Excesso de endividamento em empresas de capital aberto; quais os riscos?
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Milton
- Renegociação de DívidasCrises financeiras em empresas · Recuperação extrajudicial · Títulos de crédito privado · Importância da análise de investimentos
CDN Dinheiro, com Marcelo D'Agosto. Muito bom dia para você, Marcelo D'Agosto.
Bom dia, Milton. Bom dia, Marcela. Bom dia, ouvintes. Bom dia. Hoje eu queria que você trouxesse para cá uma análise para nós a proposta das informações que estão publicadas em reportagem do jornal Valor Econômico, mostrando que uma série de empresas aqui no Brasil trouxe alertas nos bancos.
nos balanços mais recentes sobre a incerteza da continuidade das operações. São empresas ali que passam por crises financeiras, aí tem ali Oncoclínicas, Braskem, Marisa, GPA, Cora Saúde, Raizen, enfim, queria que você nos ajudasse a entender o que está acontecendo.
Olha, Milton, Marcela e ouvintes, é importante ficar atento sobre o que está acontecendo. O que o jornal viu numa reportagem da Adriana Matos e da Fernanda Guimarães é que diversas empresas de capital aberto, quando publicaram o balanço mais recente, que é a prestação de contas que as empresas fazem,
soltaram também um alerta dizendo que as dívidas eram muito altas e que poderiam comprometer a continuidade dos negócios a longo prazo, o que é uma coisa grave. Entre essas empresas, como você mencionou, estão também a Raizen e o Grupo Pão de Açúcar, que pediram recuperação extrajudicial. E aí, concretamente, quem investia nesses títulos de renda fixa emitidos por essas empresas, teve que aceitar as novas condições de pagamento.
Esses títulos de renda fixa que as empresas emitem são chamados de crédito privado e acabam sendo oferecidos para os investidores de diversas formas. Pode ser uma debênture, um CRI, um CRA, um fundo de investimento, um fundo imobiliário e até um COE, um Certificado de Operações Estruturadas.
Aí tem um ponto importante, porque se o título for emitido por uma empresa de capital aberto, tem uma série de informações que a empresa tem que divulgar e o investidor fica sabendo. Se for uma empresa de capital fechado, as informações são mais restritas. A gente está num ambiente de juros muito altos, que é bom para o investidor, mas é ruim para quem precisa tomar empréstimos.
Aí, para não ser pego de surpresa, o investidor precisa saber bem onde está investindo, porque nenhum desses títulos que as empresas emitem tem a garantia do FGC, o Fundo Garantidor de Crédito, como são os títulos bancários. Então, em resumo, essa notícia é relevante e é importante os investidores olharem a carteira para ver se tem algum título de crédito privado.
Se tiver, conversar com um assessor financeiro para entender o que pode acontecer, mas sem decidir vender a aplicação ou comprar mais. Não é um desespero, mas merece cuidado e vale a pena dar uma conferida na carteira. E também na reportagem do jornal Valor Econômico, pode ser acessado pelo site. Muito obrigado e até mais, Marcelo. Até mais, um abraço, até amanhã. Valeu, até.
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