersonet e aí preferiu não ir para os Estados Unidos. Ele já era reverenciado pela sua capacidade incrível de arremesso principalmente. Mas eu acho que aquele episódio de 1987, a conquista dos Jogos Pan-Americanos em Indianápolis, foi a primeira vez que uma seleção americana perdeu em território americano.
aquilo mudou um pouquinho a mentalidade do basquete dos Estados Unidos e eles começaram a se atentar mais para a importância dos arremessos longos. O basquete dos Estados Unidos sempre teve uma tradição do jogo de transição, de muita velocidade, do espetáculo.
da plasticidade, das enterradas, da força física, e começaram a partir daquele momento a estudar mais, né? Possibilidades de melhorar os arremessos. Quer dizer, o Oscar, ele mexeu com o ambiente dos Estados Unidos, e hoje a gente tem os melhores arremessadores do mundo jogando no basquete dos Estados Unidos, né? O Stephen Curry é um dos grandes exemplos disso aí, atletas com nível de excelência incrível nesse tipo de técnica.
O Oscar, até nisso, o Oscar foi responsável por modificar o rumo da história do basquete, justamente na terra do basquete, que é os Estados Unidos. O Oscar, ele...
Ele tem uma coisa, né? Ele tem uma aura, ele tem uma energia que ele cativa, né? É uma coisa que vai muito além do hidro, né? A imagem dele é uma imagem absolutamente hipnotizante. Com toda certeza. Gente, como o nosso objetivo aqui hoje é fazer uma homenagem ao Oscar Schmidt, vou chamar mais uma pessoa pra conversa. Magic Paula, jogadora de basquete pela seleção brasileira, também um...
Está entre os ídolos do esporte brasileiro. Paula, obrigada por nos atender hoje. Boa tarde. Oi, Débora. Oi, Éboli. Oi, TVC. É um dia muito feliz para nós, do esporte. Os ídolos não deveriam partir nunca, né? Mas eu recebi com muita tristeza essa notícia do Oscar, né? Não, não, não.
parceiro, amigo e da mesma geração e pessoa com quem convivemos em vários momentos da nossa vida.
É, Paula, com certeza. É muito triste essa data de hoje e por isso que a gente se esforça pra tentar fazer essa homenagem e falar desse legado, né? Que o Oscar nos deixou. Eu queria que você contasse um pouquinho, então, justamente dessa trajetória compartilhada no basquete. Oscar, grande ídolo da seleção masculina, você, ídolo da seleção feminina. Olha, eu acho que falar do Oscar como jogador é...
Vou ser redundante do que muita gente vai falar e vai poder comentar. Eu acho que o Oscar, ele fugiu, saiu um pouco da curva, né? Porque ele era um atleta que talvez não fosse o melhor físico, talvez não fosse o mais habilidoso, mas era o mais certeiro, né? E foi um cara predestinado, era um cara que tinha uma...
Ele era insistente, ele era disciplinado. Ele foi um cara que, para mim, foi o maior remessador do basquete brasileiro. Reverenciado fora do nosso país, reverenciado pelos gringos, né? Por aqueles que fazem tanta... São os nossos farol, né? Os americanos. Então, acho que esse cara, ele fez a sua parte, a sua missão aqui.
nesse planeta, na Terra, como atleta, como profissional, e a gente perde um grande amigo, né? E fora de quadra, Paula, conta um pouco da sua relação com Oscar ao longo desses anos todos. A gente se encontrava mais em Pan-Americanos e Olimpíadas, era um contato muito esporádico, né? A gente dificilmente se via assim fora desse circuito.
E depois que encerramos carreira, também se distancia um pouco, só quando a gente participa de algum evento. Mas tenho muitas recordações do Oscar, principalmente em Porto Rico, que foi o primeiro campeonato que eu participei junto com ele, Pan-Americano. O Oscar dormia com a bola naqueles jogos. Depois de assistir, estava ali presente naquele espetáculo que o Brasil fez em Indianapolis, no Pan também, vencendo.
time americano. Então, o nosso contato era mais, não tinha, assim, essa relação de conviver com ele, com a família, mas nossa relação era mais quando a gente participava de competições. É, Boli, PVC, fiquem à vontade. Não, sobre essa questão da família, o Oscar...
Ele, pelo menos, teve a oportunidade, ele que hoje nos deixa, mas com uma missão pessoal cumprida, né? Foi muito bonito ver quando o Oscar conseguiu entrar em quadra ao lado do filho Felipe. O Oscar tinha uma coisa com a família, né? Uma valorização e tem que ser assim mesmo.
Mas a relação com a mulher, Maria Cristina, com a Stephanie, com o Felipe, um cara extremamente família. E quando ele conseguiu, jogando pelo Flamengo, atuar ao lado do filho Felipe, ele ali falou, olha, eu já posso me aposentar porque já a missão está cumprida. Foi muito bonito ver aqueles momentos dele com a camisa do Flamengo, inclusive, jogando ao lado do filho Felipe. Foi mais um momento marcante aí do Oscar Schmidt, o Chimitão, nosso querido Monsanto.
É muito triste, a Paula está falando uma coisa sobre, a Paula é uma campeã mundial de basquete, e eu acho muito valioso que o Oscar deixa todo o amor que ele tem pelo basquete, assim como a Paula, assim como a geração da Paula, a gente falar sobre os heróis do basquetebol brasileiro.
Porque é mesmo isso que a Carol falou, né? A gente tá hoje, a gente tem uma geração que acompanha a NBA. Mas é muito importante a gente recuperar a história desse basquete. Bicampeão Mundial masculino, campeão Mundial feminino. Falar dos nossos... O Brasil tem uma tradição no basquete, que foi o que formou esses atletas gigantescos, como a Paula que tá falando com a gente, campeã mundial, como o Oscar.
porque é uma cultura do jogo de basquete no Brasil que formou essa geração grandiosa. Hoje a gente olha para a camisa da seleção brasileira de futebol, tem o desenho do Michael Jordan, mas o Brasil é bicampeão do mundo. A gente precisa recuperar essa lembrança. A última grande ação do Oscar hoje pelo basquete é fazer a gente falar do grande basquete brasileiro. Isso que a Paula concorda.
Eu assino embaixo para ver se eu acho que a gente precisa... Hoje, se você for perguntar, sabe mais do basquete americano do que essa geração que antecedeu o Oscar, a geração Marcelo, Oscar, essa geração que fez tanto pelo basquete, o feminino também. A gente tem que estar sempre cutucando. Eu acho que falar do Oscar, a gente vai falar...
para a vida inteira, porque foi um legado incrível que ele deixou, e principalmente de disciplina, de amor à camisa, de um cara resiliente, um cara que vivia para isso, vivia para o basquete e para a sua família. Eu vou contar uma historinha rapidinho, porque eu contei agora há pouco que eu joguei basquete, não profissionalmente, mas joguei basquete no início da adolescência.
num clube tradicional de formação de jogadores que era o Continental Particlube, no Parque Continental, a Paula conhece, o Zé Cláudio dos Reis, histórico, o diretor da CBC, foi diretor do Continental. E um dia a seleção brasileira de basquete foi treinar, se preparando para o Mundial da Argentina, em 82. E a seleção inteira foi pra lá. E a Elisdivar Timões, a Gilson, Gilson, Calioquinha, Marquinhos, Oscar, Marcelo, Nilo, Maurício.
E aí, um menino de 12 anos, que foi quando eu conheci o Oscar. O Oscar nunca, nem sabe dessa história. Mas é como essa geração de atletas, eu faço de novo aqui, em homenagem à Paula, que está conversando com a gente, a geração de atletas que é absolutamente história do esporte brasileiro e que sempre tratou a formação dos garotos, das crianças, de uma maneira absolutamente como um ídolo tem que se comportar.
Foi quando eu conheci o Oscar, eu tinha 12 anos de idade, pedindo um autógrafo e ele autografou a minha camisa.
regata branca, com a marca azul da Adidas e as três listras do lado, que imitavam um pouco a camisa da seleção brasileira, a seleção brasileira usava aquela camisa listrada verde e amarela. Aliás, no Pan, em 87, já não era mais a camisa listrada verde e amarela, era a camisa amarela com listinhas verdes no ombro, mas a camisa histórica da seleção brasileira, verde e amarela listrada na vertical. É tudo no Brasil do Pasquete.
E, gente, olha só os atletas brasileiros que estão no hall da foma do basquete. Além do Oscar, de Paula, Hortência, Janete, Amaury Passos, o Biratã Pereira, além dos técnicos Togo Renan Soares, o Canela e Antônio Carlos Barbosa.
isso mostra a força do basquete brasileiro, embora tenhamos talvez menos, não sei, Paula pode dizer isso, se é menos investimento hoje no basquete brasileiro, não sei se é exatamente isso, Paula, queria ouvir de você e o que poderia nos trazer de volta para essa época de ouro do basquete. A gente precisaria ter um programa só para falar disso, não acho que seja falta de recursos.
Porque se fosse isso, a gente não tinha conquistado tudo que a gente conquistou. Com bem menos recursos, né? Com bem menos recursos, né? Viajando de piruacombi, ficando embaixo da arquibancada, e hospedando embaixo da arquibancada. Então, eu não vejo hoje, eu acho que tem uma estrutura interessante, o investimento no país, né? Hoje tem leis que incentivam essa... A base incentiva o alto rendimento.
muito recurso principalmente governamental, recursos federais, estaduais e leis de incentivo. Então eu acho que realmente é um descuido de a gente não conseguir perpetuar gerações e ir formando outras.
Eu acho que eu sempre cito o voleibol que consegue fazer isso muito bem. E a gente acho que peca por isso, de não ir já pensando nos futuros talentos quando é necessário. Porque a gente sabe que o ciclo é longo, talvez de duas, três Olimpíadas. E a gente quer sempre um resultado imediato. Eu acho que é mais gestão, é mais uma preocupação de...
de fomento, da base, de formar não só atletas, mas também treinadores e ter essa estrutura na base, da gente poder ter na escola isso. Com certeza. Paula, queria agradecer imensamente a sua disponibilidade, conversar com a gente, conversar com o nosso ouvinte, nos ajudar a fazer essa homenagem para o Oscar. Obrigada, boa tarde. Obrigada a vocês. Boa tarde. Obrigada.
PVC, obrigada, viu, por trocar essa ideia com a gente aqui, pra também nos ajudar nessa homenagem ao Oscar. Eu que agradeço a possibilidade de falar do Oscar e um abraço pra toda a família.
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